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20 perguntas para você também entrevistar o recrutador

Especialistas indicam as perguntas que você deve fazer ao recrutador antes de aceitar um convite de emprego

Luís Pereira

São Paulo – A entrevista de emprego virou um processo rigoroso, em que as empresas deslocam uma série de profissionais para avaliar e falar com o candidato — um diretor, uma pessoa de RH e o chefe imediato. Isso ocorre porque elas querem ter certeza de estar contratando a pessoa certa.

O candidato também tem o direito — e a responsabilidade — de saber se ele vai dar certo na vaga. Para isso, deve aproveitar a entrevista de emprego para se informar. Isso se faz perguntando. Ouvimos o coach Cláudio Yusta e os headhunters Luiz Carlos Cabrera, da Amrop Panelli Motta Cabrera, e Sheila Nowicki para selecionar 20 perguntas que você deve fazer antes de aceitar um convite de emprego.

Perguntas pessoais

O enfoque é você e o objetivo é entender por que foi o escolhido entre outros candidatos as questões servem para descobrir a imagem que a empresa faz de seu perfil profissional.

1. Por que você me escolheu?

2. Por que o cargo ficou vago? o que ocorreu com o profissional que o ocupava?

3. Qual é o principal conselho que você pode me dar para ter bom desempenho?

4. Que dicas você me daria para uma melhor adaptação?

5. Quais são as possibilidades de crescimento profissional que eu tenho dentro dessa organização?

Sobre a expectativa do chefe

Há expectativas que estão na cabeça de seu chefe que ele não conseguirá dizer com facilidade entender essas coisas são o segredo de um início mais tranquilo no emprego. e, se você acha que não é bom em algo, conte para ele também.

11. Quais tipos de comportamento você considera fundamentais para eu ser visto com um profissional de sucesso, além do resultado?

Sobre o cargo

Aqui, a meta é detectar a visão que a empresa e seu chefe imediato têm sobre o cargo que lhe foi oferecido. É importante ter uma clareza razoável do desafio que o espera e verificar se o trabalho condiz com suas competências e aspirações de carreira.

12. Quais são os principais desafios da posição?
13. Quais são as ações imediatas que você espera que eu tome e qual é o cronograma?
14. Fale da equipe que eu vou liderar.
15. Quanto tempo eu tenho para apresentar um plano de ação?
16. Quais as dificuldades que você enfrenta e eu vou ter de enfrentar na empresa e na área?

Sobre a cultura da empresa

Nas entrevistas que você fizer, tente entender como a companhia é percebida pelas pessoas que lá trabalham. Veja qual é a cultura e quais são os valores considerados importantes. Compare as respostas que cada profissional dá a você e se elas têm consistência entre si.

17. Quais os valores que você detectou em mim que combinam com os da empresa?
18. Na sua trajetória nessa companhia, quais valores que você aprendeu são importantes para mim?
19. Como você vê a empresa daqui a cinco anos?
20. Quais tipos de comportamento são inadmissíveis na cultura dessa empresa?

(Publicado originalmente em Exame Carreiras, 20/07/2012).

  • Categorias: Carreira, Contratação, Empresas, Entrevista de Emprego, Negociação, Trabalho
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    “Síndrome da Gabriela”: profissionais devem ter cuidado com inflexibilidade

    Gladys Ferraz Magalhães

    SÃO PAULO – “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim… Gabriela… sempre Gabriela”. O trecho da música cantada por Gal Costa exemplifica um problema comum no ambiente de trabalho: a inflexibilidade. Ao menos, esta é a análise do presidente do CFA (Conselho Federal de Administração), Sebastião Luiz de Mello.

    “O mercado de trabalho está cheio de profissionais com a síndrome da Gabriela. São aquelas pessoas que, mesmo qualificadas tecnicamente, se recusam a mudar por acreditarem que as coisas devem ser feitas do seu jeito”, diz Mello.

    As consequências de tal comportamento, explica o especialista, é o não crescimento na carreira e, no caso de líderes, uma performance menor da equipe.

    “Quem tem esse comportamento prejudica não só a si mesmo, mas toda a empresa. Afinal de contas, não é possível crescer e alcançar metas realizando procedimentos que já não são satisfatórios (…) Com esse discurso, muitos profissionais com potencial ficam estacionados no tempo”, ressalta o presidente do CFA.

    Como reconhecer?
    Algumas frases são típicas de profissionais inflexíveis. As mais famosas, segundo Mello, são as seguintes:

    • “vamos fazer assim, pois sempre fizemos desta maneira”;
    • “Sei que isto é bom, mas prefiro fazer do meu jeito”;
    •  “Eu sinto muito, mas sou assim”.

    Dentre os motivos que fazem com que estes profissionais se comportem de tal maneira, o especialista acredita que o medo de não dar certo, de errar ou de receber críticas, se destacam. Para quem sofre da apelidada “síndrome da Gabriela” o caminho, sugere Mello, é repensar as atitudes e começar  a mudar de postura.

    “O processo de mudança nem sempre é fácil: exige trabalho, planejamento e força de vontade. Por isso, muitos preferem continuar fazendo as mesmas coisas no trabalho e na vida pessoal, perdendo a oportunidade de conhecer novos caminhos, amadurecer e descobrir novas possibilidades”.

    (Publicado originalmente no Infomoney Carreiras, 06/07/2012).

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