0

Criar plano pessoal é importante para desenvolver carreira

O historiador Francisco Carlos Teixeira faz uma análise histórica interessante das principais crises brasileiras, tema sobre o qual tratou no Fórum de Presidentes da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) deste ano.

Na palestra, ele falou da crise de 1830 a 1840, quando dom Pedro I se mandou para Portugal e deixou o país nas mãos de seu filho de 14 anos, dom Pedro II, e de seus tutores. Quase o país implode com a proclamação de pelo menos cinco repúblicas, uma em cada estado. A segunda grande crise veio com a morte de Getúlio Vargas, quando, num período de dois anos, o Brasil teve três presidentes antes de eleger Juscelino Kubitschek.

Como saímos dessas crises imensas? Com um plano estratégico que mantinha o foco no interesse comum da nação, formulado por um grupo de líderes que conduziram esse processo pensando num resultado coletivo. E esse é nosso problema hoje: não há um plano que reúna o interesse comum nem líderes para executá-lo.

Essa reflexão macro nos ajuda a pensar sobre nós mesmos. Será que você está seguindo como o Brasil, sem ter um plano estratégico para sua carreira? Será que consegue responder rapidamente às perguntas: “O que você quer para sua vida?” e “Qual seu propósito?” Se não conseguir, é hora de desenhar uma proposta.

Propósito significa fazer uma reflexão profunda sobre o que move você, sobre o que o estimula a acordar mais cedo e a se dedicar com mais afinco. Não me assustaria se, hoje, você dissesse que seu propósito é ganhar dinheiro para sobreviver à crise. Sim, essa é a vida real. Mas não fique preso a isso.

Se você parar de terceirizar suas decisões de carreira e cuidar delas com mais dedicação, seu propósito vai evoluir para estágios superiores ao da sobrevivência e terá vontade de ajudar o país, de escolher trabalhar numa empresa não pelo salário mas pelos valores e para influenciar a comunidade.

Quando você começa a pensar sobre a carreira no médio e no longo prazo, está se transformando num líder de verdade, pois assume o controle de seu desenvolvimento e se sente seguro de seus objetivos e de suas competências — as boas e as habilidades que ainda precisam ser lapidadas.

(Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 27/10/2017).

  • Categorias: Assessoria RH, Carreira, Comportamento, Desafios, Planejamento
  • 0

    O seu trabalho te deixa deprimido?

    Na manhã do dia 24 de março de 2015, um Airbus A320 da companhia aérea Germanwings, controlada pela Lufthansa, caiu na região dos Alpes. Os detalhes descobertos nos dias subsequentes chocaram o mundo. De acordo com o áudio da caixa-preta do avião, o copiloto, Andreas Lubitz, de 28 anos, havia deliberadamente derrubado o voo 4U9525.

    Aproveitando-se da saída do comandante, Andreas trancou o colega para fora da cabine de controle e acionou o botão de descida da aeronave. Durante 10 minutos, tempo que o avião demorou para se chocar contra as montanhas, o copiloto permaneceu em silêncio, sem pedir ajuda nem declarar emergência.

    Na gravação, é possível ouvir apenas sua respiração acelerada. O primeiro pensamento das autoridades alemãs foi que o acidente teria sido um ato terrorista. Três dias depois, promotores da cidade de Düsseldorf encontraram na casa de Andreas um atestado médico indicando que o copiloto deveria estar afastado do trabalho, em tratamento para depressão, no dia da queda da aeronave.

    Tudo sugere que ele escondeu o fato da companhia, e a doença cobrou um preço alto: Andreas suicidou-se levando 150 pessoas consigo.

    Claro que esse é um caso extremo. Mas dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, assim como o aviador, 322 milhões de pessoas sofriam de depressão ao redor do mundo em 2015 — número que aumentou 18,4% desde 2005.

    No Brasil, cerca de 5,8% da população têm a doença, o que faz do país o campeão de casos na América Latina. Ainda de acordo com a OMS, até 2020 o transtorno mental será a enfermidade mais incapacitante mundialmente.

    É consenso entre os especialistas que esses dados alarmantes são fruto tanto da evolução da medicina, o que possibilita detectar um número maior de casos, como também do crescimento da incidência do problema. “As pessoas começaram a falar sobre o assunto e a buscar ajuda, o que permite que se diagnostique mais. Mas há também um aumento real devido ao estresse crônico”, diz Mário Louzã, psicólogo de São Paulo.

    Do ponto de vista clínico, a depressão se diferencia de uma simples tristeza por durar mais tempo e implicar uma queda no nível de neurotransmissores, substâncias químicas que estabelecem a comunicação entre os neurônios.

    A doença surge de uma combinação entre questões genéticas e ambientais. “À hereditariedade, soma-se o fato de que algumas pessoas são mais vulneráveis aos estressores do cotidiano. Além disso, as mulheres são pelo menos duas vezes mais suscetíveis à depressão por causa da flutuação hormonal”, afirma Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), de São Paulo.

    Depressão: até 2020, será a doença mais incapacitante do planeta (Imagem: Marcelo Calenda)

    O trabalho como gatilho

    O mundo instável e cheio de opções em que vivemos tem sua parcela de responsabilidade na criação de gerações mais angustiadas. “Perdemos as grandes referências: Estado, religião, justiça, uma empresa onde trabalharíamos a vida toda”, afirma Dorothee Rudiger, professora de direito na Universidade Católica de Santos, em São Paulo.

    Ao mesmo tempo, há muita liberdade de escolha. “Essa incerteza e medo levam a uma angústia profunda.” E isso se agrava, é claro, quando o local de trabalho se mostra problemático. Ambientes competitivos, com maior pressão por resultados, elevam o risco de desenvolver a doença.

    Operadores de telemarketing, bancários e profissionais da área de saúde são os mais propensos a ter quadros depressivos, mas a doença não se restringe a determinado setor, carreira ou nível hierárquico.

    Só em 2016, por exemplo, a Previdência Social registrou o afastamento de 75 300 trabalhadores por causa de depressão, cerca de 37,8% do total de licenças por doenças mentais. “O desequilíbrio entre o que é cobrado dos funcionários e o apoio que a empresa oferece faz com que as pessoas sofram, e isso causa uma degeneração psíquica. Muitas vezes, o estresse a que o indivíduo é submetido é tão grande que ele não consegue se recuperar”, diz João Silvestre, diretor de relações internacionais da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), de São Paulo.

    Foi a alta carga de tarefas, acompanhada de uma equipe reduzida e de uma forte cobrança por resultados, que fez com que o publicitário Edson Santos, de 34 anos, desenvolvesse um quadro depressivo. Em 2012, o paulista era supervisor de marketing em uma multinacional alemã e, durante dois anos, viveu uma rotina que chegava a 20 horas diárias no escritório, sem férias. “Não tinha mais tempo para a família ou para os amigos”, diz.

    Aos poucos, Edson começou a se isolar dos colegas, e os projetos que antes o motivavam perderam o sentido. Em uma das crises mais agudas, sentiu um desespero inexplicável. “Tive vontade de fugir, de não voltar mais ao trabalho, de ir para o banheiro chorar”, afirma.

    O quadro teve impacto em seu rendimento e, após alguns meses, o gestor de Edson o chamou para uma conversa. “Ele estava preo­cupado, apontou que até mesmo o jeito de me vestir havia mudado e eu nem tinha percebido. Sugeriu que eu procurasse ajuda.” Edson seguiu o conselho e, quando se consultou com o psiquiatra, recebeu o diagnóstico de depressão. Mas aceitar não foi fácil. “Eu tinha um bom salário, uma família estruturada e me perguntava por que estava deprimido”, diz.

    Mesmo sem entender as causas, seguiu o tratamento. Além da terapia e dos remédios, Edson voltou a reservar um tempo para si mesmo, praticando esportes e adotando um cão. As mudanças o ajudaram a compreender o processo que o levou ao quadro depressivo — e como a rotina workaholic contribuiu para isso.

    Hoje, no cargo de coordenador em outra multinacional, ele diz que o apoio da empresa foi crucial. “Eu tinha vergonha de contar e apenas alguns colegas sabiam, mas eles me ajudaram. Como profissional de marketing, fiquei limitado, sem criatividade. Eles me deram suporte”, afirma Edson.

    Falta de apoio

    Casos como o de Edson, em que a empresa, gestores e colegas são compreensivos e ajudam os profissionais que passam por crises de depressão infelizmente ainda são raros. “Uma liderança humana, que enxergue o funcionário além do número do crachá é exceção”, afirma Fátima Macedo, diretora da Mental Clean, consultoria psicológica para empresas, de São Paulo.

    Na maioria das situações, quem está ao redor não se dá conta de que aquele profissional precisa de ajuda — ainda mais em organizações com chefias ultrapassadas, que continuam a carregar aquela visão de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

    Foi o que a fisioterapeuta Thaís Romanelli, de 36 anos, teve de enfrentar até o fim de 2016, quando trabalhava em um hospital público de São Paulo. Ela entrou na empresa assim que saiu da faculdade e, durante 13 anos, permaneceu na instituição. Embora percebesse que a relação já estava desgastada, as coisas se intensificaram no ano passado. “Fui transferida de unidade e de chefe, sem muitas explicações, e não me adaptei”, diz Thaís.

    Como o atendimento nesse novo ambiente se limitava a um dia da semana, a fisioterapeuta continuou levando a situação, sem perceber quanto isso lhe fazia mal. Nesse meio-tempo Thaís venceu, ao lado de uma colega, um concurso para startups na área da saúde e criou a Soulvox, plataforma que cria vozes para pessoas que não conseguem falar, o que significou cuidar de duas carreiras. “Todos os dias eu ia dormir às 3 horas da manhã, acordava às 7, ia trabalhar, voltava e continuava me dedicando às pesquisas. Sem contar os fins de semana virados”, diz.

    O problema chegou ao ápice quando a gestora de Thaís pediu a ela que trabalhasse mais um dia na unidade onde não havia se adaptado. “Eu já estava cansada da rotina entre empreendedora e empregada. Junto com o esgotamento que vinha acumulando, tive uma crise de choro.” Mesmo argumentando que não havia se integrado ao novo local, não houve jeito. “Eu me senti desrespeitada. Foi a primeira vez que me posicionei sobre algo que estava me incomodando e fui completamente ignorada”, afirma a fisioterapeuta. Percebendo que não estava bem, resolveu procurar ajuda.

    Thaís foi diagnosticada com depressão leve, e a psiquiatra foi taxativa quanto ao motivo que a levou àquele estado: excesso de trabalho. “Comecei a me perguntar: vale a pena ficar tomando remédio e prejudicando minha saúde por causa daquele lugar?”, diz.

    Após o afastamento médico de um mês, ela deixou o emprego. “No fim de 2016, percebi que ainda não estava 100% e aproveitei o tempo livre para me dedicar mais à Soulvox.” Hoje, mesmo não tendo ainda reequilibrado as finanças, ela não se arrepende da mudança. “Foi a melhor decisão que tomei. Sempre fui movida por propósito, mas, num cenário em que eu atendia quatro pacientes quase ao mesmo tempo, era impossível. Com minha empresa, recuperei a paixão pelo que faço”, afirma Thaís.

    O custo da doença

    Muita gente acha que a depressão é apenas um problema de saúde, mas é mais do que isso. O distúrbio representa perdas para a economia, para as empresas e para a sociedade. Segundo um estudo de 2016 da London School of Economics, os prejuízos relacionados à produtividade causados pela doença chegam a 246 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.

    No Brasil, esse valor alcança 63,3 bilhões de dólares, menor apenas do que nos Estados Unidos, que têm uma perda anual de 84,7 bilhões de dólares. Por aqui, a doença é a terceira maior causa de afastamentos pelo INSS. “A depressão tem custos diretos e indiretos. O absenteísmo e o presenteísmo são alguns dos custos sociais. Mas ela também onera os cofres públicos nas áreas de saúde e previdência social”, diz Quirino Cordeiro, coordenador de saúde mental do Ministério da Saúde.

    Algumas empresas já começaram a fazer essa conta e perceberam que prevenir é melhor do que remediar. A rede de laboratórios de medicina diagnóstica Fleury é uma delas.

    Em 2013, a companhia mapeou o perfil de saúde de 65% de seus funcionários — 7 000 pessoas na época. O resultado foi assustador. Os índices de saúde mental dos empregados estavam piores do que, por exemplo, os dos policiais civis, dos professores ou até de pessoas que trabalham em UTI. “Esses números alertaram para o estresse na empresa. Com isso, a saúde mental, ao lado do sedentarismo e de doenças osteomusculares, tornou-se um de nossos principais alvos de atua­ção”, afirma Thiago Rodrigues, consultor de gestão em saúde do Fleury.

    A empresa passou a oferecer sessões de atendimento psicológico nos diversos ambulatórios do grupo. Os casos mais graves são encaminhados a outros profissionais de saúde mental para tratamentos mais longos. “Os trabalhadores devem procurar o serviço ou o RH pode indicar uma terapia de grupo quando detecta algum problema coletivo”, diz Thiago.

    Nos últimos três anos, o projeto realizou 1 397 atendimentos e diminuiu o tempo de afastamento por doenças mentais em 29,5 dias — uma economia anual de quase 97 000 reais. “Atuamos no setor de serviços, então o preço de uma baixa produtividade é altíssimo. Uma pessoa deprimida, ansiosa, não consegue atender bem, e aquele cliente pode nunca mais voltar. E somos uma companhia de saúde — esse cuidado precisa ser um valor aqui dentro.”

    Sem estigmas

    Além de ofercer suporte e trabalhar na prevenção da depressão, as empresas precisam criar ambientes em que os funcionários possam falar abertamente sobre a doença, sem que o problema seja rotulado como “frescura”. “As doenças mentais sofrem preconceito porque não são visíveis. Até pouco tempo atrás, essas pessoas eram deixadas longe dos olhos da sociedade”, diz Roberto Debski, psicólogo clínico de São Paulo.

    Se um profissional com depressão encontrar esse mesmo tipo de pensamento em seu local de trabalho, provavelmente vai esconder o problema de gestores e colegas, agravando o quadro. Isso pode desencadear uma série de outras enfermidades, como doenças cardiovasculares, autoimunes e gástricas.

    A Sprinklr, empresa de softwares de gestão de mídias sociais, de São Paulo, dá um bom exemplo de como lidar com o problema. Ali, o tema saúde mental é tão natural que um subsídio à terapia faz parte do pacote de benefícios dos 150 funcionários.

    Há um ano, a organização fez uma parceria com a Zenklub, plataforma de tratamento psicológico via videoconferência, e passou a custear 40% das sessões. “No começo, os funcionários estranharam, mas hoje é tão normal que algumas pessoas tiram um horário durante o dia, avisam o chefe e fazem a sessão no escritório”, diz Bruno Pereira, diretor de recursos humanos da Sprinklr.

    Encontrar um ambiente acolhedor e contar com a compreensão dos colegas e gestores pode fazer com que, em alguns casos, o trabalho tenha um potencial terapêutico e ajude na recuperação do quadro depressivo. “A carreira exerce um papel muito importante, está ligada à nossa identidade. A profissão significa tanto que se confunde com nossa vida. Quando fica doente e precisa deixar sua atividade, você perde seu papel social”, diz Quirino Cordeiro, do Ministério da Saúde. “A pessoa se sente incapaz e não sabe mais quem ela é. Por isso, devemos zelar pela reinserção profissional após uma crise depressiva.”

    A compreensão da empresa em rea­dequar o trabalho e as metas foi fundamental para a recuperação do supervisor de comércio exterior Ri­cardo Esteves, de 41 anos. Funcionário há 18 anos de uma companhia de logística, em São Paulo, Ricardo diz que sempre apresentou traços da doença, mas nunca havia dado muita atenção a isso até que, em 2008, um quadro sério de depressão sobreveio repentinamente.

    Durante vários dias, não conseguia se levantar da cama ou se alimentar e apresentou tendências suicidas. “Queria enfiar o carro da empresa na contramão”, diz. No trabalho, a doença se traduziu em presenteísmo. “Ficava o dia inteiro na mesa, sem conseguir fazer nada.” Depois que começou o tratamento de saúde, que aliava terapia com medicação, Ricardo conversou com o RH, conseguiu mudar de área e readequou as entregas. “Se a companhia compreende que precisa dar um tempo para o colaborador se cuidar, o trabalho ajuda bastante, porque te coloca em movimento. Ficar em casa sozinho só piora a sensação de vazio”, afirma Ricardo.

    À base de remédios

    “Durante dois anos da minha vida tomava meia garrafa de uísque e dois Lexotans por dia.” É assim que o empreendedor Paulo Mauricio Mello, de 59 anos, começa seu relato sobre a depressão.

    Com uma carreira de cinco anos na área de marketing em empresas de telecomunicações e cansado do mundo corporativo, em 1987 ele abriu a própria empresa. Mas, até em seu projeto pessoal, a pressão e as contradições do ambiente corporativo persistiam. “Comecei a me dopar para aguentar a rotina de um trabalho no qual eu não acreditava. Mesmo com a empresa indo bem, rodeado de pessoas em eventos e reu­niões, eu me sentia sozinho”, diz Paulo. “Sucumbi, parei de acreditar em ter um propósito e passei a buscar formas de escapar daquela frustração.” Depois de anos com essa combinação fatal, em 1998 Paulo teve um colapso neurológico. “Além da depressão, o uso excessivo de remédios e álcool me levou a um es­tado em que eu tremia o tempo todo.”

    Ele não con­seguia mais trabalhar —perdeu a empresa e passou quase 11 meses em casa, em um estado que descreve como vegetativo. “Os médicos disseram que eu não teria mais uma carreira”, afirma. Com ajuda de terapia, coaching, medicação e apoio da família, Paulo aos poucos voltou a ter uma rotina normal. “Comecei dando pequenos passos. Primeiro ia do sofá até a porta da sala. Depois, passei a descer até a frente do prédio. Uma vitória enorme foi quando consegui pegar o carro e levar meu filho ao colégio.”

    Como as contas estavam no vermelho, quando se sentiu melhor, Paulo teve de retornar ao mundo corpo­rativo, como diretor de mar­keting de uma empresa de te­le­co­municações. Mas, após algum tempo, os sinais da depressão voltaram a aparecer. Temendo que outra crise se abatesse sobre ele, em 2005 Paulo largou o cargo e passou a se dedicar à carreira de coach, que já praticava informalmente.

    Profissionalizou-se e, atualmente, coordena uma consultoria que combina o aconselhamento de carreira com técnicas como acupuntura e meditação. “Encontrei meu propósito, que é ajudar as pessoas, e não tive mais crises.”

    Casos como o de Paulo, de pessoas que se automedicam ou recorrem ao álcool e outras drogas para enfrentar o dia a dia, são mais comuns do que se imagina e elevam o risco de doenças mentais.

    De acordo com uma pesquisa da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), com 1 000 profissionais de São Paulo e Porto Alegre, no ano passado 57% dos trabalhadores tomavam remédios autoprescritos e 53% consumiam bebidas alcoólicas para se anestesiar do estresse do trabalho.

    A medicação, embora fundamental para o tratamento, precisa ter orientação médica e ser combinada com outros métodos, como terapia, atividades físicas e grupos de apoio. “Alguns remédios têm alto risco de causar dependência. Muitos pacientes exigem respostas rápidas dos médicos e querem logo uma receita, mas é preciso entender que o tratamento é de longo prazo”, diz Daniel Elia, consultor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil.

    E, para ajudar a superar a batalha que é o tratamento de uma doença mental, os especialistas são unânimes em dizer que é preciso ter acolhimento não só da família mas também de chefes, colegas e empresa.

    Tratar o problema com seriedade (e humanidade) ajuda os profissionais que sofrem com o problema a não se sentirem estigmatizados e as companhias a diminuir os custos com saúde. É uma relação em que todos ganham. Por isso, já passou da hora de a depressão deixar de ser um tabu no local de trabalho.

    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 17/09/2017).

  • Categorias: Carreira, Comportamento, Desafios, Emprego, Profissional, Qualidade de Vida
  • 0

    A ansiedade pelo sucesso

    O mundo digital obrigou o ser humano a ter em mente de que “tudo é para ontem”, mas um bom líder sabe que o essencial é saber agregar as experiências.

    0010826127P-1920x1280

     

    Num momento de tantas informações e oportunidades ao alcance de um clique, fazer as escolhas adequadas e focar no planejamento da carreira pode parecer fácil, porém, não o é.  Até bem poucos anos a escolha de uma profissão era algo definitivo. O ingresso numa universidade e a decisão da carreira garantia a estabilidade no mundo corporativo de passos lineares.

    Estamos na era digital e já há quem diga que, no final dela, para as novas gerações o digital já é o óbvio. Um mundo globalizado, com novos paradigmas, que abrem as portas para infinitas oportunidades. Tudo se torna possível. Basta fazer as escolhas corretas. Qualquer janela é uma chance, uma passagem rumo a um destino próspero. Vendo dessa perspectiva, tudo está ao alcance das mãos. Porém como escolher em meio a tantas promessas irresistíveis de carreira? Como ser assertivo? Como progredir? Com tantas ofertas e possibilidades o planejamento de carreira deixa de ser linear.
    A velocidade das mudanças tecnológicas e científicas não garantem que o certo de hoje será o melhor de amanhã. São muitas alternativas e poucas certezas. O universo virtual traz a sensação de multiplicidades de escolhas e com elas vem um senso de urgência. É preciso ingressar na carreira, ser promovido, liderar, tudo na velocidade dos games. A questão desafiadora é que na vida real existe um “delay” se comparado ao virtual. Entre o que parece possível e o de fato atingível existe um gap. Na mente virtual tudo está dado, pronto.  A vida real pede a tal da experiência, o passo a passo que só se aprende vivenciando. É preciso seguir protocolos, regras, burocracias e hierarquias.
    No cenário real, o que fazer com a expectativa de conquistas a curtíssimo tempo? Já que sabemos ser esse um grande fator para o desengajamento nas corporações. Pesquisas demonstram que o maior índice de insatisfação e desligamentos nas empresas é a falta de perspectiva de plano de carreira. Se por um lado é preciso correr para ocupar os cargos mais altos em curtíssimo prazo, por outro lado, quando esse cenário não parece oportuno, vem a desistência.
    É preciso ter cuidado com a matemática da urgência ao invés de simplesmente mudar de empresa rumo a uma possível escalada galopante. É imprescindível entender o que é necessário que seja modificado internamente. É importante compreender quais limitações e impedimentos internos e também externos precisam ser revistos. As limitações internas podem ser algumas inseguranças, crenças limitadoras, valores contraditórios, entre outras tantas. Os impedimentos externos são a ausência de conhecimentos específicos, falta de alianças, problemas na comunicação, etc. No entanto, na maioria das vezes em que se tem a percepção do que é necessário rever internamente, isso resulta em mudanças de comportamentos e no desenvolvimento de novas habilidades e saberes.
    Não é só o iniciante que enfrenta os desafios das escolhas. Muitos profissionais de ponta e financeiramente bem estabelecidos se veem diante de questionamentos internos sobre o que fazer nos próximos muitos anos de suas vidas. Rever periodicamente o que energiza profissionalmente e pessoalmente são fatores importantíssimos para se manter em alta performance. Nesse sentido é relevante estar disposto a se reinventar em diversos momentos da carreira. É preciso coragem para reconhecer que não se conhece o todo. Um profissional, por maior maturidade e destaque que tenha no contexto já estabelecido, quando começa algo novo, inevitavelmente terá que desenvolver outras habilidades a partir do estágio básico de aprendizagem. Essa qualidade de inovar, de ter humildade e disposição para aprender o inédito pode garantir o frescor, a qualidade, a alegria, a saúde e a possibilidade de experimentar muitas carreiras brilhantes numa mesma vida.
    Como pesquisadora do comportamento e valores humanos, acredito que alguns fatores podem fazer total diferença numa escalada progressiva e bem-sucedida de carreira. Conhecer as novas tendências é um deles.
    Pesquisas apontam o eminente surgimento de mudanças tecnológicas com crescimento exponencial e capacidade de alterar radicalmente o modo de vida ao qual estamos inseridos nesse início de século. Diante do que já é e de tudo que está por vir, penso que quanto maior a integração do ser humano com seus reais valores, suas principais habilidades humanas e com o seu verdadeiro propósito de vida, maiores serão os benefícios e oportunidades de uma carreira bem-sucedida. Nesse cenário é importante encontrar bem-estar e equilíbrio emocional, conju
    gal, espiritual, familiar, social, intelectual e de lazer.
    Diante das perspectivas, não é possível dizer de forma lógica e precisa o que será necessário fazer para garantir o sucesso no planejamento da carreira. Mas o certo é que ter excelência naquilo que se faz é e será sempre um dos principais ingredientes em qualquer tempo ou lugar.
    Líderes inspiradores servem como modelo em qualquer etapa do planejamento de carreira. Ensinamentos que podem fazer a diferença entre ser mais um ou ser único em meio a tantos. Líderes inspiradores não visam somente o dinheiro ou bem-estar pessoal. Líderes inspiradores têm em comum propósito e missão. Têm como ambição criar, promover ou impactar em algo que sirva como legado para as próximas gerações. Líderes inspiradores acreditam no poder da abundância e por isso não se prendem às pequenas questões e picuinhas, ao contrário: promovem um ambiente de permanente desafio, atentos ao projeto de vida de seus colaboradores. Oferece feedback constante e sobretudo geram oportunidades, ao qual, sabemos, ser um dos principais aliados na manutenção da equipe e do chamado plano de carreira.
    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 21/12/2016).
  • Categorias: Carreira, Comportamento, Curriculo, Desafios, Dinheiro, Emprego, Executivos, Quality Training RH, Recolocação, Recolocação Profissional, Trabalho
  • 0

    A importância do currículo para conseguir um emprego

    Para quem busca conseguir um emprego é muito importante saber distinguir e ressaltar muito bem suas experiências, os pontos fortes e expressá-los de forma transparente, clara e objetiva em seu currículo e comprová-los de forma convincente na hora da entrevista.

    Mas como se escrever bem um currículo? Simples de dizer e  nem sempre tão tranquilo de fazer.

    • Currículo: Procure colocar, além da sua formação de graduação e  experiências  adquiridas, informações que todo currículo obrigatoriamente contém, características pessoais , desempenho em projetos ou tarefas, resultados obtidos e realizações relevantes que, na sua opinião, possam distingui-lo dos demais candidatos que  esteja competindo. Por exemplo: liderança em projetos, com resultados(demonstre em percentual), coordenação  de equipes para desenvolvimento da ampliação da fábrica(sempre demonstrando seus resultados obtidos), voltado para pesquisas, desenvolvimento de software para gestão, entre outros”.

    Uma boa entrevista é que define um processo seletivo!

    • Entrevista: Seja confiante e informe bem suas atuações, sempre informando o que consta em seu currículo.   Converse com o entrevistador sobre o que perguntado de forma bem objetiva, sem se delongar demais, demonstrando com isso franqueza e uma atitude positiva. fale dos seus resultados e prazos e situações onde você foi bem sucedido, realizações em empregos anteriores, informações que possam ser  relevantes para quem procura, através da entrevista, conhecer um pouco melhor a pessoa que esta na sua frente.

    O importante é conseguir transmitir ao entrevistador confiança nas informações e o que é capaz de fazer para gerar resultados para a empresa.

    É fundamental se informar sobre a empresa que você esta indo fazer a sua entrevista e  também sobre sua cultura e valores, para que você possa tentar se recolocar ali e fazer perguntas pertinentes ao entrevistador, pois o equilíbrio entre a fala  e a avaliação é o que irá te deixar mais próximo de conseguir um emprego.

    Equipe Quality Training RH.

  • Categorias: Carreira, Contratação, Curriculo, Desafios, Dinheiro, Empresas, Entrevista de Emprego, Mercado de Trabalho, Recolocação Profissional, Trabalho
  • 0

    Sondar sempre o mercado traz ganhos

    Para consultores, conferir constantemente as oportunidades de trabalho, mesmo estando empregado, ajuda o desenvolvimento profissional

    A busca contínua por informações a respeito de oportunidades no mercado de trabalho entre pessoas empregadas é vista por muitos consultores de recursos humanos como importante fator de crescimento profissional. Mais do que medo do desemprego, fazer uma autoanálise de suas potencialidades, acompanhar as mudanças no mercado de trabalho e até crescer profissionalmente são algumas das razões apontadas pelos especialistas para as pessoas se submeterem a processos seletivos, mesmo que estejam exercendo uma função em alguma empresa.

    A consultora e coach Samanta Luchini, que é formada pelo Integrated Coaching Institute, considera que a melhor forma de uma pessoa ter uma avaliação fidedigna de sua real situação profissional é submeter-se a processos de seleção. Segunda ela, isso ocorre entre pessoas que claramente não estão ansiando por trocar de emprego. “Na verdade, querem saber se estão evoluindo ou como são vistas fora do seu ambiente de trabalho. Não deixa de ser um processo de autoanálise em que elas verificam como o mercado avalia as suas competências.”

    No entanto, a coach Angélica Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Coaching, diz que há sim quem busque uma troca de empresa. Segundo ela, busca contínua por uma nova oportunidade entre pessoas empregadas ocorre, sobretudo, por parte daquelas que ela enquadra como high potential.

    “São profissionais de alto potencial, abertos a novidades, a novos desafios, que ficam de cinco a sete anos dentro de uma mesma empresa. Eu diria que de dez analistas, coordenadores, gerentes, diretores e presidentes, seis estão de olho no mercado, verificando a possibilidade de encarar um novo cargo, especialmente se a atual empresa não estiver lhes dando o retorno que almejam. Buscam melhor remuneração, pacote de benefícios ou um upgrade na carreira”, afirma.

    Independentemente de buscar ou não uma nova experiência, Samanta é favorável a uma exposição contínua do currículo no mercado, pois entende que toda a resposta a esse gesto serve para o desenvolvimento do profissional. A pessoa acostumada e integrada a um determinado ambiente profissional não tem condições de saber como reagiria em outra situação e nem como é vista fora da empresa, defende a coach.

    “Às vezes o profissional está há 15 anos num mesmo emprego e fica apavorado com a possibilidade de passar por um processo de seleção. Mostro a essa pessoa que ela não tem de temer nada. Pelo contrário, a entrevista de emprego vai contribuir para o seu crescimento, mesmo que a resposta seja negativa. Por isso, aconselho que todos se submetam a entrevistas de emprego pelo menos duas vezes por ano”, diz Samanta.

    O contínuo exercício de exposição ao mercado já garantiu melhores empregos e até mudança de profissão. “Lembro de um profissional que, depois de se submeter a várias entrevistas, virou entrevistador, porque ele aprendeu a conduzir uma boa entrevista de emprego, o que não se aprende na faculdade”, conta. “Por isso, sempre digo para as pessoas não sondarem o mercado apenas quando estão insatisfeitas com o atual emprego ou quando ficam desempregadas.”

    Sondagem. A coordenadora de marketing Ellen Freire Melo, de 35 anos, garante que nos seus mais de 12 anos de carreira sempre procurou ficar atualizada com o que o mercado de trabalho exige e oferece. “Meu comportamento é esse, ficar o tempo todo sondando o mercado, conferindo as novidades e tudo o mais, independentemente de estar empregada ou não. Afinal, a concorrência na minha área é muito grande”, diz.

    Em consequência desse comportamento, Ellen não está ansiosa por estar no momento em que busca uma nova colocação. Para ela, o próprio mercado exige essa prática de estar sempre procurando saber como está o seu setor. “O pessoal de recursos humanos está sempre ligado nas redes sociais. As agências de publicidade procuram preencher suas vagas de olho, principalmente, no LinkedIn e no Facebook. E o mercado é muito dinâmico, mudando a todo momento.”

    Para ela, não basta fazer cursos de atualização a toda hora, aperfeiçoar o inglês e adequar o currículo às novas exigências do mercado. “Você tem mesmo de ficar antenado o tempo inteiro, para não ficar fora do mercado. Tem de fazer cursos de reciclagem, assistir a palestras, comparecer a seminários e ficar atento a novas propostas que possam agregar melhor qualidade de vida e bem-estar para você e sua família.”

    Ellen acha fundamental que as pessoas ativem e ampliem o respectivo networking não só quando estão desempregadas. “O certo é fazer isso sempre para ter visibilidade. E é exatamente isso que tenho constatado na minha rede de relacionamento. Meus amigos e parentes empregados estão sempre se mexendo, atualizando os currículos no LinkedIn, buscando novas informações sobre suas áreas de atuação, preparando-se para sair ou não da zona de conforto.”

    Curiosidade. Por conhecer pessoas que encontraram empregos melhores mesmo estando numa boa fase na empresa a que estavam ligadas, a consultora Samanta aponta a persistência na pesquisa de emprego como algo bastante produtivo. Ela considera difícil definir o perfil desses profissionais. Porém, diz que pelos casos que acompanha, são pessoas com inconformismo construtivo e com maior nível de curiosidade e flexibilidade.

    Outra boa razão para sempre estar de olho num possível novo emprego é evitar o nível de tensão que sempre acompanha os primeiros meses numa nova jornada de trabalho. “É justamente o temor de passar por esses primeiros meses que faz com que muitas pessoas se acomodem, evitando enfrentar novos desafios até mesmo quando estão insatisfeitas com o trabalho ou empresa em que estão.”

    (Originalmente publicado em 11/01/2015  na coluna Radar de Emprego do Estadão)

  • Categorias: Carreira, Competitividade, Contratação, Desafios, Emprego, Executivos, Mercado, Mercado de Trabalho, Negociação, Planejamento, Profissional, Recolocação, Trabalho
  • 0

    Deixar de acompanhar o seu progresso profissional é prejudicial

    Coaching de Carreira - 07 de março

    Fazer um acompanhamento constante do seu progresso é crucial para entender quais são as suas falhas e onde você precisa se esforçar mais.

     

     

    Por Universia | infomoney.com.br

    Não importa qual seja a sua área de atuação, você provavelmente deseja atingir metas e objetivos. Afinal, a principal motivação de um profissional competente deve ser contornar obstáculos e aceitar novos desafios. Porém, algumas pessoas passam muito tempo sem fazer auto avaliações e não sabem, de forma concreta, o quanto já progrediram em seus projetos.

    Isso acontece porque muitos têm mede de perceber que estão indo para a direção errada, ou que não avançaram o quanto imaginavam. Esse tipo de decepção pode ser muito forte em alguns profissionais e, ao invés de animá-los, pode deixá-los desanimados e com vontade de desistir. E o pior: geralmente, as pessoas que mais precisam de auto análise são as que menos fazem isso.

    Fazer um acompanhamento constante do seu progresso é crucial para entender quais são as suas falhas e onde você precisa se esforçar mais. Quando você descobre onde está errado, é necessário sair da zona de conforto e mudar a sua forma de trabalhar. Por mais desanimador que isso seja, é essa mudança de paradigma que irá deixá-lo mais próximo do sucesso.

    Além disso, acompanhar o andamento do seu trabalho é a melhor maneira de não entregar resultados ruins. É muito melhor que você veja, com antecedência, que o seu trabalho não está bom, do que perceber isso pouco antes da data limite de entrega.

    Se você ainda não se sente preparado para acompanhar de perto seu desempenho, uma solução para isso é pedir para que um amigo de confiança faça isso por você. Peça para que ele seja honesto em relação ao seu trabalho e diga onde você está errando e em que aspectos deve melhorar. Mas fique atento: a pessoa deve ser alguém que entenda a sua área de atuação e seja realmente de confiança. Senão, você corre o risco de piorar ainda mais o seu trabalho.

    Perceber que você está fazendo as coisas de maneira errada pode ser doloroso, à princípio. Porém, depois que os resultados positivos começarem a aparecer, você verá que são essas auto análises que irão ajudá-lo a ser um profissional de sucesso. Não tenha medo de assumir seus erros, acompanhe o seu progresso profissional e fique mais próximo de atingir os seus objetivos.

    Pense nisso!

     Publicado originalmente no site (www.infomoney.com.br).

  • Categorias: Aprendizado, Assessoria RH, Carreira, Coaching, Competitividade, Comportamento, Desafios, Planejamento, Profissional, Quality Training RH, Trabalho
  • 0

    Precisa-se de talentos!!!

    Precisa-se de talentos - 10 de Janeiro
    Requisito: Ter Visão de Futuro

     

     

     Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    O ato de errar já é reconhecido pelas empresas como parte do processo de aprendizagem. Contudo, fazer o uso certo desse momento é que fará o erro tornar-se positivo ou não tanto, para o campo profissional e até mesmo pessoal do talento. A leitura de como o indivíduo interpreta a experiência vivenciada fará com que ele trilhe novos caminhos e abra um leque novo para novas experiências e uma possível carreira bem-sucedida e que venha atender tanto às expectativas dele, enquanto pessoa, como também da empresa que se prestou a investir no desenvolvimento dele.

    Para o empresário e escritor Célio Antunes, que recentemente lançou o livro: Carreira 360 Graus, Gente Editora, estudar o futuro é uma ciência muito importante e valorizada por muitas organizações, pois a vida do ser humano passou a ser direcionada, não no momento presente, mas sim nos fatores futuros que determinarão os resultados daquilo que pretendemos conquistar. Para alguns, isso pode parecer um momento filosófico, mas para Célio Antunes, encontra-se exemplificado na metodologia em que ele denomina de VCC – Visão de Ciclo Completo, que parte do princípio de que é preciso imaginar – por antecipação – tudo o que queremos construir nesta vida. “Na realidade, trata-se de um exercício mental em que você monta diferentes cenários futuros e analisa os impactos resultantes destes cenários”, explica.

    Em entrevista ao Rh.com.br, Antunes apresenta os argumentos que o levaram a defender esse ponto de vista e que culmina na estruturação de um Profissional 360 Graus, caracterizado por ter uma visão intraempreendedora e ser arduamente desejado pelas empresas da Era Digital.

    Confira a entrevista na íntegra e aproveite a leitura.

    RH.com.br – Em seu livro “Carreira 360 Graus”, o senhor afirma que o profissional do século 21 sente-se perdido, para se tornar o líder que as organizações tanto desejam. O que o levou a essa conclusão?

    Célio Antunes – Não só as informações estão abundantemente disponíveis, mas também a quantidade de soluções e as novas tecnologias surgidas nesta Era Digital. Isto propicia uma grande possibilidade de se fazer uma revolução na forma de gerir as empresas, e não é só a tecnologia que propicia esta revolução. Qual deve ser a atitude do novo líder perante todos estes desafios? Se não houver uma atitude intraempreendedora, proativa dentro das empresas, todo este potencial não será desenvolvido. E é isto o que estou pregando no meu livro, que os verdadeiros líderes tomem atitudes, promovam as transformações e implementem as inovações que as empresas estão precisando, não perdendo grandes oportunidades neste novo século. Muitas vezes a comunicação dentro das empresas não é clara. Então, o profissional não sabe se pode ou não propor mudanças e inovações, não sabe se atravessará algum sinal vermelho ou irá ferir susceptibilidades. Acredito bastante que o meu livro pode ser um bom guia para todas aquelas empresas que queiram incentivar o intraempreendedorismo proativo e dar liberdade para as pessoas colocarem as suas ideias na prática.

    RH – Esse sentimento de incerteza dos profissionais tende a aumentar ou logo os talentos conseguirão ter uma melhor visão de futuro?

    Célio Antunes – Ao desenvolver uma visão 360 graus sobre a empresa, o profissional terá cada vez mais segurança ao conhecer o processo produtivo da empresa e, então, poderá propor inovações e melhorias, dentro do que a empresa precisa e espera dele. Acredito firmemente que, quando as pessoas se interessam em compreender todos os desafios que a sua organização enfrenta e procuram aplicar o seu conhecimento técnico na solução destes desafios, o sentimento de incerteza desaparece e surge o entusiasmo para conseguir realizar coisas.

    RH – Que profissional as empresas tanto procuram, mas encontram dificuldade para captar?

    Célio Antunes – Os profissionais intraempreendedores proativos e com brilho nos olhos, que se sentem realizados por entregarem um trabalho bem feito e que traga significado para suas vidas e suas carreiras. Esses, sem dúvida alguma são os mais procurados e os chamo de profissionais extraordinários. Claro que é difícil captar estes profissionais, mas o que eu sinceramente espero é que ao lerem o meu livro eu esteja incentivando o surgimento destes profissionais intraempreendedores extraordinários. E posso afirmar com toda segurança que os resultados que eu mesmo tenho obtido nas minhas empresas têm sido extraordinários. Senti o brilho nos olhos e a proatividade nascer em vários profissionais que já pareciam apáticos. Tem sido impressionante o que estou vivenciando, não imaginava a revolução que iria acontecer em tão pouco tempo.

    RH – A solução para reduzir essa busca por profissionais extraordinários as não estaria em investir nos chamados high potentials?

    Célio Antunes – Eu acredito em despertar os high potentials. Quando o profissional sabe que existe espaço para ser extraordinário poderá desabrochar todo o seu potencial, basta que haja uma indicação e uma comunicação clara de abertura por parte da empresa. E estando o profissional preparado para empreender e tendo desenvolvido uma visão clara da atuação da empresa no mercado, pode então desenvolver todo o seu potencial de realização.

    RH – Sua linha de trabalho defende que os profissionais precisam ter uma VCC – Visão de Ciclo Completo, que resultará no desenvolvimento da carreira. O que isso significa na prática?

    Célio Antunes – Tudo o que fazemos na vida, se não for precedido de uma visão 360 graus do movimento das coisas, poderá acarretar em perda de tempo e prejuízo em muitos casos. É preciso traçar vários cenários futuros para todas as coisas e isto, por sua vez, se faz com muito estudo e observação dos movimentos à sua volta. Desta forma o profissional que desenvolve esta visão estudou os movimentos de casos de sucesso e insucesso. É importante também estudar os insucessos, uma grande fonte de aprendizado, pois assim o profissional vai pisando em terreno seguro e tomando atitudes que farão sua carreira ser bem-sucedida, procurando errar o menos possível. Errando menos, acertamos mais. Afinal, como se diz, “errar é humano” e não podemos nos preocupar com os erros, pois eles são grandes aprendizados para nós. Só precisamos, como falei, acertar mais que errar, que conseguiremos seguir em frente.

    RH – Quais as principais características da Visão de Ciclo Completo?

    Célio Antunes – A VCC parte do princípio de que nós temos de imaginar por antecipação tudo o que queremos construir nesta vida. Na realidade, trata-se de um exercício mental em que você monta diferentes cenários futuros e analisa os impactos resultantes destes cenários. Tudo isso antes de colocar algo em prática. A Visão de Ciclo Completo é um hábito, quanto mais você tenta entender a mecânica do mundo, a história dos países, das empresas e das pessoas, mais você desenvolve a sua VCC, construindo mentalmente cenários futuros e podendo enxergar muitas possibilidades e decidir por aquele caminho com o melhor resultado e menor risco.

    RH – A VCC é recomendada para ser aplicada em que fase da vida profissional e independentemente do segmento de atuação?

    Célio Antunes – Qualquer pessoa em qualquer atividade, em qualquer momento e em qualquer lugar do mundo, pode desenvolver a VCC tanto para a sua vida pessoal como profissional. O maravilhoso disto tudo é entender o passado, compreender o que acontece no presente e enxergar as múltiplas possibilidades do futuro. Cada vez mais estudar o futuro é uma ciência muito importante e valorizada por muitas empresas, pois nossa vida vai ser vivida no futuro. As maiores empresas do nosso país e do mundo gastam milhões para conseguir enxergar o futuro, pois é lá que elas irão ganhar ou perder.

    RH – Como se aplica a Visão de Ciclo Completo na prática?

    Célio Antunes – Sem estudar muito qualquer coisa não se consegue desenvolver a VCC na prática, qualquerBusiness Plan – plano de negócios – pressupõe enxergar o futuro e colocar no papel um projeto. Assim alguém poderá motivar-se a investir algum dinheiro naquilo, porém sem antes testar exaustivamente todas as premissas elencadas no projeto. Eu falo no meu livro de um amigo que queria investir numa franquia de restaurante e com analises até simplistas mostrei para ele que o negócio não era viável, e realmente não o foi no futuro naquele mesmo ponto. Poucos sabem, mas eu trabalhei num restaurante que o meu pai teve e até nem cheguei a comentar isto no livro. Então, consegui atestar uma opinião segura, porque conhecia bem o ramo e então podia enxergar na minha VCC o que poderia acontecer naquele negócio. Digo outra vez então – sem estudar muito qualquer coisa não se consegue desenvolver a VCC na prática.

    RH – Fatores como estilos de vida e a forma como o talento percebe as dificuldades que se apresentam em sua jornada, são determinantes para o futuro da carreira?

    Célio Antunes – Só conseguimos tomar boas decisões se estamos com a cabeça em paz para pensar e acredito que estar em paz – isto dá um outro livro – é uma outra ciência. Acredito que a paz aparece quando conseguimos estar em equilíbrio em nossa vida, tanto no aspecto saúde, por meio da boa nutrição e atividades físicas, quanto no se sentir pleno e realizado em sua vida, ter aproveitado cada minuto para se aperfeiçoar e não ter perdido muitas oportunidades nesta vida. Bem, paz é um assunto complexo, não dá para exprimir em poucas palavras.
    Mas o seu estilo de vida e o seu estado de consciência sobre o que passa em sua vida – a VCC da sua vida – podem realmente determinar o futuro de sua carreira. Pois, se você tem paz para pensar sobre sua vida e equilíbrio para perceber as reais dificuldades de sua jornada, aplicando a VCC em tudo isto, pode perceber que em determinado momento você está acumulando experiências. E em outro determinado momento estará utilizando as experiências adquiridas para dar um grande impulso em sua carreira, enxergará também em outro momento se o seu potencial poderá ser mais bem explorado em outra empresa ou em outro ramo de atividade. Sempre é preciso atitude, mas sem paciência não chegamos a lugar algum e uma coisa boa que a VCC me trouxe é a paciência, pois se você enxerga um bom futuro, é só uma questão de tempo para chegar lá.

    RH – Que benefícios essa metodologia proporciona aos profissionais?

    Célio Antunes – Sem dúvida, saber para onde se está caminhando, além de confortável, é muito prazeroso. E com a VCC pode-se imaginar se o futuro é um lugar agradável, assim será uma caminhada segura e de realizações.

    RH – Em sua opinião, qual a armadilha que mais encanta as pessoas e que traz danos que marcam uma trajetória profissional?

    Célio Antunes – A principal armadilha é largar um projeto no meio do caminho, em troca de um pouco mais de salário, em outro lugar. O indivíduo precisa construir uma história de realizações em sua vida e sempre precisamos de tempo para isto. Não dá para ficar um ano em cada empresa para conseguir realizar algo. E o que acontece de terrível é que num futuro próximo o currículo destas pessoas será excluído no início dos processos seletivos, pois não terão nem oportunidade para falar para alguém que possuem algum conhecimento especial. Na verdade, deram prejuízo por onde passaram, pois não é barato contratar alguém, treiná-lo e aculturá-lo na organização, porque quando vão começar a dar resultados, pedem a conta e vão embora. Só que em poucos anos estão excluídos dos processos seletivos. Já tive a oportunidade de nas minhas palestras, ser procurado no final por pessoas nesta situação e que se arrependeram desta atitude, não pararam para pensar nem um pouco na VCC de sua carreira. Espero que o meu livro ajude as pessoas antes delas tomarem más decisões precipitadas em suas carreiras.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

  • Categorias: Aprendizado, Assessoria RH, Carreira, Competitividade, Comportamento, Contratação, Desafios, Mercado, Mercado de Trabalho, Profissional
  • 0

    Ano Novo: Supere os desafios!

    Ano novo supere desafios - 03 de JaneiroMais um ano se inicia e muitas pessoas se vêem estimuladas a traçarem novas metas. Veja algumas dicas que podem ajudá-lo.

     

    Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    Mais um ano se inicia e muitas pessoas se vêem estimuladas a traçarem novas metas, principalmente no campo profissional. Contudo, algumas sentem dificuldade de dar o pontapé inicial para uma guinada. Isso se deve a fatores que podem estar atrelados tanto a competências técnicas como também comportamentais.

    Veja abaixo algumas sugestões que podem ajudá-lo a iniciar 2014 com boas perspectivas.

    1 – Se você já tem experiência profissional, faça uma retrospectiva dos últimos anos de sua carreira. Isso não deve levá-lo a um estado de nostalgia, mas sim a uma auto avaliação do que você foi capaz de realizar em prol do seu desenvolvimento.

    2 – Uma vez traçada a sua linha de desenvolvimento profissional, avalie se algo que você desejava não foi conquistado e os motivos que contribuíram para esse estado de “paralisia”. Será que a responsabilidade desse fato está apenas relacionada à empresa em que você trabalha ou faltou iniciativa da sua parte? Muitas vezes, o melhor passo para o crescimento é o profissional ser honesto consigo e não ficar procurando desculpas para todas as questões que surgem à nossa volta e não nos agradam.

    3 – Já que pontuamos o desenvolvimento profissional, não espere a chegada do Ano Novo para obter informações sobre aquele curso ou treinamento que você sempre quis fazer, mas adiou por muitas vezes. Aproveite o agora e não espere o depois, pois isso faz muita diferença para quem deseja sair da zona de conforto.

    4 – Como está o seu networking? Lembre-se de que a rede de relacionamento é uma rica fonte para o profissional trocar experiências com outras pessoas que atuam na sua área. Mas não esqueça de que apenas acrescentar contatos não é manter uma rede fortalecida. É preciso que você esteja disposto a trocar informações, a receber e a dar algo em troca. Não veja o networking como uma rede de mão única.

    5 – Outro fator importante é manter-se atualizado tanto na sua área, quanto em relação a temas que sejam considerados de interesse geral. Hoje, por exemplo, fala-se muito em sustentabilidade – tema que tem sido constantemente abordado no campo organizacional. Se durante uma reunião de trabalho o tema for mencionado, existe a possibilidade de que você contribua com alguma sugestão para que a empresa implante ações sustentáveis?

    6 – Muitas empresas têm valorizado os profissionais não somente por aquilo que eles realizam dentro dos seus “portões”, mas também pelas ações que as pessoas assumem como cidadão. Não é à toa que muitas empresas estimulam atividades como o voluntariado. Isso tem levado vários profissionais a exercerem a cidadania, seja abraçando um projeto interno ou mesmo contribuindo no anonimato com alguma atividade em prol da sociedade. Existe algo que você possa fazer nesse sentido?

    7 – Já parou para pensar como seus colegas de trabalho o percebem no dia a dia? Você pode dominar muitas competências técnicas essenciais à sua função, mas se o seu lado comportamental não estiver preparado para, por exemplo, trabalhar em equipe, aceitar as mudanças, entre outros fatores, existe o risco que de você torne-se obsoleto para o mercado. Por isso, observe como as pessoas o vêem no ambiente corporativo. Caso sejam realizadas avaliações de desempenho na organização, reveja se os pontos fracos que foram identificados foram trabalhados por você.

    8 – Existem pessoas que quando vêem outros profissionais em ascensão, simplesmente argumentam que o “sol não nasceu para todos” e que apenas alguns atingirão o sucesso. Não caia nessa armadilha dos que se consideram perdedores por natureza. Ao invés de lamentar, observe que caminhos a pessoa que você admira trilhou e procure, se possível, aconselhar-se com quem já deu uma guinada na carreira. Como exemplo, tome pessoas que possam alavancar sua vida e nunca levá-lo à desmotivação.

    9 – Cometeu erros em sua trajetória profissional? Só não comete erros quem nunca tentou fazer algo. Por isso, não desista na primeira tentativa. Busque o seu espaço na empresa em que atua e no mercado de trabalho. Abra-se para novas possibilidades, mas tenha a certeza de que nada vem fácil.

    10 – Você tem cuidado da sua saúde de forma responsável? Muitas vezes, a correria do dia a dia não permite que as pessoas lembrem-se de que as conquistas exigem muito tanto da mente quanto da parte física do indivíduo. Por esse motivo, é preciso cuidar da saúde, fazer um check-up anual, aderir a uma alimentação mais saudável e abandonar o sedentarismo.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

  • Categorias: Aprendizado, Assessoria RH, Carreira, Comportamento, Desafios
  • 0

    Chegou a hora de se planejar

    Dicas para o seu planejamento para 2014

     

    Entra ano e sai ano, conquistas que ainda continuaram em sua meta ou novas que virão com o novo ano, então, é preciso que você avalie o que passou neste ano e o que virá no próximo. Você conseguiu cumprir aquela desejada meta no ano passado? Caso a resposta seja sim, parabéns, mas há muitas pessoas que não conseguiram alcançar a conquista desejada, e isso deve-se a realização de algo de forma errada. O quê? Como fazer para que você consiga realizar neste novo ano o seu sonho? Não importa a meta para o próximo ano, é preciso que você primeiramente realize um planejamento pessoal, e para isso é muito simples, basta verificar as dicas listadas logo abaixo:

    – Faça uma revisão do que é importante para você: Para que você não perca tempo à toa no próximo ano é preciso ter foco, assim questione-se sobre o que realmente é importante e o que deseja para o novo ano, mas responda sem dúvidas e com clareza. Quais são as atividades que você deverá dar ênfase no próximo ano? Quais serão as que ganharão destaque? Para auxiliar você nesta tarefa, crie uma lista com as atividades em “Foco” e outra de “Stops”, e em seguida conclua a mesma crie uma lista das prioridades, ou melhor, de maior importância. Desta forma, olhe para os cinco primeiros itens desta lista e planeja um plano de ação em sua agenda sobre cada item, independente qual seja ele.

    – Não tenha vergonha, use uma agenda: É indicado que você passe a utilizar uma ferramenta simples e prática que lhe ajude a centralizar todas suas metas, e para isso não há nada melhor do que uma agenda.

    – Não exagere na quantidade de metas: Fazer uma grande quantidade de planos poderá lhe atrapalhar na realização dos mesmos, por isso, não adianta de nada criar muitos planos. Desta forma, é preciso que você foque gradativamente em seus objetivos durante todo o ano, no entanto, é preciso que os mesmos sejam viáveis e relevantes. Como roteiro, saiba realmente o que você quer, saiba o quanto será necessário investir, e por fim, define-as. É interessante também que você crie uma lista do tempo de curto ou em longo prazo e de ações práticas para a realização de suas metas.

    – Crie um ponto de controle: Este é um fator importante que muitos se esquecem, ou melhor, é preciso que você faça uma reunião consigo mesmo a cada bimestre, por exemplo, para uma revisão de suas metas, de seus “Focos” e “Stops”. Realizando esta tarefa você amenizará as chances de que a sua meta seja esquecida ou até mesmo cumprida.

    – Fale e desabafe com alguém de confiança sobre suas metas: É indicado que você escolha uma pessoa próxima para dividir seus objetivos, para que a mesma ajude a manter seu nível de confiança, questione sobre seus planos e motivação. Tenha sempre um amigo por perto para lhe auxiliar no controle de seus objetivos.

    – Coloque você em seu ano: Quanto mais tempo você tiver para si mesmo, maior será a energia para a realização de seus planos para o novo ano, sendo que é preciso que você inclua neste meio tempo atividades para lazer, prática de atividades físicas ou atividades para que você consiga “recarregar suas energias”.

     Publicado originalmente no blog (www.blogdicas.net).

  • Categorias: Aprendizado, Assessoria RH, Comportamento, Desafios, Planejamento
  • 0

    Gestão da Mudança


    Liderança pelo Exemplo - 18 de OutubroComo transformar adversidades em oportunidades.

     

     

     Por André Dametto | rh.com.br

    O uso da competência Gerenciamento de Projetos é cada vez mais comum nas organizações. Muitas empresas incorporaram esta disciplina gerencial como forma de inovar seus negócios, processos, produtos e modelos de Liderança. Apesar de ser notório o avanço das ferramentas técnicas, tais como cronogramas e orçamentos, grande parte dos projetos ainda termina com atraso e custando mais do que o orçamento inicial. De acordo com pesquisa do Stevens Institute, 85% dos projetos não cumprem o prazo, 70% superam o custo esperado, sendo que taxas de 200 a 300% não são incomuns.

    Resta, então, uma pergunta: como podem os projetos ainda apresentarem tantas falhas dada a existência de tantas ferramentas técnicas e gerencias? A pergunta já traz em si a resposta: todos sabemos que projetos são feitos por pessoas e para pessoas. Então, é de se esperar que os fatores humanos sejam a principal alavanca, ou ofensor, na gestão de um projeto. Segundo pesquisa de Benchmarking do Project Management Institute Brazil, a principal causa de problemas em projetos é a falta de comunicação, atingindo 76% dos projetos analisados. Dada à importância do fator humano (ou soft) é importante que ele seja tão bem gerenciado quanto o aspecto técnico (ou hard) nos projetos.

    A fim de equilibrar fatores hard e soft na Gestão de Projetos, a Gestão de Mudanças revela-se como sendo a competência (conhecimentos, atitudes, ferramentas e práticas) para alcançar e superar os objetivos dos projetos, transformando adversidades em oportunidades. Dentre estas práticas de “gestão com equilíbrio” destacam-se: o mapeamento das pessoas afetadas pela mudança (stakeholders), a identificação e a preparação do líder apoiador mais adequado para engajar estes stakeholders, além das ações de comunicação, treinamento e alinhamento constantes em todas as fases do projeto.

    Uma dica para começar a incorporar esta competência no dia a dia dos seus projetos é reconhecer a mudança como um processo, entendendo que a implementação da mesma é apenas a parte final da transição. Antes dela, existem duas fases fundamentais: o reconhecimento da necessidade da mudança e o diagnóstico da mesma. Esta análise se dá em relação a aspectos como pessoas envolvidas, grau de resistência das mesmas, velocidade necessária de evolução, dentre outros quesitos.

    Assim como um avião precisa de combustível (força positiva) e vento contra (força negativa) para decolar, é somente neste equilíbrio de forças que as mudanças organizacionais em um projeto serão sustentadas. Outra recomendação é avaliar se as forças positivas sobrepõem às forças negativas.

    Os resultados do investimento em ações de Gestão de Mudança são notórios. Segundo a consultoria britânicaChangefirst, para cada R$ 1 investido há um retorno médio de R$ 6,50. A pesquisa Best Practices in Change Management revelou que 95% dos projetos pesquisados afirmam ter atingido ou excedido os objetivos quando realizaram uma Gestão da Mudança bem estruturada, contra 16% de sucesso em projetos sem este cuidado. E você, gostaria de obter mais informações sobre o conceito ou ainda está resistindo ao mesmo? Entre em contato, vamos trocar ideias, pois minha missão é apoiar pessoas e organizações a transformar sonhos em realidade.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

  • Categorias: Assessoria RH, Carreira, Competitividade, Comportamento, Desafios, Mercado de Trabalho, Qualidade de Vida, Recursos Humanos
  • Páginas: 1 2 3