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Entrevista de Emprego – Os erros mais comuns

 

Para garantir um emprego, é preciso ter mais do que um bom currículo, por isso o momento da entrevista de emprego pode ser determinante em um processo seletivo.

Para mostrar os erros mais comuns cometidos nesse momento tão importante a Rede Globo Minas produziu a série Entrevista de Emprego, com a participação da Diretora Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, que participou da simulação de diferentes situações que podem ser decisivas em uma entrevista.

 

Confira mais episódios dessa série e outros vídeos em nosso canal no Youtube.

 

  • Categorias: Curriculo, Emprego, Entrevista de Emprego, Recolocação, Recolocação Profissional, Trabalho
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    Criar plano pessoal é importante para desenvolver carreira

    O historiador Francisco Carlos Teixeira faz uma análise histórica interessante das principais crises brasileiras, tema sobre o qual tratou no Fórum de Presidentes da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) deste ano.

    Na palestra, ele falou da crise de 1830 a 1840, quando dom Pedro I se mandou para Portugal e deixou o país nas mãos de seu filho de 14 anos, dom Pedro II, e de seus tutores. Quase o país implode com a proclamação de pelo menos cinco repúblicas, uma em cada estado. A segunda grande crise veio com a morte de Getúlio Vargas, quando, num período de dois anos, o Brasil teve três presidentes antes de eleger Juscelino Kubitschek.

    Como saímos dessas crises imensas? Com um plano estratégico que mantinha o foco no interesse comum da nação, formulado por um grupo de líderes que conduziram esse processo pensando num resultado coletivo. E esse é nosso problema hoje: não há um plano que reúna o interesse comum nem líderes para executá-lo.

    Essa reflexão macro nos ajuda a pensar sobre nós mesmos. Será que você está seguindo como o Brasil, sem ter um plano estratégico para sua carreira? Será que consegue responder rapidamente às perguntas: “O que você quer para sua vida?” e “Qual seu propósito?” Se não conseguir, é hora de desenhar uma proposta.

    Propósito significa fazer uma reflexão profunda sobre o que move você, sobre o que o estimula a acordar mais cedo e a se dedicar com mais afinco. Não me assustaria se, hoje, você dissesse que seu propósito é ganhar dinheiro para sobreviver à crise. Sim, essa é a vida real. Mas não fique preso a isso.

    Se você parar de terceirizar suas decisões de carreira e cuidar delas com mais dedicação, seu propósito vai evoluir para estágios superiores ao da sobrevivência e terá vontade de ajudar o país, de escolher trabalhar numa empresa não pelo salário mas pelos valores e para influenciar a comunidade.

    Quando você começa a pensar sobre a carreira no médio e no longo prazo, está se transformando num líder de verdade, pois assume o controle de seu desenvolvimento e se sente seguro de seus objetivos e de suas competências — as boas e as habilidades que ainda precisam ser lapidadas.

    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 27/10/2017).

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    O seu trabalho te deixa deprimido?

    Na manhã do dia 24 de março de 2015, um Airbus A320 da companhia aérea Germanwings, controlada pela Lufthansa, caiu na região dos Alpes. Os detalhes descobertos nos dias subsequentes chocaram o mundo. De acordo com o áudio da caixa-preta do avião, o copiloto, Andreas Lubitz, de 28 anos, havia deliberadamente derrubado o voo 4U9525.

    Aproveitando-se da saída do comandante, Andreas trancou o colega para fora da cabine de controle e acionou o botão de descida da aeronave. Durante 10 minutos, tempo que o avião demorou para se chocar contra as montanhas, o copiloto permaneceu em silêncio, sem pedir ajuda nem declarar emergência.

    Na gravação, é possível ouvir apenas sua respiração acelerada. O primeiro pensamento das autoridades alemãs foi que o acidente teria sido um ato terrorista. Três dias depois, promotores da cidade de Düsseldorf encontraram na casa de Andreas um atestado médico indicando que o copiloto deveria estar afastado do trabalho, em tratamento para depressão, no dia da queda da aeronave.

    Tudo sugere que ele escondeu o fato da companhia, e a doença cobrou um preço alto: Andreas suicidou-se levando 150 pessoas consigo.

    Claro que esse é um caso extremo. Mas dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, assim como o aviador, 322 milhões de pessoas sofriam de depressão ao redor do mundo em 2015 — número que aumentou 18,4% desde 2005.

    No Brasil, cerca de 5,8% da população têm a doença, o que faz do país o campeão de casos na América Latina. Ainda de acordo com a OMS, até 2020 o transtorno mental será a enfermidade mais incapacitante mundialmente.

    É consenso entre os especialistas que esses dados alarmantes são fruto tanto da evolução da medicina, o que possibilita detectar um número maior de casos, como também do crescimento da incidência do problema. “As pessoas começaram a falar sobre o assunto e a buscar ajuda, o que permite que se diagnostique mais. Mas há também um aumento real devido ao estresse crônico”, diz Mário Louzã, psicólogo de São Paulo.

    Do ponto de vista clínico, a depressão se diferencia de uma simples tristeza por durar mais tempo e implicar uma queda no nível de neurotransmissores, substâncias químicas que estabelecem a comunicação entre os neurônios.

    A doença surge de uma combinação entre questões genéticas e ambientais. “À hereditariedade, soma-se o fato de que algumas pessoas são mais vulneráveis aos estressores do cotidiano. Além disso, as mulheres são pelo menos duas vezes mais suscetíveis à depressão por causa da flutuação hormonal”, afirma Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), de São Paulo.

    Depressão: até 2020, será a doença mais incapacitante do planeta (Imagem: Marcelo Calenda)

    O trabalho como gatilho

    O mundo instável e cheio de opções em que vivemos tem sua parcela de responsabilidade na criação de gerações mais angustiadas. “Perdemos as grandes referências: Estado, religião, justiça, uma empresa onde trabalharíamos a vida toda”, afirma Dorothee Rudiger, professora de direito na Universidade Católica de Santos, em São Paulo.

    Ao mesmo tempo, há muita liberdade de escolha. “Essa incerteza e medo levam a uma angústia profunda.” E isso se agrava, é claro, quando o local de trabalho se mostra problemático. Ambientes competitivos, com maior pressão por resultados, elevam o risco de desenvolver a doença.

    Operadores de telemarketing, bancários e profissionais da área de saúde são os mais propensos a ter quadros depressivos, mas a doença não se restringe a determinado setor, carreira ou nível hierárquico.

    Só em 2016, por exemplo, a Previdência Social registrou o afastamento de 75 300 trabalhadores por causa de depressão, cerca de 37,8% do total de licenças por doenças mentais. “O desequilíbrio entre o que é cobrado dos funcionários e o apoio que a empresa oferece faz com que as pessoas sofram, e isso causa uma degeneração psíquica. Muitas vezes, o estresse a que o indivíduo é submetido é tão grande que ele não consegue se recuperar”, diz João Silvestre, diretor de relações internacionais da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), de São Paulo.

    Foi a alta carga de tarefas, acompanhada de uma equipe reduzida e de uma forte cobrança por resultados, que fez com que o publicitário Edson Santos, de 34 anos, desenvolvesse um quadro depressivo. Em 2012, o paulista era supervisor de marketing em uma multinacional alemã e, durante dois anos, viveu uma rotina que chegava a 20 horas diárias no escritório, sem férias. “Não tinha mais tempo para a família ou para os amigos”, diz.

    Aos poucos, Edson começou a se isolar dos colegas, e os projetos que antes o motivavam perderam o sentido. Em uma das crises mais agudas, sentiu um desespero inexplicável. “Tive vontade de fugir, de não voltar mais ao trabalho, de ir para o banheiro chorar”, afirma.

    O quadro teve impacto em seu rendimento e, após alguns meses, o gestor de Edson o chamou para uma conversa. “Ele estava preo­cupado, apontou que até mesmo o jeito de me vestir havia mudado e eu nem tinha percebido. Sugeriu que eu procurasse ajuda.” Edson seguiu o conselho e, quando se consultou com o psiquiatra, recebeu o diagnóstico de depressão. Mas aceitar não foi fácil. “Eu tinha um bom salário, uma família estruturada e me perguntava por que estava deprimido”, diz.

    Mesmo sem entender as causas, seguiu o tratamento. Além da terapia e dos remédios, Edson voltou a reservar um tempo para si mesmo, praticando esportes e adotando um cão. As mudanças o ajudaram a compreender o processo que o levou ao quadro depressivo — e como a rotina workaholic contribuiu para isso.

    Hoje, no cargo de coordenador em outra multinacional, ele diz que o apoio da empresa foi crucial. “Eu tinha vergonha de contar e apenas alguns colegas sabiam, mas eles me ajudaram. Como profissional de marketing, fiquei limitado, sem criatividade. Eles me deram suporte”, afirma Edson.

    Falta de apoio

    Casos como o de Edson, em que a empresa, gestores e colegas são compreensivos e ajudam os profissionais que passam por crises de depressão infelizmente ainda são raros. “Uma liderança humana, que enxergue o funcionário além do número do crachá é exceção”, afirma Fátima Macedo, diretora da Mental Clean, consultoria psicológica para empresas, de São Paulo.

    Na maioria das situações, quem está ao redor não se dá conta de que aquele profissional precisa de ajuda — ainda mais em organizações com chefias ultrapassadas, que continuam a carregar aquela visão de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

    Foi o que a fisioterapeuta Thaís Romanelli, de 36 anos, teve de enfrentar até o fim de 2016, quando trabalhava em um hospital público de São Paulo. Ela entrou na empresa assim que saiu da faculdade e, durante 13 anos, permaneceu na instituição. Embora percebesse que a relação já estava desgastada, as coisas se intensificaram no ano passado. “Fui transferida de unidade e de chefe, sem muitas explicações, e não me adaptei”, diz Thaís.

    Como o atendimento nesse novo ambiente se limitava a um dia da semana, a fisioterapeuta continuou levando a situação, sem perceber quanto isso lhe fazia mal. Nesse meio-tempo Thaís venceu, ao lado de uma colega, um concurso para startups na área da saúde e criou a Soulvox, plataforma que cria vozes para pessoas que não conseguem falar, o que significou cuidar de duas carreiras. “Todos os dias eu ia dormir às 3 horas da manhã, acordava às 7, ia trabalhar, voltava e continuava me dedicando às pesquisas. Sem contar os fins de semana virados”, diz.

    O problema chegou ao ápice quando a gestora de Thaís pediu a ela que trabalhasse mais um dia na unidade onde não havia se adaptado. “Eu já estava cansada da rotina entre empreendedora e empregada. Junto com o esgotamento que vinha acumulando, tive uma crise de choro.” Mesmo argumentando que não havia se integrado ao novo local, não houve jeito. “Eu me senti desrespeitada. Foi a primeira vez que me posicionei sobre algo que estava me incomodando e fui completamente ignorada”, afirma a fisioterapeuta. Percebendo que não estava bem, resolveu procurar ajuda.

    Thaís foi diagnosticada com depressão leve, e a psiquiatra foi taxativa quanto ao motivo que a levou àquele estado: excesso de trabalho. “Comecei a me perguntar: vale a pena ficar tomando remédio e prejudicando minha saúde por causa daquele lugar?”, diz.

    Após o afastamento médico de um mês, ela deixou o emprego. “No fim de 2016, percebi que ainda não estava 100% e aproveitei o tempo livre para me dedicar mais à Soulvox.” Hoje, mesmo não tendo ainda reequilibrado as finanças, ela não se arrepende da mudança. “Foi a melhor decisão que tomei. Sempre fui movida por propósito, mas, num cenário em que eu atendia quatro pacientes quase ao mesmo tempo, era impossível. Com minha empresa, recuperei a paixão pelo que faço”, afirma Thaís.

    O custo da doença

    Muita gente acha que a depressão é apenas um problema de saúde, mas é mais do que isso. O distúrbio representa perdas para a economia, para as empresas e para a sociedade. Segundo um estudo de 2016 da London School of Economics, os prejuízos relacionados à produtividade causados pela doença chegam a 246 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.

    No Brasil, esse valor alcança 63,3 bilhões de dólares, menor apenas do que nos Estados Unidos, que têm uma perda anual de 84,7 bilhões de dólares. Por aqui, a doença é a terceira maior causa de afastamentos pelo INSS. “A depressão tem custos diretos e indiretos. O absenteísmo e o presenteísmo são alguns dos custos sociais. Mas ela também onera os cofres públicos nas áreas de saúde e previdência social”, diz Quirino Cordeiro, coordenador de saúde mental do Ministério da Saúde.

    Algumas empresas já começaram a fazer essa conta e perceberam que prevenir é melhor do que remediar. A rede de laboratórios de medicina diagnóstica Fleury é uma delas.

    Em 2013, a companhia mapeou o perfil de saúde de 65% de seus funcionários — 7 000 pessoas na época. O resultado foi assustador. Os índices de saúde mental dos empregados estavam piores do que, por exemplo, os dos policiais civis, dos professores ou até de pessoas que trabalham em UTI. “Esses números alertaram para o estresse na empresa. Com isso, a saúde mental, ao lado do sedentarismo e de doenças osteomusculares, tornou-se um de nossos principais alvos de atua­ção”, afirma Thiago Rodrigues, consultor de gestão em saúde do Fleury.

    A empresa passou a oferecer sessões de atendimento psicológico nos diversos ambulatórios do grupo. Os casos mais graves são encaminhados a outros profissionais de saúde mental para tratamentos mais longos. “Os trabalhadores devem procurar o serviço ou o RH pode indicar uma terapia de grupo quando detecta algum problema coletivo”, diz Thiago.

    Nos últimos três anos, o projeto realizou 1 397 atendimentos e diminuiu o tempo de afastamento por doenças mentais em 29,5 dias — uma economia anual de quase 97 000 reais. “Atuamos no setor de serviços, então o preço de uma baixa produtividade é altíssimo. Uma pessoa deprimida, ansiosa, não consegue atender bem, e aquele cliente pode nunca mais voltar. E somos uma companhia de saúde — esse cuidado precisa ser um valor aqui dentro.”

    Sem estigmas

    Além de ofercer suporte e trabalhar na prevenção da depressão, as empresas precisam criar ambientes em que os funcionários possam falar abertamente sobre a doença, sem que o problema seja rotulado como “frescura”. “As doenças mentais sofrem preconceito porque não são visíveis. Até pouco tempo atrás, essas pessoas eram deixadas longe dos olhos da sociedade”, diz Roberto Debski, psicólogo clínico de São Paulo.

    Se um profissional com depressão encontrar esse mesmo tipo de pensamento em seu local de trabalho, provavelmente vai esconder o problema de gestores e colegas, agravando o quadro. Isso pode desencadear uma série de outras enfermidades, como doenças cardiovasculares, autoimunes e gástricas.

    A Sprinklr, empresa de softwares de gestão de mídias sociais, de São Paulo, dá um bom exemplo de como lidar com o problema. Ali, o tema saúde mental é tão natural que um subsídio à terapia faz parte do pacote de benefícios dos 150 funcionários.

    Há um ano, a organização fez uma parceria com a Zenklub, plataforma de tratamento psicológico via videoconferência, e passou a custear 40% das sessões. “No começo, os funcionários estranharam, mas hoje é tão normal que algumas pessoas tiram um horário durante o dia, avisam o chefe e fazem a sessão no escritório”, diz Bruno Pereira, diretor de recursos humanos da Sprinklr.

    Encontrar um ambiente acolhedor e contar com a compreensão dos colegas e gestores pode fazer com que, em alguns casos, o trabalho tenha um potencial terapêutico e ajude na recuperação do quadro depressivo. “A carreira exerce um papel muito importante, está ligada à nossa identidade. A profissão significa tanto que se confunde com nossa vida. Quando fica doente e precisa deixar sua atividade, você perde seu papel social”, diz Quirino Cordeiro, do Ministério da Saúde. “A pessoa se sente incapaz e não sabe mais quem ela é. Por isso, devemos zelar pela reinserção profissional após uma crise depressiva.”

    A compreensão da empresa em rea­dequar o trabalho e as metas foi fundamental para a recuperação do supervisor de comércio exterior Ri­cardo Esteves, de 41 anos. Funcionário há 18 anos de uma companhia de logística, em São Paulo, Ricardo diz que sempre apresentou traços da doença, mas nunca havia dado muita atenção a isso até que, em 2008, um quadro sério de depressão sobreveio repentinamente.

    Durante vários dias, não conseguia se levantar da cama ou se alimentar e apresentou tendências suicidas. “Queria enfiar o carro da empresa na contramão”, diz. No trabalho, a doença se traduziu em presenteísmo. “Ficava o dia inteiro na mesa, sem conseguir fazer nada.” Depois que começou o tratamento de saúde, que aliava terapia com medicação, Ricardo conversou com o RH, conseguiu mudar de área e readequou as entregas. “Se a companhia compreende que precisa dar um tempo para o colaborador se cuidar, o trabalho ajuda bastante, porque te coloca em movimento. Ficar em casa sozinho só piora a sensação de vazio”, afirma Ricardo.

    À base de remédios

    “Durante dois anos da minha vida tomava meia garrafa de uísque e dois Lexotans por dia.” É assim que o empreendedor Paulo Mauricio Mello, de 59 anos, começa seu relato sobre a depressão.

    Com uma carreira de cinco anos na área de marketing em empresas de telecomunicações e cansado do mundo corporativo, em 1987 ele abriu a própria empresa. Mas, até em seu projeto pessoal, a pressão e as contradições do ambiente corporativo persistiam. “Comecei a me dopar para aguentar a rotina de um trabalho no qual eu não acreditava. Mesmo com a empresa indo bem, rodeado de pessoas em eventos e reu­niões, eu me sentia sozinho”, diz Paulo. “Sucumbi, parei de acreditar em ter um propósito e passei a buscar formas de escapar daquela frustração.” Depois de anos com essa combinação fatal, em 1998 Paulo teve um colapso neurológico. “Além da depressão, o uso excessivo de remédios e álcool me levou a um es­tado em que eu tremia o tempo todo.”

    Ele não con­seguia mais trabalhar —perdeu a empresa e passou quase 11 meses em casa, em um estado que descreve como vegetativo. “Os médicos disseram que eu não teria mais uma carreira”, afirma. Com ajuda de terapia, coaching, medicação e apoio da família, Paulo aos poucos voltou a ter uma rotina normal. “Comecei dando pequenos passos. Primeiro ia do sofá até a porta da sala. Depois, passei a descer até a frente do prédio. Uma vitória enorme foi quando consegui pegar o carro e levar meu filho ao colégio.”

    Como as contas estavam no vermelho, quando se sentiu melhor, Paulo teve de retornar ao mundo corpo­rativo, como diretor de mar­keting de uma empresa de te­le­co­municações. Mas, após algum tempo, os sinais da depressão voltaram a aparecer. Temendo que outra crise se abatesse sobre ele, em 2005 Paulo largou o cargo e passou a se dedicar à carreira de coach, que já praticava informalmente.

    Profissionalizou-se e, atualmente, coordena uma consultoria que combina o aconselhamento de carreira com técnicas como acupuntura e meditação. “Encontrei meu propósito, que é ajudar as pessoas, e não tive mais crises.”

    Casos como o de Paulo, de pessoas que se automedicam ou recorrem ao álcool e outras drogas para enfrentar o dia a dia, são mais comuns do que se imagina e elevam o risco de doenças mentais.

    De acordo com uma pesquisa da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), com 1 000 profissionais de São Paulo e Porto Alegre, no ano passado 57% dos trabalhadores tomavam remédios autoprescritos e 53% consumiam bebidas alcoólicas para se anestesiar do estresse do trabalho.

    A medicação, embora fundamental para o tratamento, precisa ter orientação médica e ser combinada com outros métodos, como terapia, atividades físicas e grupos de apoio. “Alguns remédios têm alto risco de causar dependência. Muitos pacientes exigem respostas rápidas dos médicos e querem logo uma receita, mas é preciso entender que o tratamento é de longo prazo”, diz Daniel Elia, consultor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil.

    E, para ajudar a superar a batalha que é o tratamento de uma doença mental, os especialistas são unânimes em dizer que é preciso ter acolhimento não só da família mas também de chefes, colegas e empresa.

    Tratar o problema com seriedade (e humanidade) ajuda os profissionais que sofrem com o problema a não se sentirem estigmatizados e as companhias a diminuir os custos com saúde. É uma relação em que todos ganham. Por isso, já passou da hora de a depressão deixar de ser um tabu no local de trabalho.

    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 17/09/2017).

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    As empresas sabem o que você fez no seu trabalho anterior

    Consultorias especializadas atuam na detecção de risco e investigam o histórico de candidatos a cargos gerenciais e operacionais

     

    Thinkstock

    Já pensou se ter sua vida vasculhada e checada por investigadores particulares fosse parte dos processos seletivos? Ter gente verificando se você realmente tem as certificações listadas, se desenvolveu os processos — e não apenas participou deles —, se sofreu sanções ou multas administrativas por má conduta no mercado financeiro e até se cometeu fraudes num emprego anterior? Pois saiba que esse roteiro já é realidade em algumas seleções.

    Impulsionadas pela Operação Lava-Jato, que revelou a participação de diversos executivos brasileiros em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, grandes companhias têm recorrido com frequência cada vez maior aos serviços de consultorias especializadas em investigar minuciosamente o passado dos candidatos. De biografia profissional a evolução patrimonial e imagem pública do candidato, não há quase nada que passe despercebido pelos olhos — e pela pesquisa — desses recrutadores.

    Tudo para evitar fraudes e a associação a profissionais que possam prejudicar a reputação da corporação. “É padrão realizar uma investigação profunda da vida pregressa do candidato antes de apresentá-lo ao cliente. Avaliamos o capital intelectual, profissional, comportamental e dados públicos, além de consultar ex-pares, subordinados e chefes para entender seu perfil”, diz Luiz Wever, presidente da Odgers Berndtson, empresa de recrutamento executivo, de São Paulo.

    Dados da Kroll, consultoria global especializada em análise de risco, apontam que a contratação do serviço de avaliação de reputação conhecido como due diligence (“diligência prévia”, numa tradução livre do inglês) dobrou em 2016 quando comparada ao ano anterior.

    Um dos serviços mais requisitados foi o de background screening, uma revisão do histórico e das atividades profissionais do candidato. “As empresas querem a certeza de que estão trazendo para dentro da casa alguém confiável”, diz Carlos Lopes, diretor sênior da Kroll, de São Paulo.

    No Brasil, a demanda pelos serviços de investigação tem ocorrido tanto na esfera pública quanto na privada, principalmente após a Lei no 13.303, ou Lei das Estatais, sancionada em junho de 2016 e regulamentada em dezembro.

    Após tantos escândalos envolvendo indicações políticas no alto escalão de empresas públicas, a lei promete tornar mais criteriosa a nomeação de profissionais em cargos de direção. “O background é sigiloso e obrigatório para os indicados a cargos-chave antes de uma nomeação. Com ele, podemos apurar episódios de desvio de integridade, como condenações ou processos em andamento e a existência de conflitos de interesse pela vinculação com empresas concorrentes ou fornecedoras de bens e serviços”, afirma Lúcia Casasanta, diretora de conformidade da Eletrobras.

    Linha de frente

    E não são apenas os executivos que vão entrar na mira das novas regras. Apesar de esse tipo de análise ser mais comum para presidentes, vice-presidentes, diretores e conselheiros administrativos, o mercado já sinaliza que até mesmo posições hierárquicas inferiores estão sujeitas a ter seu histórico profissional esquadrinhado.

    Em um levantamento exclusivo para VOCÊ S/A, a Protiviti, consultoria especializada em risco e auditoria interna, aponta que as áreas de auditoria e compliance, comunicação e marketing, financeira e de logística e suprimentos têm recebido maior demanda por investigações sobre o passado profissional dos candidatos, mesmo nos níveis gerencial e operacional. “De analistas a supervisores, são muitos os pedidos. Somente na área de suprimentos, para os cargos estratégicos e operacionais, já realizamos mais de 2 300 processos”, diz Antonio Carlos Hencsey, líder de ética & compliance da Protiviti, de São Paulo.

    A recente preocupação com os cargos operacionais não é sem motivo. Por estarem na linha de frente da produção e do atendimento, e mais próximos dos clientes, se agirem com má-fé, eles podem prejudicar não só a imagem da empresa mas também os resultados. O Relatório Global de Fraude e Risco da Kroll, por exemplo, destaca que os funcionários juniores são os responsáveis por 22% das fraudes registradas nas corporações. Já as posições de médio e alto escalão representam 9% dos danos.

    Perfil ético

    De olho nesse movimento, a Libbs Farmacêutica tem apostado, desde 2015, numa metodologia de análise para avaliar os candidatos a cargos operacionais. “Utilizamos o compliance individual, aplicado por meio de uma consultoria, para checar o risco da posição e definir o perfil ético do colaborador. O trabalho é realizado nas áreas financeira, de suprimentos, compras, auditoria e engenharia, que detêm informações sigilosas e estratégicas”, afirma Madalena Ribeiro, diretora de RH da Libbs, de São Paulo.

    Na avaliação realizada pela empresa, o candidato é colocado frente a dilemas éticos, que incluem desde procedimentos concorrenciais até questões relacionadas a assédio, bem como o relacionamento com parceiros de negócios e terceiros. Tudo para saber se a conduta do profissional será condizente com a esperada pela Libbs. “Mapeamos o perfil do entrevistado e os possíveis riscos em negociações ou decisões futuras que ele possa tomar em nome da empresa”, diz Madalena.

    Recentemente, antes de ser contratada pela Libbs, em abril, a analista de exportação plena Lucy Maia de Moraes, de 37 anos, de São Paulo, foi submetida ao processo. “Passei por uma avaliação de caráter que abordava minha vida pessoal, atitudes e crenças, mas foi tudo muito profissional. Não me senti desconfortável”, afirma.

    Lucy respondeu a um questionário sobre como seria seu comportamento em vários tipos de situação. “Queriam saber se eu já havia furtado, e minha opinião sobre pessoas que cometem pequenos crimes por causa de sua condição social — se eu achava que era uma questão relacionada ao ambiente onde vivem ou uma questão de índole”, diz. Ela acredita que sua postura nas redes sociais a ajudou na conquista da vaga. “Não me exponho nas redes, e sei que a maneira como mantenho meu perfil do LinkedIn, sempre atualizado e completo, me ajudou a transmitir uma boa imagem profissional.”

    Apesar de as consultorias que rea­lizam processos de due diligence e compliance afirmarem não estar interessadas na vida pessoal dos candidatos, é bom reforçar os cuidados na administração da imagem na internet. “Do discurso do candidato ao seu posicionamento na web, suas conexões e aquilo que ele compartilha, tudo é considerado. É importante ter cuidado com o que se publica, pois qualquer deslize pode representar uma mancha na reputação profissional”, afirma Marcia Vazquez, gestora de capital humano da Thomas Case & Associados, empresa de recolocação profissional, de São Paulo.

    Juridicamente, não há impedimento para o acesso a informações públicas, online ou offline. O sigilo só se dá nas esferas bancária e fiscal. “Pesquisar informações em redes sociais não representa invasão de privacidade, o que só se daria, por exemplo, se o empregador criasse um perfil falso para acessar dados que o empregado compartilha apenas com amigos e familiares”, diz Jorge Cavalcanti Boucinhas Filho, advogado e professor de direito do trabalho na Fundação Getulio Vargas de São Paulo.

    Já informações sobre orientação sexual, questões familiares e dados financeiros não podem ser consideradas em seleções por ser discriminatórias. “As companhias precisam observar as limitações legais desses processos”, diz o advogado Guilherme Amorim Campos da Silva, do Rubens Naves Santos Jr. Advogados, de São Paulo. Mesmo com essas ressalvas, o fato é que nos próximos anos a reputação não será um ativo precioso apenas para as marcas e empresas mas também para todos os profissionais.

    O que elas querem saber?

    Os itens mais investigados e os cuidados que se deve ter com a reputação profissional.

    Conflitos de interesse: Associações com concorrentes ou fornecedores são avaliadas com rigor para mapear conflitos de interesses, evitar fraudes e vazamento de informações.

    Se você tem alguma participação societária em outra companhia ou atua como consultor em mais de uma empresa, avalie se a proposta de trabalho representa dilema ético e traga o assunto à tona.

    Sua biografia: É praxe checar cada item do histórico profissional, de graduações a atividades rea­lizadas na empresa. Além de verificar as referências, os recrutadores investigam, por meio de um bate-papo, se o candidato foi o responsável por implementar um projeto na empresa ou se só participou dele.

    Por isso, Seja honesto sobre suas habilidades técnicas e comportamentais e aja com transparência.

    Suas parcerias: Não importa seu partido ou posição política. O que os recrutadores querem saber é se você tem conexões que possam prejudicar a empresa no futuro. Em outras palavras, a intenção é descobrir se seus contatos comerciais — fornecedores, clientes, órgãos públicos e colaboradores — podem vir a facilitar negociações ilícitas em troca de favores. Por isso, seja franco sobre sua atuação com parceiros e esclareça pontos-chave que possam vir a gerar incertezas no recrutador.

    Finanças pessoais: Mais que uma análise de RG, CPF ou uma consulta em órgãos de crédito ao consumidor, como SPC ou Serasa, a avaliação para um cargo estratégico de confiança implica um levantamento da atividade financeira e do patrimônio do candidato para apurar se houve enriquecimento ilícito.

    Litígios e ações disciplinares: Quem está envolvido — ou já esteve — em disputas judiciais desabonadoras, atividades antiéticas ou ilegais, ou já tenha sofrido alguma penalização, como multa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por violar as regras do mercado financeiro, deve pensar numa estratégia para abordar o tema, pois há consultorias que checam esse tipo de informação.

    O melhor é ser honesto sobre o desvio de conduta.

    Aparições na mídia: Reportagens em jornais, revistas e artigos revelam não só se a biografia é condizente com a descrita em currículo mas também permitem fazer uma análise positiva ou negativa da reputação de um profissional. faça uma pesquisa na internet e fique de olho nas notícias já publicadas a seu respeito para não ser pego de surpresa.

    Imagem nas redes sociais: Atenção às informações divulgadas em suas mídias sociais. Mensagens de ódio, racismo e polêmicas contam negativamente em avaliações comportamentais. Lembre-se de que o Google exibe, inclusive, menções em ações na Justiça.

    Por isso, apague da rede informações que possam depor contra sua imagem. caso não seja possível, toque no assunto ainda no início do processo de seleção para construir uma relação de confiança com o recrutador.

    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 10/08/2017).

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    A ansiedade pelo sucesso

    O mundo digital obrigou o ser humano a ter em mente de que “tudo é para ontem”, mas um bom líder sabe que o essencial é saber agregar as experiências.

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    Num momento de tantas informações e oportunidades ao alcance de um clique, fazer as escolhas adequadas e focar no planejamento da carreira pode parecer fácil, porém, não o é.  Até bem poucos anos a escolha de uma profissão era algo definitivo. O ingresso numa universidade e a decisão da carreira garantia a estabilidade no mundo corporativo de passos lineares.

    Estamos na era digital e já há quem diga que, no final dela, para as novas gerações o digital já é o óbvio. Um mundo globalizado, com novos paradigmas, que abrem as portas para infinitas oportunidades. Tudo se torna possível. Basta fazer as escolhas corretas. Qualquer janela é uma chance, uma passagem rumo a um destino próspero. Vendo dessa perspectiva, tudo está ao alcance das mãos. Porém como escolher em meio a tantas promessas irresistíveis de carreira? Como ser assertivo? Como progredir? Com tantas ofertas e possibilidades o planejamento de carreira deixa de ser linear.
    A velocidade das mudanças tecnológicas e científicas não garantem que o certo de hoje será o melhor de amanhã. São muitas alternativas e poucas certezas. O universo virtual traz a sensação de multiplicidades de escolhas e com elas vem um senso de urgência. É preciso ingressar na carreira, ser promovido, liderar, tudo na velocidade dos games. A questão desafiadora é que na vida real existe um “delay” se comparado ao virtual. Entre o que parece possível e o de fato atingível existe um gap. Na mente virtual tudo está dado, pronto.  A vida real pede a tal da experiência, o passo a passo que só se aprende vivenciando. É preciso seguir protocolos, regras, burocracias e hierarquias.
    No cenário real, o que fazer com a expectativa de conquistas a curtíssimo tempo? Já que sabemos ser esse um grande fator para o desengajamento nas corporações. Pesquisas demonstram que o maior índice de insatisfação e desligamentos nas empresas é a falta de perspectiva de plano de carreira. Se por um lado é preciso correr para ocupar os cargos mais altos em curtíssimo prazo, por outro lado, quando esse cenário não parece oportuno, vem a desistência.
    É preciso ter cuidado com a matemática da urgência ao invés de simplesmente mudar de empresa rumo a uma possível escalada galopante. É imprescindível entender o que é necessário que seja modificado internamente. É importante compreender quais limitações e impedimentos internos e também externos precisam ser revistos. As limitações internas podem ser algumas inseguranças, crenças limitadoras, valores contraditórios, entre outras tantas. Os impedimentos externos são a ausência de conhecimentos específicos, falta de alianças, problemas na comunicação, etc. No entanto, na maioria das vezes em que se tem a percepção do que é necessário rever internamente, isso resulta em mudanças de comportamentos e no desenvolvimento de novas habilidades e saberes.
    Não é só o iniciante que enfrenta os desafios das escolhas. Muitos profissionais de ponta e financeiramente bem estabelecidos se veem diante de questionamentos internos sobre o que fazer nos próximos muitos anos de suas vidas. Rever periodicamente o que energiza profissionalmente e pessoalmente são fatores importantíssimos para se manter em alta performance. Nesse sentido é relevante estar disposto a se reinventar em diversos momentos da carreira. É preciso coragem para reconhecer que não se conhece o todo. Um profissional, por maior maturidade e destaque que tenha no contexto já estabelecido, quando começa algo novo, inevitavelmente terá que desenvolver outras habilidades a partir do estágio básico de aprendizagem. Essa qualidade de inovar, de ter humildade e disposição para aprender o inédito pode garantir o frescor, a qualidade, a alegria, a saúde e a possibilidade de experimentar muitas carreiras brilhantes numa mesma vida.
    Como pesquisadora do comportamento e valores humanos, acredito que alguns fatores podem fazer total diferença numa escalada progressiva e bem-sucedida de carreira. Conhecer as novas tendências é um deles.
    Pesquisas apontam o eminente surgimento de mudanças tecnológicas com crescimento exponencial e capacidade de alterar radicalmente o modo de vida ao qual estamos inseridos nesse início de século. Diante do que já é e de tudo que está por vir, penso que quanto maior a integração do ser humano com seus reais valores, suas principais habilidades humanas e com o seu verdadeiro propósito de vida, maiores serão os benefícios e oportunidades de uma carreira bem-sucedida. Nesse cenário é importante encontrar bem-estar e equilíbrio emocional, conju
    gal, espiritual, familiar, social, intelectual e de lazer.
    Diante das perspectivas, não é possível dizer de forma lógica e precisa o que será necessário fazer para garantir o sucesso no planejamento da carreira. Mas o certo é que ter excelência naquilo que se faz é e será sempre um dos principais ingredientes em qualquer tempo ou lugar.
    Líderes inspiradores servem como modelo em qualquer etapa do planejamento de carreira. Ensinamentos que podem fazer a diferença entre ser mais um ou ser único em meio a tantos. Líderes inspiradores não visam somente o dinheiro ou bem-estar pessoal. Líderes inspiradores têm em comum propósito e missão. Têm como ambição criar, promover ou impactar em algo que sirva como legado para as próximas gerações. Líderes inspiradores acreditam no poder da abundância e por isso não se prendem às pequenas questões e picuinhas, ao contrário: promovem um ambiente de permanente desafio, atentos ao projeto de vida de seus colaboradores. Oferece feedback constante e sobretudo geram oportunidades, ao qual, sabemos, ser um dos principais aliados na manutenção da equipe e do chamado plano de carreira.
    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 21/12/2016).
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    Crise modifica perfil dos contratados para postos de alto escalão em Minas

    Oportunidades em cargos de gestão serão maiores em 2017

    A Diretora Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, em entrevista à equipe do Jornal Hoje em Dia dá dicas sobre oportunidades em cargos de gestão.

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    Assim como para os demais profissionais, conquistar uma vaga de executivo na crise não tem sido fácil. Mas as perspectivas para 2017 são um pouco mais animadoras.

    “Até o ano passado, o país estava estagnado. Mas neste ano, a economia tende a reagir. As empresas já terão que se preparar para reposicionamento no mercado com contratação de gestores”, afirma a diretora-executiva da Quality Training, Marisa Ayub.

    Para disputar uma vaga nesse mercado é preciso se especializar para atender necessidades específicas das empresas. O ideal é conhecer bem aquele nicho onde pretende atuar e desenvolver cada vez mais habilidades profissionais na área escolhida.

    Dominar outros idiomas e ter uma vivência internacional também são questões importantes. Outro aspecto que pode agilizar o reposicionamento é a ampliação da rede de relacionamentos, uma vez que quem não é visto, não é lembrado quando surgem as oportunidades.

    “O profissional precisa ter uma experiência consistente na área de atuação, independentemente da idade. Por isso, mudar de foco de uma hora para a outra não é o ideal”, afirma a diretora-executiva do escritório de Belo Horizonte da Thomas Case e Associados, Elizabeth Pinheiro Chagas.

    Ela acredita em que um contexto de crise o ideal é também “abrir a cabeça”. Isso serve tanto para aceitar cargos em localidades mais distantes, quanto salários menores.

    Para os profissionais mais maduros, que já tinham uma carreira mais consolidada, essa flexibilidade pode ser mais difícil, porém fundamental para fazer frente à concorrência.

    Uma dica comum aos especialistas em recolocação profissional é a importância da estratégia na distribuição dos currículos. Se colocar à disposição de todas as vagas que surgirem é algo que mais atrapalha do que ajuda.

     

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    A importância do currículo para conseguir um emprego

    Para quem busca conseguir um emprego é muito importante saber distinguir e ressaltar muito bem suas experiências, os pontos fortes e expressá-los de forma transparente, clara e objetiva em seu currículo e comprová-los de forma convincente na hora da entrevista.

    Mas como se escrever bem um currículo? Simples de dizer e  nem sempre tão tranquilo de fazer.

    • Currículo: Procure colocar, além da sua formação de graduação e  experiências  adquiridas, informações que todo currículo obrigatoriamente contém, características pessoais , desempenho em projetos ou tarefas, resultados obtidos e realizações relevantes que, na sua opinião, possam distingui-lo dos demais candidatos que  esteja competindo. Por exemplo: liderança em projetos, com resultados(demonstre em percentual), coordenação  de equipes para desenvolvimento da ampliação da fábrica(sempre demonstrando seus resultados obtidos), voltado para pesquisas, desenvolvimento de software para gestão, entre outros”.

    Uma boa entrevista é que define um processo seletivo!

    • Entrevista: Seja confiante e informe bem suas atuações, sempre informando o que consta em seu currículo.   Converse com o entrevistador sobre o que perguntado de forma bem objetiva, sem se delongar demais, demonstrando com isso franqueza e uma atitude positiva. fale dos seus resultados e prazos e situações onde você foi bem sucedido, realizações em empregos anteriores, informações que possam ser  relevantes para quem procura, através da entrevista, conhecer um pouco melhor a pessoa que esta na sua frente.

    O importante é conseguir transmitir ao entrevistador confiança nas informações e o que é capaz de fazer para gerar resultados para a empresa.

    É fundamental se informar sobre a empresa que você esta indo fazer a sua entrevista e  também sobre sua cultura e valores, para que você possa tentar se recolocar ali e fazer perguntas pertinentes ao entrevistador, pois o equilíbrio entre a fala  e a avaliação é o que irá te deixar mais próximo de conseguir um emprego.

    Equipe Quality Training RH.

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    Como criar um perfil mais eficaz no Linkedin?

    Os cuidados que vão ajudá-lo a construir um bom currículo online.

    Carreira - 14 de março

    O volume de currículos que um recrutador recebe diariamente é muito grande e estudos indicam, que este profissional leva em média seis segundos para decidir se aquele CV vai seguir adiante ou não. Por isso, o currículo deve ser bem escrito e as informações mais relevantes precisam saltar aos olhos do headhunter.

    Em um mundo cada vez mais digital, o currículo on-line passa a ser o perfil no Linkedin – que também requer cuidados. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos práticos para deixar seu perfil mais atraente aos olhos do headhunter.
    Diferencial do Linkedin
    A grande vantagem desta rede é que não há limitação de espaço. Enquanto um currículo deve ser sucinto, com no máximo duas páginas, o perfil no Linkedin permite um pouco mais de flexibilidade e detalhes, porém sem exageros. Além disso, há alguns recursos que podem agregar valor à sua experiência.
    Recomendações
    Se tiver a oportunidade, peça para que pessoas do sua rede recomendem você em alguma atuação que tenha sido relevante, isso aumenta a credibilidade do seu perfil.
    Atividades extras
    Inclua suas experiências fora do mercado de trabalho, como vivências internacionais, publicações acadêmicas, participação de projetos na empresa, seminários, simpósios ou até mesmo trabalho voluntário. Jamais minta sobre alguma informação, pois o recrutador tem meios para verificar as informações expostas.
    Contribuição com conteúdo
    Seja ativo e relevante para sua rede. Da mesma forma que você pode usufruir de conteúdos interessantes divulgados por seus contatos, sempre que possível compartilhe também conteúdo. No entanto, é preciso ter cautela quando for compartilhar algo. Sempre pense se você compartilharia essa informação com os seus gestores na empresa atual, clientes e equipes. Se não tiver certeza sobre isso, é melhor não compartilhar. O Linkedin deve ter tópicos voltados para o mundo corporativo ou sua área de atuação, nunca itens informais, não é uma rede para postar piadas ou fotos que não agreguem valor para as suas conexões.
    Networking
    Tenha o maior número de conexões possível. O Linkedin possui filtros e geralmente as pessoas só conseguem visualizar até a 3° conexão, ou seja, se você tiver mais pessoas na sua rede aumenta a chance do seu perfil ser visualizado. O mesmo vale para os grupos, participe de grupos ligados à sua área de atuação e interesses, pois as pessoas dos mesmos grupos também conseguirão visualizar o seu perfil em buscas. Mantenha seus contatos ativos também nessa rede, além de seguir amigos e empresas.
    Monitoramento de oportunidades
    De tempos em tempos, é válido verificar vagas que possam ser de seu interesse e enviar o currículo. Também é importante ler artigos ou publicações que possam contribuir para que você seja um profissional melhor aproveitando a oportunidade para interagir com sua rede de contatos comentando ou curtindo algum artigo que lhe agradar aumentando, assim, a visualização do seu perfil.
    Foto
    Utilize uma foto corporativa (nunca deixe sem uma) que consiga transmitir seriedade e profissionalismo. Evite fotos na balada ou com amigos.
    Experiência
    Enumere suas experiências em ordem cronológica inversa, ou seja, do emprego mais recente ou o atual para os mais antigos, deixando mais detalhadas as descrições das três últimas experiências. Organize o texto em tópicos, evitando frases longas, e inclua palavras-chave referentes à sua área, lembre-se que alguns filtros encontrarão o seu perfil por essas palavras.
    Formação profissional e cursos relevantes
    Sempre inclua a sua formação profissional e os cursos de especialização ou outros cursos relevantes para a sua área de atuação, isso ajudará a fazer com que seu perfil seja encontrado.
    Idiomas
    Coloque o nível de fluência nos idiomas. Se isso não estiver claro, você pode ser barrado em algum filtro de busca. Mas cuidado: seja franco quanto à sua fluência. O idioma será testado.
    Dados de contato
    Esteja acessível para suas conexões. Sempre disponibilize um endereço de e-mail ativo, que você olhe com regularidade. Em alguns momentos, vale também fornecer o celular, principalmente se você está em busca de uma recolocação.
    Por fim, em seu perfil, logo abaixo do seu nome coloque algumas palavras-chaves que possam resumir suas principais qualificações. Evite colocar “disponível no mercado” ou “em busca de recolocação”, pois os recrutadores não utilizam essas palavras na busca e, sim, algo como, IRFS, engenheiro de alimentos, SAP, marketing digital etc. – palavras-chave que fazem sentido para a vaga.
    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 04/01/2017).

     

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    Brasil perdeu mais de 650 mil empregos com carteira assinada neste ano.

    A Diretora Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, em entrevista à equipe do Jornal da Globo e dá dicas sobre como conseguir se recolocar no mercado de trabalho.

    Veja como se preparar!

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    Vagas de emprego: veja dicas para conseguir se recolocar no mercado

    Internet tem sido uma importante aliada na hora de procurar emprego. Venda direta tem sido uma boa saída para a crise.

    Matéria Quality

    A Diretora Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, em entrevista à equipe do Jornal Hoje dá dicas sobre como conseguir se recolocar no mercado de trabalho.

    Assista a matéria na íntegra CLICANDO AQUI.

    A Sala de Emprego desta segunda-feira (30) fala sobre como procurar um emprego. O caminho para a recolocação no mercado de trabalho está mais longo, pela quantidade de gente desempregada no Brasil. Nesse cenário, a internet tem sido uma importante aliada na hora de procurar uma vaga.

    A internet ajuda na busca por emprego. Até o Sistema Nacional de Empregos (Sine) já anuncia as vagas disponíveis no site. “É importante já vir direcionado praquela vaga, com a documentação necessária pra que ele possa chegar aqui no Sine dentro do perfil do cargo escolhido”, orienta Alvimar Paiva, secretário adjunto de Trabalho e Emprego.

    Uma busca na internet antes pode ajudar a evitar as filas do Sine, que têm sido longas. “Porque tem gente que tem acesso à internet e tem gente que não tem acesso. Eu não tenho”, afirma Ernandes Aparecido Vieira, desempregado.

    Quem não tem acesso a um computador e, principalmente, à internet, hoje em dia, sai em desvantagem na hora de procurar um emprego. Em alguns casos, não consegue nem se candidatar a uma vaga, já que algumas empresas só recebem currículos no próprio site.
    “Diariamente eu faço buscas na internet por vagas que estejam de acordo com meu perfil e também para conhecer empresas de recolocação no mercado”, relata João Francisco de Souza, engenheiro de produção.

    O cadastro online deve ser objetivo e conter contatos pessoais, qualificação profissional, função que pretende ocupar e experiência coerente com o perfil da vaga, informações que a pessoa também pode postar nas redes sociais. “Ela pode colocar ali todas as experiências dela, vivências internacionais, se ela tem idiomas fluentes. Ela pode colocar as empresas nas quais já atuou, os prazos que ela ficou em cada empresa. Assim, como se fosse um currículo, ela vai divulgar aquilo na internet”, explica a consultora de RH Marisa Ayub.

    As redes sociais têm ajudado o vendedor Charles Batista Correia a distribuir currículos. Ele já avisou a um grupo de amigos que está procurando emprego de vendedor: “Às vezes, a empresa arquiva o CV e não dá muita atenção. Pelo grupo, aí é por indicação, eu acho que indicação é um bom caminho”.

    Pra quem não acredita, o redator Gustavo César Vitor conseguiu emprego por uma rede social dedicada a contatos profissionais e continua recebendo convites: “Depois que eu consegui esse emprego, algumas empresas entraram em contato comigo. Eu agradeci, mas acabei recomendando outras pessoas também. Vagas que poderiam ser minhas, mas eu mandei pra amigos meus que estão desempregados e que estão buscando uma recolocação profissional”.

    Venda direta
    Muita gente viu na venda direta uma saída para a crise e está recorrendo às vendas de porta em porta.

    Ir atrás do cliente é o segredo da venda direta. O revendedor Alexandre dos Santos passa o dia mimando seus clientes. Ele demonstra o produto que está vendendo, faz vídeo, coloca na rede social, manda e recebe mensagens o dia todo. Há um ano, ele largou um bom cargo de gerente em uma empresa que estava mal das pernas e foi vender: “Primeiro mês deu R$ 500 e aí começou a acontecer. Eu tinha oito anos como gerente comercial, atendia o mercado de óleo e gás, ganhava relativamente bem. Só que hoje eu sei o que é ganhar bem de verdade”.

    Só em 2015, a venda direta ganhou 110 mil novos revendedores. Gente que encontrou no setor a única fonte de renda depois que foi demitida do emprego. Existem hoje no Brasil 4,6 milhões pessoas trabalhando com venda direta.

    As empresas treinam de graça e o treinamento não é obrigatório. Para investir, é preciso pouco dinheiro, o suficiente para comprar os produtos. “Em média, cobra-se R$ 80, R$ 100, e dentro desse kit já tem produto que se você vender, já recupera o investimento desse negócio”, explica Roberta Kuruzu, diretora da Associação das Empresas de Venda Direta.

    O modelo nasceu nos Estados Unidos e é de lá que vem boa parte das empresas. Em uma delas, por exemplo, todo revendedor é considerado dono do próprio negócio. “Eu encontrei uma oportunidade de empreender, de vender produtos e ter o lucro da revenda e aí comecei a divulgar os produtos”, conta Giovana Albano, revendedora.

    A comerciante Jandilene Galvão acaba de aderir à marca. Ela é dona de três lojas de roupas e artigos importados em São Paulo e planeja no futuro fechar as lojas e só trabalhar com venda direta: “Eu penso na minha qualidade de vida, acordar a hora que eu quero, não ter funcionários, vender e me dedicar a venda e focar nisso”.

    (Originalmente publicado no site da Globo.com na página do Jornal Hoje em 30/05/2016)

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