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Acha difícil negociar salário? Veja 7 dicas de experts para esse momento crucial de sua carreira

 

Trabalhamos por muitas razões – paixão pela nossa profissão, fazer a diferença em nossa comunidade e meio de nos sustentar. Sim, isso mesmo: Nós trabalhamos por dinheiro. É por isso que a discussão sobre o salário durante a procura de um emprego é um assunto delicado, mas importante. Queremos o trabalho, mas em última instância, queremos um bom salário.

Falar sobre dinheiro não é algo que acontece naturalmente – na verdade, é um daqueles assuntos que somos frequentemente ensinados a não tocar na maioria de nossas conversas. Saber quando abordar o tema e como negociar são habilidades importantes que exigem prática e preparação.

Aqui estão algumas estratégias de especialistas para ajudá-lo a obter o salário que você está procurando e que você merece.

1.Não fale de dinheiro muito cedo

A pergunta que todos nós queremos ver respondida: É ok falar sobre o salário durante a primeira entrevista?

A resposta, diz Randy Hood, executivo nacional na empresa HireRight, um fornecedor líder de soluções de elegibilidade de emprego e transição de carreira, é NÃO: O candidato não deveria tocar no tema salário durante a primeira entrevista. Se o entrevistador falar sobre isso, Hood sugere evitar a conversa. “Redirecione a entrevista para as suas realizações em vez de dinheiro. Você não quer que a empresa foque em suas necessidades antes que ela esteja convencida de que precisa de você”, diz ele.

2. A melhor maneira de responder a questão salarial

Embora não seja uma boa idéia falar sobre salários durante a primeira entrevista, chegará um ponto em que o tema pagamentos entrará na conversa. Ambas as partes querem saber se estão no mesmo patamar.

Hannah Morgan, estrategista de carreira na CareerSherpa.net, um blog de pesquisa e desenvolvimento de carreiras, diz que um candidato não deve falar de salário antes de compreender verdadeiramente a posição que poderá ocupar. “Se o trabalho exige horas extras, viagens ou competências muito específicas, estes fatores geralmente já pressupõe um salário mais elevado. Muitas vezes, esses detalhes não são revelados até o final do processo de entrevista.”

Morgan sugere que os candidatos adiem a questão se eles estão se sentindo pressionados a fornecer um valor de salário. “Meu conselho é tentar reafirmar: “Estou interessado em aprender mais sobre os requisitos completos do trabalho e do pacote de benefícios antes de discutir minhas exigências salariais.” Se a empresa ainda insiste, o candidato deve perguntar: ‘O que você tem orçamentado para a posição? “Normalmente, a empresa sabe a resposta e isso proporciona algum quadro de referência.”

3. Descobrindo o orçamento da empresa

Muitas empresas têm uma faixa salarial desejada para os cargos, e a maioria está disposta a compartilhá-lo durante o processo de candidatura. Tom Sykes, diretor de gerenciamento de produtos da Peoplefluent, fornecedora de software de gestão de talentos, compartilha a importância de ser honesto quando se trata de responder a perguntas sobre o salário. “Você não quer para si um salário ou nível de responsabilidades que você não está pronto para assumir”, diz Sykes.

Ele acrescenta: “Também é bom levar em conta o cargo do trabalho específico que você está sendo entrevistado. Palavras como ‘associado’, ‘sênior’ e ‘diretor’ podem ser indicadores úteis do nível de remuneração associada ao trabalho, e muitos recursos on-line estão disponíveis para pesquisar a remuneração de cargos específicos em regiões específicas.”

4. Respondendo a uma oferta de salário baixo

Os candidatos devem sempre estar preparados para lidar com uma oferta de salário inicial baixo. Não deve fazer a suposição de que uma baixa oferta significa que a empresa está tentando não pagar salários justos; é possível que eles só precisam ser lembrados do valor que você traz para a organização.

Hood oferece alguns conselhos sobre como usar o seu salário anterior nas negociações: “Não coloque suas remunerações passadas como sua estratégia de negociação, se o seu histórico de salário não é o reflexo do novo salário que você está tentando obter”, diz ele. “Em vez disso, mire sua negociação com base no que você pode fazer para o empregador e no valor de suas habilidades. Discuta suas exigências salariais mostrando como elas se relacionam com a sua capacidade de superar e exceder as expectativas.”

5. Ítens adicionais de remuneração para negociar

Antes de tomar uma decisão final sobre o trabalho, os candidatos devem considerar que existem outros fatores de compensação que podem ser negociados. Morgan recomenda focar na compensação em dinheiro em primeiro lugar, e em seguida, negociar outros itens de valor, um por um.

Morgan também mostra estratégias de negociação secretas: “Se você não precisa de plano de saúde, não divulgue isso até que as negociações aconteçam. Por não utilizar os benefícios de seguro da empresa, a empresa está economizando milhares de reais por ano. O candidato pode tentar recuperar uma parte desta quantia,” diz ela. “Outro segredo está em uma negociação baseada em avaliação de desempenho. Ao fazer isso, o candidato não precisará esperar uma virada de ano para ter um aumento tradicional no salário.”

6. Benefícios além do salário

Ter um bom salário é importante, mas como diz o velho clichê: “Dinheiro não é tudo”. Experiência deve influenciar na decisão. Sykes diz que há uma variedade de incentivos não monetários que as empresas podem oferecer. “Algo a se entender são os tipos de serviços de formação e de desenvolvimento de carreira que a empresa oferece. Apesar de não representar qualquer rendimento a curto prazo, o potencial de progressão na carreira pode vir a ser uma recompensa financeira ainda melhor, quando considerados em médio e longo prazo.”

7. Recusando uma oferta de emprego

Uma vez que você tem uma noção completa do trabalho, do salário e do futuro potencial, você pode tomar uma decisão informada – só porque você tem uma oferta de emprego não significa que você tem que aceitá-la. Morgan compartilha o que ele acredita que um candidato deve dizer quando educadamente recusar uma oferta: “Com base na função, oportunidades de carreira e salário, isso não é o mais adequado para mim neste momento, mas muito obrigado pela oferta e gostaria muito de manter a porta aberta caso uma vaga mais sênior abria em um futuro próximo. ”

No final, tudo se resume a paciência quando se trata de falar sobre o salário. Esperar o momento certo e focar nos valores certos pode levar o candidato ao sucesso do processo de negociação, muitas vezes intimidante.

Artigo originalmente publicado no site Mashable em 21 de Março de 2014. Tradução/adaptação livres.

 

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    4 Hábitos para se tornar mais produtivo no trabalho

     O sucesso não irá simplesmente cair em seu colo. Você deve merecê-lo e conquistá-lo através de trabalho duro, dedicação e uma atitude positiva.

    Para ter sucesso em sua carreira, você também vai precisar desenvolver o conjunto de hábitos corretos, diz James Caan, CEO do Grupo Hamilton Bradshaw e autor do livro “Conquiste o trabalho que você realmente quer” (tradução livre) em um post recente no LinkedIn.

    “As melhores pessoas, em qualquer roda da vida, são aqueles que estão constantemente desafiando a si mesmas e se propondo novas metas”, explica ele. “E se você quer ser um daqueles personagens que sempre está olhando para frente e quer melhorar a si mesmo, então você precisa ter os tipos de hábitos de trabalho corretos, que vão levá-lo ao sucesso.”

    Aqui estão quatro práticas de trabalho e hábitos diários que você vai querer desenvolver  imediatamente:

    Motivar-se.
    Se você está esperando por outras pessoas para incentivá-lo a ir atrás de seus objetivos, você não está mostrando que você deseja sucesso ou não está se colocando no caminho para encontrá-lo. Em vez disso, você deve empenhar-se todos os dias e ativamente procurar maneiras para melhorar, diz Caan. “Quanto mais você emprenhar-se em expandir seu conjunto de habilidades, mais valioso você se torna para seus empregadores atuais e potenciais.”

    Manter-se em constante evolução.
    “Não há nada melhor para um gerente ver seus funcionários ativamente cuidando de seus projetos”, explica Caan. Sempre assuma a responsabilidade por suas atribuições, não importa o quanto você não goste do projeto. Passar o trabalho desagradável para os colegas vai fazê-lo ganhar uma má reputação, ao passo que tomar conta de seus próprios deveres mostrará que você tem iniciativa e dedicação.

    Manter-se focado.
    As pessoas de sucesso sabem como priorizar e delegar tarefas para que eles gastem seu tempo focando no que é mais valioso para os negócios, diz Caan. “A outra vantagem de priorizar sua carga de trabalho é que a qualidade acaba sendo muito melhor”, acrescenta. “Se você tem 10 coisas que você precisa fazer, eu preferiria ver que você produziu excelentes resultados nas mais importantes ao invés de resultados medíocres em todas as 10 tarefas.”

    Ser crítico.
    Por mais que você deva se concentrar em seguir em frente, às vezes também é importante dar um passo para trás e rever o seu próprio trabalho. Tire um tempo todos os dias para analisar o que você fez, o quão bem você trabalhou e onde você pode melhorar, Caan sugere. “Por ter essa capacidade de refletir – e às vezes criticar a si mesmo – você está se certificando de que lições são aprendidas em cada passo do caminho”, diz ele.

    Artigo originalmente publicado no site Business Insider em 25/08/2014. Tradução/adaptação livre

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    Cuide bem do seu futuro profissional

    As pessoas têm se preocupado mais em gerenciar seus empregos, de forma a pagar as contas do mês, em vez de investir na carreira. O mercado sempre abraça aqueles mais preparados.

    Sempre se ouviu falar muito, tanto por parte de funcionários quanto de organizações, a expressão “plano de carreiras”. E a ideia que isso transmite (ainda se luta para eliminar essa concepção) é a de ser algo apenas de interesse de empregados, de sindicatos e que, para as empresas, pouco benefício traz, além de demandar elevação de custos com mão de obra. Trata-se de uma visão de carreira simplista, que vê as perspectivas de promoções e aumentos salariais ligadas basicamente ao tempo de casa, o que quase sempre provoca entraves à gestão de recursos humanos, aumento da folha de pagamento e envelhecimento do quadro de funcionários.

    Hoje, o mercado pede – e os profissionais precisam – uma visão mais profunda dessa expressão, que pode ser muito bem explicitada como gestão de carreira (ou gerenciamento de carreira), prática já encontrada em muitas organizações de grande porte – que se voltam para ações de planejamento de recursos humanos vinculadas aos grandes objetivos da empresa –, mas que depende, para ser implantada, muito mais do profissional. “É preciso que se entendam bem as diferenças entre gestão de emprego e gestão de carreira”, diz Fernanda Schröder Gonçalves, coordenadora do Ibmec Carreiras, unidade da instituição de ensino que orienta alunos e ex-alunos a planejar suas vidas profissionais. “Gestão de emprego é trabalhar para gerar recursos para pagar as contas no fim do mês. O empregado trata quase que somente de atividades presentes e seu emprego depende das decisões da empresa. Ele desenvolve apenas as competências que atendem à organização e não ao mercado. Já gerenciar uma carreira significa tomar uma série de decisões, visar ao futuro profissional e se preparar adequadamente para aquilo que realmente almeja”, informa.

    Exemplificando, ela cita que o emprego de uma pessoa pode não exigir que ela fale inglês, mas o mercado pede que hoje se domine o idioma. “Ao pensar na carreira e não só no emprego, esse profissional certamente vai se empenhar para aprender a língua. A pessoa que quer gerenciar sua carreira vai ter de assumir novos desafios, novas competências e até mesmo mudar de empresa. Gestão de carreira é algo que depende quase que exclusivamente do profissional, e não da organização. É ele quem tem de saber o que quer e aonde quer chegar”, ressalta.

    AUTOCONHECIMENTO 

    Karla Candal DuarteKarla Candal Duarte, diretora da LHH-DBM, empresa de consultoria de carreiras, destaca que estamos vivendo em um mercado “muito doido” e que, diante disso, as pessoas precisam pensar e questionar mais sobre o que estão fazendo. Ela concorda que gerenciar a carreira é responsabilidade quase única do profissional, pois é a ele que cabe definir quais são seus objetivos profissionais e lutar para alcançá-los. “Não adianta também a pessoa falar em planejamento de carreira se ela não se conhece direito. Quando o profissional se autoconhece bem, ele vai conseguir determinar o que quer, aonde pretende chegar, em quanto tempo o objetivo deve ser alcançado e quais competências precisará assimilar ou desenvolver para tal. Falar inglês pode ser muito mais importante para atingir uma meta do que fazer um mestrado ou vice-versa. Por isso, é necessário saber realmente o que o mercado pede para a função que se almeja”, afirma.
    Fernanda Schröder revela que, hoje, trabalha com orientação de carreiras justamente porque se preparou para isso. Sou psicóloga e sempre planejei minha vida profissional. Por saber o que queria, fiz pós-graduação em gestão de pessoas, para trabalhar com RH. Depois, para entender mais de negócios, fiz MBA em gestão estratégia de negócios. Entender de RH e de negócios me levou até onde estou. Antes, buscava profissionais no mercado. Hoje, entrego profissionais ao mercado. A formação que obtive me permite conversar com as empresas, entender o mercado e orientar meus alunos na busca do autoconhecimento e de seus objetivos”, revela.

    ATITUDES

    Além de buscar competências, Karla Candal lembra que outras atitudes têm de ser tomadas na busca de um objetivo definido, incluindo aí a coragem. “O fato de alguém querer ser presidente não significa que terá de ocupar esse cargo onde está trabalhando. Pode ser em uma outra empresa e, para isso, terá de romper com várias situações, raízes e se planejar. Posições executivas hoje em dia estão muito ligadas a atitudes e, ainda, a relacionamentos”, determina.

    Para ela, mudar, entretanto, não é tão fácil, se não houver muita clareza nos objetivos. Até porque, as necessidades e os planejamentos podem mudar a qualquer momento. “Um trainee, que, de repente, passa a ser um homem de família, com certeza verá suas necessidades e planos se alterarem. É aí que entra a pergunta mais importante que ele deve se fazer: ‘O que eu quero? É dinheiro, poder, equilíbrio profissional e pessoal ou é simplesmente conseguir pagar as contas no fim do mês?’. Mudar para crescer é sempre muito bom e, num mercado nada estático como o de hoje, isso já se tornou natural. O ciclo médio de um executivo em uma empresa, que antes chegava a 20 anos, hoje varia entre cinco e sete anos. E está caminhando para atingir, no máximo, três anos num futuro breve”, completa.

    Gerenciamento e planejamento de carreira foi o tema esta semana de um talk show realizado no anfiteatro do Ibmec-MG. Cerca de 200 pessoas participaram do encontro, grande parte delas formada por profissionais novos no mercado e de alunos de cursos de orientação profissional. O que demonstra que, atualmente, pensar na profissão como forma de fazer carreira vem se tornando uma preocupação bem mais acentuada do que muitos imaginam.

     

    Artigo originalmente publicado no jornal Estado de Minas em 03/08/2014

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