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Geração Y

Desafios e oportunidades: aquilo que a geração Y espera do mercado

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Por Patrícia Bispo | RH.com.br

O advento da tecnologia trouxe à tona várias inovações para a vida das pessoas e dentre essas, mudanças significativas de uma geração para a outra. Isso foi sentido tanto no campo pessoal quanto profissional, hoje o mercado conta com talentos de várias idades e que formam as gerações baby-boomers, X e Y. Está última mais recente no universo corporativo, apresenta características peculiares, em relação ao demais. Os Y, podemos afirmar, nasceram em momentos são “imortalizados” através de um click. Isso faz com que muitas empresas tenham dificuldades não apenas na atração desses profissionais, mas também no que se refere a retê-los por um considerável espaço de tempo.

Mas, será que é possível encantar os Y? Recentemente, a Trustwave foi nomeada como sendo uma das “Melhores Empresas para Talentos Emergentes da Geração Y”. O título foi concedido pela companhia de análises norte-americana Brill Street + Company que avaliou as respostas de 550 profissionais, com o perfil da nova geração, sobre os diferentes requisitos do prêmio.

Uma vez definida as 50 empresas mais bem posicionadas por dados quantitativos, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa, conduzida nos próprios escritórios dessas empresas. Na etapa seguinte, a Brill Street levou em consideração o entusiasmo das equipes em relação às suas organizações, avaliando, ainda, a qualidade do ambiente de trabalho, e o número de profissionais com perfil da geração Y nas várias empresas pesquisadas. A Trustwave atua em soluções de segurança de dados, Web, aplicativos, rede e compliance entregues através da nuvem, serviços de segurança gerenciada, software e ferramentas.

Segundo Jarrett Benavidez, diretor da Trustwave para o Brasil e América Latina, a companhia sempre teve um foco inovador e direcionado a profissionais que ingressam no mercado, mesmo antes de existir o conceito de geração Y. “A maioria dos nos funcionários é composta por pessoas nascidas a partir de meados dos anos 80. É um tipo de pessoa que vê o trabalho como uma extensão da vida cotidiana e como um espaço para exercer a criatividade e aprendizado, e não como uma exigência burocrática”, assinala, ao comentar que apesar da avaliação da Brill Street tenha se localizado na matriz da Trustwave, que fica localizada em Chicago, os mesmos requisitos apontados pelo prêmio poderiam ser facilmente constatado nos escritórios da América Latina.

Benavidez afirma que além da alta incidência de jovens profissionais com perfil inovador, outros pontos relevantes contribuíram para a conquista da premiação como, por exemplo: oportunidades de desenvolvimento profissional; benefícios; ambiente; reputação e cultura da empresa; regalias oferecidas e o entusiasmo da liderança da organização e dos colaboradores da geração Y. A realidade na educação continuada e a oportunidade de viajar pelo mundo e de crescer profissionalmente, também foram vistas primordiais.

Para se ter ideia da forma dos jovens talentos na realidade da companhia, cerca de 30% dos mil funcionários são “Geração Y” globalmente, inclusive no Brasil. “A não ser pela questão da idade, já que alguns de nossos funcionários têm mais de 45 anos, podemos dizer que praticamente todos os funcionários tem a ver com a geração Y. Eles são muito ligados em novas formas de relacionamento virtual, participar de fóruns de discussão, dominar aplicações para smartphones, trabalhar, aprender e jogar no chamado ciberespaço”, diz o diretor da Trustwave para o Brasil e América Latina.

Quando questionado se os processos de Recrutamento & Seleção que captam os Y diferem muito dos “tradicionais”, ele afirma que na verdade, não é exatamente decisão da Trustwave buscar profissionais da geração Y. O que acontece é que muito do modelo de negócio da companhia requer conhecimentos e habilidades que atraem este perfil de talento que se encontra no mercado. A diferença, talvez, encontre-se no fato de que a empresa valorize o conhecimento de várias línguas, o conhecimento de domínio da tecnologia da informação e a capacidade de entender as necessidades de negócios dos clientes externos.

“A Trustwave destaca-se mundialmente como uma empresa que está em constante evolução com o mercado de segurança e conformidade. Pensamos que este dinamismo e esta capacidade de acompanhar as mudanças rápidas no cenário da sociedade cibernética é uma característica da nossa equipe. Sem dúvida, o fato de que temos a afinidade com a geração Y é um dos componentes deste modelo de competitividade”, assinala Jarrett Benavidez, ao ser indagado sobre os diferenciais que os Y trazem à companhia.

Em primeiro lugar, a vontade de abraçar desafios e colocar à prova a sua capacidade de criar e superar modelos existentes. Em termos de competência, a familiaridade é fundamental com tudo o que se relaciona com tecnologias que garantem o funcionamento da sociedade conectada.

Retenção dos Y – Para garantir que os talentos Y não migrem rapidamente do seu quadro rumo a novas oportunidades, a Trustwave conta uma política de remuneração diretamente ligada à produtividade, o que agrada bastante aos profissionais com este perfil. Além disso, as atividades exercidas são um constante desafio para os colaboradores. Dentre essas, por exemplo, destacam-se a detecção de fraudes e de ataques do cibercrime, bem como a responsabilidade de identificar vulnerabilidades em redes de informação. Todos esses fatores somados funcionam como uma atração e um diferencial oferecido pela própria empresa.

“Eles não gostam de tarefas repetitivas e burocráticas. Eles querem desafios e querem exercitar sua capacidade de aprender e criar. Os profissionais da geração Y gostam de ser desafiados e o desafio não é uma das coisas que faltam em nossa empresa”, enfatiza Benavidez, ao acrescentar ainda que esses jovens estão presentes em áreas da companhia onde a inovação e a criatividade são os principais requisitos.

Outras gerações – Na opinião do diretor da Trustwave para o Brasil e América Latina, existe uma atmosfera de entendimento completo entre os jovens – alguns realmente muito novos – e entre os mais experientes, quase todos com idade inferior a 50. Os valores de inovação, profissionalismo, evolução, ética e obsessão para entregar valor ao cliente são compartilhados por todos os profissionais, independentemente da faixa etária.

Por fim, Jarrett Benavidez cita que a geração Y ditará o modo de viver e interagir que prevalecerá nas próximas décadas. Esses profissionais promoverão, continua ele, mudanças profundas no mercado, não só pela sua excepcional capacidade de produzir com o uso da tecnologia, mas também pela exigência com os altos padrões de usabilidade, qualidade e sustentabilidade.

“Trabalhar em uma empresa multinacional traz diversos benefícios, em termos de oportunidades, aos profissionais da geração Y que falam dois ou três idiomas e focam em tecnologia em suas carreiras. Nós temos três colaboradores da geração Y que deixaram a Trustwave Latin America para assumir outros trabalhos na Trustwave no Canadá, Estados Unidos e Austrália. Esse tipo de profissional gosta de novos desafios e necessita de um plano de carreira consolidado”, conclui.

(Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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    Qualidade de vida no trabalho

    O bom humor faz bem, inclusive no trabalho

     

    Por Patrícia Bispo | RH.com.br

    É inegável que cada vez mais as pessoas são submetidas a ambientes estressantes. Basta apenas parar e observar o comportamento dos motoristas em horário de pico. Raras são as fisionomias que em um trânsito lento mostram-se “leves” e sem testas franzidas. Quando se chega ao trabalho, o indivíduo pode deparar-se apenas com a rede da internet lenta, por uns minutos, mas isso é suficiente para fazê-lo “soltar fumaça” pelas narinas e considerar que todo o seu dia de trabalho será um verdadeiro caos. O remédio para aliviar toda essa tensão pode simples e não custa um único centavo: sorrir um pouco.

    O simples ato de rir ajuda, por exemplo, o ser humano a liberar serotoninas e endorfinas – neurotransmissores que se disseminam por todo corpo e que proporcionam uma imensa sensação de bem-estar e prazer. A teoria de que sorrir faz bem a qualquer um, independentemente da idade, não é recente e tem sido adotada até em alguns casos que auxiliam no tratamento de pessoas enfermas. Um filme que retrata muito bem essa linha de pensamento é “Patch Adams – O Amor é Contagiante” (1998), uma comédia dramática, dirigida por Tom Shadyac, que levou às telas o ator Robin Williams que interpretou um famoso médico norte-americano.

    Para ajudar os colaboradores a enfrentarem tanto os problemas organizacionais quanto os pessoais com alguma leveza, algumas empresas apostam no bom humor e dão uma “força extra” para que eles encontrem tempo para dar um sorriso e compreendam que viver não significa, obrigatoriamente, estar “ligado” numa alta voltagem. Na LG Sistemas – empresa que atua no segmento tecnológico, o bom humor faz parte dos valores organizacionais e está inserido no dia a dia de cada talento. De acordo com Karina Pimentel, gerente de RH, o aumento da competitividade, ocasionado pelo evento da globalização e pela acirrada corrida empresarial em busca da manutenção das suas sobrevivências neste novo cenário, acarretou em um ambiente de trabalho de maior pressão e consequentemente trabalhadores com maiores níveis de estresse e ansiedade.

    Esses dois vilões do bom humor, o estresse e a ansiedade, contribuíram para uma significativa piora dos relacionamentos interpessoais, o que gerou uma predisposição maior para a presença de conflitos no ambiente corporativo e a instalação de doenças ocupacionais. “Diante desse contexto, as organizações começam a investir em políticas de qualidade de vida no trabalho. Posterior a isso, percebem-se investimentos em políticas de qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho, ou seja, as organizações passaram a adotar uma visão holística dos seus colaboradores, preocupando-se também com o bem-estar deles, mesmo quando os colaboradores não estão trabalhando. Atualmente, percebem-se também investimentos em políticas e estímulos ao bom humor, além de total combate ao mau humor dentro e fora da organização”, avalia a gerente de Recursos Humanos.

    Ao ser indagada sobre as razões que levaram a LG Sistemas a investir no bom humor, ela afirma que não houve um fato relevante, pois esta prática está inerente à cultura da empresa e a companhia acredita verdadeiramente que um ambiente de trabalho alegre torna o dia a dia dos colaboradores mais agradável, uma vez que todos estão comprometidos com os resultados. Além disso, continua a gerente de Recursos Humanos, é de conhecimento de todos que o bom humor é um grande aliado da saúde e, consequentemente, da melhoria da produtividade. Ou seja, pessoas bem humoradas contaminam positivamente o ambiente.

    O bom humor – Mas, afinal o que é ser um profissional bem humorado? Karina Pimentel explica que é fácil notar um colaborador com bom humor. Geralmente, ele é uma pessoa educada, gentil e sempre está com um sorriso no rosto ao lhe cumprimentar. Mas a característica mais forte desse talento é ser otimista, mesmo diante de situações adversas e, mais que isso, ele consegue respostas rápidas e criativas para essas mesmas situações. Profissionais bem humorados são perseverantes, mesmo em tarefas que exijam mais, possuem bom relacionamento interpessoal na empresa e constroem vínculos de amizades com os colegas, inclusive fora da organização.

    A gerente de RH afirma que sem a menor sombra de dúvidas, é missão de qualquer profissional de Recursos Humanos é ser o guardião e o mantenedor do clima organizacional das empresas. “E na LG Sistemas não é diferente. Estamos sempre atentos ao clima da empresa e de cada departamento. Contamos imensamente com a parceria dos nossos gestores, que são os responsáveis diretos por contribuir significativamente com o equilíbrio e harmonia nos seus respectivos departamentos, sinalizando e acionando o RH sempre que necessário”, assinala, ao acrescentar que a principal ação para estimular o bom humor internamente se reflete através do exemplo dado por cada líder. Ela diz que é impossível desvincular o bom humor da figura do gestor. Então, primeiramente, a área de RH trabalha toda potencialidade dos gestores e sua capacidade criativa e de relacionamento interpessoal através do Programa Academia de Líderes que além das sessões de coaching individuais, oferece oportunidade em treinamentos comportamentais inerentes à liderança que atua na organização.

    Ações – Outra prática importante que reflete no “estado de espírito” dos funcionários é o investimento no Programa LG Mais Vida que visa desenvolver hábitos saudáveis dos colaboradores. Afinal, é comprovado que uma alimentação saudável, associada à prática constante de exercícios físicos e uma boa noite de sono, é uma perfeita combinação que garante o bom humor.

    Estar atento ao clima e ter ferramentas que possibilitem que os colaboradores comuniquem qualquer assunto, ajudando a manter o bom ambiente de trabalho, também é uma das ações que priorizadas através da prática Comunicar – onde são disponibilizados vários canais em que os colaboradores podem se comunicar com a empresa e vice-versa. “Temos diversas ações e programas que promovem integração e também a descontração, estimulando o bom humor no ambiente corporativo como, por exemplo, as Quintas Culturais, o Integra LG e o Coral LG”, sinaliza Pimentel.

    Engajamento e Humor – Para a gerente de RH, o engajamento em uma equipe bem humorada é mais fácil do que em um time que não tem essa prática. O cuidado que se deve ter é com o limite das pessoas e os tipos e momentos para brincadeiras, mas isso depende da dinâmica e maturidade dos profissionais. Além disso, ela salienta o bom humor traz diferenciais significativos.

    “É comprovado pela ciência que o bom humor tem impactos positivos na saúde. Se tivermos pessoas mais saudáveis, certamente teremos menor número de afastamentos por doenças. Além disso, se torna mais fácil desenvolver e manter competências importantes que auxiliam na busca de melhores resultados para organização em pessoas bem humoradas. Acredito que o ganho mais visível para a Gestão de Pessoas é o clima de trabalho, pois o colaborador e as equipes bem humoradas conseguem contaminar positivamente o ambiente em que estão, se comunicam de forma mais assertiva, estabelecem bons relacionamentos interpessoais e ajudam a eliminar tensões do dia a dia”, diz a gerente de RH.

    Karina Pimentel reforça, ainda, que quando fala estrategicamente em Gestão de Pessoas, refere-se em contribuir com o negócio da empresa através da redução de turnover, maior atratividade de pessoas, baixas taxas de absenteísmo, resultados e entregas mais criativas e pessoas verdadeiramente engajadas no negócio. Todos esses fatores também são consequências de um bom clima organizacional e, sem dúvida, indicadores significativos para o negócio de qualquer organização.

    Ela cita que não é necessário ter qualquer técnica mirabolante ou ações com elevados custos para cultivar o bom humor no ambiente de trabalho. As pessoas precisam, primeiramente, estar bem consigo mesmas e isso é possível através de uma rotina de hábitos saudáveis como, por exemplo: boa alimentação, prática esportiva regular, boas noites de sono e horas de lazer.

    Por outro lado, cabe às organizações desenvolverem ambientes de trabalho fundamentados em respeito ao próximo e confiança e estimular a prática do bom humor, trabalhando e preparando as lideranças para esse novo conceito empresa, para receberem as novas gerações de colaboradores que estão chegando ao mercado. Ações pontuais que permitam o estímulo constante ao desenvolvimento de hábitos saudáveis, integrações entre colaboradores e, claro, total atenção a qualquer ponto fora da curva também complementam o trabalho de estímulo ao bom humor no ambiente de trabalho.

    “Para os profissionais que atuam na área de Recursos Humanos, fica a missão de serem guardiões do clima organizacional e formarem e informarem aos seus colaboradores a diferença entre práticas efetivas de bom humor e ambiente de descontração, orientando sobre as posturas ou brincadeiras inadequadas que vão totalmente contra o bom clima de trabalho”, conclui Karina Pimentel.

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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    2013 – Ano com grande volume de contratações

     

    Entre maiores economias, Brasil é o que mais deve contratar em 2013

     

    Por Letícia Arcoverde | Valor

     

    Segundo dados de uma pesquisa realizada pela CareerBuilder com mais de seis mil profissionais de RH, as empresas brasileiras pretendem aumentar o quadro de funcionários em 2013, tornando o Brasil o país com empregadores mais otimistas entre as dez maiores economias do mundo.

    No Brasil, 71% das empresas pretendem aumentar o número de colaboradores neste ano, enquanto 20% não esperam mudanças em relação a 2012 e apenas 5% planejam diminuir o quadro de funcionários. Os outros países do BRICs são os que seguem o Brasil no ranking dos mais otimistas, com a Índia em segundo lugar, com 67% de empresas contratando, a Rússia em terceiro, onde 48% pretendem contratar, e a China em quarto, com 52% das empresas planejando contratar, mas 27% indicando demissões.

    A pesquisa não inclui contratações temporárias ou com jornada de trabalho parcial. No Brasil, as áreas que mais devem contratar, dentro das empresas, são serviços ao consumidor, tecnologia da informação e administração.

    As economias europeias apresentam a maior perspectiva de demissões ou de manter os números de 2012. Na Itália, país na última colocação, um terço das empresas espera diminuir o número de colaboradores, enquanto 43% não preveem mudanças. Na Alemanha, país mais bem-colocado depois dos BRICs, 29% esperam contratar mais, 15% preveem cortes e a maioria, 53%, não espera mudanças.

    As expectativas para 2013 refletem o nível de satisfação dos empresários em relação a 2012, também medido pela pesquisa. No Brasil, 80% dos entrevistados disseram que a companhia está melhor financeiramente em relação a um ano atrás. Junto com a Índia (81%), o país sai na frente no nível de satisfação, seguido da China e da Rússia, com índices próximos dos 65%. Novamente no fim da lista, apenas 25% dos empresários da Itália acham que 2012 foi melhor do que o ano anterior.

     

    (Originalmente publicado na Revista Valor Econômico)
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