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A ansiedade pelo sucesso

O mundo digital obrigou o ser humano a ter em mente de que “tudo é para ontem”, mas um bom líder sabe que o essencial é saber agregar as experiências.

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Num momento de tantas informações e oportunidades ao alcance de um clique, fazer as escolhas adequadas e focar no planejamento da carreira pode parecer fácil, porém, não o é.  Até bem poucos anos a escolha de uma profissão era algo definitivo. O ingresso numa universidade e a decisão da carreira garantia a estabilidade no mundo corporativo de passos lineares.

Estamos na era digital e já há quem diga que, no final dela, para as novas gerações o digital já é o óbvio. Um mundo globalizado, com novos paradigmas, que abrem as portas para infinitas oportunidades. Tudo se torna possível. Basta fazer as escolhas corretas. Qualquer janela é uma chance, uma passagem rumo a um destino próspero. Vendo dessa perspectiva, tudo está ao alcance das mãos. Porém como escolher em meio a tantas promessas irresistíveis de carreira? Como ser assertivo? Como progredir? Com tantas ofertas e possibilidades o planejamento de carreira deixa de ser linear.
A velocidade das mudanças tecnológicas e científicas não garantem que o certo de hoje será o melhor de amanhã. São muitas alternativas e poucas certezas. O universo virtual traz a sensação de multiplicidades de escolhas e com elas vem um senso de urgência. É preciso ingressar na carreira, ser promovido, liderar, tudo na velocidade dos games. A questão desafiadora é que na vida real existe um “delay” se comparado ao virtual. Entre o que parece possível e o de fato atingível existe um gap. Na mente virtual tudo está dado, pronto.  A vida real pede a tal da experiência, o passo a passo que só se aprende vivenciando. É preciso seguir protocolos, regras, burocracias e hierarquias.
No cenário real, o que fazer com a expectativa de conquistas a curtíssimo tempo? Já que sabemos ser esse um grande fator para o desengajamento nas corporações. Pesquisas demonstram que o maior índice de insatisfação e desligamentos nas empresas é a falta de perspectiva de plano de carreira. Se por um lado é preciso correr para ocupar os cargos mais altos em curtíssimo prazo, por outro lado, quando esse cenário não parece oportuno, vem a desistência.
É preciso ter cuidado com a matemática da urgência ao invés de simplesmente mudar de empresa rumo a uma possível escalada galopante. É imprescindível entender o que é necessário que seja modificado internamente. É importante compreender quais limitações e impedimentos internos e também externos precisam ser revistos. As limitações internas podem ser algumas inseguranças, crenças limitadoras, valores contraditórios, entre outras tantas. Os impedimentos externos são a ausência de conhecimentos específicos, falta de alianças, problemas na comunicação, etc. No entanto, na maioria das vezes em que se tem a percepção do que é necessário rever internamente, isso resulta em mudanças de comportamentos e no desenvolvimento de novas habilidades e saberes.
Não é só o iniciante que enfrenta os desafios das escolhas. Muitos profissionais de ponta e financeiramente bem estabelecidos se veem diante de questionamentos internos sobre o que fazer nos próximos muitos anos de suas vidas. Rever periodicamente o que energiza profissionalmente e pessoalmente são fatores importantíssimos para se manter em alta performance. Nesse sentido é relevante estar disposto a se reinventar em diversos momentos da carreira. É preciso coragem para reconhecer que não se conhece o todo. Um profissional, por maior maturidade e destaque que tenha no contexto já estabelecido, quando começa algo novo, inevitavelmente terá que desenvolver outras habilidades a partir do estágio básico de aprendizagem. Essa qualidade de inovar, de ter humildade e disposição para aprender o inédito pode garantir o frescor, a qualidade, a alegria, a saúde e a possibilidade de experimentar muitas carreiras brilhantes numa mesma vida.
Como pesquisadora do comportamento e valores humanos, acredito que alguns fatores podem fazer total diferença numa escalada progressiva e bem-sucedida de carreira. Conhecer as novas tendências é um deles.
Pesquisas apontam o eminente surgimento de mudanças tecnológicas com crescimento exponencial e capacidade de alterar radicalmente o modo de vida ao qual estamos inseridos nesse início de século. Diante do que já é e de tudo que está por vir, penso que quanto maior a integração do ser humano com seus reais valores, suas principais habilidades humanas e com o seu verdadeiro propósito de vida, maiores serão os benefícios e oportunidades de uma carreira bem-sucedida. Nesse cenário é importante encontrar bem-estar e equilíbrio emocional, conju
gal, espiritual, familiar, social, intelectual e de lazer.
Diante das perspectivas, não é possível dizer de forma lógica e precisa o que será necessário fazer para garantir o sucesso no planejamento da carreira. Mas o certo é que ter excelência naquilo que se faz é e será sempre um dos principais ingredientes em qualquer tempo ou lugar.
Líderes inspiradores servem como modelo em qualquer etapa do planejamento de carreira. Ensinamentos que podem fazer a diferença entre ser mais um ou ser único em meio a tantos. Líderes inspiradores não visam somente o dinheiro ou bem-estar pessoal. Líderes inspiradores têm em comum propósito e missão. Têm como ambição criar, promover ou impactar em algo que sirva como legado para as próximas gerações. Líderes inspiradores acreditam no poder da abundância e por isso não se prendem às pequenas questões e picuinhas, ao contrário: promovem um ambiente de permanente desafio, atentos ao projeto de vida de seus colaboradores. Oferece feedback constante e sobretudo geram oportunidades, ao qual, sabemos, ser um dos principais aliados na manutenção da equipe e do chamado plano de carreira.
(Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 21/12/2016).
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    A importância do currículo para conseguir um emprego

    Para quem busca conseguir um emprego é muito importante saber distinguir e ressaltar muito bem suas experiências, os pontos fortes e expressá-los de forma transparente, clara e objetiva em seu currículo e comprová-los de forma convincente na hora da entrevista.

    Mas como se escrever bem um currículo? Simples de dizer e  nem sempre tão tranquilo de fazer.

    • Currículo: Procure colocar, além da sua formação de graduação e  experiências  adquiridas, informações que todo currículo obrigatoriamente contém, características pessoais , desempenho em projetos ou tarefas, resultados obtidos e realizações relevantes que, na sua opinião, possam distingui-lo dos demais candidatos que  esteja competindo. Por exemplo: liderança em projetos, com resultados(demonstre em percentual), coordenação  de equipes para desenvolvimento da ampliação da fábrica(sempre demonstrando seus resultados obtidos), voltado para pesquisas, desenvolvimento de software para gestão, entre outros”.

    Uma boa entrevista é que define um processo seletivo!

    • Entrevista: Seja confiante e informe bem suas atuações, sempre informando o que consta em seu currículo.   Converse com o entrevistador sobre o que perguntado de forma bem objetiva, sem se delongar demais, demonstrando com isso franqueza e uma atitude positiva. fale dos seus resultados e prazos e situações onde você foi bem sucedido, realizações em empregos anteriores, informações que possam ser  relevantes para quem procura, através da entrevista, conhecer um pouco melhor a pessoa que esta na sua frente.

    O importante é conseguir transmitir ao entrevistador confiança nas informações e o que é capaz de fazer para gerar resultados para a empresa.

    É fundamental se informar sobre a empresa que você esta indo fazer a sua entrevista e  também sobre sua cultura e valores, para que você possa tentar se recolocar ali e fazer perguntas pertinentes ao entrevistador, pois o equilíbrio entre a fala  e a avaliação é o que irá te deixar mais próximo de conseguir um emprego.

    Equipe Quality Training RH.

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    Plano de carreira é mais relevante que salário ao aceitar nova vaga

    SÃO PAULO – O plano de carreira é o fator mais importante na hora de escolher entre uma ou outra vaga de emprego, segundo uma pesquisa da empresa de recrutamento Adecco. Para 44,9% dos entrevistados, esse é o critério de desempate mais relevante. O salário aparece em seguida, como escolha de apenas 11,6%. Outros 11% buscam mais desafios.

    A pesquisa, que consultou mais de 2.200 candidatos a vagas de emprego, apontou também as principais razões que levam os profissionais a participar de processos seletivos. Quase metade (46,4%) está tentando voltar ao mercado de trabalho, sendo que o tempo de espera para fazê-lo é de um a três meses para a maioria (55,9%). Melhorar o salário é a motivação de 43% e atuar na área de formação é a resposta de 39,3%. Os respondentes tiveram a opção de escolher mais de uma alternativa nesse caso.

    Ao mesmo tempo, a maioria dos profissionais (84,7%) se diz disposta a mudar de cidade para aceitar uma vaga interessante.

    Para a coordenadora de qualidade da Adecco Brasil, Fabiane Cardoso, o estudo mostra uma tendência a buscar estabilidade, mas também uma confiança maior do profissional no mercado de trabalho. “O aquecimento da economia anima os candidatos a voltarem ao mercado e leva à busca de uma boa remuneração e desafios que os mantenham motivados”, diz.

    (Publicado originalmente no Valor Econômico, 30/04/2012)

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    O que dizer sobre a empresa contratante na hora da entrevista?

    Algumas recomendações são bem valiosas na hora de falar sobre a empresa na qual se tem interesse durante uma entrevista. O bom e velho “admiro muito a empresa e quero fazer parte da equipe” já não cumpre o seu papel e soa vazio e previsível para o entrevistador. Nunca se deve exagerar nos elogios à marca ou aos produtos e serviços.

    Para se sair bem, a sinceridade é sempre o mais indicado. Além disso, os principais objetivos dos recrutadores estão relacionados à percepção que o candidato tem da empresa, bem como às suas expectativas lá dentro.

    Confira:

    1- Pesquise

    Um dos pontos essenciais de um processo de seleção é avaliar se o candidato tem conhecimento sobre o cargo pretendido, a empresa, seus valores, concorrentes e posição atual no mercado. Por isso, a pesquisa dessas informações deve ser bem feita para conquistar bons resultados durante a entrevista.

    2-Alinhe seus valores com os da empresa

    O candidato deve ter autoconhecimento para saber se os seus objetivos e anseios profissionais podem ser conquistados na empresa em questão, pois caso contrário, não fará sentido algum dar prosseguimento à entrevista.

    3- Seja sincero

    Quando a pergunta for relacionada a salário, à disponibilidade em trabalhar aos finais de semana, mudar de cidade, etc, a melhor forma de responder é sendo fiel às suas possibilidades e expectativas. A sinceridade sempre é o caminho mais correto. Entretanto, afirmar que pretende ser o presidente da empresa em menos de 5 anos, pode exemplo, pode parecer demais aos olhos do entrevistador. É preciso dosar para não haver complicações depois.

    4- Evite exageros

    É preciso evitar situações de elogios exacerbados à empresa, produtos e serviços, ou críticas ferozes à concorrência. Além de parecer superficial e forçado, não passam a ideia de que você realmente está preocupado em falar a verdade, mas sim em impactar o entrevistador, o que não é legal e pode prejudicar o processo. Seja espontâneo e pontue de forma simples e transparente o que considerar válido.

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