0

Como criar um perfil mais eficaz no Linkedin?

Os cuidados que vão ajudá-lo a construir um bom currículo online.

Carreira - 14 de março

O volume de currículos que um recrutador recebe diariamente é muito grande e estudos indicam, que este profissional leva em média seis segundos para decidir se aquele CV vai seguir adiante ou não. Por isso, o currículo deve ser bem escrito e as informações mais relevantes precisam saltar aos olhos do headhunter.

Em um mundo cada vez mais digital, o currículo on-line passa a ser o perfil no Linkedin – que também requer cuidados. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos práticos para deixar seu perfil mais atraente aos olhos do headhunter.
Diferencial do Linkedin
A grande vantagem desta rede é que não há limitação de espaço. Enquanto um currículo deve ser sucinto, com no máximo duas páginas, o perfil no Linkedin permite um pouco mais de flexibilidade e detalhes, porém sem exageros. Além disso, há alguns recursos que podem agregar valor à sua experiência.
Recomendações
Se tiver a oportunidade, peça para que pessoas do sua rede recomendem você em alguma atuação que tenha sido relevante, isso aumenta a credibilidade do seu perfil.
Atividades extras
Inclua suas experiências fora do mercado de trabalho, como vivências internacionais, publicações acadêmicas, participação de projetos na empresa, seminários, simpósios ou até mesmo trabalho voluntário. Jamais minta sobre alguma informação, pois o recrutador tem meios para verificar as informações expostas.
Contribuição com conteúdo
Seja ativo e relevante para sua rede. Da mesma forma que você pode usufruir de conteúdos interessantes divulgados por seus contatos, sempre que possível compartilhe também conteúdo. No entanto, é preciso ter cautela quando for compartilhar algo. Sempre pense se você compartilharia essa informação com os seus gestores na empresa atual, clientes e equipes. Se não tiver certeza sobre isso, é melhor não compartilhar. O Linkedin deve ter tópicos voltados para o mundo corporativo ou sua área de atuação, nunca itens informais, não é uma rede para postar piadas ou fotos que não agreguem valor para as suas conexões.
Networking
Tenha o maior número de conexões possível. O Linkedin possui filtros e geralmente as pessoas só conseguem visualizar até a 3° conexão, ou seja, se você tiver mais pessoas na sua rede aumenta a chance do seu perfil ser visualizado. O mesmo vale para os grupos, participe de grupos ligados à sua área de atuação e interesses, pois as pessoas dos mesmos grupos também conseguirão visualizar o seu perfil em buscas. Mantenha seus contatos ativos também nessa rede, além de seguir amigos e empresas.
Monitoramento de oportunidades
De tempos em tempos, é válido verificar vagas que possam ser de seu interesse e enviar o currículo. Também é importante ler artigos ou publicações que possam contribuir para que você seja um profissional melhor aproveitando a oportunidade para interagir com sua rede de contatos comentando ou curtindo algum artigo que lhe agradar aumentando, assim, a visualização do seu perfil.
Foto
Utilize uma foto corporativa (nunca deixe sem uma) que consiga transmitir seriedade e profissionalismo. Evite fotos na balada ou com amigos.
Experiência
Enumere suas experiências em ordem cronológica inversa, ou seja, do emprego mais recente ou o atual para os mais antigos, deixando mais detalhadas as descrições das três últimas experiências. Organize o texto em tópicos, evitando frases longas, e inclua palavras-chave referentes à sua área, lembre-se que alguns filtros encontrarão o seu perfil por essas palavras.
Formação profissional e cursos relevantes
Sempre inclua a sua formação profissional e os cursos de especialização ou outros cursos relevantes para a sua área de atuação, isso ajudará a fazer com que seu perfil seja encontrado.
Idiomas
Coloque o nível de fluência nos idiomas. Se isso não estiver claro, você pode ser barrado em algum filtro de busca. Mas cuidado: seja franco quanto à sua fluência. O idioma será testado.
Dados de contato
Esteja acessível para suas conexões. Sempre disponibilize um endereço de e-mail ativo, que você olhe com regularidade. Em alguns momentos, vale também fornecer o celular, principalmente se você está em busca de uma recolocação.
Por fim, em seu perfil, logo abaixo do seu nome coloque algumas palavras-chaves que possam resumir suas principais qualificações. Evite colocar “disponível no mercado” ou “em busca de recolocação”, pois os recrutadores não utilizam essas palavras na busca e, sim, algo como, IRFS, engenheiro de alimentos, SAP, marketing digital etc. – palavras-chave que fazem sentido para a vaga.
(Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 04/01/2017).

 

  • Categorias: Aprendizado, Assessoria RH, Carreira, Competitividade, Comportamento, Comunicação, Contratação, Empresas, Executivos, Mercado, Mercado de Trabalho, Profissional, Quality Training RH, Recolocação Profissional, Recursos Humanos, Trabalho
  • 0

    Mercado instável: E agora?

    Os desafios e oportunidades que um profissional de RH vivenciará.Imprevistos - 08 de Novembro

    Já parou para pensar que de tempos em tempos o Brasil vive períodos de instabilidade? O que nós, profissionais de RH, podemos fazer em prol da organização onde atuamos e até mesmo de nossas carreiras?

    Nosso primeiro passo deve ser uma avaliação crítica do cenário econômico, situação da empresa frente a esse momento e nossas perspectivas em curto prazo. Após a análise, há duas possibilidades:

    • Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?
    • Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

    Nas duas situações, antes de tudo, é preciso planejamento. Diante de um mercado em crise, temos pouco, ou nenhum direito de errar. Principalmente, quando lidamos com nossa carreira. Pois, na maioria  das vezes, fazemos isso sozinhos, não podendo contar com profissionais que tenham experimentado a mesma situação e possam nos dar direcionamento sobre as melhores decisões a tomar.

    Pensemos então nas possibilidades:

    Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?

    Busque informações sobre sua empresa e as alternativas que o RH poderá apresentar diante da situação.

    Como posso apoiar?

    Que tipo de análise tenho condições de apresentar ao gestor?

    Quais são as possibilidades de redução de impacto sobre as pessoas?

    Onde consigo enxergar redução de custo?

    Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

    Avalie quais suas possibilidades junto ao cenário econômico.

    Como está meu currículo?

    Que empresas não foram tão impactadas pela crise e podem absorver de forma adequada meu perfil?

    Qual a faixa salarial trabalhada pelo mercado nesse momento?

    É melhor procurar oportunidades estando empregado, ou desempregado?

    Se mesmo contra minha vontade eu ficar desempregado, por quanto tempo consigo manter minha saúde financeira caso minha recolocação demore?

    Além da minha área de atuação principal, tenho como avaliar outras áreas?

    Após avaliar todos os fatores, “mãos a obra”!
    Elabore um plano de ação que seja pautado em fontes seguras de informação e ferramentas que possibilitem análises precisas. Seu primeiro desafio será identificá-las. Porém, com os dados em mãos, será possível desenhar os possíveis caminhos a seguir.

    Mensure a evolução e os resultados de cada etapa. É preciso definir se as metas propostas estão sendo alcançadas.

    Para toda proposta, construa um Plano A e um Plano B. Em alguns momentos você só saberá que não deu certo quando estiver no meio do caminho e será importante contar com a possibilidade de redirecionar sua estratégia.

    Amplie seus contatos. Busque no mercado/empresa, pessoas que possam servir como mentores e assessorá-lo no processo.

    Nos momentos de crise aprenda a identificar as oportunidades que são criadas, pois os profissionais se destacam não só por sua capacidade de entregar resultados, mas por sua capacidade de inovação, transformação e potencial para superar os desafios.

    A todo o momento nos deparamos com situações que nos fazem refletir e avaliar novas possibilidades. É preciso saber se realmente estamos preparados para o desafio, encarar de frente e avançar para que tudo dê certo.

    MOVIMENTE-SE!

     

     

     

     

    Este material é de propriedade da Quality Training Assessoria em RH e seu uso fica restrito à utilização interna e/ou com prévia autorização.

  • Categorias: Carreira, Competitividade, Comportamento, Comunicação, Curriculo, Emprego, emprego, Empresas, Entrevista de Emprego, Executivos, Liderança Executiva, Mercado, Mercado de Trabalho, Negociação, Planejamento, Política, Profissional, Quality Training RH, Recolocação, Recursos Humanos, Salário, Trabalho, Treinamento
  • 0

    FELIZ 2014!!!!

    Mensagem Feliz 2014

  • Categorias: Assessoria RH, Comunicação, Empresas, Mercado de Trabalho, Recursos Humanos
  • 0

    As dificuldades em lidar com imprevistos

     

    Imprevistos - 08 de NovembroMuitas vezes, é no Departamento de RH que muitas situações de conflito explodem.

     

     

     Por Daniela Maciel | Diário do Comércio

    Situações estressantes, conflituosas e de difícil solução são comuns a qualquer profissional e a qualquer empresa. E é no Departamento de Recursos Humanos que muitas delas explodem. Impactados por uma série de mudanças que nos últimos anos deram aos profissionais de RH uma série de novas atribuições e ampliaram o caráter burocrático do setor para um perfil estratégico, muitos se sentem perdidos e os conflitos começam a aparecer entre o departamento e os demais setores da empresa.

    A Avaliação de Potencial e Perfil (APP) sobre o perfil do profissional de RH brasileiro, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em março passado revelou que boa parte dos profissionais sente dificuldades ao lidar com situações imprevistas e com as próprias emoções. De acordo com os dados sobre a “Capacidade de Priorizar e Trabalhar com Imprevistos”, que avalia o grau de atenção concentrada e indica se o comportamento é dispersivo e se a pessoa consegue estabelecer suas prioridades de trabalhar com imprevistos e emergências, 17,6% revelaram dificuldades de concentração (geralmente geração Y), 29,6% disseram lidar bem com imprevistos e emergências e 52,8% revelaram-se estressados com imprevistos e emergências.

    Já no item “Gestão de Conflitos” que avalia como o profissional reage diante de situações tensas, 25,9% são explosivos em situações de conflito, 36,2% preferem evitar o conflito e 37,9% administram bem as situações de conflito. Quanto ao “Controle das Emoções”, que avalia a habilidade do indivíduo em lidar com suas emoções, 15,3% reprimem suas emoções, 22% revelam ser do tipo “pavio curto” e 62,7% alegam bom controle emocional. E, por fim, em relação ao “Estilo de Comunicação”, que avalia a capacidade que o indivíduo tem para informar com clareza e objetividade, conseguindo manter o grupo inteirado sobre as informações necessárias para o desenvolvimento de seu trabalho, 38,6% revelam boa capacidade de comunicação, 61,4% tendem a se comunicar mal, 13,8% são prolixos e 47,6% são sintéticos.

    Para a Consultora Especialista em RH da AB Consultoria Associados, Sofia Couto, a grande explicação para o número de conflitos está justamente no último item: a comunicação. “Precisamos entender que os conflitos fazem parte do dia a dia das pessoas, seja fora ou dentro das empresas e não são necessariamente ruins. Eles podem trazer reflexões e mudanças importantes. Aí o papel do RH é traduzir as demandas de cada um e ajudar a empresa a direcionar seus esforços em prol de um resultado”, explica Sofia Couto.

    Confira a reportagem na íntegra. Boa leitura!

     Publicado originalmente no Diário do Comércio.

  • Categorias: Assessoria RH, Carreira, Competitividade, Comportamento, Comunicação, Desafios, Profissional, Recursos Humanos, Sem categoria
  • 0

    Discutir política no trabalho não é proibido mas tem de ser feito com cautela

    Karla Santana Mamona

    Discutir o assunto é saudável, porque demonstra que o profissional não é alienado e sabe expor a sua opinião. O segredo é fazer isso de maneira comedida

    SÃO PAULO – Foi dada a largada da disputa eleitoral para prefeito e vereadores em todo o País. Desde 21 de agosto, os canais de televisão e rádio exibem as propagandas eleitorais. O assunto está em voga e não tem como escapar. Entretanto, ao surgir o assunto no ambiente de trabalho é necessário ter cautela.

    Para o diretor de Divisão de Projetos de Outplacement da De Bernt Entschev Human Capital, Vladimir Araujo, discutir o assunto é saudável, porque demonstra que o profissional não é alienado e sabe expor a sua opinião. O segredo é fazer isso de maneira comedida. “A palavra-chave é parcimônia.”

    Ele explica que o profissional só deve perguntar a intenção de voto do colega, se a pessoa se mostrar aberta a falar, pois como o voto é secreto pode soar como falta de educação e indelicadeza.

    A mesma opinião é compartilhada pela diretora-executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub. De acordo com a especialista, o assunto pode debatido, mas com muita discrição. “O profissional não é obrigado a concordar com a opinião do outro, mas tem de entender.”

    O que não pode

    Discutir política não é problema, mas tentar convencer os outros a votar no seu candidato ou chamar o próximo de “ignorante” ou “burro” é proibido e pega mal dentro da empresa. “Não se deve tentar catequizar ninguém”, acrescenta a especialista.

    O profissional também não deve usar camiseta do candidato, distribuir “santinho”, bandeira, canetas, entre outros objetos dentro da empresa, mesmo que ela tenha um ambiente mais informal.

    Em alguns casos, as empresas financiam a campanha política dos profissionais. Nesta situação, o profissional pode, novamente, expor a sua opinião, mas deve respeitar o posicionamento da empresa. “Ele pode dizer, eu não concordo, mas respeito. Mas deve se evitar este embate direto”, finaliza Araujo.

    (Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreira, 27/08/2012)

  • Categorias: Comportamento, Comunicação, Empresas, Política, Profissional, Trabalho
  • 0

    Conheça as sete etapas para dar um feedback ideal

    Por Karla Santana Mamona

    Muitas vezes, por despreparo do gestor, a conversa que tem a intenção de melhorar a situação tem o efeito contrário, ou seja “bota mais lenha na fogueira”

    SÃO PAULO – Dar feedback é uma das várias atividades que devem ser desenvolvidas pelo líder. Ao apontar quais pontos o profissional está acertando e quais devem ser melhorados, o gestor, além de acompanhar o andamento das tarefas, ajuda o profissional a crescer em sua carreira. Na teoria tudo parece fácil, mas na prática a situação é outra. Tem chefe que tem pavor só de pensar que terá de conversar com a sua equipe.

    O especialista em gestão comportamental aplicada ao mundo dos negócios, Luiz Fernando Garcia, explica que muitas vezes, a conversa que tem a intenção de melhorar os fatos tem o efeito contrário, ou seja “bota mais lenha na fogueira”.

    Para que isso não aconteça, ele aconselha que o feedback siga dois princípios: ser descritivo, em vez de avaliativo; e ser específico, em vez de generalista. “Ser descritivo nada mais é que ir direto aos fatos, sem julgamentos à atitude dos outros envolvidos. Dizer aquele equipamento que custou 20 mil reais é melhor que dizer aquele equipamento que custou uma fortuna. Quanto a ser específico, o ideal é que situações em que a outra pessoa tenha agido de maneira inadequada apenas sejam descritas, sem a utilização de termos gerais”.

    Sete passos
    Além dessas destas orientações, Garcia indica que para que o “feedback seja bem dado” é necessário a montagem de um pequeno roteiro. Com os seguintes passos:

    • Preparação: reflita cuidadosamente sobre o que irá falar ao outro, considerando os aspectos positivos e negativos. Preparar-se com antecedência faz com que os fatos mais importantes sejam privilegiados durante o feedback e, com a lembrança dos pontos positivos do outro envolvido, a resistência pode ser quebrada.
    • Escolha o ambiente adequado: a conversa deve ocorrer em um ambiente neutro, de preferência na sala de quem vai receber o feedback, sem que haja interrupções de outras pessoas. O local deve contribuir para que o assunto transcorra com a menor tensão. É fundamental que telefonemas ou secretárias, por exemplo, não interrompam.
    • Definição das regras: o combinado deve ser que enquanto um fala o outro anota as observações e comente depois que o primeiro já tiver terminado. Em seguida, os papeis invertem. Isso é importante porque evita tensão, já que a impulsividade é controlada e há tempo para se assimilar o que foi dito. Quem propôs o feedback deve deixar o outro à vontade para começar, caso prefira.
    • Comece com os pontos positivos: destaque as qualidade de quem ouve, antes de cobrar algo. Isso faz que a resistência de quem escuta seja quebrada.
    • Cuidado com o tom: use exemplos específicos de comportamentos inadequados, e não adjetivos genéricos como “egoísta” e “preguiçoso”. Também é melhor dizer “eu me sinto desconfortável com essa situação” que “você é isso ou aquilo”. Dessa forma, você desarmará as defesas do outro, sem causar irritação.
    • Saiba ouvir: não interfira enquanto o outro se posiciona. É um momento apenas de ouvir, anotar observações e esperar a vez de falar. Aguardar o momento certo para se pronunciar indica maturidade e interesse verdadeiro de melhorar.
    • Finalização: depois de tudo dito, é fundamental que haja um reforço dos pontos principais do feedback, tanto dos negativos quanto dos positivos. Isso ajuda o outro a organizar os pensamentos e selecionar o mais importante de uma conversa, que deve dura cerca de 40 minutos.

    (Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreiras, 20/06/2012).

  • Categorias: Comportamento, Comunicação, Profissional
  • 0

    Os riscos de falar demais no trabalho (e como evitá-los)

    Falar demais não é pecado, mas se feito sem bom senso pode trazer sérios riscos para a sua carreira, segundo especialistas

    Talita Abrantes

    São Paulo – Regra básica para ter uma carreira promissora? Comunique-se bem. Sim, isso mesmo. Independente do cargo ou setor de atuação, saber se expressar de uma maneira objetiva e clara é essencial para emplacar ideias, convencer clientes e, principalmente, liderar.

    Mas, atenção, comunicar-se bem não é sinônimo de falar demais. E é exatamente nesta confusão de conceitos que estão alguns dos mais sérios pecados corporativos de muita gente por aí. Seja por um traço de personalidade ou por pura falta de senso, muitos profissionais dão corda demais para a mania de ser prolixo e, acabam, colocando a própria carreira em risco.

    Confira abaixo quais os riscos de ser prolixo e como evitá-los – mesmo quando falar demais faz parte da sua personalidade:

    Riscos

    • Ganhar o título de arrogante…

    Quem fala demais, geralmente, peca por não ouvir os outros. “Você só entra na conversa quando a pessoa para para respirar. E, mesmo assim, nem sempre dá tempo”, descreve Reinaldo Passadori, do Instituto Passadori.

    Por isso, não raro pessoas prolixas tendem a ser consideradas arrogantes e, no pior dos cenários, muito (mas muito mesmo) chatas. Por não ter papas na língua, quem fala para além da conta corre o risco de “declarar coisas que não deveria e soltar trunfos sobre si mesmo”, diz Silvio Luzardo, especialista em oratória.

    “Quem é prolixo não tem a percepção de aceitar o outro como ele é. Fala demais porque acredita que o que fala é correto e o que o outro sente não tem importância”, diz Passadori.

    • …ou de inconveniente

    Por não estarem atentos às outras pessoas, alguns prolixos tendem à uma síndrome de falta de tato crônica. Este problema é materializado em tratar de assuntos indevidos em ocasiões impróprias e, principalmente, ocupar demasiadamente o tempo de terceiros.

    De alimentar a rádio peão até fazer piadas de mau gosto, passando por despejar críticas vazias e pecar na falta de discrição, as gafes de quem fala além da conta são inúmeras. E, infelizmente, pouco raras. “Aí não há quem aguente, né?”, diz Romaly de Carvalho, especialista em etiqueta corporativa.

    • Perder espaço

    A consequência para esse tipo de comportamento é até óbvia: em alguns cenários mais assustadores, ser prolixo pode sim custar seu sucesso profissional. E, neste caso, sua qualificação nem sempre falará mais alto.

    “O bom profissional tem foco. Sabe o que dizer e quando dizer”, diz Romaly. “No mundo corporativo, as pessoas querem soluções eficientes em menor tempo”.

    Fato que garante alguns pontos negativos para quem não consegue vislumbrar o mundo de uma maneira mais objetiva. “O profissional perde o crédito. O cliente pode sentir que está sendo enrolado”, diz Silvio Luzardo.

    Como evitar

    • Ouça

    O conselho de avó pode até ser clichê, mas é valioso para essas horas: todos têm dois ouvidos e uma boca, logo…

    A conclusão para o ditado popular é até óbvia, mas quem tem o hábito de falar sabe que a experiência prática não é tão simples assim. Por isso, se você integra o grupo dos que sempre protagonizam um diálogo, uma dica: fique atento às perguntas do seu interlocutor. Se ele parar de questionar (ou pior, falar), cuidado.

    “A pessoa fala e fala, mas não leva em consideração se o outro está gostando da conversa”, diz Romaly. Por isso, a primeira lição para toda pessoa que perde o limite na hora de se comunicar é simples: ouça, ouça e ouça.

    • Diferencie

    É essencial também diferenciar os tipos de relacionamento que você nutre no trabalho. Lembre-se: uma coisa é amigo (e o tipo de assuntos que podem ser tratados com ele), colega de trabalho é outra história. E traçar esse limite é fundamental para ter foco na hora de se comunicar no trabalho.

    “Você até pode ter amigos no trabalho. E é bom que tenha. Mas nem todos serão seus amigos. Com o colega de trabalho, você deve compartilhar apenas assuntos relativos ao planejamento da empresa”, diz Romaly.

    • Não tenha medo do silêncio

    O silêncio, principalmente entre desconhecidos, pode incomodar . E muitas vezes, apavorar. Mas isso não pode ser justificativa para dar cordas para a própria língua e falar coisas que não deve. Quando o silêncio apavorar e desconectar, o melhor antídoto é permanecer quieto. E esperar o outro.

    • Foque no que é urgente e importante

    Planejamento deve ser palavra de ordem para qualquer profissional. E isso se aplica também a todos os diálogos que você precisa liderar. “Transforme tudo o que tem que ser dito em frases objetivas. Foque apenas no que é urgente e importante”, ensina Passadori.

    (Publicado originalmente no Portal Exame Carreira, 05/06/2012).

  • Categorias: Carreira, Comunicação, Empresas, Profissional, Trabalho
  • 0

    Intervalos sem e-mails podem aumentar o foco e diminuir o estresse

    Letícia Arcoverde

    SÃO PAULO – Deixar de checar o e-mail constantemente pode aumentar o foco no trabalho e diminuir a carga de estresse. É o que indica um estudo realizado por professores do departamento de informática da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

    Como parte da pesquisa, 13 profissionais de diversas áreas passaram por um período de cinco dias sem acessar e-mail enquanto trabalhavam. Durante o experimento, os participantes se comunicaram com os colegas de trabalho pelo telefone ou ao vivo.

    O estudo identificou que os profissionais acharam mais fácil manter o foco no período em que ficaram desconectados da comunicação eletrônica. Eles trocaram menos vezes de uma atividade para outra e passaram mais tempo em um determinado documento ou janela no computador. Segundo alguns dos participantes, não ter a obrigação de checar o e-mail constantemente diminuiu as fontes de distração e fez com que os profissionais pensassem melhor em cada tarefa separadamente, destinando mais tempo a cada uma delas. O nível de estresse também foi menor no período sem e-mail, de acordo com os batimentos cardíacos medidos pelos professores durante o experimento.

    Outro aspecto destacado foi o aumento na interação ao vivo entre colegas de trabalho, o que foi avaliado como positivo pelos participantes. Ao mesmo tempo, o estudo monitorou o impacto da falta de acesso ao e-mail em colegas de trabalho que não foram privados da comunicação eletrônica, e descobriu que eles não se sentiram prejudicados.

    Embora os professores não recomendem que as empresas cortem o uso de e-mail durante o expediente, eles sugerem que os profissionais considerem estratégias para melhor monitorar o uso do correio eletrônico ao longo do dia. Um dos exemplos aponta que as empresas poderiam tentar destinar determinados intervalos para a prática e encontrar alternativas a e-mails informacionais enviados para todos os funcionários.

    Segundo os autores, os participantes se disseram receosos em checar a caixa de entrada pela primeira vez após o experimento, mas acabaram achando mais fácil administrar a carga acumulada ao avaliar vários e-mails ao mesmo tempo, ao invés de abrir constantemente as mensagens ao longo do dia.

    (Publicado originalmente no Valor Econômico Carreira, 11/05/2012)

  • Categorias: Comunicação, Equipe, Profissional, Trabalho