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Perdeu o emprego? Cinco dicas para buscar um novo trabalho.

Especialista em transição de carreira de altos executivos, José Augusto Minarelli dá dicas práticas para quem está à procura de um emprego

 

Por Ariane Abdallah | epocanegocios.com.br

“Vestir a camisa” para vender seu produto. Esta é a sugestão do conselheiro de carreira José Augusto Minarelli para quem foi demitido ou pediu para sair da empresa em que trabalhava. O produto, no caso, é você. A ideia é que aproveite o tempo livre para procurar um emprego com a mesma dedicação de quem é pago para fazer expediente em período integral. Essa é a orientação que o especialista dá a seus clientes (presidentes de organizações, diretores e alto gerentes) há mais de 30 anos. Autor de dez livros, entre eles Networking e O jogo da transição, Minarelli criou um método que consiste em marcar encontros com o maior número possível de pessoas que possam, direta ou indiretamente, ajudá-lo a conseguir o que quer. Nessa hora, mergulhe na agenda de contatos, mas esqueça o envio de currículo por e-mail ou por telefone. Peça cafés, reuniões ou se ofereça a uma visita, mesmo que de 5 minutos. “Pessoalmente, você pode influenciar o outro com mais eficiência, pois cria um registro afetivo nele”, afirma. A seguir, o passo a passo que pode ocupar seus próximos dias.

1. Saiba com quem está falando
Há dois tipos de pessoas com quem deve se encontrar: aquelas com poder de contratação, que são poucas, as que Minarelli chama de “pessoas-fim”; e a grande maioria que não tem esse poder, mas pode levá-lo a quem tem. São as “pessoas-meio”. O contato com ambos interessam nesse momento.

2. Respeite a regra do mercado: problema se troca por solução
Quem está em busca de um trabalho, deve se apresentar como uma solução à demanda do setor que pretende integrar. Se, em vez disso, a pessoa chega a um potencial empregador com uma postura de vítima, falando mal do antigo chefe, reclamando da situação atual, desanimado, estará se apresentando como um problema. Portanto, evite essa postura. Seja positivo.

3. Vá direto ao ponto
Resuma sua história de vida e torne-a interessante. Começar a contar toda sua biografia desde a infância, listando acontecimentos em ordem cronológica só vai dar sono no interlocutor – ou deixá-lo irritado, se for alguém muito ocupado, que gentilmente abriu alguns minutos na agenda para lhe receber.

Fale pouco sobre o passado (algo como “não esperava perder o emprego, foi um susto, mas já superei”) e também sobre o presente (basta um “estou bem”). Dedique o resto da conversa ao que interessa: o que pretende de agora em diante. Seja direto. Comece com algo como: “Estou em busca de um novo emprego de diretor de Recursos Humanos em indústria”.

4. Apresente ou atualize sua imagem
Mesmo que esteja conversando com alguém que já conhece de longa data, relembre suas principais experiências e conte as novidades dos últimos anos. Por exemplo, cursos de especialização, cargos e responsabilidades que assumiu na empresa anterior.

Em seguida, explique por que alguém deveria lhe contratar. “Me considero capaz e preparado para…” e descreva, como se organizasse em tópicos, suas especialidades e interesses. Se estiver conversando com uma pessoa-fim, o papo acaba em seguida, quando você se coloca à disposição de um próximo contato. Já com pessoas-meio, a conversa continua.

5. Use a técnica C.O.I.S.A. 
Minarelli batizou seu método com as iniciais da palavra COISA para facilitar a memorização. Cada letra lembra um dos objetivos da interação que se segue ao papo preliminar.

C: conselho. Depois de expor suas intenções, peça um conselho ao outro. Por exemplo: quem ele indicaria para você falar? Que empresas estariam interessadas no que tem a oferecer?;

O: orientação. É uma continuação do conselho. O que ele acredita que você deveria fazer em seguida? Como se preparar melhor?;

I: informações. As respostas que receber são informações sobre o mercado que podem lhe ajudar. Absorva o máximo possível delas. Nunca se sabe quando serão úteis.

S: sugestão. Faça perguntas ao longo da conversa para estimular a pessoa a esticar a prosa, assim sairá de lá com mais conselhos, orientações e informações;

A: apresentação. Ao longo da conversa, vai identificar quem são as pessoas-fins que o interlocutor poderia apresentá-lo. Finalize a conversa perguntando se seria possível mediar um contato entre você e estas pessoas.

 Publicado originalmente no site (www.epocanegocios.com.br).

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    Começa o ano, o que temos para 2014???

    Começa o ano - 17 de JaneiroVejamos quais as áreas mais requisitadas e como o inglês vem influenciando nas contratações.

     

    Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e a mão de obra  ainda em qualificação, se fazem  necessários alguns requisitos básicos para a alavancagem profissional e melhora salarial. Neste contexto os profissionais que tiverem habilidades e competências terão vantagem no mercado de trabalho. Algumas exigências que as empresas solicitam são:  bom raciocínio lógico, capacidade de resolução de problemas e ótima comunicação. Neste cenário, os idiomas são fundamentais, tanto para a desenvoltura na carreira como para a alavancagem profissional, sendo assim o idioma inglês um diferencial. A influência das multinacionais no país também requer o uso do idioma, assim como as empresas brasileiras que querem atuar no exterior.

     O que se nota hoje no mercado, é uma carência muito grande de profissionais com fluência no inglês, bem como, com baixa qualificação. Cursos técnicos continuarão valorizados, visto que eles têm uma amplitude maior, oferecem uma formação sólida e um conhecimento técnico aprofundado.

    Verificamos que as carreiras mais promissoras em nossas pesquisas, são as voltadas para os seguintes segmentos: Petróleo e Gás, Infraestrutura (construção civil, logística e telecomunicações), Serviços, Turismo, Hotelaria e Tecnologia da Informação. O  varejo responde pela maioria das oportunidades ofertadas no mercado. Funções estratégicas no mercado financeiro e e-commerce também estão despontando. Além das já citadas ainda temos as ligadas ao Marketing, Engenharia, Atuários, Contadores, Geofísicos e Economistas.

    Com a escassez de talentos o recrutamento e seleção se tornou muito competitivo para as profissões relacionadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Estas são especializações, na qual o inglês se tornou  um diferencial nas contratações e na evolução da carreira. O que se trata hoje em dia é uma relação globalizada, sendo o inglês a língua mais utilizada, tanto nas relações comercias quanto nas relações técnicas, gerando assim uma vantagem salarial e ascensão profissional.

    Texto de autoria de Marisa Ayub, Diretora da Quality Training RH.

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    Preciso contratar Vendedor. E, agora?

    Entrevista dada pela Coordenadora de RH do núcleo de R&S à GBL Jeans.

     

     

    Por Flávia Toledo | gbljeans.com.br

     

     

    Saiba o que perguntar no momento da seleção, quais são as habilidades do candidato a serem analisadas e que treinamento do escolhido é atividade obrigatória.

     

    Há não muito tempo boa aparência, desembaraço e falar bem seriam as três habilidades fundamentais para contratar um vendedor ou uma vendedora de loja de roupas. Com o mercado aquecido e consumidores exigentes, está cada vez mais difícil encontrar profissionais já preparados e preencher vagas. Por isso, o processo de seleção também tem que mudar para se adaptar à nova realidade. O GBLjeans consultou duas lojas multimarcas e uma consultora em recursos humanos para reunir dicas para traçar o perfil do profissional de vendas da era atual e como identificá-lo.

    Treinamento deixou de ser opcional. É investimento necessário para moldar competências e mesmo para referendar escolhas. “Durante a seleção, procuro pessoas que sejam dinâmicas, pois, o resto das características ideais (ser comunicativa e se vestir bem) são adquiridas após o treinamento oferecido pela loja. Acho de extrema importância esse treinamento, porque nele também descubro quem realmente quer trabalhar nesta área”, conta João Santos, gerente da La Pomme, multimarcas de moda feminina que tem três lojas em Recife, em Pernambuco. É ele o responsável pela contratação do quadro de vendedoras.

    Para Boukje Soares, coordenadora da Quality Training Recursos Humanos, empresa mineira especializada em recrutamento e seleção de profissionais, quem vai contratar deveria se ater a competências que na opinião dela não podem faltar a um vendedor de loja de roupas: ter foco em resultados, iniciativa e habilidade para contornar situações difíceis.

    Com 15 anos de experiência à frente da multimarcas Armazém Modas, em Catalão (GO), Elisson Leite, diz que teve funcionários na área de vendas, mas, que já faz tempo optou pelo atendimento direto ao cliente da loja que vende roupas, calçados e acessórios para mulheres. Ele acredita que a principal qualidade de um vendedor de qualquer área é entender o que está vendendo. No caso de uma loja de roupas, avalia que se vestir bem funcionaria como um bom critério de seleção.

    Competências a avaliar
    ■ Controle emocional: a famosa paciência para saber lidar com clientes xiliquentos. Em geral, a habilidade de sair de situações complicadas só é constatada no calor dos acontecimentos. Uma opção é simular o cenário de guerra durante o recrutamento e verificar como o candidato se sai.

    ■ Iniciativa: capacidade de executar tarefas, sem que ninguém mande fazer. Pode ser treinada, porém, algumas pessoas têm essa competência mais desenvolvida que outras.

    ■ Aparência: saber se vestir, combinar peças, pode queimar etapas do treinamento. Se a pessoa tem noção do que lhe cai bem, pode transferir essa experiência no momento do atendimento ao cliente, além de passar confiança na hora de opinar, quando e se solicitado.

    ■ Desembaraço comercial: pode ser treinado. É a qualidade de abordar o cliente com educação, mantendo-se atento às demandas e formas alternativas de atender, ainda que a loja não tenha todos os itens solicitados.

    ■ Simpatia: é a capacidade de deixar o cliente à vontade e transmitir a sensação de que ele é bem vindo, mesmo que o vendedor tenha tido horas de cão antes de chegar à loja. Não significa vendedores invasivos, que forjam intimidade – que não têm – com os clientes.

    ■ Disponibilidade de horário: é bom perguntar antes. Se a loja estiver localizada em shopping center é grande a possibilidade de a pessoa ter que trabalhar também aos domingos. Nem todo mundo costuma se adaptar a esse tipo de rotina. Pode ser ainda mais difícil para quem tem filhos pequenos. É bom perguntar se tem filhos, como se sentiria em ter que sacrificar os domingos, geralmente o dia que se passa em família, para trabalhar.

    ■ Entender o ritmo do comércio: às vezes, a pessoa pode ser dinâmica, de fácil adaptação, porém, não está preparada para a rotina do varejo de roupas: dias de pouco movimento, alternados com outros de grande agitação em que é necessário atender mais de um cliente ao mesmo tempo e de forma atenciosa.

    ■ Buscar resultados: ser capaz de entender que, na maioria dos casos, boa parte do salário corresponde à comissão por vendas. Quanto mais vende, mais ganha. Porém, nem todas as pessoas estão preparadas para viver dessa forma, com rendimentos que variam a cada mês. Se o cargo for comissionado, para evitar surpresas é bom deixar claro como funciona e prestar muita atenção à reação.

    (Originalmente publicado no site www.gbljeans.com.br)

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    Entrevista de emprego difícil é “perda de tempo”.

    Entrevista de emprego difícil - 28 de Junho

     

     De acordo com VP de pessoas do Google, perguntas difíceis só servem para o recrutador “se sentir esperto”; segundo ele, boas notas também não são relevantes.

     

    Por Talita Abrantes | exame.com

     

    Depois de ficar entre as dez empresas com as entrevistas de emprego mais difíceis e de fazer perguntas como “Quantas bolas de tênis cabem em um ônibus escolar?” e “Como você resolveria o problema do trânsito em São Paulo?”, o Google volta atrás e admite que questões para “quebrar a cabeça” dos candidatos durante o processo de seleção (como as mencionadas acima) são uma “perda de tempo”.

     É o que Laszlo Bock, vice-presidente de operações para pessoas do Google, afirmou em entrevista ao New York Time, publicada ontem: “Quantas bolas de golfe cabem em um avião? Quantos postos de gasolina existem em Manhattan? Uma total perda de tempo. Elas não preveem nada. Elas servem principalmente para fazer o entrevistador se sentir esperto”, disse ao jornal americano.

    Ele chegou a esta conclusão após analisar dez mil entrevistas feitas por funcionários do Google e relacionar o que os entrevistadores avaliaram sobre cada candidato com o desempenho que os aprovados tiveram no trabalho. O resultado do levantamento? Não havia nenhuma relação entre o que o recrutador valorizava e a maneira como os contratados trabalhavam, depois.

    Para Bock, as entrevistas comportamentais estruturadas são as que, realmente, funcionam. “O interessante sobre as entrevistas comportamentais é que quando você pede para que alguém fale com base na própria experiência (…) você vê como ele, realmente, interage em uma situação do mundo real e (…) o que ele considera difícil”, afirmou.

    Boas notas não contam 

    Se responder às questões mais difíceis de entrevista de emprego não diz muito sobre a maneira como você irá trabalhar depois de contratado, as notas que conseguiu durante a graduação dizem muito menos, segundo o Google.

    A pesquisa feita na empresa mostrou que a nota média dos candidatos na faculdade também não é um bom argumento para prever se ele será um bom profissional no futuro. “Depois de dois ou três anos, sua habilidade para ‘performar’ no Google não tem nenhuma relação com seu desempenho quando estava na escola porque as habilidades exigidas na faculdade são muito diferentes”, disse. “Você também é, fundamentalmente, uma pessoa diferente. Você aprendeu e cresceu, você pensa sobre as coisas de uma maneira diferente”.

    Para ele, os ambientes acadêmicos são artificiais. “As pessoas bem sucedidas são (…) as que foram condicionadas a ter sucesso naquele ambiente”, afirmou. “Uma das minhas frustrações quando estava na faculdade é que você sabia o que o professor queria em uma resposta específica. (…) É muito mais interessante resolver problemas onde não há uma resposta óbvia”. E ele deu a entender que é este tipo de pessoa que o mercado precisa.

    Segundo ele, o número de pessoas sem diploma de ensino superior que trabalham no Google cresceu nos últimos anos. “Temos equipes em que 14% dos profissionais são pessoas que nunca foram para a faculdade”, disse ao New York Times.

    Confira a entrevista na íntegra e conheça algumas das perguntas difíceis que o recrutadores do Google já fizeram nas entrevistas de empregos.

    (Originalmente publicado no site www.exame.com)

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    Feliz Dia do Trabalhador

    Mensagem Dia do Trabalhador

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    O impacto do conteúdo das redes sociais no processo seletivo

    A equipe de Jornalismo da Newton Paiva conversou com a Quality Training RH sobre o assunto. Veja a matéria exibida no último sábado no programa Descolado na Band Minas.

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    Veja como evitar gafes comuns na hora de procurar um emprego

    Você já se perguntou por que não foi chamado para aquele emprego? Provavelmente você pode ter cometido uma gafe. Veja como evitá-la

    Luiza Belloni Veronesi

    SÃO PAULO – Na hora de procurar um emprego toda dica de seleção e recrutamento é bem-vinda. Muitos profissionais se perguntam por que não foram chamados para uma vaga ou para outras etapas de um processo seletivo. Parece óbvio supor que algo deu errado, mas o que a maioria não sabe dizer qual gafe cometeu e o que poderia ter feito para evitá-la.

    “Na hora de buscar uma oportunidade no mercado é importante fazer um exercício de autoconhecimento para que você consiga destacar suas características mais expressivas”, afirma a coordenadora de qualidade da Adecco Brasil, Fabiane Cardoso.

    Pensando nisso, a Adecco, especialista em Recursos Humanos, levantou alguns dicas relevantes nessa etapa e como não cair nas temidas gafes corporativas.

    O que fazer e não fazer na hora de procurar emprego
    O primeiro passo do profissional é conhecer bem as características de sua área de atuação, com isso ele poderá desenvolver as melhores ferramentas de comunicação com o seu meio.

    Para cada profissional existe uma postura diferente a ser tomada, por exemplo, as áreas de Marketing e Comunicação apresentam profissionais mais persuasivos e criativos, o que permite maior liberdade de criar currículo adequado ou mesmo uma forma de envios diferenciados, que fujam do e-mail convencional. Já profissionais de áreas administrativas ou financeiras são mais analíticos e organizados, devem focar mais nos resultados.

    O currículo
    Com as inúmeras oportunidades que a internet oferece, muitas pessoas utilizam suas ferramentas de forma errada. É fundamental ser seletivo quando for enviar um currículo, lembre-se que ele é seu principal cartão de visita e não deve ser tratado como spam, sugere Fabiane. Para não cometer esse erro, busque os canais corretos de envio de currículo, como e-mail do departamento de seleção, cadastros no site da empresa e Redes Sociais.

    Outro erro comum é bombardear amigos e conhecidos com seu currículo. Ao invés disso, converse em particular com eles e verifique se eles podem te ajudar com uma indicação.

    Enviar cópias de certificados, comprovantes de endereços e documentos pessoais também é errado. Só mande caso a empresas necessite tais documentos. Seja sucinto em seu currículo e informe claramente suas habilidades, conhecimentos e experiências em até duas folhas.

    A entrevista
    A primeira impressão é, muitas vezes, determinante para a contratação ou não. Desconhecer informações básicas da empresa é a primeira gafe. É preciso pesquisar sobre a empresa e pensar em perguntas inteligentes que possam ser feitas no término da entrevista.

    A informalidade também pode atrapalhar seu desempenho nessa etapa. Adicionar o entrevistador ou pessoas que você conheceu na empresa durante o processo seletivo no Facebook ou em outras redes sociais passa imagem de falta de profissionalismo. Também inclui usar gírias, erros de português e falar frases sem sentido. Caso queira manter contato posterior, adicionar no LinkedIn pode ser a solução.

    Já outra gafe comum é mentir sobre as qualificações ou falar mal do antigo emprego. Seja o mais delicado possível nesses dois ítens e leia atentamente o seu currículo previamente para se preparar com possíveis perguntas sobre as verdadeiras qualificações. Também não “pega bem” buscar retorno logo após a entrevista. A ansiedade é normal mas poderá ser interpretada como desespero.

    Vídeo entrevista
    É cada vez mais comum os entrevistadores utilizarem os vídeos para realizarem o recrutamento. Para isso, o profissional deverá estar ainda mais preparado e cuidadoso com detalhes do ambiente e de sua própria roupa que não passarão despercebidos pelos recrutadores.

    Por isso, pijamas, cabelos despenteados e pessoas passando atrás ou falando com você, esqueça! Prepara-se como uma entrevista normal. Vista-se formalmente e, de preferência, utilize um espaço reservado e silencioso.

    (Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreiras, 12/09/2012)

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    20 perguntas para você também entrevistar o recrutador

    Especialistas indicam as perguntas que você deve fazer ao recrutador antes de aceitar um convite de emprego

    Luís Pereira

    São Paulo – A entrevista de emprego virou um processo rigoroso, em que as empresas deslocam uma série de profissionais para avaliar e falar com o candidato — um diretor, uma pessoa de RH e o chefe imediato. Isso ocorre porque elas querem ter certeza de estar contratando a pessoa certa.

    O candidato também tem o direito — e a responsabilidade — de saber se ele vai dar certo na vaga. Para isso, deve aproveitar a entrevista de emprego para se informar. Isso se faz perguntando. Ouvimos o coach Cláudio Yusta e os headhunters Luiz Carlos Cabrera, da Amrop Panelli Motta Cabrera, e Sheila Nowicki para selecionar 20 perguntas que você deve fazer antes de aceitar um convite de emprego.

    Perguntas pessoais

    O enfoque é você e o objetivo é entender por que foi o escolhido entre outros candidatos as questões servem para descobrir a imagem que a empresa faz de seu perfil profissional.

    1. Por que você me escolheu?

    2. Por que o cargo ficou vago? o que ocorreu com o profissional que o ocupava?

    3. Qual é o principal conselho que você pode me dar para ter bom desempenho?

    4. Que dicas você me daria para uma melhor adaptação?

    5. Quais são as possibilidades de crescimento profissional que eu tenho dentro dessa organização?

    Sobre a expectativa do chefe

    Há expectativas que estão na cabeça de seu chefe que ele não conseguirá dizer com facilidade entender essas coisas são o segredo de um início mais tranquilo no emprego. e, se você acha que não é bom em algo, conte para ele também.

    11. Quais tipos de comportamento você considera fundamentais para eu ser visto com um profissional de sucesso, além do resultado?

    Sobre o cargo

    Aqui, a meta é detectar a visão que a empresa e seu chefe imediato têm sobre o cargo que lhe foi oferecido. É importante ter uma clareza razoável do desafio que o espera e verificar se o trabalho condiz com suas competências e aspirações de carreira.

    12. Quais são os principais desafios da posição?
    13. Quais são as ações imediatas que você espera que eu tome e qual é o cronograma?
    14. Fale da equipe que eu vou liderar.
    15. Quanto tempo eu tenho para apresentar um plano de ação?
    16. Quais as dificuldades que você enfrenta e eu vou ter de enfrentar na empresa e na área?

    Sobre a cultura da empresa

    Nas entrevistas que você fizer, tente entender como a companhia é percebida pelas pessoas que lá trabalham. Veja qual é a cultura e quais são os valores considerados importantes. Compare as respostas que cada profissional dá a você e se elas têm consistência entre si.

    17. Quais os valores que você detectou em mim que combinam com os da empresa?
    18. Na sua trajetória nessa companhia, quais valores que você aprendeu são importantes para mim?
    19. Como você vê a empresa daqui a cinco anos?
    20. Quais tipos de comportamento são inadmissíveis na cultura dessa empresa?

    (Publicado originalmente em Exame Carreiras, 20/07/2012).

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    Entrevista de emprego: o que te dá brilho nos olhos?

    Questão investiga coerência entre as motivações do profissional e cultura da empresa; veja como respondê-la

    São Paulo – A pergunta típica de entrevista de emprego pode parecer complicada e muito abrangente, mas quando um recrutador questiona o que te dá brilho nos olhos ou algo parecido sua verdadeira pretensão é compreender o que motiva o entrevistado e o que ele ainda quer conquistar.

    “Eu quero entender o que o candidato busca e valoriza para avaliar se ele tem o perfil corporativo da empresa do meu cliente”, explica o especialista em recrutamento Rodrigo Forte, da EXEC.

    Por isso, Forte ressalta que não há uma resposta certa para esse tipo de pergunta: o candidato tem de ser o mais honesto possível.

    Algumas respostas que podem parecer mais arriscadas, para Forte, devem ser ditas, sim, se forem verdadeiras. Por exemplo, se o que te der mais brilho nos olhos for ficar com a sua família, essa é a resposta certa para você.

    “Há empresas que valorizam esse perfil em um profissional. Outras procuram alguém que esteja disponível para trabalhar 12 horas por dia”, explica Forte. Para ele, honestidade é essencial justamente porque alguém que valoriza a família não vai querer ficar em uma empresa que exige dedicação integral do funcionário.

    O especialista Eduardo de Paula Santos, da Ascend, concorda que o ideal é ser honesto para o recrutador conseguir perceber se o entrevistado realmente se encaixa na vaga. Santos, porém, é mais pragmático: “Claro que se eu pergunto o que dá brilho nos olhos da pessoa e ele me responde algo extremamente pessoal como ‘tocar violão’, por exemplo, eu vou me questionar se esse é o candidato ideal para essa vaga corporativa”, decreta.

    Para Santos, apesar de não haver necessariamente uma resposta certa para uma pergunta sobre motivação, algumas falas agradam mais. “Uma resposta clara que traga benefícios para a empresa, algo como ‘fazer novos negócios me dá brilho nos olhos’, é uma resposta bastante positiva”, explica.

    Uma dica do recrutador é responder a essa pergunta contando uma situação em que você tenha feito a diferença no ambiente de trabalho e se orgulhe disso.

    Apesar de terem visões distintas, os dois especialistas concordam em uma coisa: o candidato não pode ir contra o padrão geral das empresas atuais. “Nenhuma empresa quer ouvir que o que dá brilho nos olhos no candidato é ganhar muito dinheiro trabalhando pouco”, diz Rodrigo Forte.

    (Publicado originalmente no Portal Exame Carreira, 24/05/2012).

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    Recrutador sabe diferenciar profissional mentiroso do ansioso durante entrevista

    Karla Santana Mamona

    SÃO PAULO – Mãos suadas, gagueira, boca cega, pernas bambas, podem ser sinais de ansiedade, como de mentira. Aos olhos de um leigo, o profissional mentiroso e o ansioso podem ser confundidos. Mas será que isso pode ocorrer em um processo seletivo e quem está nervoso sairá prejudicado?

    A resposta é não. Isso porque o recrutador que está frente a frente com o candidato ao emprego é umespecialista e a análise feita vai muito além da superficial. Segundo a especialista em soluções de Recursos Humanos da De Bernt Entschev Human Capital, Sônia Garcia, quem está mentindo deixa transparecer e acaba se entregando em algum momento.

    “Nós utilizamos várias ferramentas, como perguntar a mesma coisa de quatro maneiras diferentes. Quem estiver mentindo e inventando é descoberto”.

    Outra ferramenta utilizada pelos especialistas é análise do gestos e postura do profissional, segundo explica adiretora-executiva da Quality Training, Marisa Ayub. “Até o olhar é analisado. Quando a pessoa olha para cima e para o lado direito, ela está tentando resgatar acontecimentos, que é comum com quem está nervoso. Já quando é para cima e para esquerda, ela está tentando criar”.

    Investigação profissional
    Além disso, o recrutador costuma fazer uma análise do profissional pela internet, por meio das redes socias e até mesmo ligando nas antigas empresas em que a pessoa passou para buscar referências. Lembrando que isso acontece antes da entrevista.

    “Quem mente se queima, porque mesmo que ele não tenha sido aprovado para aquela vaga por não ter perfil, ele poderia participar de outro processo que realizado pela própria consultoria”, explica Sônia.

    Ansiedade à flor da pele
    Quando o caso do profissional é de ansiedade, os recrutadores relevam o nervosismo e tentam agir de uma maneira para que a pessoa possa se acalmar para prosseguir a entrevista da melhor maneira.

    “O currículo do profissional já foi avaliado e se ele foi chamado para entrevista é porque interessou. Quando a pessoa está muito nervosa, o recrutador pede para ele se acalmar e começa fazendo perguntas mais tranquilas, assim a pessoa vai relaxando”, diz Marisa.

    Segundo as especialistas, a dica para que a profissional controle a ansiedade é se preparar para a entrevista. Um conselho é simular uma entrevista com algum parente para que a pessoa saiba responder sobre a sua trajetória profissional de maneira clara, também é indicado fazer um resumo da carreira por escrito.

    Outra dica é conhecer a empresa que está ofertando a vaga, desde local de trabalho, passando pelas roupas que os empregados da organização vestem, até clientes e parceiros. Este tipo de conhecimento é fundamental para aumentar a segurança e diminuir a ansiedade.

    (Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreiras, 07/05/2012)

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