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A ansiedade pelo sucesso

O mundo digital obrigou o ser humano a ter em mente de que “tudo é para ontem”, mas um bom líder sabe que o essencial é saber agregar as experiências.

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Num momento de tantas informações e oportunidades ao alcance de um clique, fazer as escolhas adequadas e focar no planejamento da carreira pode parecer fácil, porém, não o é.  Até bem poucos anos a escolha de uma profissão era algo definitivo. O ingresso numa universidade e a decisão da carreira garantia a estabilidade no mundo corporativo de passos lineares.

Estamos na era digital e já há quem diga que, no final dela, para as novas gerações o digital já é o óbvio. Um mundo globalizado, com novos paradigmas, que abrem as portas para infinitas oportunidades. Tudo se torna possível. Basta fazer as escolhas corretas. Qualquer janela é uma chance, uma passagem rumo a um destino próspero. Vendo dessa perspectiva, tudo está ao alcance das mãos. Porém como escolher em meio a tantas promessas irresistíveis de carreira? Como ser assertivo? Como progredir? Com tantas ofertas e possibilidades o planejamento de carreira deixa de ser linear.
A velocidade das mudanças tecnológicas e científicas não garantem que o certo de hoje será o melhor de amanhã. São muitas alternativas e poucas certezas. O universo virtual traz a sensação de multiplicidades de escolhas e com elas vem um senso de urgência. É preciso ingressar na carreira, ser promovido, liderar, tudo na velocidade dos games. A questão desafiadora é que na vida real existe um “delay” se comparado ao virtual. Entre o que parece possível e o de fato atingível existe um gap. Na mente virtual tudo está dado, pronto.  A vida real pede a tal da experiência, o passo a passo que só se aprende vivenciando. É preciso seguir protocolos, regras, burocracias e hierarquias.
No cenário real, o que fazer com a expectativa de conquistas a curtíssimo tempo? Já que sabemos ser esse um grande fator para o desengajamento nas corporações. Pesquisas demonstram que o maior índice de insatisfação e desligamentos nas empresas é a falta de perspectiva de plano de carreira. Se por um lado é preciso correr para ocupar os cargos mais altos em curtíssimo prazo, por outro lado, quando esse cenário não parece oportuno, vem a desistência.
É preciso ter cuidado com a matemática da urgência ao invés de simplesmente mudar de empresa rumo a uma possível escalada galopante. É imprescindível entender o que é necessário que seja modificado internamente. É importante compreender quais limitações e impedimentos internos e também externos precisam ser revistos. As limitações internas podem ser algumas inseguranças, crenças limitadoras, valores contraditórios, entre outras tantas. Os impedimentos externos são a ausência de conhecimentos específicos, falta de alianças, problemas na comunicação, etc. No entanto, na maioria das vezes em que se tem a percepção do que é necessário rever internamente, isso resulta em mudanças de comportamentos e no desenvolvimento de novas habilidades e saberes.
Não é só o iniciante que enfrenta os desafios das escolhas. Muitos profissionais de ponta e financeiramente bem estabelecidos se veem diante de questionamentos internos sobre o que fazer nos próximos muitos anos de suas vidas. Rever periodicamente o que energiza profissionalmente e pessoalmente são fatores importantíssimos para se manter em alta performance. Nesse sentido é relevante estar disposto a se reinventar em diversos momentos da carreira. É preciso coragem para reconhecer que não se conhece o todo. Um profissional, por maior maturidade e destaque que tenha no contexto já estabelecido, quando começa algo novo, inevitavelmente terá que desenvolver outras habilidades a partir do estágio básico de aprendizagem. Essa qualidade de inovar, de ter humildade e disposição para aprender o inédito pode garantir o frescor, a qualidade, a alegria, a saúde e a possibilidade de experimentar muitas carreiras brilhantes numa mesma vida.
Como pesquisadora do comportamento e valores humanos, acredito que alguns fatores podem fazer total diferença numa escalada progressiva e bem-sucedida de carreira. Conhecer as novas tendências é um deles.
Pesquisas apontam o eminente surgimento de mudanças tecnológicas com crescimento exponencial e capacidade de alterar radicalmente o modo de vida ao qual estamos inseridos nesse início de século. Diante do que já é e de tudo que está por vir, penso que quanto maior a integração do ser humano com seus reais valores, suas principais habilidades humanas e com o seu verdadeiro propósito de vida, maiores serão os benefícios e oportunidades de uma carreira bem-sucedida. Nesse cenário é importante encontrar bem-estar e equilíbrio emocional, conju
gal, espiritual, familiar, social, intelectual e de lazer.
Diante das perspectivas, não é possível dizer de forma lógica e precisa o que será necessário fazer para garantir o sucesso no planejamento da carreira. Mas o certo é que ter excelência naquilo que se faz é e será sempre um dos principais ingredientes em qualquer tempo ou lugar.
Líderes inspiradores servem como modelo em qualquer etapa do planejamento de carreira. Ensinamentos que podem fazer a diferença entre ser mais um ou ser único em meio a tantos. Líderes inspiradores não visam somente o dinheiro ou bem-estar pessoal. Líderes inspiradores têm em comum propósito e missão. Têm como ambição criar, promover ou impactar em algo que sirva como legado para as próximas gerações. Líderes inspiradores acreditam no poder da abundância e por isso não se prendem às pequenas questões e picuinhas, ao contrário: promovem um ambiente de permanente desafio, atentos ao projeto de vida de seus colaboradores. Oferece feedback constante e sobretudo geram oportunidades, ao qual, sabemos, ser um dos principais aliados na manutenção da equipe e do chamado plano de carreira.
(Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 21/12/2016).
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    Crise modifica perfil dos contratados para postos de alto escalão em Minas

    Oportunidades em cargos de gestão serão maiores em 2017

    A Diretora Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, em entrevista à equipe do Jornal Hoje em Dia dá dicas sobre oportunidades em cargos de gestão.

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    Assim como para os demais profissionais, conquistar uma vaga de executivo na crise não tem sido fácil. Mas as perspectivas para 2017 são um pouco mais animadoras.

    “Até o ano passado, o país estava estagnado. Mas neste ano, a economia tende a reagir. As empresas já terão que se preparar para reposicionamento no mercado com contratação de gestores”, afirma a diretora-executiva da Quality Training, Marisa Ayub.

    Para disputar uma vaga nesse mercado é preciso se especializar para atender necessidades específicas das empresas. O ideal é conhecer bem aquele nicho onde pretende atuar e desenvolver cada vez mais habilidades profissionais na área escolhida.

    Dominar outros idiomas e ter uma vivência internacional também são questões importantes. Outro aspecto que pode agilizar o reposicionamento é a ampliação da rede de relacionamentos, uma vez que quem não é visto, não é lembrado quando surgem as oportunidades.

    “O profissional precisa ter uma experiência consistente na área de atuação, independentemente da idade. Por isso, mudar de foco de uma hora para a outra não é o ideal”, afirma a diretora-executiva do escritório de Belo Horizonte da Thomas Case e Associados, Elizabeth Pinheiro Chagas.

    Ela acredita em que um contexto de crise o ideal é também “abrir a cabeça”. Isso serve tanto para aceitar cargos em localidades mais distantes, quanto salários menores.

    Para os profissionais mais maduros, que já tinham uma carreira mais consolidada, essa flexibilidade pode ser mais difícil, porém fundamental para fazer frente à concorrência.

    Uma dica comum aos especialistas em recolocação profissional é a importância da estratégia na distribuição dos currículos. Se colocar à disposição de todas as vagas que surgirem é algo que mais atrapalha do que ajuda.

     

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    A importância do currículo para conseguir um emprego

    Para quem busca conseguir um emprego é muito importante saber distinguir e ressaltar muito bem suas experiências, os pontos fortes e expressá-los de forma transparente, clara e objetiva em seu currículo e comprová-los de forma convincente na hora da entrevista.

    Mas como se escrever bem um currículo? Simples de dizer e  nem sempre tão tranquilo de fazer.

    • Currículo: Procure colocar, além da sua formação de graduação e  experiências  adquiridas, informações que todo currículo obrigatoriamente contém, características pessoais , desempenho em projetos ou tarefas, resultados obtidos e realizações relevantes que, na sua opinião, possam distingui-lo dos demais candidatos que  esteja competindo. Por exemplo: liderança em projetos, com resultados(demonstre em percentual), coordenação  de equipes para desenvolvimento da ampliação da fábrica(sempre demonstrando seus resultados obtidos), voltado para pesquisas, desenvolvimento de software para gestão, entre outros”.

    Uma boa entrevista é que define um processo seletivo!

    • Entrevista: Seja confiante e informe bem suas atuações, sempre informando o que consta em seu currículo.   Converse com o entrevistador sobre o que perguntado de forma bem objetiva, sem se delongar demais, demonstrando com isso franqueza e uma atitude positiva. fale dos seus resultados e prazos e situações onde você foi bem sucedido, realizações em empregos anteriores, informações que possam ser  relevantes para quem procura, através da entrevista, conhecer um pouco melhor a pessoa que esta na sua frente.

    O importante é conseguir transmitir ao entrevistador confiança nas informações e o que é capaz de fazer para gerar resultados para a empresa.

    É fundamental se informar sobre a empresa que você esta indo fazer a sua entrevista e  também sobre sua cultura e valores, para que você possa tentar se recolocar ali e fazer perguntas pertinentes ao entrevistador, pois o equilíbrio entre a fala  e a avaliação é o que irá te deixar mais próximo de conseguir um emprego.

    Equipe Quality Training RH.

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    Como criar um perfil mais eficaz no Linkedin?

    Os cuidados que vão ajudá-lo a construir um bom currículo online.

    Carreira - 14 de março

    O volume de currículos que um recrutador recebe diariamente é muito grande e estudos indicam, que este profissional leva em média seis segundos para decidir se aquele CV vai seguir adiante ou não. Por isso, o currículo deve ser bem escrito e as informações mais relevantes precisam saltar aos olhos do headhunter.

    Em um mundo cada vez mais digital, o currículo on-line passa a ser o perfil no Linkedin – que também requer cuidados. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos práticos para deixar seu perfil mais atraente aos olhos do headhunter.
    Diferencial do Linkedin
    A grande vantagem desta rede é que não há limitação de espaço. Enquanto um currículo deve ser sucinto, com no máximo duas páginas, o perfil no Linkedin permite um pouco mais de flexibilidade e detalhes, porém sem exageros. Além disso, há alguns recursos que podem agregar valor à sua experiência.
    Recomendações
    Se tiver a oportunidade, peça para que pessoas do sua rede recomendem você em alguma atuação que tenha sido relevante, isso aumenta a credibilidade do seu perfil.
    Atividades extras
    Inclua suas experiências fora do mercado de trabalho, como vivências internacionais, publicações acadêmicas, participação de projetos na empresa, seminários, simpósios ou até mesmo trabalho voluntário. Jamais minta sobre alguma informação, pois o recrutador tem meios para verificar as informações expostas.
    Contribuição com conteúdo
    Seja ativo e relevante para sua rede. Da mesma forma que você pode usufruir de conteúdos interessantes divulgados por seus contatos, sempre que possível compartilhe também conteúdo. No entanto, é preciso ter cautela quando for compartilhar algo. Sempre pense se você compartilharia essa informação com os seus gestores na empresa atual, clientes e equipes. Se não tiver certeza sobre isso, é melhor não compartilhar. O Linkedin deve ter tópicos voltados para o mundo corporativo ou sua área de atuação, nunca itens informais, não é uma rede para postar piadas ou fotos que não agreguem valor para as suas conexões.
    Networking
    Tenha o maior número de conexões possível. O Linkedin possui filtros e geralmente as pessoas só conseguem visualizar até a 3° conexão, ou seja, se você tiver mais pessoas na sua rede aumenta a chance do seu perfil ser visualizado. O mesmo vale para os grupos, participe de grupos ligados à sua área de atuação e interesses, pois as pessoas dos mesmos grupos também conseguirão visualizar o seu perfil em buscas. Mantenha seus contatos ativos também nessa rede, além de seguir amigos e empresas.
    Monitoramento de oportunidades
    De tempos em tempos, é válido verificar vagas que possam ser de seu interesse e enviar o currículo. Também é importante ler artigos ou publicações que possam contribuir para que você seja um profissional melhor aproveitando a oportunidade para interagir com sua rede de contatos comentando ou curtindo algum artigo que lhe agradar aumentando, assim, a visualização do seu perfil.
    Foto
    Utilize uma foto corporativa (nunca deixe sem uma) que consiga transmitir seriedade e profissionalismo. Evite fotos na balada ou com amigos.
    Experiência
    Enumere suas experiências em ordem cronológica inversa, ou seja, do emprego mais recente ou o atual para os mais antigos, deixando mais detalhadas as descrições das três últimas experiências. Organize o texto em tópicos, evitando frases longas, e inclua palavras-chave referentes à sua área, lembre-se que alguns filtros encontrarão o seu perfil por essas palavras.
    Formação profissional e cursos relevantes
    Sempre inclua a sua formação profissional e os cursos de especialização ou outros cursos relevantes para a sua área de atuação, isso ajudará a fazer com que seu perfil seja encontrado.
    Idiomas
    Coloque o nível de fluência nos idiomas. Se isso não estiver claro, você pode ser barrado em algum filtro de busca. Mas cuidado: seja franco quanto à sua fluência. O idioma será testado.
    Dados de contato
    Esteja acessível para suas conexões. Sempre disponibilize um endereço de e-mail ativo, que você olhe com regularidade. Em alguns momentos, vale também fornecer o celular, principalmente se você está em busca de uma recolocação.
    Por fim, em seu perfil, logo abaixo do seu nome coloque algumas palavras-chaves que possam resumir suas principais qualificações. Evite colocar “disponível no mercado” ou “em busca de recolocação”, pois os recrutadores não utilizam essas palavras na busca e, sim, algo como, IRFS, engenheiro de alimentos, SAP, marketing digital etc. – palavras-chave que fazem sentido para a vaga.
    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 04/01/2017).

     

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    Brasil perdeu mais de 650 mil empregos com carteira assinada neste ano.

    A Diretora Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, em entrevista à equipe do Jornal da Globo e dá dicas sobre como conseguir se recolocar no mercado de trabalho.

    Veja como se preparar!

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    Vagas de emprego: veja dicas para conseguir se recolocar no mercado

    Internet tem sido uma importante aliada na hora de procurar emprego. Venda direta tem sido uma boa saída para a crise.

    Matéria Quality

    A Diretora Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, em entrevista à equipe do Jornal Hoje dá dicas sobre como conseguir se recolocar no mercado de trabalho.

    Assista a matéria na íntegra CLICANDO AQUI.

    A Sala de Emprego desta segunda-feira (30) fala sobre como procurar um emprego. O caminho para a recolocação no mercado de trabalho está mais longo, pela quantidade de gente desempregada no Brasil. Nesse cenário, a internet tem sido uma importante aliada na hora de procurar uma vaga.

    A internet ajuda na busca por emprego. Até o Sistema Nacional de Empregos (Sine) já anuncia as vagas disponíveis no site. “É importante já vir direcionado praquela vaga, com a documentação necessária pra que ele possa chegar aqui no Sine dentro do perfil do cargo escolhido”, orienta Alvimar Paiva, secretário adjunto de Trabalho e Emprego.

    Uma busca na internet antes pode ajudar a evitar as filas do Sine, que têm sido longas. “Porque tem gente que tem acesso à internet e tem gente que não tem acesso. Eu não tenho”, afirma Ernandes Aparecido Vieira, desempregado.

    Quem não tem acesso a um computador e, principalmente, à internet, hoje em dia, sai em desvantagem na hora de procurar um emprego. Em alguns casos, não consegue nem se candidatar a uma vaga, já que algumas empresas só recebem currículos no próprio site.
    “Diariamente eu faço buscas na internet por vagas que estejam de acordo com meu perfil e também para conhecer empresas de recolocação no mercado”, relata João Francisco de Souza, engenheiro de produção.

    O cadastro online deve ser objetivo e conter contatos pessoais, qualificação profissional, função que pretende ocupar e experiência coerente com o perfil da vaga, informações que a pessoa também pode postar nas redes sociais. “Ela pode colocar ali todas as experiências dela, vivências internacionais, se ela tem idiomas fluentes. Ela pode colocar as empresas nas quais já atuou, os prazos que ela ficou em cada empresa. Assim, como se fosse um currículo, ela vai divulgar aquilo na internet”, explica a consultora de RH Marisa Ayub.

    As redes sociais têm ajudado o vendedor Charles Batista Correia a distribuir currículos. Ele já avisou a um grupo de amigos que está procurando emprego de vendedor: “Às vezes, a empresa arquiva o CV e não dá muita atenção. Pelo grupo, aí é por indicação, eu acho que indicação é um bom caminho”.

    Pra quem não acredita, o redator Gustavo César Vitor conseguiu emprego por uma rede social dedicada a contatos profissionais e continua recebendo convites: “Depois que eu consegui esse emprego, algumas empresas entraram em contato comigo. Eu agradeci, mas acabei recomendando outras pessoas também. Vagas que poderiam ser minhas, mas eu mandei pra amigos meus que estão desempregados e que estão buscando uma recolocação profissional”.

    Venda direta
    Muita gente viu na venda direta uma saída para a crise e está recorrendo às vendas de porta em porta.

    Ir atrás do cliente é o segredo da venda direta. O revendedor Alexandre dos Santos passa o dia mimando seus clientes. Ele demonstra o produto que está vendendo, faz vídeo, coloca na rede social, manda e recebe mensagens o dia todo. Há um ano, ele largou um bom cargo de gerente em uma empresa que estava mal das pernas e foi vender: “Primeiro mês deu R$ 500 e aí começou a acontecer. Eu tinha oito anos como gerente comercial, atendia o mercado de óleo e gás, ganhava relativamente bem. Só que hoje eu sei o que é ganhar bem de verdade”.

    Só em 2015, a venda direta ganhou 110 mil novos revendedores. Gente que encontrou no setor a única fonte de renda depois que foi demitida do emprego. Existem hoje no Brasil 4,6 milhões pessoas trabalhando com venda direta.

    As empresas treinam de graça e o treinamento não é obrigatório. Para investir, é preciso pouco dinheiro, o suficiente para comprar os produtos. “Em média, cobra-se R$ 80, R$ 100, e dentro desse kit já tem produto que se você vender, já recupera o investimento desse negócio”, explica Roberta Kuruzu, diretora da Associação das Empresas de Venda Direta.

    O modelo nasceu nos Estados Unidos e é de lá que vem boa parte das empresas. Em uma delas, por exemplo, todo revendedor é considerado dono do próprio negócio. “Eu encontrei uma oportunidade de empreender, de vender produtos e ter o lucro da revenda e aí comecei a divulgar os produtos”, conta Giovana Albano, revendedora.

    A comerciante Jandilene Galvão acaba de aderir à marca. Ela é dona de três lojas de roupas e artigos importados em São Paulo e planeja no futuro fechar as lojas e só trabalhar com venda direta: “Eu penso na minha qualidade de vida, acordar a hora que eu quero, não ter funcionários, vender e me dedicar a venda e focar nisso”.

    (Originalmente publicado no site da Globo.com na página do Jornal Hoje em 30/05/2016)

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    Desemprego no terceiro trimestre é o mais alto em três anos

    Captura de Tela 2015-10-30 às 20.44.05Neste final de ano é preciso fazer um balanço da carreira e avaliar quais as perspectivas para uma reinserção e em que aspectos será preciso flexibilizar para que a tão aguardada Recolocação Profissional se torne real.

    Mesmo com as taxas de desemprego crescendo, Marisa Ayub fala ao Bom Dia Brasil dando algumas orientações sobre como os profissionais devem se posicionar com relação à realidade atual do mercado de trabalho para terem êxito em sua busca.

    Assista à materia na íntegra no site do Bom Dia Brasil CLICANDO AQUI.

    (Publicado originalmente no site da Globo.com, 30/10/2015).

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    Um terço dos desempregados no Brasil tem entre 18 e 24 anos

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    Assista a entrevista dada pela Diretora da Quality Training RH, Marisa Ayub, ao Jornal Hoje e veja as dicas para aumentar suas chances de uma Colocação Profissional.

     

    Edição do dia 12/10/2015

    Ricardo Soares

    Belo Horizonte

    Maioria desses jovens está à procura do primeiro emprego. Apesar da falta de experiência, a disponibilidade de tempo pode ser uma grande vantagem.

    Sem trabalho desde que se formou em engenharia civil, há quase um ano, Graziela Lorenzetti manda currículo todo dia para empresa de diversas áreas. Um jogo de paciência, quase como numa pescaria.  “O primeiro que fisgar a gente aceita, porque infelizmente não estamos podendo escolher exatamente a área que sempre sonhamos em trabalhar”, declara.
    Se o currículo está magrinho por falta de experiência, é a trajetória na faculdade que pode virar o jogo.

    “Tirando notas boas na escola, procurando ser monitor em alguma matéria, se desenvolvendo bem em cursos, às vezes até no trabalho de conclusão final de curso. Para que os professores também possam indicá-lo, para que ele tenha mais facilidade depois de entrar no mercado”, orienta Marisa Ayub, diretora recursos humanos.

    Morar com os pais, não ter tanta despesa ainda nessa fase da vida, tudo isso conta muito a favor do candidato, segundo consultores de recursos humanos. Menos peso sobre os ombros significa mais flexibilidade, especialmente na hora de negociar a proposta salarial.

    “É melhor eu reduzir um pouco e entrar no mercado e com os meus resultados eu conseguir o que eu busco, do que de repente tentar já entrar com um salário alto e, infelizmente não dar conta de entrar no mercado”, completa a diretora recursos humanos.

    Mas o que fazer para não jogar oportunidade fora, quando aparecer o convite para a entrevista de emprego? “Olhar no olho é fundamental. Falar a verdade é fundamental. Saber se posicionar, ter segurança ao passar as informações. Uma boa entrevista é que define um processo seletivo”, ressalta Ayub.

    Sinceridade e cordialidade foi o que abriu as portas de uma oficina mecânica para Rafael Carvalho, que não tinha experiência alguma no ramo. “Experiência não tenho, mas muita força de vontade de aprender”, conta o auxiliar administrativo.

    João Barreto Lima, dono da oficina onde Rafael trabalha, conta que uma das coisas que perguntou ao funcionário foi o que ele pretendia na empresa. “Eu quero crescer junto com a empresa”, respondeu Rafael. “Isso foi o que me motivou a contratá-lo. A vontade de aprender e crescer. Aí ele ganhou o coração do patrão”, conta o dono da oficina.

    (Originalmente publicado no site g1.globo.com em 12/10/2015)

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    Mercado instável: E agora?

    Os desafios e oportunidades que um profissional de RH vivenciará.Imprevistos - 08 de Novembro

    Já parou para pensar que de tempos em tempos o Brasil vive períodos de instabilidade? O que nós, profissionais de RH, podemos fazer em prol da organização onde atuamos e até mesmo de nossas carreiras?

    Nosso primeiro passo deve ser uma avaliação crítica do cenário econômico, situação da empresa frente a esse momento e nossas perspectivas em curto prazo. Após a análise, há duas possibilidades:

    • Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?
    • Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

    Nas duas situações, antes de tudo, é preciso planejamento. Diante de um mercado em crise, temos pouco, ou nenhum direito de errar. Principalmente, quando lidamos com nossa carreira. Pois, na maioria  das vezes, fazemos isso sozinhos, não podendo contar com profissionais que tenham experimentado a mesma situação e possam nos dar direcionamento sobre as melhores decisões a tomar.

    Pensemos então nas possibilidades:

    Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?

    Busque informações sobre sua empresa e as alternativas que o RH poderá apresentar diante da situação.

    Como posso apoiar?

    Que tipo de análise tenho condições de apresentar ao gestor?

    Quais são as possibilidades de redução de impacto sobre as pessoas?

    Onde consigo enxergar redução de custo?

    Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

    Avalie quais suas possibilidades junto ao cenário econômico.

    Como está meu currículo?

    Que empresas não foram tão impactadas pela crise e podem absorver de forma adequada meu perfil?

    Qual a faixa salarial trabalhada pelo mercado nesse momento?

    É melhor procurar oportunidades estando empregado, ou desempregado?

    Se mesmo contra minha vontade eu ficar desempregado, por quanto tempo consigo manter minha saúde financeira caso minha recolocação demore?

    Além da minha área de atuação principal, tenho como avaliar outras áreas?

    Após avaliar todos os fatores, “mãos a obra”!
    Elabore um plano de ação que seja pautado em fontes seguras de informação e ferramentas que possibilitem análises precisas. Seu primeiro desafio será identificá-las. Porém, com os dados em mãos, será possível desenhar os possíveis caminhos a seguir.

    Mensure a evolução e os resultados de cada etapa. É preciso definir se as metas propostas estão sendo alcançadas.

    Para toda proposta, construa um Plano A e um Plano B. Em alguns momentos você só saberá que não deu certo quando estiver no meio do caminho e será importante contar com a possibilidade de redirecionar sua estratégia.

    Amplie seus contatos. Busque no mercado/empresa, pessoas que possam servir como mentores e assessorá-lo no processo.

    Nos momentos de crise aprenda a identificar as oportunidades que são criadas, pois os profissionais se destacam não só por sua capacidade de entregar resultados, mas por sua capacidade de inovação, transformação e potencial para superar os desafios.

    A todo o momento nos deparamos com situações que nos fazem refletir e avaliar novas possibilidades. É preciso saber se realmente estamos preparados para o desafio, encarar de frente e avançar para que tudo dê certo.

    MOVIMENTE-SE!

     

     

     

     

    Este material é de propriedade da Quality Training Assessoria em RH e seu uso fica restrito à utilização interna e/ou com prévia autorização.

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    Veja os 9 hábitos que prejudicam sua produtividade e como combatê-los

    A Coordenadora de Coaching e Recolocação Profissional, Lúcia Ribeiro Mendes, deu entrevista para a Folha de São Paulo falando sobre o tema. Leia abaixo:

    FERNANDA PERRIN

    DE SÃO PAULO

    Enquanto você começa a ler um e-mail enviado pelo seu chefe com um pedido de relatório, o celular notifica uma nova curtida na sua foto de perfil e dois colegas na mesa ao lado comentam a última fofoca do escritório.

    Entre tentar entender exatamente a ordem do chefe, responder um comentário no Facebook e se inteirar da conversa, chegam mais 15 e-mails. Como conseguir ser produtivo nessa rotina?

    Para especialistas da área de recursos humanos ouvidos pela Folha, o ambiente de trabalho nunca ofereceu tantas distrações como hoje, com a moda dos escritórios sem divisórias e funcionários sempre conectados.

    Ao mesmo tempo, os profissionais têm dificuldade em identificar os maus hábitos que prejudicam sua performance, porque não conseguem classificar as atividades entre o que é importante e o que é urgente e por não terem objetivos de longo prazo que os motivem.

    A primeira recomendação é: planejamento. “A produtividade está ligada a metas, indicadores e projetos de alto valor, não é ficar apagando incêndio”, diz Luciano Meira, vice-presidente da filial no Brasil da Franklin Covey, empresa especializada em melhoria de desempenho.

    Com base na visão de profissionais de recursos humanos das organizações Quality Training Recursos Humanos, Franklin Covey, Stato, Endeavor e Triad PS, a Folha elencou os piores hábitos que prejudicam o trabalho, assim como estratégias para combatê-los.

    1. SEMPRE DISPONÍVEL

    As interrupções e a dificuldade de dizer “não” estão entre as maiores ameaças à produtividade. Elas desconcentram o profissional e fazem com que ele assuma muitas responsabilidades ao mesmo tempo, o que aumenta a probabilidade de erros.

    “Diga que você não pode, coloque um sinal próximo da sua mesa indicando que você está ocupado, deixe o telefone cair na caixa postal”, recomenda Luciano Meira, da empresa de RH Franklin Covey. Para Yukiko Takaishi, da Stato, a pessoa não pode se mostrar sempre disponível: é preciso negar pedidos.

    2. COMUNICAÇÃO FALHA

    Um problema recorrente nas empresas são pedidos mal explicados e/ou mal entendidos, fazendo com que uma tarefa tenha que ser corrigida ou mesmo refeita. Meira, da Franklin Covey, recomenda sempre “conferir” a comunicação: quem ouve deve explicar para quem fala o que entendeu, para garantir que todos tenham uma ideia clara do que deve ser feito.

    Outro hábito contraprodutivo na área de comunicação é a atitude “puxa-saco”, afirma Kátia Campelo, mentora da organização de fomento ao empreendedorismo Endeavor.

    “O puxa-saco quer agradar a qualquer custo, então ele perde muito tempo e energia pensando em como ser aceito”, avalia.

    Desse modo, ele acaba assumindo atividades para as quais não é qualificado, o que prejudica a sua produtividade e a de sua equipe.

    3. REUNIÕES DESNECESSÁRIAS

    As empresas fazem reuniões em excesso e as organizam mal, de acordo com os especialistas. O tempo é perdido com assuntos que poderiam ser resolvidos por outros meios, como e-mail, e envolvendo um número menor de pessoas.

    “Quando tem muita reunião, os funcionários não trabalham e acabam fazendo hora extra”, critica Barbosa, da Triad PS.

    Lúcia Mendes, da consultoria Quality Training Recursos Humanos, aconselha sempre preparar uma pauta do que deve ser tratado na reunião, compartilhá-la previamente com todos os envolvidos e escolher um responsável por liderar o encontro.

    Mendes também recomenda abordar as pessoas prolixas, que costumam atrasar o andamento das reuniões, e conversar sobre o problema com elas, para que possam mudar o comportamento.

    4. VÍCIO DE E-MAILS

    Ficar de olho na caixa de entrada é um vício que muitas vezes passa despercebido. “Não é preciso ler o e-mail assim que ele entra, você pode estipular alguns períodos do seu dia para fazer isso”, afirma Takaishi, da Stato.

    Outra dica é classificar as mensagens, fazendo com que e-mails do chefe, por exemplo, entrem em uma pasta que você olhe com maior frequência.

    “Isso libera tempo para colocar o pé no acelerador em projetos mais importantes”, diz Meira, da Franklin Covey.

    Os especialistas dizem que é um erro tratar a caixa de entrada como uma lista de tarefas. Se o e-mail exigir apenas uma resposta, faça-o nos intervalos estipulados para ler as mensagens; se ele exigir uma outra ação

    -levantar alguns dados, por exemplo- crie uma tarefa e a acrescente a suas metas.

    5. COMIDA PESADA

    Até o hábito aparentemente inofensivo de almoçar pode ser um inimigo da produtividade. Uma alimentação pesada, que envolva muitos carboidratos e gorduras, dificulta a digestão e aumenta a sonolência, afirma Lúcia Mendes, da Quality Training Recursos Humanos.

    Ela recomenda refeições mais leves, como um lanche natural, e de alimentos que forneçam energia para o cérebro ao longo do dia, como barras de cereal, proteínas e gengibre.

    6. PRESSA E IMEDIATISMO

    Partir direto para a ação pode parecer positivo, mas é um dos piores hábitos para quem deseja ser mais produtivo. Quem pensa pouco antes de fazer uma tarefa aumenta a probabilidade de cometer erros e de ter que fazer trabalho extra depois.

    Para o executivo José Moreira Júnior, 38, que dirige duas empresas de locação de móveis, a ansiedade sempre foi seu maior ponto fraco. Ele buscava resolver os problemas de imediato e se frustrava quando não conseguia. Para Barbosa, da Triad PS, quem faz listas de tarefas do dia também cai no imediatismo.

    “É preciso organizar-se com pelo menos três dias de antecedência”, recomenda. Para ser produtivo, o conselho é ter objetivos de longo prazo que motivem o profissional para além do agora, diz Meira, da Franklin Covey.

    7. MÁ GESTÃO DO TEMPO

    As atividades devem ser classificadas entre importantes, urgentes e circunstanciais, recomenda Christian Barbosa, autor do livro “A Tríade do Tempo” (Ed. Sextante, R$ 30, 256 págs.).

    Quem não consegue fazer essa diferenciação acaba ficando refém daquilo que é urgente -demandas que surgem no dia, mas que não estão ligadas a projetos mais importantes, de longo prazo, que têm maior valor para o profissional e para a empresa.

    Para organizar o tempo, a recomendação é dedicar no máximo 20% do dia a tarefas urgentes, negando-se assumir mais que isso.

    O que for circunstancial (algo que não lhe traga nenhum benefício direto, como receber uma visita inesperada no escritório) não deve ocupar mais que 10% do seu tempo. Os restantes 70% devem ser dedicados a tudo o que for importante.

    8. ESCRITÓRIOS ABERTOS

    “Os ambientes sem divisórias pioraram muito a produtividade e não melhoraram a comunicação”, diz Barbosa, da Triad PS. O maior problema é que esse tipo de espaço favorece a distração: barulhos como um telefone tocando ou colegas conversando fazem o profissional perder o foco na atividade e levar mais tempo para retomá-lo, além de exigir mais energia para se manter concentrado no trabalho.

    Trabalhos que requerem maior atenção, como os que envolvem muitos detalhes, são os que mais sofrem com a situação, porque a dispersão aumenta a chance de errar. Takaishi, da Stato, recomenda o uso de fones de ouvido. Para as empresas, Meira, da Franklin Covey, sugere a criação de uma sala separada, com portas, onde atividades que exijam maior concentração possam ser realizadas.

    9. REDES SOCIAIS

    O problema das redes sociais é que elas distraem o profissional do trabalho e tiram o foco do que precisa ser feito. Impedir o acesso a elas, contudo, é impossível e mesmo contraprodutivo. “A pessoa vai ficar pensando no que está acontecendo na rede”, diz Yukiko Takaishi, da consultoria de recrutamento e treinamento Stato. O ideal é que o profissional separe intervalos de tempo para checar essas páginas.

    Alexandre de Souza, 42, gerente distrital da farmacêutica MSD, cancelou as notificações de redes sociais que recebia no celular. “É impressionante como você se liberta. A rede social não me acessa mais, sou eu que a acesso”, diz.

    Barbosa, da Triad PS, recomenda limitar o uso das redes a cerca de 20 minutos por dia, como forma do funcionário fazer pausas e descansar entre atividades.

    (Publicado originalmente no site da Folha de São Paulo na seção Classificados – Carreiras, 19/07/2015).

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