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As 23 perguntas mais frequentes em um processo de seleção

Para se preparar para uma entrevista de emprego é fundamental planejar as respostas corretas para as perguntas que serão realizadas. Por isso, listamos as 23 perguntas mais frequentes em um processo de seleção. Vamos a elas:

  1. Fale um pouco sobre sua formação acadêmica.
  2. Fale um pouco sobre sua formação acadêmica.
  3. Fale um pouco sobre o seu currículo.
  4. Por que você está interessado em trabalhar para esta empresa?
  5. Por que deveríamos contratá-lo?
  6. O que só você pode nos oferecer?
  7. Quais são os seus pontos fortes?
  8. Quais são os seus pontos fracos?
  9.  Cite três pontos em que você precisa melhorar.
  10. Conte sobre a realização de carreira da qual mais se orgulha.
  11. Conte sobre alguma vez em que você tenha cometido um erro.
  12. Conte-me sobre alguma vez em que foi além e também abaixo do que era esperado para um projeto.
  13. Conte-me como lidou com uma situação difícil.
  14. Como você lida com a pressão?
  15. O que as pessoas que se reportam diretamente a você diriam sobre você?
  16. Você é um líder ou um seguidor?
  17. Quais as suas metas de carreira?
  18. Onde você se vê em cinco anos? E em 10?
  19. Qual a sua pretensão salarial?
  20. Fale um pouco sobre você.
  21. Qual a sua disponibilidade?
  22. Quais são os seus hobbies?
  23. Como você ficou sabendo desta vaga?
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    Como criar um perfil mais eficaz no Linkedin?

    Os cuidados que vão ajudá-lo a construir um bom currículo online.

    Carreira - 14 de março

    O volume de currículos que um recrutador recebe diariamente é muito grande e estudos indicam, que este profissional leva em média seis segundos para decidir se aquele CV vai seguir adiante ou não. Por isso, o currículo deve ser bem escrito e as informações mais relevantes precisam saltar aos olhos do headhunter.

    Em um mundo cada vez mais digital, o currículo on-line passa a ser o perfil no Linkedin – que também requer cuidados. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos práticos para deixar seu perfil mais atraente aos olhos do headhunter.
    Diferencial do Linkedin
    A grande vantagem desta rede é que não há limitação de espaço. Enquanto um currículo deve ser sucinto, com no máximo duas páginas, o perfil no Linkedin permite um pouco mais de flexibilidade e detalhes, porém sem exageros. Além disso, há alguns recursos que podem agregar valor à sua experiência.
    Recomendações
    Se tiver a oportunidade, peça para que pessoas do sua rede recomendem você em alguma atuação que tenha sido relevante, isso aumenta a credibilidade do seu perfil.
    Atividades extras
    Inclua suas experiências fora do mercado de trabalho, como vivências internacionais, publicações acadêmicas, participação de projetos na empresa, seminários, simpósios ou até mesmo trabalho voluntário. Jamais minta sobre alguma informação, pois o recrutador tem meios para verificar as informações expostas.
    Contribuição com conteúdo
    Seja ativo e relevante para sua rede. Da mesma forma que você pode usufruir de conteúdos interessantes divulgados por seus contatos, sempre que possível compartilhe também conteúdo. No entanto, é preciso ter cautela quando for compartilhar algo. Sempre pense se você compartilharia essa informação com os seus gestores na empresa atual, clientes e equipes. Se não tiver certeza sobre isso, é melhor não compartilhar. O Linkedin deve ter tópicos voltados para o mundo corporativo ou sua área de atuação, nunca itens informais, não é uma rede para postar piadas ou fotos que não agreguem valor para as suas conexões.
    Networking
    Tenha o maior número de conexões possível. O Linkedin possui filtros e geralmente as pessoas só conseguem visualizar até a 3° conexão, ou seja, se você tiver mais pessoas na sua rede aumenta a chance do seu perfil ser visualizado. O mesmo vale para os grupos, participe de grupos ligados à sua área de atuação e interesses, pois as pessoas dos mesmos grupos também conseguirão visualizar o seu perfil em buscas. Mantenha seus contatos ativos também nessa rede, além de seguir amigos e empresas.
    Monitoramento de oportunidades
    De tempos em tempos, é válido verificar vagas que possam ser de seu interesse e enviar o currículo. Também é importante ler artigos ou publicações que possam contribuir para que você seja um profissional melhor aproveitando a oportunidade para interagir com sua rede de contatos comentando ou curtindo algum artigo que lhe agradar aumentando, assim, a visualização do seu perfil.
    Foto
    Utilize uma foto corporativa (nunca deixe sem uma) que consiga transmitir seriedade e profissionalismo. Evite fotos na balada ou com amigos.
    Experiência
    Enumere suas experiências em ordem cronológica inversa, ou seja, do emprego mais recente ou o atual para os mais antigos, deixando mais detalhadas as descrições das três últimas experiências. Organize o texto em tópicos, evitando frases longas, e inclua palavras-chave referentes à sua área, lembre-se que alguns filtros encontrarão o seu perfil por essas palavras.
    Formação profissional e cursos relevantes
    Sempre inclua a sua formação profissional e os cursos de especialização ou outros cursos relevantes para a sua área de atuação, isso ajudará a fazer com que seu perfil seja encontrado.
    Idiomas
    Coloque o nível de fluência nos idiomas. Se isso não estiver claro, você pode ser barrado em algum filtro de busca. Mas cuidado: seja franco quanto à sua fluência. O idioma será testado.
    Dados de contato
    Esteja acessível para suas conexões. Sempre disponibilize um endereço de e-mail ativo, que você olhe com regularidade. Em alguns momentos, vale também fornecer o celular, principalmente se você está em busca de uma recolocação.
    Por fim, em seu perfil, logo abaixo do seu nome coloque algumas palavras-chaves que possam resumir suas principais qualificações. Evite colocar “disponível no mercado” ou “em busca de recolocação”, pois os recrutadores não utilizam essas palavras na busca e, sim, algo como, IRFS, engenheiro de alimentos, SAP, marketing digital etc. – palavras-chave que fazem sentido para a vaga.
    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 04/01/2017).

     

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    Um terço dos desempregados no Brasil tem entre 18 e 24 anos

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    Assista a entrevista dada pela Diretora da Quality Training RH, Marisa Ayub, ao Jornal Hoje e veja as dicas para aumentar suas chances de uma Colocação Profissional.

     

    Edição do dia 12/10/2015

    Ricardo Soares

    Belo Horizonte

    Maioria desses jovens está à procura do primeiro emprego. Apesar da falta de experiência, a disponibilidade de tempo pode ser uma grande vantagem.

    Sem trabalho desde que se formou em engenharia civil, há quase um ano, Graziela Lorenzetti manda currículo todo dia para empresa de diversas áreas. Um jogo de paciência, quase como numa pescaria.  “O primeiro que fisgar a gente aceita, porque infelizmente não estamos podendo escolher exatamente a área que sempre sonhamos em trabalhar”, declara.
    Se o currículo está magrinho por falta de experiência, é a trajetória na faculdade que pode virar o jogo.

    “Tirando notas boas na escola, procurando ser monitor em alguma matéria, se desenvolvendo bem em cursos, às vezes até no trabalho de conclusão final de curso. Para que os professores também possam indicá-lo, para que ele tenha mais facilidade depois de entrar no mercado”, orienta Marisa Ayub, diretora recursos humanos.

    Morar com os pais, não ter tanta despesa ainda nessa fase da vida, tudo isso conta muito a favor do candidato, segundo consultores de recursos humanos. Menos peso sobre os ombros significa mais flexibilidade, especialmente na hora de negociar a proposta salarial.

    “É melhor eu reduzir um pouco e entrar no mercado e com os meus resultados eu conseguir o que eu busco, do que de repente tentar já entrar com um salário alto e, infelizmente não dar conta de entrar no mercado”, completa a diretora recursos humanos.

    Mas o que fazer para não jogar oportunidade fora, quando aparecer o convite para a entrevista de emprego? “Olhar no olho é fundamental. Falar a verdade é fundamental. Saber se posicionar, ter segurança ao passar as informações. Uma boa entrevista é que define um processo seletivo”, ressalta Ayub.

    Sinceridade e cordialidade foi o que abriu as portas de uma oficina mecânica para Rafael Carvalho, que não tinha experiência alguma no ramo. “Experiência não tenho, mas muita força de vontade de aprender”, conta o auxiliar administrativo.

    João Barreto Lima, dono da oficina onde Rafael trabalha, conta que uma das coisas que perguntou ao funcionário foi o que ele pretendia na empresa. “Eu quero crescer junto com a empresa”, respondeu Rafael. “Isso foi o que me motivou a contratá-lo. A vontade de aprender e crescer. Aí ele ganhou o coração do patrão”, conta o dono da oficina.

    (Originalmente publicado no site g1.globo.com em 12/10/2015)

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    Perdeu o emprego? Cinco dicas para buscar um novo trabalho.

    Especialista em transição de carreira de altos executivos, José Augusto Minarelli dá dicas práticas para quem está à procura de um emprego

     

    Por Ariane Abdallah | epocanegocios.com.br

    “Vestir a camisa” para vender seu produto. Esta é a sugestão do conselheiro de carreira José Augusto Minarelli para quem foi demitido ou pediu para sair da empresa em que trabalhava. O produto, no caso, é você. A ideia é que aproveite o tempo livre para procurar um emprego com a mesma dedicação de quem é pago para fazer expediente em período integral. Essa é a orientação que o especialista dá a seus clientes (presidentes de organizações, diretores e alto gerentes) há mais de 30 anos. Autor de dez livros, entre eles Networking e O jogo da transição, Minarelli criou um método que consiste em marcar encontros com o maior número possível de pessoas que possam, direta ou indiretamente, ajudá-lo a conseguir o que quer. Nessa hora, mergulhe na agenda de contatos, mas esqueça o envio de currículo por e-mail ou por telefone. Peça cafés, reuniões ou se ofereça a uma visita, mesmo que de 5 minutos. “Pessoalmente, você pode influenciar o outro com mais eficiência, pois cria um registro afetivo nele”, afirma. A seguir, o passo a passo que pode ocupar seus próximos dias.

    1. Saiba com quem está falando
    Há dois tipos de pessoas com quem deve se encontrar: aquelas com poder de contratação, que são poucas, as que Minarelli chama de “pessoas-fim”; e a grande maioria que não tem esse poder, mas pode levá-lo a quem tem. São as “pessoas-meio”. O contato com ambos interessam nesse momento.

    2. Respeite a regra do mercado: problema se troca por solução
    Quem está em busca de um trabalho, deve se apresentar como uma solução à demanda do setor que pretende integrar. Se, em vez disso, a pessoa chega a um potencial empregador com uma postura de vítima, falando mal do antigo chefe, reclamando da situação atual, desanimado, estará se apresentando como um problema. Portanto, evite essa postura. Seja positivo.

    3. Vá direto ao ponto
    Resuma sua história de vida e torne-a interessante. Começar a contar toda sua biografia desde a infância, listando acontecimentos em ordem cronológica só vai dar sono no interlocutor – ou deixá-lo irritado, se for alguém muito ocupado, que gentilmente abriu alguns minutos na agenda para lhe receber.

    Fale pouco sobre o passado (algo como “não esperava perder o emprego, foi um susto, mas já superei”) e também sobre o presente (basta um “estou bem”). Dedique o resto da conversa ao que interessa: o que pretende de agora em diante. Seja direto. Comece com algo como: “Estou em busca de um novo emprego de diretor de Recursos Humanos em indústria”.

    4. Apresente ou atualize sua imagem
    Mesmo que esteja conversando com alguém que já conhece de longa data, relembre suas principais experiências e conte as novidades dos últimos anos. Por exemplo, cursos de especialização, cargos e responsabilidades que assumiu na empresa anterior.

    Em seguida, explique por que alguém deveria lhe contratar. “Me considero capaz e preparado para…” e descreva, como se organizasse em tópicos, suas especialidades e interesses. Se estiver conversando com uma pessoa-fim, o papo acaba em seguida, quando você se coloca à disposição de um próximo contato. Já com pessoas-meio, a conversa continua.

    5. Use a técnica C.O.I.S.A. 
    Minarelli batizou seu método com as iniciais da palavra COISA para facilitar a memorização. Cada letra lembra um dos objetivos da interação que se segue ao papo preliminar.

    C: conselho. Depois de expor suas intenções, peça um conselho ao outro. Por exemplo: quem ele indicaria para você falar? Que empresas estariam interessadas no que tem a oferecer?;

    O: orientação. É uma continuação do conselho. O que ele acredita que você deveria fazer em seguida? Como se preparar melhor?;

    I: informações. As respostas que receber são informações sobre o mercado que podem lhe ajudar. Absorva o máximo possível delas. Nunca se sabe quando serão úteis.

    S: sugestão. Faça perguntas ao longo da conversa para estimular a pessoa a esticar a prosa, assim sairá de lá com mais conselhos, orientações e informações;

    A: apresentação. Ao longo da conversa, vai identificar quem são as pessoas-fins que o interlocutor poderia apresentá-lo. Finalize a conversa perguntando se seria possível mediar um contato entre você e estas pessoas.

     Publicado originalmente no site (www.epocanegocios.com.br).

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    Coaching, um processo para alavancar resultados.

    O que pode impulsionar uma carreira de sucesso?

     

    Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    Não dá para se conceber uma pessoa feliz, sem que esta traga consigo a satisfação de acordar todos os dias e realizar atividades proporcionem prazer tanto no campo pessoa quanto profissional. São incontáveis os talentos que vivem pela constante busca de uma carreira promissora, que lhes proporcionem aquele “brilho no olhar”. Mas entre o desejo e a realização deste sonho, existe um trajeto a ser percorrido e fatores que devem ser levados em consideração para que a pessoa não se torne um “poço de frustação”.

    Para entender como percorrer esse caminho frente a tantas adversidades que surgem dia a dia, o RH.com.br entrevistou Eduardo Shinyashiki. Palestrante, consultor organizacional e especialista em desenvolvimento das competências de liderança e preparação de equipes, Eduardo consegue falar sobre o assunto com propriedade, ao mesmo tempo em que apresenta argumentos singulares que fazem as pessoas a fazerem uma avaliação sobre suas próprias escolhas. “As pessoas que vão atrás de sua vocação e buscam prazer no que fazem são, geralmente, encantadas com a profissão e felizes com o que trabalham. São pessoas que têm consciência de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanto essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos”, sinaliza Shinyashiki que também é presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos.
    Eduardo Shinyashiki é um dos participantes da 2ª Turma da Jornada Virtual de Liderança 2013 – evento promovido pelo RH.com.br, que acontece no período de 07 a 22 de novembro próximo. Na ocasião, ele irá proferir a palestra em vídeo “Quando Ser Líder Faz a Diferença”. Confira a entrevista na íntegra, tenha uma agradável leitura e aproveite este momento para saber se o brilho do seu olhar está sendo ofuscado por algum fator!

    RH.com.br – O brilho no olhar de um profissional está apenas relacionado ao que a pessoa almeja?

    Eduardo Shinyashiki – Não apenas, mas conta bastante, pois os objetivos representam a direção e criam motivação. Esse brilho no olhar é relacionado ao que a pessoa é, à sua forma de ver o mundo, à confiança que o profissional tem em seu poder pessoal, ao fato de ter um foco mais definido e sentir que tem as forças para alcançá-lo.


    RH – 
    Quais são os fatores que despertam o encanto de uma pessoa por sua carreira?

    Eduardo Shinyashiki – As pessoas que vão atrás de sua vocação e buscam prazer no que fazem são, geralmente, encantadas com a profissão e felizes com o que trabalham. São pessoas que têm consciência de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanto essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos. Se enfrentamos a vida e nos preparamos para sermos sujeito e não objeto dentro desse contexto, mais assumimos o domínio de para onde estamos levando a nossa vida e o nosso talento, conscientes de que nos tornaremos frutos das nossas escolhas. Quem tem esses pontos bem alinhados, sem dúvida alcança mais realização pessoal e profissional.

    RH – O peso da empresa sobre o profissional pode ofuscar definitivamente o brilho no olhar do talento?

    Eduardo Shinyashiki – Nossas escolhas de hoje definem nosso futuro. Portanto, se um profissional escolhe estar numa empresa que ele não gosta e fazendo coisas que ele não gosta, certamente esse brilho ofuscará. Mas se ele souber fazer escolhas adequadas com seu objetivo de vida dentro do contexto profissional, fortalecer seu poder pessoal, confiar no seu trabalho e saber o seu valor, saberá se posicionar como um profissional valioso e, consequentemente, portas se abrirão alinhadas com seu objetivo de vida. Nesse contexto, a empresa vai ser o meio pelo qual o profissional busca seus propósitos e vai dar o seu melhor, gerando satisfação, mantendo a motivação e o seu brilho.

    RH – A atuação da liderança na trajetória de um talento faz realmente a diferença como muitos acreditam?

    Eduardo Shinyashiki – Sim, uma liderança eficaz oferece a oportunidade para todos brilharem e se realizarem dentro do ambiente corporativo. Ao assumir o cargo, o líder convida todos que estão ao seu redor para crescerem junto a ele e se torna uma referência. Isso permite que cada funcionário perceba a sua real importância dentro da empresa e atue de forma alinhada aos seus talentos. O papel do líder não é ser o único responsável pelos resultados, mas, sim, ter a capacidade de identificar os talentos de seus profissionais e permitir que eles os expandam ainda mais.

    RH – Quando a empresa começa a ofuscar o brilho de um profissional, a melhor alternativa é sempre buscar outras oportunidades?

    Eduardo Shinyashiki – Se a pessoa começa a perder o brilho dentro do contexto profissional, onde ela trabalha, alguma coisa não está alinhada com seus propósitos. A partir da insatisfação, começamos a rever alguns conceitos. E essa reflexão é importante para sabermos se os caminhos que escolhemos estão realmente nos levando ao nosso objetivo. Esses sinais são fundamentais para reavaliar questões importantes das nossas decisões. A partir dessa reflexão podemos perceber se é o caso de procurar outra oportunidade para desenvolver melhor nossas competências e estar mais perto do que desejamos.

    RH – Vivemos em um mundo em que vários fatores externos bombardeiam a mente das pessoas, inclusive no ambiente corporativo. Como se proteger desses agentes desmotivadores?

    Eduardo Shinyashiki – Costumo dizer que existe o estresse positivo e o negativo. O mais comum é o negativo, que sentimos não ter controle das coisas, de estarmos em perigo, a agitação mental prevalece e há a sensação de falta de energia vital. O foco da pessoa permanece na dificuldade, no problema, no impasse e na adversidade. A melhor solução para reconstituir o ânimo de viver é fazer pausas, praticar simples atos que gerem momentos de prazer, treinar o autoconhecimento, equilibrar os aspectos da nossa vida profissional, afetiva, social e espiritual. Vale lembrar que as formas positivas e negativas de estresse sempre estarão presentes no cotidiano e todos nós temos condições de conduzir as situações para o melhor caminho, podemos transformar atitudes, treinar novas formas de pensar, de sentir, inovar a nossa maneira de agir, fortalecer uma mentalidade vencedora mesmo nas dificuldades. Podemos reconhecer, utilizar e colocar em prática todo o nosso imensurável potencial, redirecionar o nosso foco e as nossas escolhas.

    RH – Na atualidade, que fatores o senhor destacaria como sendo os que mais prejudicam um profissional de projetar seu brilho e de conquistar uma carreira promissora?

    Eduardo Shinyashiki – A falta de foco e objetivo. Muitas pessoas ainda não descobriram o que realmente querem da vida, ainda não possuem um objetivo, portanto, como podem dar o melhor de si em algo que não definiram? É importante nossas escolhas estarem alinhadas com nossos propósitos, assim ganhamos em poder pessoal, estamos motivados, e focamos em dar o nosso melhor para conquistar uma carreira promissora.

    RH – Se por um lado existem fatores que influenciam negativamente a carreira de uma pessoa, há aqueles que são considerados salutares. Esses últimos são sempre perceptíveis ou é preciso ter feeling para identificá-los?

    Eduardo Shinyashiki – Acredito que é um misto entre fatores bem perceptíveis e práticos, como mencionei anteriormente, e feeling e atenção ao contexto interno, ao que queremos e sentimos, e ao contexto externo, ficando atento às variáveis e às mudanças de cenário.

    RH – O ser humano é o único responsável por fazer a diferença na própria vida?

    Eduardo Shinyashiki – Seja no contexto profissional ou pessoal, cada momento vivido é o resultado das nossas decisões. Isso significa que a vida é definida pela possibilidade que temos de escolher. Quanto mais acreditamos que não temos influência sobre os acontecimentos da vida – ou como reagir a eles -, que o destino nos sufoca e a sorte, os outros e as circunstâncias externas são culpadas pelo que está acontecendo conosco, damos menos valor às nossas capacidades, e a autoestima diminui. Por isso, precisamos estar mais atentos às nossas emoções e mais conscientes de que fazer opções implica em assumir a responsabilidade das mesmas, as consequências e também os riscos presentes nela. Quando reconhecemos a nossa responsabilidade sobre os resultados de nossa história, conquistamos, ao mesmo tempo, mais autoconfiança e um conceito mais elevado de autoeficácia, que permite nos posicionar e enfrentar as variáveis cotidianas com maior segurança e tomar decisões, mesmo que complicadas, com mais serenidade e coerência. Com nossas escolhas, determinamos que realidade iremos viver.

    RH – Reinventar e tentar sempre são indispensáveis para quem deseja manter o brilho nos olhos, quando se para e pensa sobre a própria carreira?

    Eduardo Shinyashiki – Sem dúvida. Reinventar-se está ligado à criatividade, muito importante para estarmos aberto ao novo, para superar as resistências à mudança, indo além dos esquemas mentais habituais. E o tentar sempre já se conecta à persistência, que é uma qualidade que traduz a diferença entre o sucesso e o fracasso. É a falta de perseverança o que mais limita as pessoas na realização de seus objetivos. A perseverança junto à clareza do que se quer, transformam-se em uma força altamente eficaz.

    RH – Para quem perdeu o brilho e acredita que não pode mais se sentir feliz como profissional, o senhor poderia deixar algum recado?

    Eduardo Shinyashiki – Costumo dizer que existem três raízes que nos “impedem de voar”. São elas – Filtros: muitas vezes, as pessoas passam pelas experiências da vida e não tiram delas uma lição valiosa. Repetem-nas de maneira constante, mas não aprendem o que o universo está querendo mostrar, mesmo sentindo na pele os fatos. Isso acontece porque usamos diferentes lentes para enxergar a vida, ou seja, é como se cada um olhasse o mundo e os acontecimentos com um filtro particular. Dependendo de qual tipo usamos, isso nubla nossa visão em relação ao objetivo que queremos alcançar. Foco: as pessoas não conseguem atingir seus sonhos e objetivos porque, no fundo, não estabeleceram ainda quais são eles. Por isso, vão para qualquer lado e não põem energia para fazer seu projeto acontecer. Concentrar-se sem se desviar de uma meta estabelecida é o que fará você se manter firme até chegar a ela. Posicionamento: o resultado é sempre fruto de onde você coloca sua atenção. Se você se concentrar nos problemas, se colocar atenção neles, terá se posicionado do lado deles. Agora, se você se posicionar do lado da solução, esse será o objeto da sua atenção e, consequentemente, o resultado alcançado.

     

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Deixar de acompanhar o seu progresso profissional é prejudicial

    Coaching de Carreira - 07 de março

    Fazer um acompanhamento constante do seu progresso é crucial para entender quais são as suas falhas e onde você precisa se esforçar mais.

     

     

    Por Universia | infomoney.com.br

    Não importa qual seja a sua área de atuação, você provavelmente deseja atingir metas e objetivos. Afinal, a principal motivação de um profissional competente deve ser contornar obstáculos e aceitar novos desafios. Porém, algumas pessoas passam muito tempo sem fazer auto avaliações e não sabem, de forma concreta, o quanto já progrediram em seus projetos.

    Isso acontece porque muitos têm mede de perceber que estão indo para a direção errada, ou que não avançaram o quanto imaginavam. Esse tipo de decepção pode ser muito forte em alguns profissionais e, ao invés de animá-los, pode deixá-los desanimados e com vontade de desistir. E o pior: geralmente, as pessoas que mais precisam de auto análise são as que menos fazem isso.

    Fazer um acompanhamento constante do seu progresso é crucial para entender quais são as suas falhas e onde você precisa se esforçar mais. Quando você descobre onde está errado, é necessário sair da zona de conforto e mudar a sua forma de trabalhar. Por mais desanimador que isso seja, é essa mudança de paradigma que irá deixá-lo mais próximo do sucesso.

    Além disso, acompanhar o andamento do seu trabalho é a melhor maneira de não entregar resultados ruins. É muito melhor que você veja, com antecedência, que o seu trabalho não está bom, do que perceber isso pouco antes da data limite de entrega.

    Se você ainda não se sente preparado para acompanhar de perto seu desempenho, uma solução para isso é pedir para que um amigo de confiança faça isso por você. Peça para que ele seja honesto em relação ao seu trabalho e diga onde você está errando e em que aspectos deve melhorar. Mas fique atento: a pessoa deve ser alguém que entenda a sua área de atuação e seja realmente de confiança. Senão, você corre o risco de piorar ainda mais o seu trabalho.

    Perceber que você está fazendo as coisas de maneira errada pode ser doloroso, à princípio. Porém, depois que os resultados positivos começarem a aparecer, você verá que são essas auto análises que irão ajudá-lo a ser um profissional de sucesso. Não tenha medo de assumir seus erros, acompanhe o seu progresso profissional e fique mais próximo de atingir os seus objetivos.

    Pense nisso!

     Publicado originalmente no site (www.infomoney.com.br).

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    Atenção aos Detalhes!!!!

    Indo um pouco além do esperado

     Home Office

     Por Evaldo Costa | rh.com.br

    Quando se deseja fazer diferença na vida, a pessoa não deve preocupar-se tanto com as coisas grandes, mas sim redobrar a atenção com os detalhes, pois são os pequenos acontecimentos que fazem a grande diferença na vida dos vencedores.

    O sucesso não é obra do acaso, mas sim de muita disciplina, foco, conhecimento, habilidade e atitude. Querer vencer na vida sem se preparar adequadamente, é o mesmo que desejar acertar na loteria sem jogar. Pode até ser possível, afinal de contas pode-se encontrar um cartão premiado, mas convenhamos: é muito mais difícil, não é mesmo?

    Porém, a falta de atenção as pequenas coisas, não é o único responsável pelo insucesso das pessoas. Há também o fator pressa. Vivemos em uma sociedade desvairada por tempo. O trabalhador dos grandes centros urbanos vive correndo, em busca de tempo para cumprir tantos compromissos. Não há tempo para o café da manhã, almoço e o jantar com a família, é cena rara, atualmente. As mulheres terminam a maquiagem enquanto dirigem seus automóveis ou até mesmo nos transportes públicos.

    Caminha-se apressadamente pelas ruas, e se há necessidade de contatar alguém, digita-se uma mensagem no celular durante os deslocamentos, pois até para falar ao telefone já não se encontra a mesma disponibilidade do passado. As pessoas se acostumam com a pressa e com o tempo ela acaba incorporando ao estilo de vida.

    Parece que as pessoas estão mais preocupadas com a quantidade de atividades que pratica, do que com a qualidade delas. Por exemplo, não raro ao iniciar um novo projeto, não se toma os devidos cuidados. Tenta-se implementar muitas coisas ao mesmo tempo, quando o ideal seria consolidar uma etapa de cada vez, como se faz, por exemplo, ao subir uma escada.

    Isso ocorre com todos aqueles que imaginam que os resultados ótimos podem ser construídos do dia para a noite. Que o sucesso é resultado da velocidade e não da precisão de suas ações. Gente que quer falar um novo idioma em três ou quarto meses, que se deixam levar por falsas ilusões, que desejam facilidade, que pensam que basta pagar e terá tudo que mais deseja. Ledo engano, pessoas assim se esquecem de que o cérebro necessita de tempo para absorver novos conhecimentos, assim como a natureza precisa dele para germinar sementes e produzir alimentos.

    Os vencedores sabem onde desejam chegar, mas aprendem desce cedo a diferenciar pressa de eficiente. Não se deixam iludir com muitas atribuições, focam um único ponto e concentram as suas energias nele. São grandes observadores da natureza, e dela retiram o aprendizado para nortear as suas ações. Sabem que colherão o que plantarão, daí o compromisso deles com os detalhes.

    Durante mais de quarto décadas convivi com muitos campeões de vendas. Todos eles tinham algo em comum. Por exemplo, sempre entregavam mais do que os clientes esperavam receber, e não se deixavam levar pelas promessas de resultados fáceis. Eles são coerentes, verdadeiros, éticos e usam os detalhes como se fossem os degraus da escada que os conduzirão ao sucesso.

    Uma vez, em uma reunião ouvi um jovem principiante na profissão indagar ao seu líder, uma pessoa madura e bem-sucedida na profissão, o que ele teria que fazer para vencer na carreira que estava iniciando. Daí, foi aconselhado a se ater aos detalhes.

    Sem entender muito bem, solicitou ao líder que desse um exemplo. Então, o mestre virou-se para os presentes na sala e indagou: “Quem aqui atende muito bem os seus clientes?”. Todos levantaram as mãos. Logo, voltou a perguntar “Quem aqui conhece pelo menos um colega que não trata muito bem os seus clientes?”. Todos voltaram a levantar as mãos. Ele concluiu: “Alguém deve estar se enganando”. E concluiu: “Isso se chama atenção aos detalhes”.

    Pense nisso!

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Precisa-se de talentos!!!

    Precisa-se de talentos - 10 de Janeiro
    Requisito: Ter Visão de Futuro

     

     

     Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    O ato de errar já é reconhecido pelas empresas como parte do processo de aprendizagem. Contudo, fazer o uso certo desse momento é que fará o erro tornar-se positivo ou não tanto, para o campo profissional e até mesmo pessoal do talento. A leitura de como o indivíduo interpreta a experiência vivenciada fará com que ele trilhe novos caminhos e abra um leque novo para novas experiências e uma possível carreira bem-sucedida e que venha atender tanto às expectativas dele, enquanto pessoa, como também da empresa que se prestou a investir no desenvolvimento dele.

    Para o empresário e escritor Célio Antunes, que recentemente lançou o livro: Carreira 360 Graus, Gente Editora, estudar o futuro é uma ciência muito importante e valorizada por muitas organizações, pois a vida do ser humano passou a ser direcionada, não no momento presente, mas sim nos fatores futuros que determinarão os resultados daquilo que pretendemos conquistar. Para alguns, isso pode parecer um momento filosófico, mas para Célio Antunes, encontra-se exemplificado na metodologia em que ele denomina de VCC – Visão de Ciclo Completo, que parte do princípio de que é preciso imaginar – por antecipação – tudo o que queremos construir nesta vida. “Na realidade, trata-se de um exercício mental em que você monta diferentes cenários futuros e analisa os impactos resultantes destes cenários”, explica.

    Em entrevista ao Rh.com.br, Antunes apresenta os argumentos que o levaram a defender esse ponto de vista e que culmina na estruturação de um Profissional 360 Graus, caracterizado por ter uma visão intraempreendedora e ser arduamente desejado pelas empresas da Era Digital.

    Confira a entrevista na íntegra e aproveite a leitura.

    RH.com.br – Em seu livro “Carreira 360 Graus”, o senhor afirma que o profissional do século 21 sente-se perdido, para se tornar o líder que as organizações tanto desejam. O que o levou a essa conclusão?

    Célio Antunes – Não só as informações estão abundantemente disponíveis, mas também a quantidade de soluções e as novas tecnologias surgidas nesta Era Digital. Isto propicia uma grande possibilidade de se fazer uma revolução na forma de gerir as empresas, e não é só a tecnologia que propicia esta revolução. Qual deve ser a atitude do novo líder perante todos estes desafios? Se não houver uma atitude intraempreendedora, proativa dentro das empresas, todo este potencial não será desenvolvido. E é isto o que estou pregando no meu livro, que os verdadeiros líderes tomem atitudes, promovam as transformações e implementem as inovações que as empresas estão precisando, não perdendo grandes oportunidades neste novo século. Muitas vezes a comunicação dentro das empresas não é clara. Então, o profissional não sabe se pode ou não propor mudanças e inovações, não sabe se atravessará algum sinal vermelho ou irá ferir susceptibilidades. Acredito bastante que o meu livro pode ser um bom guia para todas aquelas empresas que queiram incentivar o intraempreendedorismo proativo e dar liberdade para as pessoas colocarem as suas ideias na prática.

    RH – Esse sentimento de incerteza dos profissionais tende a aumentar ou logo os talentos conseguirão ter uma melhor visão de futuro?

    Célio Antunes – Ao desenvolver uma visão 360 graus sobre a empresa, o profissional terá cada vez mais segurança ao conhecer o processo produtivo da empresa e, então, poderá propor inovações e melhorias, dentro do que a empresa precisa e espera dele. Acredito firmemente que, quando as pessoas se interessam em compreender todos os desafios que a sua organização enfrenta e procuram aplicar o seu conhecimento técnico na solução destes desafios, o sentimento de incerteza desaparece e surge o entusiasmo para conseguir realizar coisas.

    RH – Que profissional as empresas tanto procuram, mas encontram dificuldade para captar?

    Célio Antunes – Os profissionais intraempreendedores proativos e com brilho nos olhos, que se sentem realizados por entregarem um trabalho bem feito e que traga significado para suas vidas e suas carreiras. Esses, sem dúvida alguma são os mais procurados e os chamo de profissionais extraordinários. Claro que é difícil captar estes profissionais, mas o que eu sinceramente espero é que ao lerem o meu livro eu esteja incentivando o surgimento destes profissionais intraempreendedores extraordinários. E posso afirmar com toda segurança que os resultados que eu mesmo tenho obtido nas minhas empresas têm sido extraordinários. Senti o brilho nos olhos e a proatividade nascer em vários profissionais que já pareciam apáticos. Tem sido impressionante o que estou vivenciando, não imaginava a revolução que iria acontecer em tão pouco tempo.

    RH – A solução para reduzir essa busca por profissionais extraordinários as não estaria em investir nos chamados high potentials?

    Célio Antunes – Eu acredito em despertar os high potentials. Quando o profissional sabe que existe espaço para ser extraordinário poderá desabrochar todo o seu potencial, basta que haja uma indicação e uma comunicação clara de abertura por parte da empresa. E estando o profissional preparado para empreender e tendo desenvolvido uma visão clara da atuação da empresa no mercado, pode então desenvolver todo o seu potencial de realização.

    RH – Sua linha de trabalho defende que os profissionais precisam ter uma VCC – Visão de Ciclo Completo, que resultará no desenvolvimento da carreira. O que isso significa na prática?

    Célio Antunes – Tudo o que fazemos na vida, se não for precedido de uma visão 360 graus do movimento das coisas, poderá acarretar em perda de tempo e prejuízo em muitos casos. É preciso traçar vários cenários futuros para todas as coisas e isto, por sua vez, se faz com muito estudo e observação dos movimentos à sua volta. Desta forma o profissional que desenvolve esta visão estudou os movimentos de casos de sucesso e insucesso. É importante também estudar os insucessos, uma grande fonte de aprendizado, pois assim o profissional vai pisando em terreno seguro e tomando atitudes que farão sua carreira ser bem-sucedida, procurando errar o menos possível. Errando menos, acertamos mais. Afinal, como se diz, “errar é humano” e não podemos nos preocupar com os erros, pois eles são grandes aprendizados para nós. Só precisamos, como falei, acertar mais que errar, que conseguiremos seguir em frente.

    RH – Quais as principais características da Visão de Ciclo Completo?

    Célio Antunes – A VCC parte do princípio de que nós temos de imaginar por antecipação tudo o que queremos construir nesta vida. Na realidade, trata-se de um exercício mental em que você monta diferentes cenários futuros e analisa os impactos resultantes destes cenários. Tudo isso antes de colocar algo em prática. A Visão de Ciclo Completo é um hábito, quanto mais você tenta entender a mecânica do mundo, a história dos países, das empresas e das pessoas, mais você desenvolve a sua VCC, construindo mentalmente cenários futuros e podendo enxergar muitas possibilidades e decidir por aquele caminho com o melhor resultado e menor risco.

    RH – A VCC é recomendada para ser aplicada em que fase da vida profissional e independentemente do segmento de atuação?

    Célio Antunes – Qualquer pessoa em qualquer atividade, em qualquer momento e em qualquer lugar do mundo, pode desenvolver a VCC tanto para a sua vida pessoal como profissional. O maravilhoso disto tudo é entender o passado, compreender o que acontece no presente e enxergar as múltiplas possibilidades do futuro. Cada vez mais estudar o futuro é uma ciência muito importante e valorizada por muitas empresas, pois nossa vida vai ser vivida no futuro. As maiores empresas do nosso país e do mundo gastam milhões para conseguir enxergar o futuro, pois é lá que elas irão ganhar ou perder.

    RH – Como se aplica a Visão de Ciclo Completo na prática?

    Célio Antunes – Sem estudar muito qualquer coisa não se consegue desenvolver a VCC na prática, qualquerBusiness Plan – plano de negócios – pressupõe enxergar o futuro e colocar no papel um projeto. Assim alguém poderá motivar-se a investir algum dinheiro naquilo, porém sem antes testar exaustivamente todas as premissas elencadas no projeto. Eu falo no meu livro de um amigo que queria investir numa franquia de restaurante e com analises até simplistas mostrei para ele que o negócio não era viável, e realmente não o foi no futuro naquele mesmo ponto. Poucos sabem, mas eu trabalhei num restaurante que o meu pai teve e até nem cheguei a comentar isto no livro. Então, consegui atestar uma opinião segura, porque conhecia bem o ramo e então podia enxergar na minha VCC o que poderia acontecer naquele negócio. Digo outra vez então – sem estudar muito qualquer coisa não se consegue desenvolver a VCC na prática.

    RH – Fatores como estilos de vida e a forma como o talento percebe as dificuldades que se apresentam em sua jornada, são determinantes para o futuro da carreira?

    Célio Antunes – Só conseguimos tomar boas decisões se estamos com a cabeça em paz para pensar e acredito que estar em paz – isto dá um outro livro – é uma outra ciência. Acredito que a paz aparece quando conseguimos estar em equilíbrio em nossa vida, tanto no aspecto saúde, por meio da boa nutrição e atividades físicas, quanto no se sentir pleno e realizado em sua vida, ter aproveitado cada minuto para se aperfeiçoar e não ter perdido muitas oportunidades nesta vida. Bem, paz é um assunto complexo, não dá para exprimir em poucas palavras.
    Mas o seu estilo de vida e o seu estado de consciência sobre o que passa em sua vida – a VCC da sua vida – podem realmente determinar o futuro de sua carreira. Pois, se você tem paz para pensar sobre sua vida e equilíbrio para perceber as reais dificuldades de sua jornada, aplicando a VCC em tudo isto, pode perceber que em determinado momento você está acumulando experiências. E em outro determinado momento estará utilizando as experiências adquiridas para dar um grande impulso em sua carreira, enxergará também em outro momento se o seu potencial poderá ser mais bem explorado em outra empresa ou em outro ramo de atividade. Sempre é preciso atitude, mas sem paciência não chegamos a lugar algum e uma coisa boa que a VCC me trouxe é a paciência, pois se você enxerga um bom futuro, é só uma questão de tempo para chegar lá.

    RH – Que benefícios essa metodologia proporciona aos profissionais?

    Célio Antunes – Sem dúvida, saber para onde se está caminhando, além de confortável, é muito prazeroso. E com a VCC pode-se imaginar se o futuro é um lugar agradável, assim será uma caminhada segura e de realizações.

    RH – Em sua opinião, qual a armadilha que mais encanta as pessoas e que traz danos que marcam uma trajetória profissional?

    Célio Antunes – A principal armadilha é largar um projeto no meio do caminho, em troca de um pouco mais de salário, em outro lugar. O indivíduo precisa construir uma história de realizações em sua vida e sempre precisamos de tempo para isto. Não dá para ficar um ano em cada empresa para conseguir realizar algo. E o que acontece de terrível é que num futuro próximo o currículo destas pessoas será excluído no início dos processos seletivos, pois não terão nem oportunidade para falar para alguém que possuem algum conhecimento especial. Na verdade, deram prejuízo por onde passaram, pois não é barato contratar alguém, treiná-lo e aculturá-lo na organização, porque quando vão começar a dar resultados, pedem a conta e vão embora. Só que em poucos anos estão excluídos dos processos seletivos. Já tive a oportunidade de nas minhas palestras, ser procurado no final por pessoas nesta situação e que se arrependeram desta atitude, não pararam para pensar nem um pouco na VCC de sua carreira. Espero que o meu livro ajude as pessoas antes delas tomarem más decisões precipitadas em suas carreiras.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Ano Novo: Supere os desafios!

    Ano novo supere desafios - 03 de JaneiroMais um ano se inicia e muitas pessoas se vêem estimuladas a traçarem novas metas. Veja algumas dicas que podem ajudá-lo.

     

    Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    Mais um ano se inicia e muitas pessoas se vêem estimuladas a traçarem novas metas, principalmente no campo profissional. Contudo, algumas sentem dificuldade de dar o pontapé inicial para uma guinada. Isso se deve a fatores que podem estar atrelados tanto a competências técnicas como também comportamentais.

    Veja abaixo algumas sugestões que podem ajudá-lo a iniciar 2014 com boas perspectivas.

    1 – Se você já tem experiência profissional, faça uma retrospectiva dos últimos anos de sua carreira. Isso não deve levá-lo a um estado de nostalgia, mas sim a uma auto avaliação do que você foi capaz de realizar em prol do seu desenvolvimento.

    2 – Uma vez traçada a sua linha de desenvolvimento profissional, avalie se algo que você desejava não foi conquistado e os motivos que contribuíram para esse estado de “paralisia”. Será que a responsabilidade desse fato está apenas relacionada à empresa em que você trabalha ou faltou iniciativa da sua parte? Muitas vezes, o melhor passo para o crescimento é o profissional ser honesto consigo e não ficar procurando desculpas para todas as questões que surgem à nossa volta e não nos agradam.

    3 – Já que pontuamos o desenvolvimento profissional, não espere a chegada do Ano Novo para obter informações sobre aquele curso ou treinamento que você sempre quis fazer, mas adiou por muitas vezes. Aproveite o agora e não espere o depois, pois isso faz muita diferença para quem deseja sair da zona de conforto.

    4 – Como está o seu networking? Lembre-se de que a rede de relacionamento é uma rica fonte para o profissional trocar experiências com outras pessoas que atuam na sua área. Mas não esqueça de que apenas acrescentar contatos não é manter uma rede fortalecida. É preciso que você esteja disposto a trocar informações, a receber e a dar algo em troca. Não veja o networking como uma rede de mão única.

    5 – Outro fator importante é manter-se atualizado tanto na sua área, quanto em relação a temas que sejam considerados de interesse geral. Hoje, por exemplo, fala-se muito em sustentabilidade – tema que tem sido constantemente abordado no campo organizacional. Se durante uma reunião de trabalho o tema for mencionado, existe a possibilidade de que você contribua com alguma sugestão para que a empresa implante ações sustentáveis?

    6 – Muitas empresas têm valorizado os profissionais não somente por aquilo que eles realizam dentro dos seus “portões”, mas também pelas ações que as pessoas assumem como cidadão. Não é à toa que muitas empresas estimulam atividades como o voluntariado. Isso tem levado vários profissionais a exercerem a cidadania, seja abraçando um projeto interno ou mesmo contribuindo no anonimato com alguma atividade em prol da sociedade. Existe algo que você possa fazer nesse sentido?

    7 – Já parou para pensar como seus colegas de trabalho o percebem no dia a dia? Você pode dominar muitas competências técnicas essenciais à sua função, mas se o seu lado comportamental não estiver preparado para, por exemplo, trabalhar em equipe, aceitar as mudanças, entre outros fatores, existe o risco que de você torne-se obsoleto para o mercado. Por isso, observe como as pessoas o vêem no ambiente corporativo. Caso sejam realizadas avaliações de desempenho na organização, reveja se os pontos fracos que foram identificados foram trabalhados por você.

    8 – Existem pessoas que quando vêem outros profissionais em ascensão, simplesmente argumentam que o “sol não nasceu para todos” e que apenas alguns atingirão o sucesso. Não caia nessa armadilha dos que se consideram perdedores por natureza. Ao invés de lamentar, observe que caminhos a pessoa que você admira trilhou e procure, se possível, aconselhar-se com quem já deu uma guinada na carreira. Como exemplo, tome pessoas que possam alavancar sua vida e nunca levá-lo à desmotivação.

    9 – Cometeu erros em sua trajetória profissional? Só não comete erros quem nunca tentou fazer algo. Por isso, não desista na primeira tentativa. Busque o seu espaço na empresa em que atua e no mercado de trabalho. Abra-se para novas possibilidades, mas tenha a certeza de que nada vem fácil.

    10 – Você tem cuidado da sua saúde de forma responsável? Muitas vezes, a correria do dia a dia não permite que as pessoas lembrem-se de que as conquistas exigem muito tanto da mente quanto da parte física do indivíduo. Por esse motivo, é preciso cuidar da saúde, fazer um check-up anual, aderir a uma alimentação mais saudável e abandonar o sedentarismo.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Chegou a hora de se planejar

    Dicas para o seu planejamento para 2014

     

    Entra ano e sai ano, conquistas que ainda continuaram em sua meta ou novas que virão com o novo ano, então, é preciso que você avalie o que passou neste ano e o que virá no próximo. Você conseguiu cumprir aquela desejada meta no ano passado? Caso a resposta seja sim, parabéns, mas há muitas pessoas que não conseguiram alcançar a conquista desejada, e isso deve-se a realização de algo de forma errada. O quê? Como fazer para que você consiga realizar neste novo ano o seu sonho? Não importa a meta para o próximo ano, é preciso que você primeiramente realize um planejamento pessoal, e para isso é muito simples, basta verificar as dicas listadas logo abaixo:

    – Faça uma revisão do que é importante para você: Para que você não perca tempo à toa no próximo ano é preciso ter foco, assim questione-se sobre o que realmente é importante e o que deseja para o novo ano, mas responda sem dúvidas e com clareza. Quais são as atividades que você deverá dar ênfase no próximo ano? Quais serão as que ganharão destaque? Para auxiliar você nesta tarefa, crie uma lista com as atividades em “Foco” e outra de “Stops”, e em seguida conclua a mesma crie uma lista das prioridades, ou melhor, de maior importância. Desta forma, olhe para os cinco primeiros itens desta lista e planeja um plano de ação em sua agenda sobre cada item, independente qual seja ele.

    – Não tenha vergonha, use uma agenda: É indicado que você passe a utilizar uma ferramenta simples e prática que lhe ajude a centralizar todas suas metas, e para isso não há nada melhor do que uma agenda.

    – Não exagere na quantidade de metas: Fazer uma grande quantidade de planos poderá lhe atrapalhar na realização dos mesmos, por isso, não adianta de nada criar muitos planos. Desta forma, é preciso que você foque gradativamente em seus objetivos durante todo o ano, no entanto, é preciso que os mesmos sejam viáveis e relevantes. Como roteiro, saiba realmente o que você quer, saiba o quanto será necessário investir, e por fim, define-as. É interessante também que você crie uma lista do tempo de curto ou em longo prazo e de ações práticas para a realização de suas metas.

    – Crie um ponto de controle: Este é um fator importante que muitos se esquecem, ou melhor, é preciso que você faça uma reunião consigo mesmo a cada bimestre, por exemplo, para uma revisão de suas metas, de seus “Focos” e “Stops”. Realizando esta tarefa você amenizará as chances de que a sua meta seja esquecida ou até mesmo cumprida.

    – Fale e desabafe com alguém de confiança sobre suas metas: É indicado que você escolha uma pessoa próxima para dividir seus objetivos, para que a mesma ajude a manter seu nível de confiança, questione sobre seus planos e motivação. Tenha sempre um amigo por perto para lhe auxiliar no controle de seus objetivos.

    – Coloque você em seu ano: Quanto mais tempo você tiver para si mesmo, maior será a energia para a realização de seus planos para o novo ano, sendo que é preciso que você inclua neste meio tempo atividades para lazer, prática de atividades físicas ou atividades para que você consiga “recarregar suas energias”.

     Publicado originalmente no blog (www.blogdicas.net).

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