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Coaching, um processo para alavancar resultados.

O que pode impulsionar uma carreira de sucesso?

 

Por Patrícia Bispo | rh.com.br

Não dá para se conceber uma pessoa feliz, sem que esta traga consigo a satisfação de acordar todos os dias e realizar atividades proporcionem prazer tanto no campo pessoa quanto profissional. São incontáveis os talentos que vivem pela constante busca de uma carreira promissora, que lhes proporcionem aquele “brilho no olhar”. Mas entre o desejo e a realização deste sonho, existe um trajeto a ser percorrido e fatores que devem ser levados em consideração para que a pessoa não se torne um “poço de frustação”.

Para entender como percorrer esse caminho frente a tantas adversidades que surgem dia a dia, o RH.com.br entrevistou Eduardo Shinyashiki. Palestrante, consultor organizacional e especialista em desenvolvimento das competências de liderança e preparação de equipes, Eduardo consegue falar sobre o assunto com propriedade, ao mesmo tempo em que apresenta argumentos singulares que fazem as pessoas a fazerem uma avaliação sobre suas próprias escolhas. “As pessoas que vão atrás de sua vocação e buscam prazer no que fazem são, geralmente, encantadas com a profissão e felizes com o que trabalham. São pessoas que têm consciência de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanto essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos”, sinaliza Shinyashiki que também é presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos.
Eduardo Shinyashiki é um dos participantes da 2ª Turma da Jornada Virtual de Liderança 2013 - evento promovido pelo RH.com.br, que acontece no período de 07 a 22 de novembro próximo. Na ocasião, ele irá proferir a palestra em vídeo “Quando Ser Líder Faz a Diferença”. Confira a entrevista na íntegra, tenha uma agradável leitura e aproveite este momento para saber se o brilho do seu olhar está sendo ofuscado por algum fator!

RH.com.br - O brilho no olhar de um profissional está apenas relacionado ao que a pessoa almeja?

Eduardo Shinyashiki - Não apenas, mas conta bastante, pois os objetivos representam a direção e criam motivação. Esse brilho no olhar é relacionado ao que a pessoa é, à sua forma de ver o mundo, à confiança que o profissional tem em seu poder pessoal, ao fato de ter um foco mais definido e sentir que tem as forças para alcançá-lo.


RH - 
Quais são os fatores que despertam o encanto de uma pessoa por sua carreira?

Eduardo Shinyashiki - As pessoas que vão atrás de sua vocação e buscam prazer no que fazem são, geralmente, encantadas com a profissão e felizes com o que trabalham. São pessoas que têm consciência de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanto essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos. Se enfrentamos a vida e nos preparamos para sermos sujeito e não objeto dentro desse contexto, mais assumimos o domínio de para onde estamos levando a nossa vida e o nosso talento, conscientes de que nos tornaremos frutos das nossas escolhas. Quem tem esses pontos bem alinhados, sem dúvida alcança mais realização pessoal e profissional.

RH - O peso da empresa sobre o profissional pode ofuscar definitivamente o brilho no olhar do talento?

Eduardo Shinyashiki - Nossas escolhas de hoje definem nosso futuro. Portanto, se um profissional escolhe estar numa empresa que ele não gosta e fazendo coisas que ele não gosta, certamente esse brilho ofuscará. Mas se ele souber fazer escolhas adequadas com seu objetivo de vida dentro do contexto profissional, fortalecer seu poder pessoal, confiar no seu trabalho e saber o seu valor, saberá se posicionar como um profissional valioso e, consequentemente, portas se abrirão alinhadas com seu objetivo de vida. Nesse contexto, a empresa vai ser o meio pelo qual o profissional busca seus propósitos e vai dar o seu melhor, gerando satisfação, mantendo a motivação e o seu brilho.

RH - A atuação da liderança na trajetória de um talento faz realmente a diferença como muitos acreditam?

Eduardo Shinyashiki - Sim, uma liderança eficaz oferece a oportunidade para todos brilharem e se realizarem dentro do ambiente corporativo. Ao assumir o cargo, o líder convida todos que estão ao seu redor para crescerem junto a ele e se torna uma referência. Isso permite que cada funcionário perceba a sua real importância dentro da empresa e atue de forma alinhada aos seus talentos. O papel do líder não é ser o único responsável pelos resultados, mas, sim, ter a capacidade de identificar os talentos de seus profissionais e permitir que eles os expandam ainda mais.

RH - Quando a empresa começa a ofuscar o brilho de um profissional, a melhor alternativa é sempre buscar outras oportunidades?

Eduardo Shinyashiki - Se a pessoa começa a perder o brilho dentro do contexto profissional, onde ela trabalha, alguma coisa não está alinhada com seus propósitos. A partir da insatisfação, começamos a rever alguns conceitos. E essa reflexão é importante para sabermos se os caminhos que escolhemos estão realmente nos levando ao nosso objetivo. Esses sinais são fundamentais para reavaliar questões importantes das nossas decisões. A partir dessa reflexão podemos perceber se é o caso de procurar outra oportunidade para desenvolver melhor nossas competências e estar mais perto do que desejamos.

RH - Vivemos em um mundo em que vários fatores externos bombardeiam a mente das pessoas, inclusive no ambiente corporativo. Como se proteger desses agentes desmotivadores?

Eduardo Shinyashiki - Costumo dizer que existe o estresse positivo e o negativo. O mais comum é o negativo, que sentimos não ter controle das coisas, de estarmos em perigo, a agitação mental prevalece e há a sensação de falta de energia vital. O foco da pessoa permanece na dificuldade, no problema, no impasse e na adversidade. A melhor solução para reconstituir o ânimo de viver é fazer pausas, praticar simples atos que gerem momentos de prazer, treinar o autoconhecimento, equilibrar os aspectos da nossa vida profissional, afetiva, social e espiritual. Vale lembrar que as formas positivas e negativas de estresse sempre estarão presentes no cotidiano e todos nós temos condições de conduzir as situações para o melhor caminho, podemos transformar atitudes, treinar novas formas de pensar, de sentir, inovar a nossa maneira de agir, fortalecer uma mentalidade vencedora mesmo nas dificuldades. Podemos reconhecer, utilizar e colocar em prática todo o nosso imensurável potencial, redirecionar o nosso foco e as nossas escolhas.

RH - Na atualidade, que fatores o senhor destacaria como sendo os que mais prejudicam um profissional de projetar seu brilho e de conquistar uma carreira promissora?

Eduardo Shinyashiki - A falta de foco e objetivo. Muitas pessoas ainda não descobriram o que realmente querem da vida, ainda não possuem um objetivo, portanto, como podem dar o melhor de si em algo que não definiram? É importante nossas escolhas estarem alinhadas com nossos propósitos, assim ganhamos em poder pessoal, estamos motivados, e focamos em dar o nosso melhor para conquistar uma carreira promissora.

RH - Se por um lado existem fatores que influenciam negativamente a carreira de uma pessoa, há aqueles que são considerados salutares. Esses últimos são sempre perceptíveis ou é preciso ter feeling para identificá-los?

Eduardo Shinyashiki - Acredito que é um misto entre fatores bem perceptíveis e práticos, como mencionei anteriormente, e feeling e atenção ao contexto interno, ao que queremos e sentimos, e ao contexto externo, ficando atento às variáveis e às mudanças de cenário.

RH - O ser humano é o único responsável por fazer a diferença na própria vida?

Eduardo Shinyashiki - Seja no contexto profissional ou pessoal, cada momento vivido é o resultado das nossas decisões. Isso significa que a vida é definida pela possibilidade que temos de escolher. Quanto mais acreditamos que não temos influência sobre os acontecimentos da vida – ou como reagir a eles -, que o destino nos sufoca e a sorte, os outros e as circunstâncias externas são culpadas pelo que está acontecendo conosco, damos menos valor às nossas capacidades, e a autoestima diminui. Por isso, precisamos estar mais atentos às nossas emoções e mais conscientes de que fazer opções implica em assumir a responsabilidade das mesmas, as consequências e também os riscos presentes nela. Quando reconhecemos a nossa responsabilidade sobre os resultados de nossa história, conquistamos, ao mesmo tempo, mais autoconfiança e um conceito mais elevado de autoeficácia, que permite nos posicionar e enfrentar as variáveis cotidianas com maior segurança e tomar decisões, mesmo que complicadas, com mais serenidade e coerência. Com nossas escolhas, determinamos que realidade iremos viver.

RH - Reinventar e tentar sempre são indispensáveis para quem deseja manter o brilho nos olhos, quando se para e pensa sobre a própria carreira?

Eduardo Shinyashiki - Sem dúvida. Reinventar-se está ligado à criatividade, muito importante para estarmos aberto ao novo, para superar as resistências à mudança, indo além dos esquemas mentais habituais. E o tentar sempre já se conecta à persistência, que é uma qualidade que traduz a diferença entre o sucesso e o fracasso. É a falta de perseverança o que mais limita as pessoas na realização de seus objetivos. A perseverança junto à clareza do que se quer, transformam-se em uma força altamente eficaz.

RH - Para quem perdeu o brilho e acredita que não pode mais se sentir feliz como profissional, o senhor poderia deixar algum recado?

Eduardo Shinyashiki - Costumo dizer que existem três raízes que nos “impedem de voar”. São elas – Filtros: muitas vezes, as pessoas passam pelas experiências da vida e não tiram delas uma lição valiosa. Repetem-nas de maneira constante, mas não aprendem o que o universo está querendo mostrar, mesmo sentindo na pele os fatos. Isso acontece porque usamos diferentes lentes para enxergar a vida, ou seja, é como se cada um olhasse o mundo e os acontecimentos com um filtro particular. Dependendo de qual tipo usamos, isso nubla nossa visão em relação ao objetivo que queremos alcançar. Foco: as pessoas não conseguem atingir seus sonhos e objetivos porque, no fundo, não estabeleceram ainda quais são eles. Por isso, vão para qualquer lado e não põem energia para fazer seu projeto acontecer. Concentrar-se sem se desviar de uma meta estabelecida é o que fará você se manter firme até chegar a ela. Posicionamento: o resultado é sempre fruto de onde você coloca sua atenção. Se você se concentrar nos problemas, se colocar atenção neles, terá se posicionado do lado deles. Agora, se você se posicionar do lado da solução, esse será o objeto da sua atenção e, consequentemente, o resultado alcançado.

 

 Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Gestão da Mudança


    Liderança pelo Exemplo - 18 de OutubroComo transformar adversidades em oportunidades.

     

     

     Por André Dametto | rh.com.br

    O uso da competência Gerenciamento de Projetos é cada vez mais comum nas organizações. Muitas empresas incorporaram esta disciplina gerencial como forma de inovar seus negócios, processos, produtos e modelos de Liderança. Apesar de ser notório o avanço das ferramentas técnicas, tais como cronogramas e orçamentos, grande parte dos projetos ainda termina com atraso e custando mais do que o orçamento inicial. De acordo com pesquisa do Stevens Institute, 85% dos projetos não cumprem o prazo, 70% superam o custo esperado, sendo que taxas de 200 a 300% não são incomuns.

    Resta, então, uma pergunta: como podem os projetos ainda apresentarem tantas falhas dada a existência de tantas ferramentas técnicas e gerencias? A pergunta já traz em si a resposta: todos sabemos que projetos são feitos por pessoas e para pessoas. Então, é de se esperar que os fatores humanos sejam a principal alavanca, ou ofensor, na gestão de um projeto. Segundo pesquisa de Benchmarking do Project Management Institute Brazil, a principal causa de problemas em projetos é a falta de comunicação, atingindo 76% dos projetos analisados. Dada à importância do fator humano (ou soft) é importante que ele seja tão bem gerenciado quanto o aspecto técnico (ou hard) nos projetos.

    A fim de equilibrar fatores hard e soft na Gestão de Projetos, a Gestão de Mudanças revela-se como sendo a competência (conhecimentos, atitudes, ferramentas e práticas) para alcançar e superar os objetivos dos projetos, transformando adversidades em oportunidades. Dentre estas práticas de “gestão com equilíbrio” destacam-se: o mapeamento das pessoas afetadas pela mudança (stakeholders), a identificação e a preparação do líder apoiador mais adequado para engajar estes stakeholders, além das ações de comunicação, treinamento e alinhamento constantes em todas as fases do projeto.

    Uma dica para começar a incorporar esta competência no dia a dia dos seus projetos é reconhecer a mudança como um processo, entendendo que a implementação da mesma é apenas a parte final da transição. Antes dela, existem duas fases fundamentais: o reconhecimento da necessidade da mudança e o diagnóstico da mesma. Esta análise se dá em relação a aspectos como pessoas envolvidas, grau de resistência das mesmas, velocidade necessária de evolução, dentre outros quesitos.

    Assim como um avião precisa de combustível (força positiva) e vento contra (força negativa) para decolar, é somente neste equilíbrio de forças que as mudanças organizacionais em um projeto serão sustentadas. Outra recomendação é avaliar se as forças positivas sobrepõem às forças negativas.

    Os resultados do investimento em ações de Gestão de Mudança são notórios. Segundo a consultoria britânicaChangefirst, para cada R$ 1 investido há um retorno médio de R$ 6,50. A pesquisa Best Practices in Change Management revelou que 95% dos projetos pesquisados afirmam ter atingido ou excedido os objetivos quando realizaram uma Gestão da Mudança bem estruturada, contra 16% de sucesso em projetos sem este cuidado. E você, gostaria de obter mais informações sobre o conceito ou ainda está resistindo ao mesmo? Entre em contato, vamos trocar ideias, pois minha missão é apoiar pessoas e organizações a transformar sonhos em realidade.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Estresse, trabalho e qualidade de vida na Gestão de Pessoas

    Estresse, trabalho e qualidade de vida na Gestão de Pessoas - 22 de NovembroO estresse vem tornando-se um problema com dimensões cada vez maiores nas organizações.

     

     

     Por Ligia Henz | rh.com.br

    O estresse vem tornando-se um problema com dimensões cada vez maiores nas organizações, tendo como algumas causas a falta de tempo para concluir os serviços e a necessidade de realizar muitas tarefas diferentes ao mesmo tempo. O estresse ocupacional refere-se aos estímulos do ambiente de trabalho que exigem respostas adaptativas por parte do trabalhador e que excedem sua habilidade de enfrentamento. Estes estímulos são chamados de estressores organizacionais.

    Foi Hans Selye que, em 1926, utilizou este termo pala primeira vez, definindo o estresse como “um conjunto de reações que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para adaptação”, pois já havia notado que muitas pessoas que sofriam de várias doenças reclamavam dos mesmos sintomas como, por exemplo, falta de apetite, pressão alta, desânimo e fadiga.

    Podemos dizer que estresse é uma alteração psicofisiológicas do organismo, observável através de sintomas físicos e psicológicos, para reagir a uma situação de tensão e opressão. O estresse é um processo e não uma reação única, pois a partir do momento em que uma pessoa é submetida a uma fonte de estresse, um longo processo bioquímico instala-se, cujo início manifesta-se de maneira bastante semelhante, por sintomas como taquicardia, sudorese excessiva, tensão muscular, boca seca e sensação de estar em alerta.

    Estresse no trabalho é o resultado de um conjunto de várias situações ou condições, que são potencialmente desestabilizadoras, em razão de incongruências ou falta de adaptação entre pessoas e ambiente, e pode manifestar-se como problemas de saúde física ou emocional e ainda como alterações de comportamento no trabalho e em casa. Sintomas físicos: dores de cabeça, tensão muscular, dores das costas e no pescoço, cansaço excessivo, problemas de sono e no sistema digestivo, taquicardia, suor excessivo, diminuição da libido, entre outras.

    As condições de trabalho são geradoras de fatores estressantes, quando há deterioração das relações entre funcionários, com ambiente hostil entre as pessoas, perda de tempo com discussões inúteis, trabalho isolado entre os membros, com pouca cooperação, presença de uma inadequada abordagem política, com competição não saudável entre as pessoas.

    O estresse ocupacional, assim como as outras formas de manifestação desse fenômeno, não é necessariamente uma doença ou algo que deva ser eliminado totalmente do cotidiano das pessoas, principalmente porque está associado ao mecanismo de sobrevivência dos indivíduos. O estresse, quando se manifesta dentro dos limites toleráveis que são específicos e únicos para cada indivíduo, faz parte de nossas vidas. Viver pressupõe estar em condições nas quais o estresse necessariamente se manifestará.

    É impossível determinar todos os impactos causados pelo estresse nos funcionários, sendo que pessoas diferentes reagem biológica e psicologicamente de forma igualmente distinta ao processo de estresse. Nas organizações, o estresse pode gerar absenteísmo, rotatividade, afastamento por doenças, conflitos interpessoais, acidentes de trabalho, dentre outros.

    Embora o estresse não seja doença, é papel do gestor de pessoas monitorar constantemente como ele se manifesta no ambiente laboral, avaliando suas consequências e seus impactos, seja na saúde dos indivíduos seja nos resultados organizacionais.

    Não existem soluções únicas e receitas milagrosas para se lidar com o estresse. Cada contexto requer uma análise, de preferência com a participação de profissionais de diversas competências tais como médicos do trabalho, gestores de Recursos Humanos, psicólogos, dentre outros. E para cada situação específica, uma solução que seja construída de forma participativa e interativa, envolvendo também os colaboradores.

    A mudança de atitudes permite uma melhor forma de lidar com os fatores estressantes presentes no ambiente de trabalho, principalmente quando há o investimento em relações humanas saudáveis, baseadas em situações de valorização e apreciação de pessoas.

    Intervenções que podem ser adotadas com o objetivo de gerenciar os níveis de estresse pessoal e organizacional: técnicas de relaxamento, alimentação balanceada, exercício físico regular, repouso, lazer e diversão, sono apropriado às necessidades humanas, psicoterapia e vivências que favoreçam o autoconhecimento, administração do tempo livre para atividades ativas e prazerosas, medicação, com supervisão médica.

    O uso de metas específicas, que sejam percebidas como tangíveis, reduzem as incertezas e, consequentemente, o estresse ocupacional. É necessário dar aos empregados responsabilidade, trabalhos significativos e maior autonomia, fatores que podem reduzir o nível de estresse. Clareza na comunicação permite maior transparência no relacionamento entre empresa e colaborador, contribuindo no controle do estresse.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Acreditar em si – O primeiro passo para alcançar metas e superar sonhos

    Acreditar em si - 15 de NovembroViver do passado não leva a lugar algum e dar o primeiro passo rumo à mudança faz todo o diferencial seja no âmbito pessoal e/ou profissional.

     

     

     Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    Mais uma vez, estamos próximos à chegada de um Ano Novo. Diante disso, muitas pessoas começam traçar metas, a fazer uma listagem de sonhos que desejam realizar, mas que nunca conseguiram concretizar por inúmeras razões. O fato é que viver do passado não leva a lugar algum e dar o primeiro passo rumo à mudança faz todo o diferencial sejam no âmbito pessoal e profissional. Para falar sobre superação realização de conquistas e quais são as principais ferramentas que estão disponíveis para o desenvolvimento individual, o RH.com.br entrevistou José Roberto Marques – fundador e presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching).
    Na visão de José Roberto Marques, a proximidade da chegada do Ano Novo pode servir de estímulo para as pessoas darem uma guinada, principalmente no campo profissional. Esse comportamento, segundo ele, está relacionado à cultura do brasileiro, porém podem utilizá-la ao nosso favor. O segredo é ter foco e determinação, e o principal – ação. Esse é o outro problema, as pessoas sonham, planejam, mas não executam.

     RH.com.br - Quando o Ano Novo aproxima-se as pessoas costumam traçar metas, inclusive no campo profissional. A “vira do calendário” é um estímulo para os talentos brasileiros?

    José Roberto Marques - Podemos dizer que sim. Na verdade é uma coisa cultural do brasileiro, porém podemos utilizá-la sim a nosso favor. O maior problema é que muitas vezes esses sonhos e desejos morrem no carnaval. O segredo é ter foco e determinação, e o principal – ação. Esse é o outro problema, as pessoas sonham, planejam, mas não executam. No próximo ano vou malhar, parar de comer gordura, tomar refrigerante, vou começar um curso de inglês, vou terminar de ler aquele livro. Para iniciar bem o ano, comece agindo. A decisão é o primeiro passo para gerar ação. Não basta apenas querer, é preciso decidir e agir em prol dos objetivos pretendidos. Se a meta é malhar, por exemplo, faça sua matrícula em uma academia. Se a intenção é parar de comer gordura e tomar refrigerantes, procure uma nutricionista que indicará outras opções mais saudáveis, evitando que você caia em tentação. Se você pretende começar um curso de inglês, que tal se preparar antes? Se o desejo é terminar o livro, que tal estipular um prazo para concluí-lo? O importante é criar estratégias para que cada desejo e sonho sejam, efetivamente, cumpridos.
    “O ser humano só conquista o que deseja quando se permite conhecer-se e transformar atitudes e comportamentos que o impedem de alcançar algo em uma poderosa força motivadora para conquistar tudo o que deseja. E é exatamente esta a proposta do Coaching, acelerar resultados rápidos, permanentes e duradouros em qualquer contexto, seja ele pessoal ou profissional”, acredita o presidente do IBC. Durante a entrevista ao RH.com.br, José Roberto Marques apresenta muitos outros pontos relevantes para quem deseja começar 2014 com o pé direito e ter boas conquistas! Tenha uma agradável leitura!

     RH - Muitos profissionais também se deparam com uma incógnita: como e onde investir no desenvolvimento de carreira? Qual o passo inicial para os que buscam dar uma guinada profissional?

    José Roberto Marques - Primeiramente qualquer profissional deve ter um plano de carreira bem definido. O planejamento feito através do Coaching fará com que ele obtenha uma visão sistêmica de sua carreira de maneira a enxergar o mercado, sua vida financeira, pessoal, além da definição clara de seus objetivos e metas, bem como suas maiores competências, pontos positivos e de melhoria que farão com que haja um desenvolvimento contínuo, aprimoramento de competências e potencialização pessoal e profissional. Além disso, com o auxílio do Coaching ele conquistará diversas aptidões fundamentais para melhorar seu desempenho enquanto profissional como uma liderança eficaz, organização, criatividade, comunicação, gestão de tempo, foco, entre muitos outros.

     RH - Nos últimos anos, o mercado brasileiro observou o surgimento de muitos recursos direcionados ao desenvolvimento de carreira. Entre eles, encontra-se o coaching. O que esse instrumento oferece de tão diferenciado em relação a outras metodologias?

    José Roberto Marques - Autoconhecimento. O ser humano só conquista o que deseja quando se permite conhecer-se e transformar atitudes e comportamentos que o impedem de alcançar algo em uma poderosa força motivadora para conquistar tudo o que deseja. E é exatamente esta a proposta do coaching, acelerar resultados rápidos, permanentes e duradouros em qualquer contexto, seja ele pessoal ou profissional. O coaching é uma metodologia de desenvolvimento humano que visa a conquista de metas e objetivos em um curto espaço de tempo. O Coaching é um processo diferente de outras metodologias, pois a partir do comprometimento total do cliente com seu processo, os resultados são extraordinários e percebidos rapidamente.

     RH - O que deve esperar um talento que opta pelo Coaching como instrumento de desenvolvimento de carreira?

    José Roberto Marques - Resultados rápidos e ser surpreendido pela sua própria experiência de vida, pelos seus valores e anseios. A conquista do autoconhecimento, do autodesenvolvimento e da autoestima para ser o condutor de sua própria vida e carreira. Além de uma infinidade de competências que farão com que ele desenvolva rapidamente o seu potencial infinito.

     RH - Os benefícios do Coaching são rapidamente perceptíveis pelos profissionais que recorrem a esse processo de desenvolvimento?

    José Roberto Marques - Sim, pois ele tomará uma nova postura e terá em mãos, a cada sessão, tarefas a cumprir, sendo que se ele não às executar não chegará ao resultado esperado. Tendo consciência disso, são altíssimas as chances de sucesso. O Coaching só é Coaching se houver resultados e, para isso, é necessário total comprometimento do indivíduo com as sessões, seu Coachee e suas tarefas a cumprir.

     RH - O Coaching veio para todo profissional, independentemente do segmento de atuação?

    José Roberto Marques - Sim, qualquer profissional que deseja alcançar seus objetivos através de desenvolvimento pode utilizar oCoaching. Uma pesquisa da Harvard apontou que para se obter sucesso profissional 15% se dá a conhecimentos específicos, e os outros 85% a habilidades. O Coaching possui diversos nichos, uma modalidade para qualquer área que um indivíduo desejar desenvolver, seja ela pessoal, profissional, organizacional, familiar, esportiva, social, espiritual, entre outras.

     RH - Quais as principais dúvidas que ainda “rondam” os profissionais em relação ao coaching?

    José Roberto Marques - O Coaching é uma metodologia nova no Brasil, o nome em inglês, e os resultados efetivos ainda são desconhecidos por muitas pessoas. Mas, aos poucos estamos caminhando para propagar a filosofia do coaching em todo o Brasil. Nosso desejo é que mais e mais pessoas, profissionais, equipes e organizações conheçam esta poderosa metodologia e saibam como suas vidas podem ser transformadas a partir de uma única decisão: fazer Coaching!

     RH - O processo de Coaching torna o profissional mais competitivo?

    José Roberto Marques - Sim. O profissional estará mais certo de suas aptidões e competências. Estará seguro em suas convicções e valores, saberá exatamente o caminho que trilhará para alcançar seu objetivo.

     RH - Para os que buscam se aprimorar como líderes, o Coaching tornou-se um processo indispensável?

    José Roberto Marques - Sim, por ser um processo rápido ele passou a ser bastante utilizado por profissionais que desejam ou já ocupam cargos de liderança, como gestores, diretores e executivos. Isso se dá pelo fato de que o Coaching não só dá ao profissional as ferramentas e o conhecimento, para que ele se aprimore e tenha uma liderança mais efetiva, mas também para que desenvolvam outras pessoas, no caso seus subordinados.

     RH - E para aqueles profissionais que ainda têm em dúvidas em escolher um instrumento com foco no desenvolvimento de carreira, que conselhos o senhor pode deixar registrados?

    José Roberto Marques - Todas as respostas estão dentro de você. Você precisa se conhecer para assim poder traçar um plano de carreira assertivo, que alinhe sua vida profissional e pessoal.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    A ideia de felicidade ocidental, baseada no individualismo, falhou!!!

    Felicidade - 25 de Outubro

    Para o filósofo australiano Roman Krznaric,  fundador da The School of Life, colocar-se no lugar do outro é a verdadeira revolução.

     

     


    Há 20 anos, Roman Krznaric se inscreveu para um curso de culinária na Bahia; mas, como não conseguiu uma bolsa de estudos, declinou a viagem. Hoje, o filósofo australiano, um dos fundadores da The School of Life, na Inglaterra, finalmente conhecerá o Brasil. Abriu uma exceção para viajar de avião – ele se preocupa com as emissões de carbono – e virá ao País para uma palestra sobre trabalho, dia 22, no Teatro Augusta.

    Escritor do best seller Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida, o filósofo continua interessado em culinária, mas se dedica a incentivar o que chama de “questionamentos sobre a vida”. E a vida laboral, segundo o escritor, é uma das questões que causam mais insatisfação e inquietação no mundo contemporâneo. “Hoje, pessoas de todas as classes sociais começam a enxergar o trabalho como algo para além da sobrevivência. É uma ocupação que pode fazer você se sentir preenchido”, conta. A saída para a insatisfação, explica, tem algumas alternativas: aplicar seus valores pessoais no trabalho; procurar um emprego que faça diferença no mundo; e usar seus talentos e habilidades; entre outras. “Uma das maiores razões de satisfação no trabalho não é dinheiro, mas autonomia”, diz.

    Além de aulas e conferências pelo mundo, o australiano toca, paralelamente, um projeto definido por ele como “a grande ambição de sua vida”: a criação de um Museu da Empatia. “Trata-se de um lugar onde você poderá entrar e conversar com pessoas que não conhece. Assim como emprestamos livros de uma biblioteca, será possível emprestar pessoas para uma conversa”, explica. O projeto não é de todo utópico. Segundo o filósofo, depois de um vídeo explicando seu conceito de empatia, com 500 mil visualizações, sua caixa de e-mail recebe, pelo menos, uma mensagem por dia de pessoas do mundo inteiro se propondo a ajudar na criação do museu.

    É por meio dessa troca e da disseminação desse conceito de empatia que o filósofo acredita ser possível fazer uma revolução: “As pessoas acham que a paz e as revoluções são construções de acordos políticos. Mas acredito que é possível que isso seja feito nas raízes das relações humanas. Desmontando ignorâncias e preconceitos”, diz.

    Confira os melhores momentos da entrevista.

     

    Publicado originalmente no Blog do Estadão.

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    Por que o mau humor prejudica a carreira?

    Mau humor - 04 de Outubro

    Dizem que os conflitos fazem parte do dia a dia das corporações e que através deles as pessoas são capazes  de extrair aprendizados que lhes agregarão diferenciais comportamentais futuros.

     

    Por Patrícia Bispo | rh.com.br

     

     

    Para quem já precisou lidar com um fato conflitante, depois de passado o “calor da emoção”, sabe muito bem que essa premissa é verdadeira. Isso porque quando vivenciamos algo, saímos mais amadurecidos para administrar questões similares e colocamos, em prática, aquilo o que os estudiosos chamam de Inteligência Emocional. Dentro do mar de emoções em que mergulha a mente humana, deparamo-nos com o humor que sinaliza se a pessoa está em comunhão ou em desarmonia com algum fator interno ou externo. O fato é que o mau humor em “larga escala” pode prejudicar tanto a vida pessoal como a carreira de um talento. Vejamos abaixo os porquês do péssimo humor à trajetória profissional!

    1 - Quem tem sempre o mau humor e o leva para o ambiente de trabalho, costuma afastar os demais pares do seu convívio. Isso porque todas as pessoas têm problemas pessoais e por mais que o seu colega de trabalho tenha boa vontade para ajudá-lo nas situações mais complicadas, é possível que em determinado momento ele perda o senso de companheirismo e tenha uma reação contrária ao que você esperava. Afinal, todos têm problemas pessoais e muitos fazem de tudo para controlar as emoções e não prejudicar os colegas e espero que, no mínimo, a recíproca seja verdadeira.

    2 – Qual o mau humor contamina a pessoa, em alguns casos, o próprio profissional nem se dá conta do que realmente está acontecendo com o suporto distanciamento dos colegas em relação a ele. Isso pode acarretar numa situação de baixa autoestima, pois o indivíduo passa a acreditar que está sendo excluído injustamente e que ele é a única vítima dessa desagradável situação.

    3 - Uma vez excluído do convívio dos seus pares, o profissional deixa começa a perceber que já não faz mais parte da equipe e que deixa de receber o compartilhamento de conhecimento que antes estava acostumado a ter em seu dia a dia.

    4 - Uma vez isolado na equipe, ele pode passar a aumentar o mau humor que já havia contaminado o seu comportamento e passa a entrar, cada vez mais, numa reação de reclusão. Afinal, todos estão contra eles: seus melhores colegas de trabalhos, seus pares e até mesmo o seu líder, em quem depositava tanta confiança.

    5 - Quebrado esse relacionamento de confiança com todos os que o cercam, o profissional mau humorado já passa a ver seu trabalho que antes lhe dava prazer, a ser um fardo. Se antes ele acordava satisfeito para trabalhar e dar o melhor de si, pensa a pensar apenas em acordar, cumprir o mínimo de suas atividades laborais para receber seu salário, ao final do mês.

    6 - Se cumprir o mínimo das suas atividades passa a ser seu foco, o profissional mal humorado coloca um véu sobre seus olhos e esquece de que as oportunidades de aprendizado, de crescimento profissional passarão por ele sem que o mesmo percebe. Ele estará tão centrado em se proteger de todos os que o cercam que não mais se preocupará em olhar para “fora da caixa”.

    7 - Com o tempo, o mau humor acabará indo mais longe e não apenas prejudicando a performance e o futuro de uma carreira promissora. Logo, a pessoa passará a sentir os reflexos na própria saúde e sinais de alerta do organismo como dores de cabeça, problemas no estômago mostrarão que começará a se formar um equilíbrio orgânico, pois o corpo sente os reflexos da mente e das emoções que, por ventura, somos levados a vivenciar.

    8 - Como uma bola de neve, o mal humorado não vê perspectivas de melhoras. Isso porque sua mente passa a ficar tão conturbada com os “fantasmas que são criados em sua mente”, que um simples problema pode significar uma dificuldade sem precedentes e sem solução. Nesse caso, é comum que os conflitos com os demais membros da equipe surjam e o clima do time venha a ser prejudicado.

    9 - Quando o profissional chega a este estágio, é comum que sua vida pessoal também entre em desequilíbrio. Isso porque ele, provavelmente, levará os problemas que acumulou no trabalho para o convívio com seus familiares, que nada tem a ver com a questão que ele formou junto ao ambiente de trabalho. Clima tenso na empresa, clima tenso em casa é sempre uma péssima combinação e só tende a aumentar os problemas.

    10 - Se você está passando por algum desses problemas e reconhece que seu humor não é dos melhores, converse com alguém que você confie e tente identificar a “raiz” do problema. Tudo tem solução a parti do momento em que reconhecemos que precisamos mudar, desenvolver novas competências, inclusive as comportamentais. Afinal, somos todos humanos e, dessa forma, passíveis de erros. O que, às vezes, precisamos rever são os nossos conceitos, quebrar paradigmas que nos foram impostos ao longo da nossa vida e passarmos a olhar a vida com outros prismas. Se você reconhece que precisa de ajuda, que precisa mudar em algum ponto, acredite, você já deu um grande passo para dar uma guinada tanto no campo pessoal como no lado profissional.

    Confira a reportagem na íntegra. Boa leitura!

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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    Como encontrar satisfação no trabalho

     Como encontrar satisfação no trabalho - 27 de SetembroCada vez mais pessoas buscam significado no que fazem. Entenda por que isso virou uma inquietação crescente e saiba como descobrir seu propósito de carreira.

    Inspire-se na história de 15 profissionais que já encontraram a resposta

     Por Nina Neves | Você S/A

     

    Segundo o filósofo Roman Krznaric, além de realização financeira o trabalhador procura significado em sua carreira. Quando a edição do livro How to Find Fulfilling Work terminou, o editor responsável pelo projeto ficou satisfeito com o resultado. Então, desligou o computador, levantou de sua mesa e pediu demissão. É esse poder de transformar a realidade sem sentido que o filósofo australiano Roman Krznaric, autor do livro, deseja despertar nas pessoas que buscam dar um novo significado ao que fazem.

    Roman é um dos fundadores da The School of Life, uma espécie de escola alternativa, fundada em Londres em 2008 por escritores e filósofos (entre eles, Alain de Botton), para promover cursos de curta duração e encontros para discutir questões práticas da vida. No Brasil, o livro recebeu o título Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida (Objetiva, 177 páginas).

    O mérito de Roman é explicar a inquietação de um grupo cada vez maior de profissionais e sugerir um método de reflexão para reposicionar a carreira. “Nunca um número tão grande de pessoas sentiu tanta insatisfação com a vida profissional e tanta incerteza sobre como resolver o problema”, disse Roman em entrevista a VOCÊ S/A.

    Pesquisas recentes apontam que na Europa, 60% dos profissionais escolheriam uma carreira diferente se isso fosse possível e, nos Estados Unidos, o nível de satisfação com a ocupação é dos mais baixos que se tem registro. No Brasil, a pesquisa feita para o Guia VOCÊ S/A – As Melhores Empresas para Você Trabalhar aponta que os funcionários estão menos satisfeitos a cada ano, embora as companhias tenham melhorado suas práticas de RH. Mas você nem precisaria desses dados para se dar conta de que tem muita gente infeliz com o que faz.

    Basta puxar o assunto numa mesa de bar, que alguém vai reclamar de não ver propósito no trabalho. Para alguns, um salário generoso é o bastante. Segundo Roman, a partir do momento que a renda é suficiente para cobrir as necessidades básicas, aumentos acrescentam pouco ao nível de satisfação do funcionário.

    “Quando se trabalha apenas por um salário é porque o emprego é só um meio para encontrar sentido fora dali”, diz Taynã Malaspina, mestre em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

    Nem todo mundo pensa assim. O banqueiro carioca André Esteves, presidente do banco de investimento BTG Pactual, afirma que só contrata Ph.Ds, que no BTG é um acrônimo para “poor, hungry and desperate to get rich” (em bom português, “pobre, esfomeado e desesperado para ficar rico”).

    “Nós queremos profissionais ousados, com sangue na boca, que gostem de empreender e ganhar dinheiro”, diz Renata Santiago, advogada que fez carreira no banco na área de gestão de grandes fortunas e, há sete anos, migrou para o RH do BTG. Detalhe: o programa de trainee do BTG, que está no terceiro ano, recebe 5 mil currículos de jovens interessados em ficar milionários depois de alguns poucos anos de muita, muita, ralação.

    Roman não se convence por exemplos como o do BTG. Para ele, trata-se de um perfil específico de trabalhador, cujas ambições não necessariamente correspondem às da maioria das pessoas. De acordo com Roman, há outros quatro fatores, além da grana, que fazem com que o profissional se sinta motivado. São eles: ter status, fazer a diferença no mundo, usar seus talentos e colocar em prática suas paixões.

    Trabalho com significado

    Com mais gente buscando sentido no que faz, surgem grupos de pessoas que questionam a relação que têm com o emprego. É o exemplo da comunidade Escape the City, que começou como um movimento de três ingleses insatisfeitos com as corporações nas quais trabalhavam e reúne hoje mais de 100.000 pessoas em seu site.

    O objetivo do Escape the City é fazer a ponte entre quem busca oportunidades de trabalho fora de grandes organizações e possíveis empregadores. Aqui no Brasil, o site 99jobs, montado por jovens profissionais que saíram de empresas como Odebrecht e Santander, se propõe a conectar, com 99% de assertividade (daí o 99 do nome), jovens e empresas que comungam dos mesmos valores.

    Enquanto isso, o site Continue Curioso, conta, por meio de curtos vídeos, as histórias de pessoas que buscam ser felizes com suas ocupações. “Nossa ideia não é filmar exclusivamente quem foi atrás dessa satisfação fora das empresas”, afirma Julia na Mendonça, uma das idealizadoras do site, “mas também quem encontra soluções não convencionais para realizar o trabalho em que acredita”, diz Cristiane Schmidt, uma das sócias do CC.

    Infeliz, por quê?

    Mas por que tantos questionamentos de carreira surgem neste momento? Para Roman Krznaric, os fatores que agregam o “sentido da vida” migraram de outras esferas sociais para o trabalho. Quando não era possível escolher a profissão (não faz tanto tempo assim, pergunte a seus avós se eles tiveram chance de escolher onde trabalhar), as pessoas conseguiam encontrar significado na religião e na vida em comunidade.

    “Por um lado, houve um declínio da importância da religião nas nossas vidas”, diz Roman, “e, por outro, passamos a viver em grandes cidades, o que fez com que pequenas comunidades deixassem de existir como antes”. Então, o trabalho foi ganhando cada vez mais importância social, passou a ser uma fonte de significado.

    Mas, se há mais oportunidades de trabalho, por que vivemos tão angustiados com a opção profissional que fizemos? Ter mais possibilidades de carreira parece ótimo, mas pode ser também extremamente frustrante. O psicólogo americano Barry Schwartz chama isso de paradoxo da escolha.

    Schwartz usa uma analogia para explicar a situação. Quando as pessoas tinham apenas uma opção de modelo de calça jeans para comprar, era aquela que adquiriam, por mais que ela só se tornasse confortável depois de lavada algumas vezes. Hoje, ao entrar numa loja de roupas, o consumidor se sente perdido entre as possibilidades de modelos, tecidos, lavagens.

    Quando finalmente leva um jeans para casa, não parece que aquele era, de fato, o melhor de todos. Para Schwartz, assim como temos uma grande quantidade de opções de produtos, passamos a ter uma grande quantidade de escolhas na vida. O que Schwartz quer dizer é que há mais possibilidades de escolha e, portanto, mais possibilidades de ser feliz.

    Se você vai conseguir optar por algo que o realize já é outra questão. ”Aumentar opções de realização no trabalho aumenta também as expectativas de que a escolha feita deve ser boa”, diz o psicólogo americano. A saída, segundo ele, é lidar com o desconforto em relação ao que é deixado de lado.

    Respeito e bons amigos

    “Buscar a plena e ‘eterna’ identificação com o trabalho é um mito”, diz Pedro Bendassoli, professor de psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Isso porque não há uma identidade imutável, e é justamente à medida que as pessoas trabalham e se frustram que entendem o que as move.

    Para Roman, a melhor maneira de lidar com isso é pensar que não se tem apenas uma identidade. Então, por mais que sim, o trabalho seja uma parte da identidade, muitas atividades podem assumir esse espaço, não apenas o emprego do momento.

    Confira a reportagem na íntegra e conheça 15 histórias de profissionais que não abrem mão de se sentir felizes com o que fazem. Boa leitura!

    (Originalmente publicado no site www.exame.abril.com.br)

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    Aprenda a usar a ansiedade a seu favor


    Ansiedade - 20 de Setembro Como conseguir qualidade de vida diante da agitação que vivemos? 

     

    Por Cersi Machado | rh.com.br

     

    Hoje em dia, saber lidar com as preocupações de forma consciente tornou-se uma das principais capacidades para se obter êxito. Como conseguir qualidade de vida diante da agitação que vivemos? Como lidar com a ansiedade que toma conta do cotidiano de todos nós? Precisamos compreender que ansiedade não é doença. É normal sentirmos um pouco de ansiedade, isso pode até nos ajudar a ter atitude, a colocar em movimento algo que consideramos importante, a nos ajudar na adaptação de alguma mudança. Há uma grande diferença entre ansiedade e a superansiedade. A ansiedade torna-se ruim quando prolongada, quando foge de seu controle e se torna irracional, interferindo em seus relacionamentos e na sua saúde.

    De acordo com os estudiosos nos assuntos sobre ansiedade e estresse, não há mal em ter um pouco de ansiedade, por exemplo: antes de uma entrevista de emprego, antes de uma apresentação em público etc. A respiração acelera, o coração bate mais forte, as mãos começam a suar – esses são sinais fisiológicos da ansiedade. Mas quando isso começa a fugir do controle, é preciso avaliar a maneira como está interpretando os desafios de seu dia a dia para que a ansiedade não se transforme em algo patológico. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, o excesso de ansiedade está entre as principais causas de afastamento do trabalho. Quando ficamos ansiosos o organismo libera cortisol, que em doses moderadas é uma coisa boa, porém quando a ansiedade se repete demasiadamente, o cortisol aumenta e isso pode prejudicar o sistema imunológico, acelerando a morte de células.

    Quando você está prestes a alcançar um objetivo importante, uma grande conquista, a ansiedade vai começar a tomar conta de seu corpo e isso é um bom sinal, pois é consequência de sua motivação. Já pensou se você estiver indo em busca da realização de um objetivo, mas sem um impulso maior, sem uma energia e vontade latente para alcançar o que tanto sonhou? Que graça teria essa conquista? O problema, repito, está na ansiedade demasiada e mal administrada.

    A ansiedade é um sentimento de futuro, ninguém sente ansiedade por algo que já aconteceu. Viver demasiadamente a ansiedade é estar preso ao medo do futuro.
    O que cada um precisa avaliar é se a ansiedade não está sendo ausência de fé em si mesmo ou falta de confiança no presente, pois isso acaba gerando insegurança.

    Lembre-se que a vida acontece aqui e agora, e o presente é o recurso mais importante que possuímos para concentrarmos nossa energia. Então, não devemos ficar presos ao futuro. É claro que devemos ter metas e projetar o futuro, porém você deve ficar consciente para que no agora você aja com inteligência.

    Veja algumas dicas para lidar com a ansiedade:

    - Quando a ansiedade começar a tomar conta de você, pare e analise as razões desse sentimento. Talvez você precise se organizar melhor ou talvez necessite avaliar algumas decisões no presente. Então, reflita e depois tenha uma atitude inteligente sem se martirizar.

    - Não bagunce tudo e todos ao seu redor. Não deixe a ansiedade tornar-se irracional.

    - Reconheça seus limites e aprenda a relaxar. Quando estiver no trabalho pare de vez em quando, respire melhor, movimente o corpo, tome água, fique em silêncio. Ao retornar para o trabalho você se sentirá melhor.

    - Lembre-se de que você não pode abraçar o mundo. Seja lógico ao definir suas prioridades do dia. Determine um tempo adequado para cada atividade.

    - Cuide de si mesmo. Determine duas prioridades essenciais: dormir bem e se alimentar corretamente.

    - Procure atividades prazerosas para descontrair e relaxar. Sua vida não deve ser focada somente em trabalho e pagar contas. Então, não abra mão do lazer e da diversão.

    - Tenha resiliência e não olhe somente para o lado negativo das situações, enfrente as adversidades de cabeça erguida, sem fazer “tempestades em copo d’água”.

    Esteja consciente para saber lidar com a ansiedade, pois é através dessa consciência que você poderá desenvolver algumas virtudes tão importantes como, por exemplo, a paciência, a confiança em si mesmo e o autocontrole. A ansiedade faz parte de nossa vida, portanto utilize-a a seu favor porque, às vezes, ela vem para nos fazer sair do lugar, para que a vida não seja uma jornada monótona e sem energia.

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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    Liderança X Stress

       Liderança X Stress - 30 de Agosto

                               

        O Líder precisa saber administrar o                        companheiro chamado “estresse”

     

    Por Patrícia Bispo | rh.com.br

     

    Prazos cada vez menores para entregar resultados, superação de metas, decisões que precisam ser tomada em curto espaço de tempo e com um grau de assertividade significativo. Somando-se a isso, a responsabilidade de conduzir um time formado por pessoas que apresentam necessidades e características comportamentais diferenciadas. Ao ler apenas algumas das atribuições que uma liderança convive diariamente, muitas profissionais certamente pensarão duas vezes antes de assumir a responsabilidade de gerir pessoas. Contudo, o objetivo aqui é mostrar que diante de tantos desafios estressantes, o líder pode encontrar um estado de equilíbrio e estendê-lo aos liderados, conseguindo, dessa forma, formar um time de alta performance.
    Para trazer à tona o tema liderança X estresse, o RH.com.br conversou com a consultora Rosana Rodrigues que atua em projetos de Coaching Individual e em equipe. Com a experiência de também conduzir treinamentos comportamentais, Rosana diz que se um líder começar a apresentar sinais de estresse, ele precisa identificar as causas desse sintoma. Se o grau do estresse estiver bastante alto, talvez a liderança possa precisar da ajuda de alguém para fazer essa análise. “Essa ajuda pode ser encontrada na área de Gestão de Pessoas da empresa, em psicólogos, em médicos ou mesmo através de uma boa conversa com um amigo”, sugere. Durante entrevista concedida ao RH.com.br, a consultora pontua os principais fatores estressantes que têm acometido os líderes contemporâneos.
    Rosana Rodrigues é uma das palestrantes da Jornada Virtual de Liderança 2013 – evento promovido pelo RH.com.br, que acontece no período de 12 a 27 de setembro próximo. Na ocasião, ela irá proferir a palestra em vídeo “Como construir equipes vencedoras”. Confira a entrevista na íntegra e boa leitura!

     

    RH - Ser líder significa que o profissional sempre estará diante da necessidade de lidar com situações que exigem rapidez de resposta, equilíbrio emocional e pressão imposta pelo próprio mercado. Toda liderança tende a ser estressada?
    Rosana Rodrigues - Primeiro é preciso entender o que é estresse. De acordo com o site psychologytoday.com, estresse é uma simples reação para um estímulo que mexe com o nosso equilíbrio físico ou mental. Em outras palavras, é parte onipresente de nossa vida. Um evento estressante pode disparar a resposta “lute ou fuja”, fazendo com que hormônios como adrenalina e cortisol espalhem-se pelo corpo. Um pouco de estresse, conhecido como “estresse agudo” pode ser excitante – nos mantêm ativos e alertas. Mas no longo prazo, o estresse crônico, pode ter efeitos deteriorantes na saúde. Você pode não ser capaz de controlar os fatores estressantes no seu mundo, mas você pode modificar a maneira como você reage a eles. Partindo desse pressuposto, eu diria que sim, toda liderança deveria ser estressada no sentido de estar alerta e buscando sempre o melhor em si mesmo e nos outros.

    RH - Líder estressado é sinônimo obrigatório de equipe tensa?
    Rosana Rodrigues - Ainda levando em consideração a definição anterior, a resposta, em minha opinião, é não. Enquanto o líder estiver utilizando esse estado de alerta para, primeiramente, entender o perfil de sua equipe, provocar discussões de brainstorming que busquem o engajamento das pessoas nas soluções, para despertar o interesse da equipe em alcançar resultados que tenham significado para todos, o estresse não será, necessariamente, sinônimo de equipe tensa.

    RH - Quais são os principais sinais que alertam a liderança, avisando-a de que ela está a um passo dos níveis perigosos de estresse?
    Rosana Rodrigues - Os principais sinais são: falta de paciência; cansaço constante, falta de energia; desinteresse ou diminuição do interesse pelas pessoas; desinteresse ou diminuição do interesse em buscar conhecimento, novidades; e falta de perspectiva para o futuro.

    RH - Esses mesmo sinais que alertam que o líder está extremamente estressado, também podem partir do comportamento externado pelo time?
    Rosana Rodrigues – Sim. Eis alguns sinais: quando há o confronto entre as pessoas e não o conflito de ideias; faltas ao trabalho; turnover; criação de feudos; ausência de feedback e presença forte da rádio-corredor que se manifesta através de fofocas.

    RH – Uma vez que o líder é vitimado por níveis elevados de estresse, como é possível reverter esse quadro e reencontrar o equilíbrio no trabalho?
    Rosana Rodrigues - Primeiramente, tentar identificar as causas desse sintoma. Se o grau do estresse estiver bastante alto, talvez ele precise da ajuda de alguém para fazer essa análise – área de Gestão de Pessoas da empresa, psicólogos, médicos ou mesmo uma boa conversa com um amigo. Vale a pena refletir, também, sobre o bom e velho tripé da liderança: missão, visão, valores. Será que há um desalinhamento entre o que ele quer e o que a empresa espera dele? Outro fator relevante é procurar oscilar a sua energia, dando atenção para todas as esferas: física, mental, emocional e espiritual. Infelizmente, grande parte das pessoas acaba deixando de lado as energias físicas – não cuidam da saúde do corpo, e a espiritual – não cuidam da saúde da alma. Também se deve: encontrar atividades extracurriculares, que lhe permitam explorar novas possibilidades ou simplesmente buscar o ócio criativo; dedicar um tempo para a solitude – não solidão, reconhecendo suas conquistas e aprendendo com seus erros; e controlar o que está sob seu controle e aceitar o que não está.

    RH - Falasse muito que a qualidade de vida no trabalho tem sido fator de atração e de retenção para os talentos. Essa premissa também vale para as lideranças?
    Rosana Rodrigues – Sem dúvida alguma. De uma forma geral, as pessoas estão cada vez mais conscientes de que, para produzir e obter resultados, é importante cuidar das outras áreas da vida. Se a empresa para a qual trabalham não lhes permite isso, elas buscarão outros desafios. Quando um líder ou qualquer outro profissional faz o que acredita e gosta, e percebe que a empresa onde trabalha lhe permite explorar seus sonhos individuais e seus outros interesses – que podem não estar diretamente ligados aos projetos da empresa, elas não terão motivos para olhar para o mercado.

    RH – Liderança que preza pela sua qualidade de vida no trabalho estende esse pensamento aos liderados de forma inconsciente ou não?
    Rosana Rodrigues - Muito provavelmente sim. Melhor ainda se for de forma consciente, ou seja, quando a liderança cria programas de incentivo, reconhecendo aqueles que, de alguma forma, melhoraram sua qualidade de vida no trabalho. O líder pode, por exemplo, premiar um liderado que trouxer uma ideia que alinhe qualidade de vida e alcance de resultado da equipe ao mesmo tempo.

    RH – Suponhamos que um profissional extremamente “light” recebe a responsabilidade de conduzir uma equipe estressada. Qual a maior probabilidade: o time encontrar o equilíbrio ou a liderança tornar-se extremamente tensa?
    Rosana Rodrigues – Isso vai depender do propósito do líder. Se liderança é, por definição, modelo e influência, é provável que essa equipe encontre o equilíbrio. O desafio do líder, nesse caso, será o de identificar os motivos pelos quais essa equipe está estressada e entender o perfil de cada um dos seus membros. Entender a cultura da empresa também é de grande validade para que o líder possa traçar uma estratégia de desenvolvimento de pessoas.

    RH – Em sua opinião, quais os fatores que mais estressam os líderes?
    Rosana Rodrigues - Podemos destacar: pressão para o alcance de metas e resultados; excesso de tarefas; má administração do tempo, ou melhor, dizendo, má administração das prioridades; baixo autoconhecimento; desalinhamento entre os interesses pessoais e interesses da empresa para qual trabalha.

    RH – E quais os fatores que mais estressam os times?
    Rosana Rodrigues - Neste caso, podemos citar: falta de perspectiva de crescimento profissional; liderança fraca; metas mal elaboradas; falta de recursos; líderes estressados; desenvolvimento insuficiente das habilidades comportamentais e técnicas; e falta de uma visão clara.

    RH – A senhora poderia deixar alguma orientação final para os líderes estressados e que desejam sair desse estado de constante tensão?
    Rosana Rodrigues – Não vejo como resolver essa situação a não ser parando para avaliar suas causas e pensar sobre planos de ação. Somos experts para criar planos de ação e de contingência para as empresas para quais trabalhamos e infelizmente pouco utilizamos essa expertise para avaliarmos nossa postura e nossas escolhas como profissionais e pessoas. Se nos lembrássemos das instruções dadas pelos comissários de bordo antes do avião decolar, saberíamos que para formar equipes vencedoras, trazer excelentes resultados para a empresa e para nossa carreira e ter uma vida mais equilibrada, precisaríamos cuidar de nós mesmos em primeiro lugar para depois cuidarmos dos outros.

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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    Sucesso Profissional????

    Sucesso - 16 de agosto      

                               

        O que significa ter sucesso na vida pessoal e                                       profissional?

     

     

    Por Jerônimo Mendes | rh.com.br

     

    O mundo atual proporciona infinitas possibilidades de sucesso no campo pessoal e profissional. Com ideias simples, esforço e otimismo, é possível destacar-se em qualquer área que você escolher para ganhar a vida e se transformar numa pessoa de bem. Você precisa apenas de cabeça (talento), preparação (coração) e oportunidade (chance). Não é necessário curso superior.

    O caminho mais rápido para o sucesso é reavaliar o que ele significa para você. Se você lembrar que o mundo conta com sete bilhões de pessoas, que nem todas dispõem das mesmas ferramentas e oportunidades e que cada pessoa tem uma visão diferente do sucesso, o importante é não se deixar influenciar pelo motivo que levou outras pessoas a ter sucesso.

    Quando você decide ouvir seus amigos, vizinhos, parentes ou se deixa influenciar pela mídia – revistas, jornais, televisão e Internet -, haverá um enorme pressão para realizar tudo ao mesmo tempo: comprar o celular da hora, ser gerente em menos de dois anos, trabalhar no Google, conseguir um milhão antes dos 30 anos e assim por diante.

    É possível conseguir tudo isso? Provavelmente sim, mas, talvez não seja possível no tempo que você imagina. Além disso, ainda que você seja extremamente bem-sucedido, será que isso é o que realmente deseja da vida?

    Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, declarou o seguinte: “Eu daria toda a minha fortuna para ser reconhecido como um grande filósofo e não como o homem mais rico do mundo”.

    O erro mais comum que se pode cometer é não estabelecer o sucesso segundo os seus próprios valores. Você é capaz de identificar os parâmetros de sucesso que diferem da maneira tradicional, sem ser o dinheiro, a fama ou 15 minutos de exposição na mídia?

    Isso é importante na hora de definir os seus objetivos e sonhos pessoais, entretanto, é preciso ser sensato ao escolher o tipo de sucesso que você pretende alcançar. Quando alguém alimenta sonhos impossíveis, tende a buscar atalhos mais fáceis para alcançá-los, o que, por vezes, pode acabar em frustração.

    Felicidade, sucesso, fama e glória dependem de metas realistas. Quanto mais realistas, mais fácil de serem alcançadas. Deve existir significado em tudo isso. O que conta mesmo é o seu esforço e o risco envolvido, caso contrário, você nunca vai se sentir realizado plenamente.

    A maneira mais gratificante, e confortante, de descobrir se você está no caminho certo para alcançar o sucesso e a autorrealização é adotar uma definição de sucesso diferente de qualquer outra existente na face da Terra. É a sua própria definição, aquela que vai fazer sentido para você.

    Na medida em que você vai ficando mais velho e mais experiente, também vai acumulando todo tipo de advertência e perdendo contato com os seus desejos mais profundos. A impressão é a de que está caminhando na direção errada. Parece que todo mundo está bem, menos você.

    Na prática, você se perde tentando entender o que mundo quer e acaba adotando um comportamento diferente apenas para obter a aprovação alheia. O resultado de tudo isso é que a maioria das pessoas acaba fazendo coisas que nada têm a ver com a sua vocação, mas que agradam a maioria das pessoas, principalmente pais e amigos mais chegados.

    Não desejo que isso lhe aconteça, portanto, seja razoável e considere o sucesso com base naquilo que você mesmo deseja para toda a vida. Nada me espanta com relação aos adolescentes que ainda nem imaginam o que querem da vida. A maioria demora em encontrar o seu lugar no mundo e boa parte nunca descobrirá a razão pela qual está nele.

    Durante muito tempo eu tentei realizar o sonho de meu pai e acabei fazendo o curso técnico de eletrotécnica, talvez para agradá-lo, talvez para agradar a mim mesmo, talvez para encontrar um rumo na vida. O fato é que eu não tinha a mínima vocação para a área técnica, porém, isso não invalidou a boa intenção do meu pai de querer o melhor para mim, na visão dele, é claro.

    Faz mais de 20 anos que eu concluí o curso de Administração. Os quatro anos da faculdade estão entre os melhores da minha vida, sem sombra de dúvida. Aprendi a tratar a administração como arte, religião e ciência, o que me ajudou a abrir os olhos e as portas para uma nova forma de sobrevivência, além do crescimento pessoal e profissional.

    O bom de tudo isso é a que a Administração me permitiu ampliar o meu networking. Os relacionamentos abriram-me novas portas para a docência e a educação corporativa. E isso, definitivamente, me abriu as portas para consolidar aquilo que eu realmente gosto de fazer e que acabou transformando-se em missão de vida.

    Isso acontece com frequência. Uma porta vai abrindo outra e assim você vai construindo o próprio caminho, razão pela qual desejo compartilhar a minha definição de sucesso pessoal e profissional enquanto você vai pensando na sua.

    Sucesso é…

    - Escolher, por livre e espontânea vontade, o que você quer fazer na vida.
    - Entender que a vida não é só trabalho e que o trabalho não é toda a sua vida.
    - Saber utilizar o tempo livre com sabedoria para aproveitar os pequenos e maravilhosos momentos que a vida lhe proporciona.
    - Ter em mente que o dinheiro é importante, mas que você só é feliz quando o dinheiro deixa de ser importante.
    - Deitar a cabeça no travesseiro e acordar livremente no dia de seguinte com vontade de seguir adiante.
    - Saber que o que você quer ajuda outras pessoas a conseguirem o que querem.

    Sugiro que você dedique um tempo para pensar nisso e tente encontrar a sua própria definição. As questões a seguir poderão ajuda-lo a desvendar esse pequeno mistério e também vão ajuda-lo a reduzir a frustração, se for esse o problema.

    - O que o sucesso significa para mim?
    - O que a felicidade significa para mim?
    - O que eu pretendo ser quando crescer?
    - O que significa ser bem-sucedido na vida pessoal?
    - O que significa ser bem-sucedido na vida profissional?
    - Quais são os valores que melhor representam o meu conceito de sucesso: carro, amigos, família, dinheiro no banco, lazer, fazer parte de uma tribo, liberdade etc.?
    - O que eu preciso fazer desde já para iniciar a caminhada em direção ao sucesso?
    - O que eu estou pensando em fazer é passível de sucesso?
    - Quanto tempo leva para alguém ter sucesso na vida?

    Por fim, evite comparações. Quanto mais você se compara em relação aos outros, mais se distancia da vocação original. Cada pessoa tem a sua própria história, construída com base em uma experiência de vida que é muito diferente da sua.

    Enquanto não encontra a sua própria definição, continue caminhando e se lembre da sábia definição de Winston Churchill, primeiro ministro britânico: “Sucesso significa ir de fracasso em fracasso sem perder a paixão e o entusiasmo”.

    Pense nisso, empreenda, aja diferente e seja feliz!

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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