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As empresas sabem o que você fez no seu trabalho anterior

Consultorias especializadas atuam na detecção de risco e investigam o histórico de candidatos a cargos gerenciais e operacionais

 

Thinkstock

Já pensou se ter sua vida vasculhada e checada por investigadores particulares fosse parte dos processos seletivos? Ter gente verificando se você realmente tem as certificações listadas, se desenvolveu os processos — e não apenas participou deles —, se sofreu sanções ou multas administrativas por má conduta no mercado financeiro e até se cometeu fraudes num emprego anterior? Pois saiba que esse roteiro já é realidade em algumas seleções.

Impulsionadas pela Operação Lava-Jato, que revelou a participação de diversos executivos brasileiros em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, grandes companhias têm recorrido com frequência cada vez maior aos serviços de consultorias especializadas em investigar minuciosamente o passado dos candidatos. De biografia profissional a evolução patrimonial e imagem pública do candidato, não há quase nada que passe despercebido pelos olhos — e pela pesquisa — desses recrutadores.

Tudo para evitar fraudes e a associação a profissionais que possam prejudicar a reputação da corporação. “É padrão realizar uma investigação profunda da vida pregressa do candidato antes de apresentá-lo ao cliente. Avaliamos o capital intelectual, profissional, comportamental e dados públicos, além de consultar ex-pares, subordinados e chefes para entender seu perfil”, diz Luiz Wever, presidente da Odgers Berndtson, empresa de recrutamento executivo, de São Paulo.

Dados da Kroll, consultoria global especializada em análise de risco, apontam que a contratação do serviço de avaliação de reputação conhecido como due diligence (“diligência prévia”, numa tradução livre do inglês) dobrou em 2016 quando comparada ao ano anterior.

Um dos serviços mais requisitados foi o de background screening, uma revisão do histórico e das atividades profissionais do candidato. “As empresas querem a certeza de que estão trazendo para dentro da casa alguém confiável”, diz Carlos Lopes, diretor sênior da Kroll, de São Paulo.

No Brasil, a demanda pelos serviços de investigação tem ocorrido tanto na esfera pública quanto na privada, principalmente após a Lei no 13.303, ou Lei das Estatais, sancionada em junho de 2016 e regulamentada em dezembro.

Após tantos escândalos envolvendo indicações políticas no alto escalão de empresas públicas, a lei promete tornar mais criteriosa a nomeação de profissionais em cargos de direção. “O background é sigiloso e obrigatório para os indicados a cargos-chave antes de uma nomeação. Com ele, podemos apurar episódios de desvio de integridade, como condenações ou processos em andamento e a existência de conflitos de interesse pela vinculação com empresas concorrentes ou fornecedoras de bens e serviços”, afirma Lúcia Casasanta, diretora de conformidade da Eletrobras.

Linha de frente

E não são apenas os executivos que vão entrar na mira das novas regras. Apesar de esse tipo de análise ser mais comum para presidentes, vice-presidentes, diretores e conselheiros administrativos, o mercado já sinaliza que até mesmo posições hierárquicas inferiores estão sujeitas a ter seu histórico profissional esquadrinhado.

Em um levantamento exclusivo para VOCÊ S/A, a Protiviti, consultoria especializada em risco e auditoria interna, aponta que as áreas de auditoria e compliance, comunicação e marketing, financeira e de logística e suprimentos têm recebido maior demanda por investigações sobre o passado profissional dos candidatos, mesmo nos níveis gerencial e operacional. “De analistas a supervisores, são muitos os pedidos. Somente na área de suprimentos, para os cargos estratégicos e operacionais, já realizamos mais de 2 300 processos”, diz Antonio Carlos Hencsey, líder de ética & compliance da Protiviti, de São Paulo.

A recente preocupação com os cargos operacionais não é sem motivo. Por estarem na linha de frente da produção e do atendimento, e mais próximos dos clientes, se agirem com má-fé, eles podem prejudicar não só a imagem da empresa mas também os resultados. O Relatório Global de Fraude e Risco da Kroll, por exemplo, destaca que os funcionários juniores são os responsáveis por 22% das fraudes registradas nas corporações. Já as posições de médio e alto escalão representam 9% dos danos.

Perfil ético

De olho nesse movimento, a Libbs Farmacêutica tem apostado, desde 2015, numa metodologia de análise para avaliar os candidatos a cargos operacionais. “Utilizamos o compliance individual, aplicado por meio de uma consultoria, para checar o risco da posição e definir o perfil ético do colaborador. O trabalho é realizado nas áreas financeira, de suprimentos, compras, auditoria e engenharia, que detêm informações sigilosas e estratégicas”, afirma Madalena Ribeiro, diretora de RH da Libbs, de São Paulo.

Na avaliação realizada pela empresa, o candidato é colocado frente a dilemas éticos, que incluem desde procedimentos concorrenciais até questões relacionadas a assédio, bem como o relacionamento com parceiros de negócios e terceiros. Tudo para saber se a conduta do profissional será condizente com a esperada pela Libbs. “Mapeamos o perfil do entrevistado e os possíveis riscos em negociações ou decisões futuras que ele possa tomar em nome da empresa”, diz Madalena.

Recentemente, antes de ser contratada pela Libbs, em abril, a analista de exportação plena Lucy Maia de Moraes, de 37 anos, de São Paulo, foi submetida ao processo. “Passei por uma avaliação de caráter que abordava minha vida pessoal, atitudes e crenças, mas foi tudo muito profissional. Não me senti desconfortável”, afirma.

Lucy respondeu a um questionário sobre como seria seu comportamento em vários tipos de situação. “Queriam saber se eu já havia furtado, e minha opinião sobre pessoas que cometem pequenos crimes por causa de sua condição social — se eu achava que era uma questão relacionada ao ambiente onde vivem ou uma questão de índole”, diz. Ela acredita que sua postura nas redes sociais a ajudou na conquista da vaga. “Não me exponho nas redes, e sei que a maneira como mantenho meu perfil do LinkedIn, sempre atualizado e completo, me ajudou a transmitir uma boa imagem profissional.”

Apesar de as consultorias que rea­lizam processos de due diligence e compliance afirmarem não estar interessadas na vida pessoal dos candidatos, é bom reforçar os cuidados na administração da imagem na internet. “Do discurso do candidato ao seu posicionamento na web, suas conexões e aquilo que ele compartilha, tudo é considerado. É importante ter cuidado com o que se publica, pois qualquer deslize pode representar uma mancha na reputação profissional”, afirma Marcia Vazquez, gestora de capital humano da Thomas Case & Associados, empresa de recolocação profissional, de São Paulo.

Juridicamente, não há impedimento para o acesso a informações públicas, online ou offline. O sigilo só se dá nas esferas bancária e fiscal. “Pesquisar informações em redes sociais não representa invasão de privacidade, o que só se daria, por exemplo, se o empregador criasse um perfil falso para acessar dados que o empregado compartilha apenas com amigos e familiares”, diz Jorge Cavalcanti Boucinhas Filho, advogado e professor de direito do trabalho na Fundação Getulio Vargas de São Paulo.

Já informações sobre orientação sexual, questões familiares e dados financeiros não podem ser consideradas em seleções por ser discriminatórias. “As companhias precisam observar as limitações legais desses processos”, diz o advogado Guilherme Amorim Campos da Silva, do Rubens Naves Santos Jr. Advogados, de São Paulo. Mesmo com essas ressalvas, o fato é que nos próximos anos a reputação não será um ativo precioso apenas para as marcas e empresas mas também para todos os profissionais.

O que elas querem saber?

Os itens mais investigados e os cuidados que se deve ter com a reputação profissional.

Conflitos de interesse: Associações com concorrentes ou fornecedores são avaliadas com rigor para mapear conflitos de interesses, evitar fraudes e vazamento de informações.

Se você tem alguma participação societária em outra companhia ou atua como consultor em mais de uma empresa, avalie se a proposta de trabalho representa dilema ético e traga o assunto à tona.

Sua biografia: É praxe checar cada item do histórico profissional, de graduações a atividades rea­lizadas na empresa. Além de verificar as referências, os recrutadores investigam, por meio de um bate-papo, se o candidato foi o responsável por implementar um projeto na empresa ou se só participou dele.

Por isso, Seja honesto sobre suas habilidades técnicas e comportamentais e aja com transparência.

Suas parcerias: Não importa seu partido ou posição política. O que os recrutadores querem saber é se você tem conexões que possam prejudicar a empresa no futuro. Em outras palavras, a intenção é descobrir se seus contatos comerciais — fornecedores, clientes, órgãos públicos e colaboradores — podem vir a facilitar negociações ilícitas em troca de favores. Por isso, seja franco sobre sua atuação com parceiros e esclareça pontos-chave que possam vir a gerar incertezas no recrutador.

Finanças pessoais: Mais que uma análise de RG, CPF ou uma consulta em órgãos de crédito ao consumidor, como SPC ou Serasa, a avaliação para um cargo estratégico de confiança implica um levantamento da atividade financeira e do patrimônio do candidato para apurar se houve enriquecimento ilícito.

Litígios e ações disciplinares: Quem está envolvido — ou já esteve — em disputas judiciais desabonadoras, atividades antiéticas ou ilegais, ou já tenha sofrido alguma penalização, como multa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por violar as regras do mercado financeiro, deve pensar numa estratégia para abordar o tema, pois há consultorias que checam esse tipo de informação.

O melhor é ser honesto sobre o desvio de conduta.

Aparições na mídia: Reportagens em jornais, revistas e artigos revelam não só se a biografia é condizente com a descrita em currículo mas também permitem fazer uma análise positiva ou negativa da reputação de um profissional. faça uma pesquisa na internet e fique de olho nas notícias já publicadas a seu respeito para não ser pego de surpresa.

Imagem nas redes sociais: Atenção às informações divulgadas em suas mídias sociais. Mensagens de ódio, racismo e polêmicas contam negativamente em avaliações comportamentais. Lembre-se de que o Google exibe, inclusive, menções em ações na Justiça.

Por isso, apague da rede informações que possam depor contra sua imagem. caso não seja possível, toque no assunto ainda no início do processo de seleção para construir uma relação de confiança com o recrutador.

(Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 10/08/2017).

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    Como criar um perfil mais eficaz no Linkedin?

    Os cuidados que vão ajudá-lo a construir um bom currículo online.

    Carreira - 14 de março

    O volume de currículos que um recrutador recebe diariamente é muito grande e estudos indicam, que este profissional leva em média seis segundos para decidir se aquele CV vai seguir adiante ou não. Por isso, o currículo deve ser bem escrito e as informações mais relevantes precisam saltar aos olhos do headhunter.

    Em um mundo cada vez mais digital, o currículo on-line passa a ser o perfil no Linkedin – que também requer cuidados. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos práticos para deixar seu perfil mais atraente aos olhos do headhunter.
    Diferencial do Linkedin
    A grande vantagem desta rede é que não há limitação de espaço. Enquanto um currículo deve ser sucinto, com no máximo duas páginas, o perfil no Linkedin permite um pouco mais de flexibilidade e detalhes, porém sem exageros. Além disso, há alguns recursos que podem agregar valor à sua experiência.
    Recomendações
    Se tiver a oportunidade, peça para que pessoas do sua rede recomendem você em alguma atuação que tenha sido relevante, isso aumenta a credibilidade do seu perfil.
    Atividades extras
    Inclua suas experiências fora do mercado de trabalho, como vivências internacionais, publicações acadêmicas, participação de projetos na empresa, seminários, simpósios ou até mesmo trabalho voluntário. Jamais minta sobre alguma informação, pois o recrutador tem meios para verificar as informações expostas.
    Contribuição com conteúdo
    Seja ativo e relevante para sua rede. Da mesma forma que você pode usufruir de conteúdos interessantes divulgados por seus contatos, sempre que possível compartilhe também conteúdo. No entanto, é preciso ter cautela quando for compartilhar algo. Sempre pense se você compartilharia essa informação com os seus gestores na empresa atual, clientes e equipes. Se não tiver certeza sobre isso, é melhor não compartilhar. O Linkedin deve ter tópicos voltados para o mundo corporativo ou sua área de atuação, nunca itens informais, não é uma rede para postar piadas ou fotos que não agreguem valor para as suas conexões.
    Networking
    Tenha o maior número de conexões possível. O Linkedin possui filtros e geralmente as pessoas só conseguem visualizar até a 3° conexão, ou seja, se você tiver mais pessoas na sua rede aumenta a chance do seu perfil ser visualizado. O mesmo vale para os grupos, participe de grupos ligados à sua área de atuação e interesses, pois as pessoas dos mesmos grupos também conseguirão visualizar o seu perfil em buscas. Mantenha seus contatos ativos também nessa rede, além de seguir amigos e empresas.
    Monitoramento de oportunidades
    De tempos em tempos, é válido verificar vagas que possam ser de seu interesse e enviar o currículo. Também é importante ler artigos ou publicações que possam contribuir para que você seja um profissional melhor aproveitando a oportunidade para interagir com sua rede de contatos comentando ou curtindo algum artigo que lhe agradar aumentando, assim, a visualização do seu perfil.
    Foto
    Utilize uma foto corporativa (nunca deixe sem uma) que consiga transmitir seriedade e profissionalismo. Evite fotos na balada ou com amigos.
    Experiência
    Enumere suas experiências em ordem cronológica inversa, ou seja, do emprego mais recente ou o atual para os mais antigos, deixando mais detalhadas as descrições das três últimas experiências. Organize o texto em tópicos, evitando frases longas, e inclua palavras-chave referentes à sua área, lembre-se que alguns filtros encontrarão o seu perfil por essas palavras.
    Formação profissional e cursos relevantes
    Sempre inclua a sua formação profissional e os cursos de especialização ou outros cursos relevantes para a sua área de atuação, isso ajudará a fazer com que seu perfil seja encontrado.
    Idiomas
    Coloque o nível de fluência nos idiomas. Se isso não estiver claro, você pode ser barrado em algum filtro de busca. Mas cuidado: seja franco quanto à sua fluência. O idioma será testado.
    Dados de contato
    Esteja acessível para suas conexões. Sempre disponibilize um endereço de e-mail ativo, que você olhe com regularidade. Em alguns momentos, vale também fornecer o celular, principalmente se você está em busca de uma recolocação.
    Por fim, em seu perfil, logo abaixo do seu nome coloque algumas palavras-chaves que possam resumir suas principais qualificações. Evite colocar “disponível no mercado” ou “em busca de recolocação”, pois os recrutadores não utilizam essas palavras na busca e, sim, algo como, IRFS, engenheiro de alimentos, SAP, marketing digital etc. – palavras-chave que fazem sentido para a vaga.
    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 04/01/2017).

     

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    Mercado instável: E agora?

    Os desafios e oportunidades que um profissional de RH vivenciará.Imprevistos - 08 de Novembro

    Já parou para pensar que de tempos em tempos o Brasil vive períodos de instabilidade? O que nós, profissionais de RH, podemos fazer em prol da organização onde atuamos e até mesmo de nossas carreiras?

    Nosso primeiro passo deve ser uma avaliação crítica do cenário econômico, situação da empresa frente a esse momento e nossas perspectivas em curto prazo. Após a análise, há duas possibilidades:

    • Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?
    • Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

    Nas duas situações, antes de tudo, é preciso planejamento. Diante de um mercado em crise, temos pouco, ou nenhum direito de errar. Principalmente, quando lidamos com nossa carreira. Pois, na maioria  das vezes, fazemos isso sozinhos, não podendo contar com profissionais que tenham experimentado a mesma situação e possam nos dar direcionamento sobre as melhores decisões a tomar.

    Pensemos então nas possibilidades:

    Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?

    Busque informações sobre sua empresa e as alternativas que o RH poderá apresentar diante da situação.

    Como posso apoiar?

    Que tipo de análise tenho condições de apresentar ao gestor?

    Quais são as possibilidades de redução de impacto sobre as pessoas?

    Onde consigo enxergar redução de custo?

    Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

    Avalie quais suas possibilidades junto ao cenário econômico.

    Como está meu currículo?

    Que empresas não foram tão impactadas pela crise e podem absorver de forma adequada meu perfil?

    Qual a faixa salarial trabalhada pelo mercado nesse momento?

    É melhor procurar oportunidades estando empregado, ou desempregado?

    Se mesmo contra minha vontade eu ficar desempregado, por quanto tempo consigo manter minha saúde financeira caso minha recolocação demore?

    Além da minha área de atuação principal, tenho como avaliar outras áreas?

    Após avaliar todos os fatores, “mãos a obra”!
    Elabore um plano de ação que seja pautado em fontes seguras de informação e ferramentas que possibilitem análises precisas. Seu primeiro desafio será identificá-las. Porém, com os dados em mãos, será possível desenhar os possíveis caminhos a seguir.

    Mensure a evolução e os resultados de cada etapa. É preciso definir se as metas propostas estão sendo alcançadas.

    Para toda proposta, construa um Plano A e um Plano B. Em alguns momentos você só saberá que não deu certo quando estiver no meio do caminho e será importante contar com a possibilidade de redirecionar sua estratégia.

    Amplie seus contatos. Busque no mercado/empresa, pessoas que possam servir como mentores e assessorá-lo no processo.

    Nos momentos de crise aprenda a identificar as oportunidades que são criadas, pois os profissionais se destacam não só por sua capacidade de entregar resultados, mas por sua capacidade de inovação, transformação e potencial para superar os desafios.

    A todo o momento nos deparamos com situações que nos fazem refletir e avaliar novas possibilidades. É preciso saber se realmente estamos preparados para o desafio, encarar de frente e avançar para que tudo dê certo.

    MOVIMENTE-SE!

     

     

     

     

    Este material é de propriedade da Quality Training Assessoria em RH e seu uso fica restrito à utilização interna e/ou com prévia autorização.

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    Sondar sempre o mercado traz ganhos

    Para consultores, conferir constantemente as oportunidades de trabalho, mesmo estando empregado, ajuda o desenvolvimento profissional

    A busca contínua por informações a respeito de oportunidades no mercado de trabalho entre pessoas empregadas é vista por muitos consultores de recursos humanos como importante fator de crescimento profissional. Mais do que medo do desemprego, fazer uma autoanálise de suas potencialidades, acompanhar as mudanças no mercado de trabalho e até crescer profissionalmente são algumas das razões apontadas pelos especialistas para as pessoas se submeterem a processos seletivos, mesmo que estejam exercendo uma função em alguma empresa.

    A consultora e coach Samanta Luchini, que é formada pelo Integrated Coaching Institute, considera que a melhor forma de uma pessoa ter uma avaliação fidedigna de sua real situação profissional é submeter-se a processos de seleção. Segunda ela, isso ocorre entre pessoas que claramente não estão ansiando por trocar de emprego. “Na verdade, querem saber se estão evoluindo ou como são vistas fora do seu ambiente de trabalho. Não deixa de ser um processo de autoanálise em que elas verificam como o mercado avalia as suas competências.”

    No entanto, a coach Angélica Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Coaching, diz que há sim quem busque uma troca de empresa. Segundo ela, busca contínua por uma nova oportunidade entre pessoas empregadas ocorre, sobretudo, por parte daquelas que ela enquadra como high potential.

    “São profissionais de alto potencial, abertos a novidades, a novos desafios, que ficam de cinco a sete anos dentro de uma mesma empresa. Eu diria que de dez analistas, coordenadores, gerentes, diretores e presidentes, seis estão de olho no mercado, verificando a possibilidade de encarar um novo cargo, especialmente se a atual empresa não estiver lhes dando o retorno que almejam. Buscam melhor remuneração, pacote de benefícios ou um upgrade na carreira”, afirma.

    Independentemente de buscar ou não uma nova experiência, Samanta é favorável a uma exposição contínua do currículo no mercado, pois entende que toda a resposta a esse gesto serve para o desenvolvimento do profissional. A pessoa acostumada e integrada a um determinado ambiente profissional não tem condições de saber como reagiria em outra situação e nem como é vista fora da empresa, defende a coach.

    “Às vezes o profissional está há 15 anos num mesmo emprego e fica apavorado com a possibilidade de passar por um processo de seleção. Mostro a essa pessoa que ela não tem de temer nada. Pelo contrário, a entrevista de emprego vai contribuir para o seu crescimento, mesmo que a resposta seja negativa. Por isso, aconselho que todos se submetam a entrevistas de emprego pelo menos duas vezes por ano”, diz Samanta.

    O contínuo exercício de exposição ao mercado já garantiu melhores empregos e até mudança de profissão. “Lembro de um profissional que, depois de se submeter a várias entrevistas, virou entrevistador, porque ele aprendeu a conduzir uma boa entrevista de emprego, o que não se aprende na faculdade”, conta. “Por isso, sempre digo para as pessoas não sondarem o mercado apenas quando estão insatisfeitas com o atual emprego ou quando ficam desempregadas.”

    Sondagem. A coordenadora de marketing Ellen Freire Melo, de 35 anos, garante que nos seus mais de 12 anos de carreira sempre procurou ficar atualizada com o que o mercado de trabalho exige e oferece. “Meu comportamento é esse, ficar o tempo todo sondando o mercado, conferindo as novidades e tudo o mais, independentemente de estar empregada ou não. Afinal, a concorrência na minha área é muito grande”, diz.

    Em consequência desse comportamento, Ellen não está ansiosa por estar no momento em que busca uma nova colocação. Para ela, o próprio mercado exige essa prática de estar sempre procurando saber como está o seu setor. “O pessoal de recursos humanos está sempre ligado nas redes sociais. As agências de publicidade procuram preencher suas vagas de olho, principalmente, no LinkedIn e no Facebook. E o mercado é muito dinâmico, mudando a todo momento.”

    Para ela, não basta fazer cursos de atualização a toda hora, aperfeiçoar o inglês e adequar o currículo às novas exigências do mercado. “Você tem mesmo de ficar antenado o tempo inteiro, para não ficar fora do mercado. Tem de fazer cursos de reciclagem, assistir a palestras, comparecer a seminários e ficar atento a novas propostas que possam agregar melhor qualidade de vida e bem-estar para você e sua família.”

    Ellen acha fundamental que as pessoas ativem e ampliem o respectivo networking não só quando estão desempregadas. “O certo é fazer isso sempre para ter visibilidade. E é exatamente isso que tenho constatado na minha rede de relacionamento. Meus amigos e parentes empregados estão sempre se mexendo, atualizando os currículos no LinkedIn, buscando novas informações sobre suas áreas de atuação, preparando-se para sair ou não da zona de conforto.”

    Curiosidade. Por conhecer pessoas que encontraram empregos melhores mesmo estando numa boa fase na empresa a que estavam ligadas, a consultora Samanta aponta a persistência na pesquisa de emprego como algo bastante produtivo. Ela considera difícil definir o perfil desses profissionais. Porém, diz que pelos casos que acompanha, são pessoas com inconformismo construtivo e com maior nível de curiosidade e flexibilidade.

    Outra boa razão para sempre estar de olho num possível novo emprego é evitar o nível de tensão que sempre acompanha os primeiros meses numa nova jornada de trabalho. “É justamente o temor de passar por esses primeiros meses que faz com que muitas pessoas se acomodem, evitando enfrentar novos desafios até mesmo quando estão insatisfeitas com o trabalho ou empresa em que estão.”

    (Originalmente publicado em 11/01/2015  na coluna Radar de Emprego do Estadão)

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    Perdeu o emprego? Cinco dicas para buscar um novo trabalho.

    Especialista em transição de carreira de altos executivos, José Augusto Minarelli dá dicas práticas para quem está à procura de um emprego

     

    Por Ariane Abdallah | epocanegocios.com.br

    “Vestir a camisa” para vender seu produto. Esta é a sugestão do conselheiro de carreira José Augusto Minarelli para quem foi demitido ou pediu para sair da empresa em que trabalhava. O produto, no caso, é você. A ideia é que aproveite o tempo livre para procurar um emprego com a mesma dedicação de quem é pago para fazer expediente em período integral. Essa é a orientação que o especialista dá a seus clientes (presidentes de organizações, diretores e alto gerentes) há mais de 30 anos. Autor de dez livros, entre eles Networking e O jogo da transição, Minarelli criou um método que consiste em marcar encontros com o maior número possível de pessoas que possam, direta ou indiretamente, ajudá-lo a conseguir o que quer. Nessa hora, mergulhe na agenda de contatos, mas esqueça o envio de currículo por e-mail ou por telefone. Peça cafés, reuniões ou se ofereça a uma visita, mesmo que de 5 minutos. “Pessoalmente, você pode influenciar o outro com mais eficiência, pois cria um registro afetivo nele”, afirma. A seguir, o passo a passo que pode ocupar seus próximos dias.

    1. Saiba com quem está falando
    Há dois tipos de pessoas com quem deve se encontrar: aquelas com poder de contratação, que são poucas, as que Minarelli chama de “pessoas-fim”; e a grande maioria que não tem esse poder, mas pode levá-lo a quem tem. São as “pessoas-meio”. O contato com ambos interessam nesse momento.

    2. Respeite a regra do mercado: problema se troca por solução
    Quem está em busca de um trabalho, deve se apresentar como uma solução à demanda do setor que pretende integrar. Se, em vez disso, a pessoa chega a um potencial empregador com uma postura de vítima, falando mal do antigo chefe, reclamando da situação atual, desanimado, estará se apresentando como um problema. Portanto, evite essa postura. Seja positivo.

    3. Vá direto ao ponto
    Resuma sua história de vida e torne-a interessante. Começar a contar toda sua biografia desde a infância, listando acontecimentos em ordem cronológica só vai dar sono no interlocutor – ou deixá-lo irritado, se for alguém muito ocupado, que gentilmente abriu alguns minutos na agenda para lhe receber.

    Fale pouco sobre o passado (algo como “não esperava perder o emprego, foi um susto, mas já superei”) e também sobre o presente (basta um “estou bem”). Dedique o resto da conversa ao que interessa: o que pretende de agora em diante. Seja direto. Comece com algo como: “Estou em busca de um novo emprego de diretor de Recursos Humanos em indústria”.

    4. Apresente ou atualize sua imagem
    Mesmo que esteja conversando com alguém que já conhece de longa data, relembre suas principais experiências e conte as novidades dos últimos anos. Por exemplo, cursos de especialização, cargos e responsabilidades que assumiu na empresa anterior.

    Em seguida, explique por que alguém deveria lhe contratar. “Me considero capaz e preparado para…” e descreva, como se organizasse em tópicos, suas especialidades e interesses. Se estiver conversando com uma pessoa-fim, o papo acaba em seguida, quando você se coloca à disposição de um próximo contato. Já com pessoas-meio, a conversa continua.

    5. Use a técnica C.O.I.S.A. 
    Minarelli batizou seu método com as iniciais da palavra COISA para facilitar a memorização. Cada letra lembra um dos objetivos da interação que se segue ao papo preliminar.

    C: conselho. Depois de expor suas intenções, peça um conselho ao outro. Por exemplo: quem ele indicaria para você falar? Que empresas estariam interessadas no que tem a oferecer?;

    O: orientação. É uma continuação do conselho. O que ele acredita que você deveria fazer em seguida? Como se preparar melhor?;

    I: informações. As respostas que receber são informações sobre o mercado que podem lhe ajudar. Absorva o máximo possível delas. Nunca se sabe quando serão úteis.

    S: sugestão. Faça perguntas ao longo da conversa para estimular a pessoa a esticar a prosa, assim sairá de lá com mais conselhos, orientações e informações;

    A: apresentação. Ao longo da conversa, vai identificar quem são as pessoas-fins que o interlocutor poderia apresentá-lo. Finalize a conversa perguntando se seria possível mediar um contato entre você e estas pessoas.

     Publicado originalmente no site (www.epocanegocios.com.br).

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    Deixar de acompanhar o seu progresso profissional é prejudicial

    Coaching de Carreira - 07 de março

    Fazer um acompanhamento constante do seu progresso é crucial para entender quais são as suas falhas e onde você precisa se esforçar mais.

     

     

    Por Universia | infomoney.com.br

    Não importa qual seja a sua área de atuação, você provavelmente deseja atingir metas e objetivos. Afinal, a principal motivação de um profissional competente deve ser contornar obstáculos e aceitar novos desafios. Porém, algumas pessoas passam muito tempo sem fazer auto avaliações e não sabem, de forma concreta, o quanto já progrediram em seus projetos.

    Isso acontece porque muitos têm mede de perceber que estão indo para a direção errada, ou que não avançaram o quanto imaginavam. Esse tipo de decepção pode ser muito forte em alguns profissionais e, ao invés de animá-los, pode deixá-los desanimados e com vontade de desistir. E o pior: geralmente, as pessoas que mais precisam de auto análise são as que menos fazem isso.

    Fazer um acompanhamento constante do seu progresso é crucial para entender quais são as suas falhas e onde você precisa se esforçar mais. Quando você descobre onde está errado, é necessário sair da zona de conforto e mudar a sua forma de trabalhar. Por mais desanimador que isso seja, é essa mudança de paradigma que irá deixá-lo mais próximo do sucesso.

    Além disso, acompanhar o andamento do seu trabalho é a melhor maneira de não entregar resultados ruins. É muito melhor que você veja, com antecedência, que o seu trabalho não está bom, do que perceber isso pouco antes da data limite de entrega.

    Se você ainda não se sente preparado para acompanhar de perto seu desempenho, uma solução para isso é pedir para que um amigo de confiança faça isso por você. Peça para que ele seja honesto em relação ao seu trabalho e diga onde você está errando e em que aspectos deve melhorar. Mas fique atento: a pessoa deve ser alguém que entenda a sua área de atuação e seja realmente de confiança. Senão, você corre o risco de piorar ainda mais o seu trabalho.

    Perceber que você está fazendo as coisas de maneira errada pode ser doloroso, à princípio. Porém, depois que os resultados positivos começarem a aparecer, você verá que são essas auto análises que irão ajudá-lo a ser um profissional de sucesso. Não tenha medo de assumir seus erros, acompanhe o seu progresso profissional e fique mais próximo de atingir os seus objetivos.

    Pense nisso!

     Publicado originalmente no site (www.infomoney.com.br).

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    Atenção aos Detalhes!!!!

    Indo um pouco além do esperado

     Home Office

     Por Evaldo Costa | rh.com.br

    Quando se deseja fazer diferença na vida, a pessoa não deve preocupar-se tanto com as coisas grandes, mas sim redobrar a atenção com os detalhes, pois são os pequenos acontecimentos que fazem a grande diferença na vida dos vencedores.

    O sucesso não é obra do acaso, mas sim de muita disciplina, foco, conhecimento, habilidade e atitude. Querer vencer na vida sem se preparar adequadamente, é o mesmo que desejar acertar na loteria sem jogar. Pode até ser possível, afinal de contas pode-se encontrar um cartão premiado, mas convenhamos: é muito mais difícil, não é mesmo?

    Porém, a falta de atenção as pequenas coisas, não é o único responsável pelo insucesso das pessoas. Há também o fator pressa. Vivemos em uma sociedade desvairada por tempo. O trabalhador dos grandes centros urbanos vive correndo, em busca de tempo para cumprir tantos compromissos. Não há tempo para o café da manhã, almoço e o jantar com a família, é cena rara, atualmente. As mulheres terminam a maquiagem enquanto dirigem seus automóveis ou até mesmo nos transportes públicos.

    Caminha-se apressadamente pelas ruas, e se há necessidade de contatar alguém, digita-se uma mensagem no celular durante os deslocamentos, pois até para falar ao telefone já não se encontra a mesma disponibilidade do passado. As pessoas se acostumam com a pressa e com o tempo ela acaba incorporando ao estilo de vida.

    Parece que as pessoas estão mais preocupadas com a quantidade de atividades que pratica, do que com a qualidade delas. Por exemplo, não raro ao iniciar um novo projeto, não se toma os devidos cuidados. Tenta-se implementar muitas coisas ao mesmo tempo, quando o ideal seria consolidar uma etapa de cada vez, como se faz, por exemplo, ao subir uma escada.

    Isso ocorre com todos aqueles que imaginam que os resultados ótimos podem ser construídos do dia para a noite. Que o sucesso é resultado da velocidade e não da precisão de suas ações. Gente que quer falar um novo idioma em três ou quarto meses, que se deixam levar por falsas ilusões, que desejam facilidade, que pensam que basta pagar e terá tudo que mais deseja. Ledo engano, pessoas assim se esquecem de que o cérebro necessita de tempo para absorver novos conhecimentos, assim como a natureza precisa dele para germinar sementes e produzir alimentos.

    Os vencedores sabem onde desejam chegar, mas aprendem desce cedo a diferenciar pressa de eficiente. Não se deixam iludir com muitas atribuições, focam um único ponto e concentram as suas energias nele. São grandes observadores da natureza, e dela retiram o aprendizado para nortear as suas ações. Sabem que colherão o que plantarão, daí o compromisso deles com os detalhes.

    Durante mais de quarto décadas convivi com muitos campeões de vendas. Todos eles tinham algo em comum. Por exemplo, sempre entregavam mais do que os clientes esperavam receber, e não se deixavam levar pelas promessas de resultados fáceis. Eles são coerentes, verdadeiros, éticos e usam os detalhes como se fossem os degraus da escada que os conduzirão ao sucesso.

    Uma vez, em uma reunião ouvi um jovem principiante na profissão indagar ao seu líder, uma pessoa madura e bem-sucedida na profissão, o que ele teria que fazer para vencer na carreira que estava iniciando. Daí, foi aconselhado a se ater aos detalhes.

    Sem entender muito bem, solicitou ao líder que desse um exemplo. Então, o mestre virou-se para os presentes na sala e indagou: “Quem aqui atende muito bem os seus clientes?”. Todos levantaram as mãos. Logo, voltou a perguntar “Quem aqui conhece pelo menos um colega que não trata muito bem os seus clientes?”. Todos voltaram a levantar as mãos. Ele concluiu: “Alguém deve estar se enganando”. E concluiu: “Isso se chama atenção aos detalhes”.

    Pense nisso!

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Precisa-se de talentos!!!

    Precisa-se de talentos - 10 de Janeiro
    Requisito: Ter Visão de Futuro

     

     

     Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    O ato de errar já é reconhecido pelas empresas como parte do processo de aprendizagem. Contudo, fazer o uso certo desse momento é que fará o erro tornar-se positivo ou não tanto, para o campo profissional e até mesmo pessoal do talento. A leitura de como o indivíduo interpreta a experiência vivenciada fará com que ele trilhe novos caminhos e abra um leque novo para novas experiências e uma possível carreira bem-sucedida e que venha atender tanto às expectativas dele, enquanto pessoa, como também da empresa que se prestou a investir no desenvolvimento dele.

    Para o empresário e escritor Célio Antunes, que recentemente lançou o livro: Carreira 360 Graus, Gente Editora, estudar o futuro é uma ciência muito importante e valorizada por muitas organizações, pois a vida do ser humano passou a ser direcionada, não no momento presente, mas sim nos fatores futuros que determinarão os resultados daquilo que pretendemos conquistar. Para alguns, isso pode parecer um momento filosófico, mas para Célio Antunes, encontra-se exemplificado na metodologia em que ele denomina de VCC – Visão de Ciclo Completo, que parte do princípio de que é preciso imaginar – por antecipação – tudo o que queremos construir nesta vida. “Na realidade, trata-se de um exercício mental em que você monta diferentes cenários futuros e analisa os impactos resultantes destes cenários”, explica.

    Em entrevista ao Rh.com.br, Antunes apresenta os argumentos que o levaram a defender esse ponto de vista e que culmina na estruturação de um Profissional 360 Graus, caracterizado por ter uma visão intraempreendedora e ser arduamente desejado pelas empresas da Era Digital.

    Confira a entrevista na íntegra e aproveite a leitura.

    RH.com.br – Em seu livro “Carreira 360 Graus”, o senhor afirma que o profissional do século 21 sente-se perdido, para se tornar o líder que as organizações tanto desejam. O que o levou a essa conclusão?

    Célio Antunes – Não só as informações estão abundantemente disponíveis, mas também a quantidade de soluções e as novas tecnologias surgidas nesta Era Digital. Isto propicia uma grande possibilidade de se fazer uma revolução na forma de gerir as empresas, e não é só a tecnologia que propicia esta revolução. Qual deve ser a atitude do novo líder perante todos estes desafios? Se não houver uma atitude intraempreendedora, proativa dentro das empresas, todo este potencial não será desenvolvido. E é isto o que estou pregando no meu livro, que os verdadeiros líderes tomem atitudes, promovam as transformações e implementem as inovações que as empresas estão precisando, não perdendo grandes oportunidades neste novo século. Muitas vezes a comunicação dentro das empresas não é clara. Então, o profissional não sabe se pode ou não propor mudanças e inovações, não sabe se atravessará algum sinal vermelho ou irá ferir susceptibilidades. Acredito bastante que o meu livro pode ser um bom guia para todas aquelas empresas que queiram incentivar o intraempreendedorismo proativo e dar liberdade para as pessoas colocarem as suas ideias na prática.

    RH – Esse sentimento de incerteza dos profissionais tende a aumentar ou logo os talentos conseguirão ter uma melhor visão de futuro?

    Célio Antunes – Ao desenvolver uma visão 360 graus sobre a empresa, o profissional terá cada vez mais segurança ao conhecer o processo produtivo da empresa e, então, poderá propor inovações e melhorias, dentro do que a empresa precisa e espera dele. Acredito firmemente que, quando as pessoas se interessam em compreender todos os desafios que a sua organização enfrenta e procuram aplicar o seu conhecimento técnico na solução destes desafios, o sentimento de incerteza desaparece e surge o entusiasmo para conseguir realizar coisas.

    RH – Que profissional as empresas tanto procuram, mas encontram dificuldade para captar?

    Célio Antunes – Os profissionais intraempreendedores proativos e com brilho nos olhos, que se sentem realizados por entregarem um trabalho bem feito e que traga significado para suas vidas e suas carreiras. Esses, sem dúvida alguma são os mais procurados e os chamo de profissionais extraordinários. Claro que é difícil captar estes profissionais, mas o que eu sinceramente espero é que ao lerem o meu livro eu esteja incentivando o surgimento destes profissionais intraempreendedores extraordinários. E posso afirmar com toda segurança que os resultados que eu mesmo tenho obtido nas minhas empresas têm sido extraordinários. Senti o brilho nos olhos e a proatividade nascer em vários profissionais que já pareciam apáticos. Tem sido impressionante o que estou vivenciando, não imaginava a revolução que iria acontecer em tão pouco tempo.

    RH – A solução para reduzir essa busca por profissionais extraordinários as não estaria em investir nos chamados high potentials?

    Célio Antunes – Eu acredito em despertar os high potentials. Quando o profissional sabe que existe espaço para ser extraordinário poderá desabrochar todo o seu potencial, basta que haja uma indicação e uma comunicação clara de abertura por parte da empresa. E estando o profissional preparado para empreender e tendo desenvolvido uma visão clara da atuação da empresa no mercado, pode então desenvolver todo o seu potencial de realização.

    RH – Sua linha de trabalho defende que os profissionais precisam ter uma VCC – Visão de Ciclo Completo, que resultará no desenvolvimento da carreira. O que isso significa na prática?

    Célio Antunes – Tudo o que fazemos na vida, se não for precedido de uma visão 360 graus do movimento das coisas, poderá acarretar em perda de tempo e prejuízo em muitos casos. É preciso traçar vários cenários futuros para todas as coisas e isto, por sua vez, se faz com muito estudo e observação dos movimentos à sua volta. Desta forma o profissional que desenvolve esta visão estudou os movimentos de casos de sucesso e insucesso. É importante também estudar os insucessos, uma grande fonte de aprendizado, pois assim o profissional vai pisando em terreno seguro e tomando atitudes que farão sua carreira ser bem-sucedida, procurando errar o menos possível. Errando menos, acertamos mais. Afinal, como se diz, “errar é humano” e não podemos nos preocupar com os erros, pois eles são grandes aprendizados para nós. Só precisamos, como falei, acertar mais que errar, que conseguiremos seguir em frente.

    RH – Quais as principais características da Visão de Ciclo Completo?

    Célio Antunes – A VCC parte do princípio de que nós temos de imaginar por antecipação tudo o que queremos construir nesta vida. Na realidade, trata-se de um exercício mental em que você monta diferentes cenários futuros e analisa os impactos resultantes destes cenários. Tudo isso antes de colocar algo em prática. A Visão de Ciclo Completo é um hábito, quanto mais você tenta entender a mecânica do mundo, a história dos países, das empresas e das pessoas, mais você desenvolve a sua VCC, construindo mentalmente cenários futuros e podendo enxergar muitas possibilidades e decidir por aquele caminho com o melhor resultado e menor risco.

    RH – A VCC é recomendada para ser aplicada em que fase da vida profissional e independentemente do segmento de atuação?

    Célio Antunes – Qualquer pessoa em qualquer atividade, em qualquer momento e em qualquer lugar do mundo, pode desenvolver a VCC tanto para a sua vida pessoal como profissional. O maravilhoso disto tudo é entender o passado, compreender o que acontece no presente e enxergar as múltiplas possibilidades do futuro. Cada vez mais estudar o futuro é uma ciência muito importante e valorizada por muitas empresas, pois nossa vida vai ser vivida no futuro. As maiores empresas do nosso país e do mundo gastam milhões para conseguir enxergar o futuro, pois é lá que elas irão ganhar ou perder.

    RH – Como se aplica a Visão de Ciclo Completo na prática?

    Célio Antunes – Sem estudar muito qualquer coisa não se consegue desenvolver a VCC na prática, qualquerBusiness Plan – plano de negócios – pressupõe enxergar o futuro e colocar no papel um projeto. Assim alguém poderá motivar-se a investir algum dinheiro naquilo, porém sem antes testar exaustivamente todas as premissas elencadas no projeto. Eu falo no meu livro de um amigo que queria investir numa franquia de restaurante e com analises até simplistas mostrei para ele que o negócio não era viável, e realmente não o foi no futuro naquele mesmo ponto. Poucos sabem, mas eu trabalhei num restaurante que o meu pai teve e até nem cheguei a comentar isto no livro. Então, consegui atestar uma opinião segura, porque conhecia bem o ramo e então podia enxergar na minha VCC o que poderia acontecer naquele negócio. Digo outra vez então – sem estudar muito qualquer coisa não se consegue desenvolver a VCC na prática.

    RH – Fatores como estilos de vida e a forma como o talento percebe as dificuldades que se apresentam em sua jornada, são determinantes para o futuro da carreira?

    Célio Antunes – Só conseguimos tomar boas decisões se estamos com a cabeça em paz para pensar e acredito que estar em paz – isto dá um outro livro – é uma outra ciência. Acredito que a paz aparece quando conseguimos estar em equilíbrio em nossa vida, tanto no aspecto saúde, por meio da boa nutrição e atividades físicas, quanto no se sentir pleno e realizado em sua vida, ter aproveitado cada minuto para se aperfeiçoar e não ter perdido muitas oportunidades nesta vida. Bem, paz é um assunto complexo, não dá para exprimir em poucas palavras.
    Mas o seu estilo de vida e o seu estado de consciência sobre o que passa em sua vida – a VCC da sua vida – podem realmente determinar o futuro de sua carreira. Pois, se você tem paz para pensar sobre sua vida e equilíbrio para perceber as reais dificuldades de sua jornada, aplicando a VCC em tudo isto, pode perceber que em determinado momento você está acumulando experiências. E em outro determinado momento estará utilizando as experiências adquiridas para dar um grande impulso em sua carreira, enxergará também em outro momento se o seu potencial poderá ser mais bem explorado em outra empresa ou em outro ramo de atividade. Sempre é preciso atitude, mas sem paciência não chegamos a lugar algum e uma coisa boa que a VCC me trouxe é a paciência, pois se você enxerga um bom futuro, é só uma questão de tempo para chegar lá.

    RH – Que benefícios essa metodologia proporciona aos profissionais?

    Célio Antunes – Sem dúvida, saber para onde se está caminhando, além de confortável, é muito prazeroso. E com a VCC pode-se imaginar se o futuro é um lugar agradável, assim será uma caminhada segura e de realizações.

    RH – Em sua opinião, qual a armadilha que mais encanta as pessoas e que traz danos que marcam uma trajetória profissional?

    Célio Antunes – A principal armadilha é largar um projeto no meio do caminho, em troca de um pouco mais de salário, em outro lugar. O indivíduo precisa construir uma história de realizações em sua vida e sempre precisamos de tempo para isto. Não dá para ficar um ano em cada empresa para conseguir realizar algo. E o que acontece de terrível é que num futuro próximo o currículo destas pessoas será excluído no início dos processos seletivos, pois não terão nem oportunidade para falar para alguém que possuem algum conhecimento especial. Na verdade, deram prejuízo por onde passaram, pois não é barato contratar alguém, treiná-lo e aculturá-lo na organização, porque quando vão começar a dar resultados, pedem a conta e vão embora. Só que em poucos anos estão excluídos dos processos seletivos. Já tive a oportunidade de nas minhas palestras, ser procurado no final por pessoas nesta situação e que se arrependeram desta atitude, não pararam para pensar nem um pouco na VCC de sua carreira. Espero que o meu livro ajude as pessoas antes delas tomarem más decisões precipitadas em suas carreiras.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Começa o ano, o que temos para 2014???

    Começa o ano - 17 de JaneiroVejamos quais as áreas mais requisitadas e como o inglês vem influenciando nas contratações.

     

    Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e a mão de obra  ainda em qualificação, se fazem  necessários alguns requisitos básicos para a alavancagem profissional e melhora salarial. Neste contexto os profissionais que tiverem habilidades e competências terão vantagem no mercado de trabalho. Algumas exigências que as empresas solicitam são:  bom raciocínio lógico, capacidade de resolução de problemas e ótima comunicação. Neste cenário, os idiomas são fundamentais, tanto para a desenvoltura na carreira como para a alavancagem profissional, sendo assim o idioma inglês um diferencial. A influência das multinacionais no país também requer o uso do idioma, assim como as empresas brasileiras que querem atuar no exterior.

     O que se nota hoje no mercado, é uma carência muito grande de profissionais com fluência no inglês, bem como, com baixa qualificação. Cursos técnicos continuarão valorizados, visto que eles têm uma amplitude maior, oferecem uma formação sólida e um conhecimento técnico aprofundado.

    Verificamos que as carreiras mais promissoras em nossas pesquisas, são as voltadas para os seguintes segmentos: Petróleo e Gás, Infraestrutura (construção civil, logística e telecomunicações), Serviços, Turismo, Hotelaria e Tecnologia da Informação. O  varejo responde pela maioria das oportunidades ofertadas no mercado. Funções estratégicas no mercado financeiro e e-commerce também estão despontando. Além das já citadas ainda temos as ligadas ao Marketing, Engenharia, Atuários, Contadores, Geofísicos e Economistas.

    Com a escassez de talentos o recrutamento e seleção se tornou muito competitivo para as profissões relacionadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Estas são especializações, na qual o inglês se tornou  um diferencial nas contratações e na evolução da carreira. O que se trata hoje em dia é uma relação globalizada, sendo o inglês a língua mais utilizada, tanto nas relações comercias quanto nas relações técnicas, gerando assim uma vantagem salarial e ascensão profissional.

    Texto de autoria de Marisa Ayub, Diretora da Quality Training RH.

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    Gestão da Mudança


    Liderança pelo Exemplo - 18 de OutubroComo transformar adversidades em oportunidades.

     

     

     Por André Dametto | rh.com.br

    O uso da competência Gerenciamento de Projetos é cada vez mais comum nas organizações. Muitas empresas incorporaram esta disciplina gerencial como forma de inovar seus negócios, processos, produtos e modelos de Liderança. Apesar de ser notório o avanço das ferramentas técnicas, tais como cronogramas e orçamentos, grande parte dos projetos ainda termina com atraso e custando mais do que o orçamento inicial. De acordo com pesquisa do Stevens Institute, 85% dos projetos não cumprem o prazo, 70% superam o custo esperado, sendo que taxas de 200 a 300% não são incomuns.

    Resta, então, uma pergunta: como podem os projetos ainda apresentarem tantas falhas dada a existência de tantas ferramentas técnicas e gerencias? A pergunta já traz em si a resposta: todos sabemos que projetos são feitos por pessoas e para pessoas. Então, é de se esperar que os fatores humanos sejam a principal alavanca, ou ofensor, na gestão de um projeto. Segundo pesquisa de Benchmarking do Project Management Institute Brazil, a principal causa de problemas em projetos é a falta de comunicação, atingindo 76% dos projetos analisados. Dada à importância do fator humano (ou soft) é importante que ele seja tão bem gerenciado quanto o aspecto técnico (ou hard) nos projetos.

    A fim de equilibrar fatores hard e soft na Gestão de Projetos, a Gestão de Mudanças revela-se como sendo a competência (conhecimentos, atitudes, ferramentas e práticas) para alcançar e superar os objetivos dos projetos, transformando adversidades em oportunidades. Dentre estas práticas de “gestão com equilíbrio” destacam-se: o mapeamento das pessoas afetadas pela mudança (stakeholders), a identificação e a preparação do líder apoiador mais adequado para engajar estes stakeholders, além das ações de comunicação, treinamento e alinhamento constantes em todas as fases do projeto.

    Uma dica para começar a incorporar esta competência no dia a dia dos seus projetos é reconhecer a mudança como um processo, entendendo que a implementação da mesma é apenas a parte final da transição. Antes dela, existem duas fases fundamentais: o reconhecimento da necessidade da mudança e o diagnóstico da mesma. Esta análise se dá em relação a aspectos como pessoas envolvidas, grau de resistência das mesmas, velocidade necessária de evolução, dentre outros quesitos.

    Assim como um avião precisa de combustível (força positiva) e vento contra (força negativa) para decolar, é somente neste equilíbrio de forças que as mudanças organizacionais em um projeto serão sustentadas. Outra recomendação é avaliar se as forças positivas sobrepõem às forças negativas.

    Os resultados do investimento em ações de Gestão de Mudança são notórios. Segundo a consultoria britânicaChangefirst, para cada R$ 1 investido há um retorno médio de R$ 6,50. A pesquisa Best Practices in Change Management revelou que 95% dos projetos pesquisados afirmam ter atingido ou excedido os objetivos quando realizaram uma Gestão da Mudança bem estruturada, contra 16% de sucesso em projetos sem este cuidado. E você, gostaria de obter mais informações sobre o conceito ou ainda está resistindo ao mesmo? Entre em contato, vamos trocar ideias, pois minha missão é apoiar pessoas e organizações a transformar sonhos em realidade.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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