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Fechamento de postos de trabalho em 2017 foi o menor dos últimos três anos

O ano de 2017 não foi fácil para os brasileiros. As crises econômicas e políticas foram as principais responsáveis pelo atual cenário de déficit no mercado de trabalho brasileiro.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), no ano passado o número de demissões foram superiores ao número de contratações. Ocorreram aproximadamente 14.656.731 exonerações para somente 14.635.899 postos de emprego preenchidos, resultando em um saldo negativo de 20.832 postos registrados.

Apesar de ser o terceiro ano de consecutivo de fechamento de vagas formais, o Ministério do Trabalho ressalta que o déficit registrado no ano anterior foi o menor desde 2015, quando o Brasil passou a demitir mais que realizar contratações.

Ainda de acordo com a instituição, essa redução observada em 2017 aponta para um cenário otimista em 2018.

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    Os 10 erros de português mais comuns em processos seletivos

    A comunicação é uma das habilidades mais valorizadas no ambiente profissional, por isso é necessário que o candidato a uma ocupação profissional, além de se comunicar com clareza e objetividade, também tenha atenção para não cometer erros semânticos, sintáticos e ortográficos.

     

    Listamos agora os erros mais comuns cometidos durante uma entrevista emprego, confira:

    1. Mais/Mas
      Exemplo correto: Sou uma profissional recém-formada, mas tenho experiências profissionais.
      Exemplo errado: Sou uma profissional recém-formada, mais tenho experiências profissionais.
    2. Aonde/ Onde
      Exemplo correto: Realizei uma pós-graduação em Marketing digital, onde adquiri muitos conhecimentos.
      Exemplo errado: Realizei uma pós-graduação em Marketing digital, aonde adquiri muitos conhecimentos.
    3. Afim/ A fim
      Exemplo correto: Almejo novos desafios a fim de desenvolver minhas habilidades de liderança.
      Exemplo errado: Almejo novos desafios afim de desenvolver minhas habilidades de liderança.
    4. Fazem/Faz
      Exemplo correto: Faz dois que me tornei bacharel em direito.
      Exemplo errado: Fazem dois que me tornei bacharel em direito.
    5. A/Há
      Exemplo correto: Não exerço a função há três anos.
      Exemplo errado: Não exerço a função a três anos.
    6. Imprimido x Impresso
      Exemplo correto: Os relatórios foram impressos ontem.
      Exemplo errado: Os relatórios foram imprimidos ontem.
    7. Ao meu ver/ A meu ver
      Exemplo correto: A meu ver, a reunião foi um sucesso.
      Exemplo errado: Ao meu ver, a reunião foi um sucesso.
    8. Visa/ Visar a
      Exemplo correto: Ele visava ao cargo de diretor.
      Exemplo errado: Ele visava o cargo de diretor.
    9. Chegar em/ Chegar a
      Exemplo correto: Os documentos chegam a São Paulo amanhã.
      Exemplo errado: Os documentos chegam em São Paulo amanhã.
    10. Fim de semana / Final de semana
      Exemplo correto: Bom fim de semana!
      Exemplo errado: Bom final de semana!
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    Entrevista de Emprego – Os erros mais comuns

     

    Para garantir um emprego, é preciso ter mais do que um bom currículo, por isso o momento da entrevista de emprego pode ser determinante em um processo seletivo.

    Para mostrar os erros mais comuns cometidos nesse momento tão importante a Rede Globo Minas produziu a série Entrevista de Emprego, com a participação da Diretora Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, que participou da simulação de diferentes situações que podem ser decisivas em uma entrevista.

     

    Confira mais episódios dessa série e outros vídeos em nosso canal no Youtube.

     

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    O seu trabalho te deixa deprimido?

    Na manhã do dia 24 de março de 2015, um Airbus A320 da companhia aérea Germanwings, controlada pela Lufthansa, caiu na região dos Alpes. Os detalhes descobertos nos dias subsequentes chocaram o mundo. De acordo com o áudio da caixa-preta do avião, o copiloto, Andreas Lubitz, de 28 anos, havia deliberadamente derrubado o voo 4U9525.

    Aproveitando-se da saída do comandante, Andreas trancou o colega para fora da cabine de controle e acionou o botão de descida da aeronave. Durante 10 minutos, tempo que o avião demorou para se chocar contra as montanhas, o copiloto permaneceu em silêncio, sem pedir ajuda nem declarar emergência.

    Na gravação, é possível ouvir apenas sua respiração acelerada. O primeiro pensamento das autoridades alemãs foi que o acidente teria sido um ato terrorista. Três dias depois, promotores da cidade de Düsseldorf encontraram na casa de Andreas um atestado médico indicando que o copiloto deveria estar afastado do trabalho, em tratamento para depressão, no dia da queda da aeronave.

    Tudo sugere que ele escondeu o fato da companhia, e a doença cobrou um preço alto: Andreas suicidou-se levando 150 pessoas consigo.

    Claro que esse é um caso extremo. Mas dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, assim como o aviador, 322 milhões de pessoas sofriam de depressão ao redor do mundo em 2015 — número que aumentou 18,4% desde 2005.

    No Brasil, cerca de 5,8% da população têm a doença, o que faz do país o campeão de casos na América Latina. Ainda de acordo com a OMS, até 2020 o transtorno mental será a enfermidade mais incapacitante mundialmente.

    É consenso entre os especialistas que esses dados alarmantes são fruto tanto da evolução da medicina, o que possibilita detectar um número maior de casos, como também do crescimento da incidência do problema. “As pessoas começaram a falar sobre o assunto e a buscar ajuda, o que permite que se diagnostique mais. Mas há também um aumento real devido ao estresse crônico”, diz Mário Louzã, psicólogo de São Paulo.

    Do ponto de vista clínico, a depressão se diferencia de uma simples tristeza por durar mais tempo e implicar uma queda no nível de neurotransmissores, substâncias químicas que estabelecem a comunicação entre os neurônios.

    A doença surge de uma combinação entre questões genéticas e ambientais. “À hereditariedade, soma-se o fato de que algumas pessoas são mais vulneráveis aos estressores do cotidiano. Além disso, as mulheres são pelo menos duas vezes mais suscetíveis à depressão por causa da flutuação hormonal”, afirma Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), de São Paulo.

    Depressão: até 2020, será a doença mais incapacitante do planeta (Imagem: Marcelo Calenda)

    O trabalho como gatilho

    O mundo instável e cheio de opções em que vivemos tem sua parcela de responsabilidade na criação de gerações mais angustiadas. “Perdemos as grandes referências: Estado, religião, justiça, uma empresa onde trabalharíamos a vida toda”, afirma Dorothee Rudiger, professora de direito na Universidade Católica de Santos, em São Paulo.

    Ao mesmo tempo, há muita liberdade de escolha. “Essa incerteza e medo levam a uma angústia profunda.” E isso se agrava, é claro, quando o local de trabalho se mostra problemático. Ambientes competitivos, com maior pressão por resultados, elevam o risco de desenvolver a doença.

    Operadores de telemarketing, bancários e profissionais da área de saúde são os mais propensos a ter quadros depressivos, mas a doença não se restringe a determinado setor, carreira ou nível hierárquico.

    Só em 2016, por exemplo, a Previdência Social registrou o afastamento de 75 300 trabalhadores por causa de depressão, cerca de 37,8% do total de licenças por doenças mentais. “O desequilíbrio entre o que é cobrado dos funcionários e o apoio que a empresa oferece faz com que as pessoas sofram, e isso causa uma degeneração psíquica. Muitas vezes, o estresse a que o indivíduo é submetido é tão grande que ele não consegue se recuperar”, diz João Silvestre, diretor de relações internacionais da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), de São Paulo.

    Foi a alta carga de tarefas, acompanhada de uma equipe reduzida e de uma forte cobrança por resultados, que fez com que o publicitário Edson Santos, de 34 anos, desenvolvesse um quadro depressivo. Em 2012, o paulista era supervisor de marketing em uma multinacional alemã e, durante dois anos, viveu uma rotina que chegava a 20 horas diárias no escritório, sem férias. “Não tinha mais tempo para a família ou para os amigos”, diz.

    Aos poucos, Edson começou a se isolar dos colegas, e os projetos que antes o motivavam perderam o sentido. Em uma das crises mais agudas, sentiu um desespero inexplicável. “Tive vontade de fugir, de não voltar mais ao trabalho, de ir para o banheiro chorar”, afirma.

    O quadro teve impacto em seu rendimento e, após alguns meses, o gestor de Edson o chamou para uma conversa. “Ele estava preo­cupado, apontou que até mesmo o jeito de me vestir havia mudado e eu nem tinha percebido. Sugeriu que eu procurasse ajuda.” Edson seguiu o conselho e, quando se consultou com o psiquiatra, recebeu o diagnóstico de depressão. Mas aceitar não foi fácil. “Eu tinha um bom salário, uma família estruturada e me perguntava por que estava deprimido”, diz.

    Mesmo sem entender as causas, seguiu o tratamento. Além da terapia e dos remédios, Edson voltou a reservar um tempo para si mesmo, praticando esportes e adotando um cão. As mudanças o ajudaram a compreender o processo que o levou ao quadro depressivo — e como a rotina workaholic contribuiu para isso.

    Hoje, no cargo de coordenador em outra multinacional, ele diz que o apoio da empresa foi crucial. “Eu tinha vergonha de contar e apenas alguns colegas sabiam, mas eles me ajudaram. Como profissional de marketing, fiquei limitado, sem criatividade. Eles me deram suporte”, afirma Edson.

    Falta de apoio

    Casos como o de Edson, em que a empresa, gestores e colegas são compreensivos e ajudam os profissionais que passam por crises de depressão infelizmente ainda são raros. “Uma liderança humana, que enxergue o funcionário além do número do crachá é exceção”, afirma Fátima Macedo, diretora da Mental Clean, consultoria psicológica para empresas, de São Paulo.

    Na maioria das situações, quem está ao redor não se dá conta de que aquele profissional precisa de ajuda — ainda mais em organizações com chefias ultrapassadas, que continuam a carregar aquela visão de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

    Foi o que a fisioterapeuta Thaís Romanelli, de 36 anos, teve de enfrentar até o fim de 2016, quando trabalhava em um hospital público de São Paulo. Ela entrou na empresa assim que saiu da faculdade e, durante 13 anos, permaneceu na instituição. Embora percebesse que a relação já estava desgastada, as coisas se intensificaram no ano passado. “Fui transferida de unidade e de chefe, sem muitas explicações, e não me adaptei”, diz Thaís.

    Como o atendimento nesse novo ambiente se limitava a um dia da semana, a fisioterapeuta continuou levando a situação, sem perceber quanto isso lhe fazia mal. Nesse meio-tempo Thaís venceu, ao lado de uma colega, um concurso para startups na área da saúde e criou a Soulvox, plataforma que cria vozes para pessoas que não conseguem falar, o que significou cuidar de duas carreiras. “Todos os dias eu ia dormir às 3 horas da manhã, acordava às 7, ia trabalhar, voltava e continuava me dedicando às pesquisas. Sem contar os fins de semana virados”, diz.

    O problema chegou ao ápice quando a gestora de Thaís pediu a ela que trabalhasse mais um dia na unidade onde não havia se adaptado. “Eu já estava cansada da rotina entre empreendedora e empregada. Junto com o esgotamento que vinha acumulando, tive uma crise de choro.” Mesmo argumentando que não havia se integrado ao novo local, não houve jeito. “Eu me senti desrespeitada. Foi a primeira vez que me posicionei sobre algo que estava me incomodando e fui completamente ignorada”, afirma a fisioterapeuta. Percebendo que não estava bem, resolveu procurar ajuda.

    Thaís foi diagnosticada com depressão leve, e a psiquiatra foi taxativa quanto ao motivo que a levou àquele estado: excesso de trabalho. “Comecei a me perguntar: vale a pena ficar tomando remédio e prejudicando minha saúde por causa daquele lugar?”, diz.

    Após o afastamento médico de um mês, ela deixou o emprego. “No fim de 2016, percebi que ainda não estava 100% e aproveitei o tempo livre para me dedicar mais à Soulvox.” Hoje, mesmo não tendo ainda reequilibrado as finanças, ela não se arrepende da mudança. “Foi a melhor decisão que tomei. Sempre fui movida por propósito, mas, num cenário em que eu atendia quatro pacientes quase ao mesmo tempo, era impossível. Com minha empresa, recuperei a paixão pelo que faço”, afirma Thaís.

    O custo da doença

    Muita gente acha que a depressão é apenas um problema de saúde, mas é mais do que isso. O distúrbio representa perdas para a economia, para as empresas e para a sociedade. Segundo um estudo de 2016 da London School of Economics, os prejuízos relacionados à produtividade causados pela doença chegam a 246 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.

    No Brasil, esse valor alcança 63,3 bilhões de dólares, menor apenas do que nos Estados Unidos, que têm uma perda anual de 84,7 bilhões de dólares. Por aqui, a doença é a terceira maior causa de afastamentos pelo INSS. “A depressão tem custos diretos e indiretos. O absenteísmo e o presenteísmo são alguns dos custos sociais. Mas ela também onera os cofres públicos nas áreas de saúde e previdência social”, diz Quirino Cordeiro, coordenador de saúde mental do Ministério da Saúde.

    Algumas empresas já começaram a fazer essa conta e perceberam que prevenir é melhor do que remediar. A rede de laboratórios de medicina diagnóstica Fleury é uma delas.

    Em 2013, a companhia mapeou o perfil de saúde de 65% de seus funcionários — 7 000 pessoas na época. O resultado foi assustador. Os índices de saúde mental dos empregados estavam piores do que, por exemplo, os dos policiais civis, dos professores ou até de pessoas que trabalham em UTI. “Esses números alertaram para o estresse na empresa. Com isso, a saúde mental, ao lado do sedentarismo e de doenças osteomusculares, tornou-se um de nossos principais alvos de atua­ção”, afirma Thiago Rodrigues, consultor de gestão em saúde do Fleury.

    A empresa passou a oferecer sessões de atendimento psicológico nos diversos ambulatórios do grupo. Os casos mais graves são encaminhados a outros profissionais de saúde mental para tratamentos mais longos. “Os trabalhadores devem procurar o serviço ou o RH pode indicar uma terapia de grupo quando detecta algum problema coletivo”, diz Thiago.

    Nos últimos três anos, o projeto realizou 1 397 atendimentos e diminuiu o tempo de afastamento por doenças mentais em 29,5 dias — uma economia anual de quase 97 000 reais. “Atuamos no setor de serviços, então o preço de uma baixa produtividade é altíssimo. Uma pessoa deprimida, ansiosa, não consegue atender bem, e aquele cliente pode nunca mais voltar. E somos uma companhia de saúde — esse cuidado precisa ser um valor aqui dentro.”

    Sem estigmas

    Além de ofercer suporte e trabalhar na prevenção da depressão, as empresas precisam criar ambientes em que os funcionários possam falar abertamente sobre a doença, sem que o problema seja rotulado como “frescura”. “As doenças mentais sofrem preconceito porque não são visíveis. Até pouco tempo atrás, essas pessoas eram deixadas longe dos olhos da sociedade”, diz Roberto Debski, psicólogo clínico de São Paulo.

    Se um profissional com depressão encontrar esse mesmo tipo de pensamento em seu local de trabalho, provavelmente vai esconder o problema de gestores e colegas, agravando o quadro. Isso pode desencadear uma série de outras enfermidades, como doenças cardiovasculares, autoimunes e gástricas.

    A Sprinklr, empresa de softwares de gestão de mídias sociais, de São Paulo, dá um bom exemplo de como lidar com o problema. Ali, o tema saúde mental é tão natural que um subsídio à terapia faz parte do pacote de benefícios dos 150 funcionários.

    Há um ano, a organização fez uma parceria com a Zenklub, plataforma de tratamento psicológico via videoconferência, e passou a custear 40% das sessões. “No começo, os funcionários estranharam, mas hoje é tão normal que algumas pessoas tiram um horário durante o dia, avisam o chefe e fazem a sessão no escritório”, diz Bruno Pereira, diretor de recursos humanos da Sprinklr.

    Encontrar um ambiente acolhedor e contar com a compreensão dos colegas e gestores pode fazer com que, em alguns casos, o trabalho tenha um potencial terapêutico e ajude na recuperação do quadro depressivo. “A carreira exerce um papel muito importante, está ligada à nossa identidade. A profissão significa tanto que se confunde com nossa vida. Quando fica doente e precisa deixar sua atividade, você perde seu papel social”, diz Quirino Cordeiro, do Ministério da Saúde. “A pessoa se sente incapaz e não sabe mais quem ela é. Por isso, devemos zelar pela reinserção profissional após uma crise depressiva.”

    A compreensão da empresa em rea­dequar o trabalho e as metas foi fundamental para a recuperação do supervisor de comércio exterior Ri­cardo Esteves, de 41 anos. Funcionário há 18 anos de uma companhia de logística, em São Paulo, Ricardo diz que sempre apresentou traços da doença, mas nunca havia dado muita atenção a isso até que, em 2008, um quadro sério de depressão sobreveio repentinamente.

    Durante vários dias, não conseguia se levantar da cama ou se alimentar e apresentou tendências suicidas. “Queria enfiar o carro da empresa na contramão”, diz. No trabalho, a doença se traduziu em presenteísmo. “Ficava o dia inteiro na mesa, sem conseguir fazer nada.” Depois que começou o tratamento de saúde, que aliava terapia com medicação, Ricardo conversou com o RH, conseguiu mudar de área e readequou as entregas. “Se a companhia compreende que precisa dar um tempo para o colaborador se cuidar, o trabalho ajuda bastante, porque te coloca em movimento. Ficar em casa sozinho só piora a sensação de vazio”, afirma Ricardo.

    À base de remédios

    “Durante dois anos da minha vida tomava meia garrafa de uísque e dois Lexotans por dia.” É assim que o empreendedor Paulo Mauricio Mello, de 59 anos, começa seu relato sobre a depressão.

    Com uma carreira de cinco anos na área de marketing em empresas de telecomunicações e cansado do mundo corporativo, em 1987 ele abriu a própria empresa. Mas, até em seu projeto pessoal, a pressão e as contradições do ambiente corporativo persistiam. “Comecei a me dopar para aguentar a rotina de um trabalho no qual eu não acreditava. Mesmo com a empresa indo bem, rodeado de pessoas em eventos e reu­niões, eu me sentia sozinho”, diz Paulo. “Sucumbi, parei de acreditar em ter um propósito e passei a buscar formas de escapar daquela frustração.” Depois de anos com essa combinação fatal, em 1998 Paulo teve um colapso neurológico. “Além da depressão, o uso excessivo de remédios e álcool me levou a um es­tado em que eu tremia o tempo todo.”

    Ele não con­seguia mais trabalhar —perdeu a empresa e passou quase 11 meses em casa, em um estado que descreve como vegetativo. “Os médicos disseram que eu não teria mais uma carreira”, afirma. Com ajuda de terapia, coaching, medicação e apoio da família, Paulo aos poucos voltou a ter uma rotina normal. “Comecei dando pequenos passos. Primeiro ia do sofá até a porta da sala. Depois, passei a descer até a frente do prédio. Uma vitória enorme foi quando consegui pegar o carro e levar meu filho ao colégio.”

    Como as contas estavam no vermelho, quando se sentiu melhor, Paulo teve de retornar ao mundo corpo­rativo, como diretor de mar­keting de uma empresa de te­le­co­municações. Mas, após algum tempo, os sinais da depressão voltaram a aparecer. Temendo que outra crise se abatesse sobre ele, em 2005 Paulo largou o cargo e passou a se dedicar à carreira de coach, que já praticava informalmente.

    Profissionalizou-se e, atualmente, coordena uma consultoria que combina o aconselhamento de carreira com técnicas como acupuntura e meditação. “Encontrei meu propósito, que é ajudar as pessoas, e não tive mais crises.”

    Casos como o de Paulo, de pessoas que se automedicam ou recorrem ao álcool e outras drogas para enfrentar o dia a dia, são mais comuns do que se imagina e elevam o risco de doenças mentais.

    De acordo com uma pesquisa da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), com 1 000 profissionais de São Paulo e Porto Alegre, no ano passado 57% dos trabalhadores tomavam remédios autoprescritos e 53% consumiam bebidas alcoólicas para se anestesiar do estresse do trabalho.

    A medicação, embora fundamental para o tratamento, precisa ter orientação médica e ser combinada com outros métodos, como terapia, atividades físicas e grupos de apoio. “Alguns remédios têm alto risco de causar dependência. Muitos pacientes exigem respostas rápidas dos médicos e querem logo uma receita, mas é preciso entender que o tratamento é de longo prazo”, diz Daniel Elia, consultor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil.

    E, para ajudar a superar a batalha que é o tratamento de uma doença mental, os especialistas são unânimes em dizer que é preciso ter acolhimento não só da família mas também de chefes, colegas e empresa.

    Tratar o problema com seriedade (e humanidade) ajuda os profissionais que sofrem com o problema a não se sentirem estigmatizados e as companhias a diminuir os custos com saúde. É uma relação em que todos ganham. Por isso, já passou da hora de a depressão deixar de ser um tabu no local de trabalho.

    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 17/09/2017).

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    A ansiedade pelo sucesso

    O mundo digital obrigou o ser humano a ter em mente de que “tudo é para ontem”, mas um bom líder sabe que o essencial é saber agregar as experiências.

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    Num momento de tantas informações e oportunidades ao alcance de um clique, fazer as escolhas adequadas e focar no planejamento da carreira pode parecer fácil, porém, não o é.  Até bem poucos anos a escolha de uma profissão era algo definitivo. O ingresso numa universidade e a decisão da carreira garantia a estabilidade no mundo corporativo de passos lineares.

    Estamos na era digital e já há quem diga que, no final dela, para as novas gerações o digital já é o óbvio. Um mundo globalizado, com novos paradigmas, que abrem as portas para infinitas oportunidades. Tudo se torna possível. Basta fazer as escolhas corretas. Qualquer janela é uma chance, uma passagem rumo a um destino próspero. Vendo dessa perspectiva, tudo está ao alcance das mãos. Porém como escolher em meio a tantas promessas irresistíveis de carreira? Como ser assertivo? Como progredir? Com tantas ofertas e possibilidades o planejamento de carreira deixa de ser linear.
    A velocidade das mudanças tecnológicas e científicas não garantem que o certo de hoje será o melhor de amanhã. São muitas alternativas e poucas certezas. O universo virtual traz a sensação de multiplicidades de escolhas e com elas vem um senso de urgência. É preciso ingressar na carreira, ser promovido, liderar, tudo na velocidade dos games. A questão desafiadora é que na vida real existe um “delay” se comparado ao virtual. Entre o que parece possível e o de fato atingível existe um gap. Na mente virtual tudo está dado, pronto.  A vida real pede a tal da experiência, o passo a passo que só se aprende vivenciando. É preciso seguir protocolos, regras, burocracias e hierarquias.
    No cenário real, o que fazer com a expectativa de conquistas a curtíssimo tempo? Já que sabemos ser esse um grande fator para o desengajamento nas corporações. Pesquisas demonstram que o maior índice de insatisfação e desligamentos nas empresas é a falta de perspectiva de plano de carreira. Se por um lado é preciso correr para ocupar os cargos mais altos em curtíssimo prazo, por outro lado, quando esse cenário não parece oportuno, vem a desistência.
    É preciso ter cuidado com a matemática da urgência ao invés de simplesmente mudar de empresa rumo a uma possível escalada galopante. É imprescindível entender o que é necessário que seja modificado internamente. É importante compreender quais limitações e impedimentos internos e também externos precisam ser revistos. As limitações internas podem ser algumas inseguranças, crenças limitadoras, valores contraditórios, entre outras tantas. Os impedimentos externos são a ausência de conhecimentos específicos, falta de alianças, problemas na comunicação, etc. No entanto, na maioria das vezes em que se tem a percepção do que é necessário rever internamente, isso resulta em mudanças de comportamentos e no desenvolvimento de novas habilidades e saberes.
    Não é só o iniciante que enfrenta os desafios das escolhas. Muitos profissionais de ponta e financeiramente bem estabelecidos se veem diante de questionamentos internos sobre o que fazer nos próximos muitos anos de suas vidas. Rever periodicamente o que energiza profissionalmente e pessoalmente são fatores importantíssimos para se manter em alta performance. Nesse sentido é relevante estar disposto a se reinventar em diversos momentos da carreira. É preciso coragem para reconhecer que não se conhece o todo. Um profissional, por maior maturidade e destaque que tenha no contexto já estabelecido, quando começa algo novo, inevitavelmente terá que desenvolver outras habilidades a partir do estágio básico de aprendizagem. Essa qualidade de inovar, de ter humildade e disposição para aprender o inédito pode garantir o frescor, a qualidade, a alegria, a saúde e a possibilidade de experimentar muitas carreiras brilhantes numa mesma vida.
    Como pesquisadora do comportamento e valores humanos, acredito que alguns fatores podem fazer total diferença numa escalada progressiva e bem-sucedida de carreira. Conhecer as novas tendências é um deles.
    Pesquisas apontam o eminente surgimento de mudanças tecnológicas com crescimento exponencial e capacidade de alterar radicalmente o modo de vida ao qual estamos inseridos nesse início de século. Diante do que já é e de tudo que está por vir, penso que quanto maior a integração do ser humano com seus reais valores, suas principais habilidades humanas e com o seu verdadeiro propósito de vida, maiores serão os benefícios e oportunidades de uma carreira bem-sucedida. Nesse cenário é importante encontrar bem-estar e equilíbrio emocional, conju
    gal, espiritual, familiar, social, intelectual e de lazer.
    Diante das perspectivas, não é possível dizer de forma lógica e precisa o que será necessário fazer para garantir o sucesso no planejamento da carreira. Mas o certo é que ter excelência naquilo que se faz é e será sempre um dos principais ingredientes em qualquer tempo ou lugar.
    Líderes inspiradores servem como modelo em qualquer etapa do planejamento de carreira. Ensinamentos que podem fazer a diferença entre ser mais um ou ser único em meio a tantos. Líderes inspiradores não visam somente o dinheiro ou bem-estar pessoal. Líderes inspiradores têm em comum propósito e missão. Têm como ambição criar, promover ou impactar em algo que sirva como legado para as próximas gerações. Líderes inspiradores acreditam no poder da abundância e por isso não se prendem às pequenas questões e picuinhas, ao contrário: promovem um ambiente de permanente desafio, atentos ao projeto de vida de seus colaboradores. Oferece feedback constante e sobretudo geram oportunidades, ao qual, sabemos, ser um dos principais aliados na manutenção da equipe e do chamado plano de carreira.
    (Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 21/12/2016).
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    Mercado instável: E agora?

    Os desafios e oportunidades que um profissional de RH vivenciará.Imprevistos - 08 de Novembro

    Já parou para pensar que de tempos em tempos o Brasil vive períodos de instabilidade? O que nós, profissionais de RH, podemos fazer em prol da organização onde atuamos e até mesmo de nossas carreiras?

    Nosso primeiro passo deve ser uma avaliação crítica do cenário econômico, situação da empresa frente a esse momento e nossas perspectivas em curto prazo. Após a análise, há duas possibilidades:

    • Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?
    • Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

    Nas duas situações, antes de tudo, é preciso planejamento. Diante de um mercado em crise, temos pouco, ou nenhum direito de errar. Principalmente, quando lidamos com nossa carreira. Pois, na maioria  das vezes, fazemos isso sozinhos, não podendo contar com profissionais que tenham experimentado a mesma situação e possam nos dar direcionamento sobre as melhores decisões a tomar.

    Pensemos então nas possibilidades:

    Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?

    Busque informações sobre sua empresa e as alternativas que o RH poderá apresentar diante da situação.

    Como posso apoiar?

    Que tipo de análise tenho condições de apresentar ao gestor?

    Quais são as possibilidades de redução de impacto sobre as pessoas?

    Onde consigo enxergar redução de custo?

    Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

    Avalie quais suas possibilidades junto ao cenário econômico.

    Como está meu currículo?

    Que empresas não foram tão impactadas pela crise e podem absorver de forma adequada meu perfil?

    Qual a faixa salarial trabalhada pelo mercado nesse momento?

    É melhor procurar oportunidades estando empregado, ou desempregado?

    Se mesmo contra minha vontade eu ficar desempregado, por quanto tempo consigo manter minha saúde financeira caso minha recolocação demore?

    Além da minha área de atuação principal, tenho como avaliar outras áreas?

    Após avaliar todos os fatores, “mãos a obra”!
    Elabore um plano de ação que seja pautado em fontes seguras de informação e ferramentas que possibilitem análises precisas. Seu primeiro desafio será identificá-las. Porém, com os dados em mãos, será possível desenhar os possíveis caminhos a seguir.

    Mensure a evolução e os resultados de cada etapa. É preciso definir se as metas propostas estão sendo alcançadas.

    Para toda proposta, construa um Plano A e um Plano B. Em alguns momentos você só saberá que não deu certo quando estiver no meio do caminho e será importante contar com a possibilidade de redirecionar sua estratégia.

    Amplie seus contatos. Busque no mercado/empresa, pessoas que possam servir como mentores e assessorá-lo no processo.

    Nos momentos de crise aprenda a identificar as oportunidades que são criadas, pois os profissionais se destacam não só por sua capacidade de entregar resultados, mas por sua capacidade de inovação, transformação e potencial para superar os desafios.

    A todo o momento nos deparamos com situações que nos fazem refletir e avaliar novas possibilidades. É preciso saber se realmente estamos preparados para o desafio, encarar de frente e avançar para que tudo dê certo.

    MOVIMENTE-SE!

     

     

     

     

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    Veja os 9 hábitos que prejudicam sua produtividade e como combatê-los

    A Coordenadora de Coaching e Recolocação Profissional, Lúcia Ribeiro Mendes, deu entrevista para a Folha de São Paulo falando sobre o tema. Leia abaixo:

    FERNANDA PERRIN

    DE SÃO PAULO

    Enquanto você começa a ler um e-mail enviado pelo seu chefe com um pedido de relatório, o celular notifica uma nova curtida na sua foto de perfil e dois colegas na mesa ao lado comentam a última fofoca do escritório.

    Entre tentar entender exatamente a ordem do chefe, responder um comentário no Facebook e se inteirar da conversa, chegam mais 15 e-mails. Como conseguir ser produtivo nessa rotina?

    Para especialistas da área de recursos humanos ouvidos pela Folha, o ambiente de trabalho nunca ofereceu tantas distrações como hoje, com a moda dos escritórios sem divisórias e funcionários sempre conectados.

    Ao mesmo tempo, os profissionais têm dificuldade em identificar os maus hábitos que prejudicam sua performance, porque não conseguem classificar as atividades entre o que é importante e o que é urgente e por não terem objetivos de longo prazo que os motivem.

    A primeira recomendação é: planejamento. “A produtividade está ligada a metas, indicadores e projetos de alto valor, não é ficar apagando incêndio”, diz Luciano Meira, vice-presidente da filial no Brasil da Franklin Covey, empresa especializada em melhoria de desempenho.

    Com base na visão de profissionais de recursos humanos das organizações Quality Training Recursos Humanos, Franklin Covey, Stato, Endeavor e Triad PS, a Folha elencou os piores hábitos que prejudicam o trabalho, assim como estratégias para combatê-los.

    1. SEMPRE DISPONÍVEL

    As interrupções e a dificuldade de dizer “não” estão entre as maiores ameaças à produtividade. Elas desconcentram o profissional e fazem com que ele assuma muitas responsabilidades ao mesmo tempo, o que aumenta a probabilidade de erros.

    “Diga que você não pode, coloque um sinal próximo da sua mesa indicando que você está ocupado, deixe o telefone cair na caixa postal”, recomenda Luciano Meira, da empresa de RH Franklin Covey. Para Yukiko Takaishi, da Stato, a pessoa não pode se mostrar sempre disponível: é preciso negar pedidos.

    2. COMUNICAÇÃO FALHA

    Um problema recorrente nas empresas são pedidos mal explicados e/ou mal entendidos, fazendo com que uma tarefa tenha que ser corrigida ou mesmo refeita. Meira, da Franklin Covey, recomenda sempre “conferir” a comunicação: quem ouve deve explicar para quem fala o que entendeu, para garantir que todos tenham uma ideia clara do que deve ser feito.

    Outro hábito contraprodutivo na área de comunicação é a atitude “puxa-saco”, afirma Kátia Campelo, mentora da organização de fomento ao empreendedorismo Endeavor.

    “O puxa-saco quer agradar a qualquer custo, então ele perde muito tempo e energia pensando em como ser aceito”, avalia.

    Desse modo, ele acaba assumindo atividades para as quais não é qualificado, o que prejudica a sua produtividade e a de sua equipe.

    3. REUNIÕES DESNECESSÁRIAS

    As empresas fazem reuniões em excesso e as organizam mal, de acordo com os especialistas. O tempo é perdido com assuntos que poderiam ser resolvidos por outros meios, como e-mail, e envolvendo um número menor de pessoas.

    “Quando tem muita reunião, os funcionários não trabalham e acabam fazendo hora extra”, critica Barbosa, da Triad PS.

    Lúcia Mendes, da consultoria Quality Training Recursos Humanos, aconselha sempre preparar uma pauta do que deve ser tratado na reunião, compartilhá-la previamente com todos os envolvidos e escolher um responsável por liderar o encontro.

    Mendes também recomenda abordar as pessoas prolixas, que costumam atrasar o andamento das reuniões, e conversar sobre o problema com elas, para que possam mudar o comportamento.

    4. VÍCIO DE E-MAILS

    Ficar de olho na caixa de entrada é um vício que muitas vezes passa despercebido. “Não é preciso ler o e-mail assim que ele entra, você pode estipular alguns períodos do seu dia para fazer isso”, afirma Takaishi, da Stato.

    Outra dica é classificar as mensagens, fazendo com que e-mails do chefe, por exemplo, entrem em uma pasta que você olhe com maior frequência.

    “Isso libera tempo para colocar o pé no acelerador em projetos mais importantes”, diz Meira, da Franklin Covey.

    Os especialistas dizem que é um erro tratar a caixa de entrada como uma lista de tarefas. Se o e-mail exigir apenas uma resposta, faça-o nos intervalos estipulados para ler as mensagens; se ele exigir uma outra ação

    -levantar alguns dados, por exemplo- crie uma tarefa e a acrescente a suas metas.

    5. COMIDA PESADA

    Até o hábito aparentemente inofensivo de almoçar pode ser um inimigo da produtividade. Uma alimentação pesada, que envolva muitos carboidratos e gorduras, dificulta a digestão e aumenta a sonolência, afirma Lúcia Mendes, da Quality Training Recursos Humanos.

    Ela recomenda refeições mais leves, como um lanche natural, e de alimentos que forneçam energia para o cérebro ao longo do dia, como barras de cereal, proteínas e gengibre.

    6. PRESSA E IMEDIATISMO

    Partir direto para a ação pode parecer positivo, mas é um dos piores hábitos para quem deseja ser mais produtivo. Quem pensa pouco antes de fazer uma tarefa aumenta a probabilidade de cometer erros e de ter que fazer trabalho extra depois.

    Para o executivo José Moreira Júnior, 38, que dirige duas empresas de locação de móveis, a ansiedade sempre foi seu maior ponto fraco. Ele buscava resolver os problemas de imediato e se frustrava quando não conseguia. Para Barbosa, da Triad PS, quem faz listas de tarefas do dia também cai no imediatismo.

    “É preciso organizar-se com pelo menos três dias de antecedência”, recomenda. Para ser produtivo, o conselho é ter objetivos de longo prazo que motivem o profissional para além do agora, diz Meira, da Franklin Covey.

    7. MÁ GESTÃO DO TEMPO

    As atividades devem ser classificadas entre importantes, urgentes e circunstanciais, recomenda Christian Barbosa, autor do livro “A Tríade do Tempo” (Ed. Sextante, R$ 30, 256 págs.).

    Quem não consegue fazer essa diferenciação acaba ficando refém daquilo que é urgente -demandas que surgem no dia, mas que não estão ligadas a projetos mais importantes, de longo prazo, que têm maior valor para o profissional e para a empresa.

    Para organizar o tempo, a recomendação é dedicar no máximo 20% do dia a tarefas urgentes, negando-se assumir mais que isso.

    O que for circunstancial (algo que não lhe traga nenhum benefício direto, como receber uma visita inesperada no escritório) não deve ocupar mais que 10% do seu tempo. Os restantes 70% devem ser dedicados a tudo o que for importante.

    8. ESCRITÓRIOS ABERTOS

    “Os ambientes sem divisórias pioraram muito a produtividade e não melhoraram a comunicação”, diz Barbosa, da Triad PS. O maior problema é que esse tipo de espaço favorece a distração: barulhos como um telefone tocando ou colegas conversando fazem o profissional perder o foco na atividade e levar mais tempo para retomá-lo, além de exigir mais energia para se manter concentrado no trabalho.

    Trabalhos que requerem maior atenção, como os que envolvem muitos detalhes, são os que mais sofrem com a situação, porque a dispersão aumenta a chance de errar. Takaishi, da Stato, recomenda o uso de fones de ouvido. Para as empresas, Meira, da Franklin Covey, sugere a criação de uma sala separada, com portas, onde atividades que exijam maior concentração possam ser realizadas.

    9. REDES SOCIAIS

    O problema das redes sociais é que elas distraem o profissional do trabalho e tiram o foco do que precisa ser feito. Impedir o acesso a elas, contudo, é impossível e mesmo contraprodutivo. “A pessoa vai ficar pensando no que está acontecendo na rede”, diz Yukiko Takaishi, da consultoria de recrutamento e treinamento Stato. O ideal é que o profissional separe intervalos de tempo para checar essas páginas.

    Alexandre de Souza, 42, gerente distrital da farmacêutica MSD, cancelou as notificações de redes sociais que recebia no celular. “É impressionante como você se liberta. A rede social não me acessa mais, sou eu que a acesso”, diz.

    Barbosa, da Triad PS, recomenda limitar o uso das redes a cerca de 20 minutos por dia, como forma do funcionário fazer pausas e descansar entre atividades.

    (Publicado originalmente no site da Folha de São Paulo na seção Classificados – Carreiras, 19/07/2015).

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    Histórias de sucesso: pessoas que trocaram de profissão para realizarem um sonho

    Imagem Lúcia

    A Coach e Coordenadora da área de Recolocação Profissional da Quality Training Assessoria em RH, Lúcia Ribeiro Mendes, deu entrevista à Rede Super falando sobre o tema: como planejar sua transição de carreira, as melhores estratégias e como profissionais de sucesso chegaram lá.

    Entenda como o Programa de Coaching de Carreira pode, de forma eficaz, possibilitar essa mudança. Assista a matéria na íntegra: Clique aqui

    (Matéria originalmente gravada na Rede Super de Televisão, 01/07/2015)

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    Recolocação no mercado de trabalho

    QualityEm tempos de escassez de vagas de emprego, faz-se necessário avaliar com critério o cenário, analisar as melhores estratégias e compreender as necessidades de adequação para conseguir a tão esperada Recolocação Profissional.

    Em matéria apresentada no Jornal Hoje a Diretoria Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, e a Coordenadora de RH, Lúcia Ribeiro Mendes, falam sobre suas percepções e dão dicas sobre como aumentar o potencial de absorção do profissional.

    Assista a matéria na íntegra no site da Globo.com

    (Publicado originalmente no site www.globo.com na Sala de Emprego, 08/06/2015).

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    42 profissões promissoras para 2015, segundo os recrutadores

    Perfis de nível estratégico lideram o ranking.

    Gerente/diretor de planejamento financeiro

    Perfil: Formação em administração, economia, engenharia ou ciências contábeis, com pós-graduação na área financeira. Proficiência em inglês (e espanhol, se a posição for para a América Latina) pode ser uma exigência. Também é preciso ter experiência no segmento de atuação da empresa e na área de planejamento financeiro.

    Gerente de planejamento tributário

    Perfil: Formação em ciências contábeis e direito. Pós-graduação e especialização na área são um diferencial, segundo especialistas. Multinacionais exigem inglês fluente.

    Gerente ou diretor de compliance e controles internos

    Perfil: Formação em direito é a mais comum. Cursos de administração e finanças, no entanto, também aparecem se a ênfase é em auditoria e controles.

    Controller

    Perfil: Formação em ciências contábeis, administração ou economia. “A base é contábil com especialização em controladoria ou gestão financeira”. Inglês fluente pode ser um pré-requisito.

    Diretor financeiro/CFO

    Perfil: Formação em administração, ciências contábeis ou economia, normalmente com MBA na área e inglês fluente. É desejável que o profissional tenha trabalhado numa grande consultoria na área de auditoria de contabilidade e, mais tarde, tenha tido experiência como controller.

    CEO para novas empresas de médio porte

    Perfil: Formação em economia, finanças ou administração de empresas. É necessário ter experiência na direção de médias empresas em segmentos específicos.

    Especialista em turnaround

    Perfil: É um executivo com visão estratégica, perfil de liderança e capacidade de executar projetos. “É alguém com capacidade de empreender dentro da organização”.

    Advogado especializado em compliance e ética

    Perfil: Formação em direito, com boas noções de interpretação legal. Conhecimento sobre o negócio da empresa em questão é essencial.

    Advogado tributarista

    Perfil: Formação jurídica e contábil, com pós-graduação e/ou cursos de extensão em universidades especializadas. Conhecimento em planejamento tributário é um diferencial.

    Advogado trabalhista

    Perfil: Formação em direito com educação continuada na área trabalhista na forma de especialização, mestrado ou doutorado. Aperfeiçoamento em relações sindicais é um diferencial.

    Advogado especializado em recuperação judicial e de crédito

    Perfil: Formação em direito com amplo conhecimento da lei de recuperação judicial. Experiência prévia em processo civil com foco em contencioso bancário é um requisito.

    Executivo de governança corporativa

    Perfil: Formação em administração, engenharia, economia ou direito. É esperado que tenha especializações e cursos específicos em governança. “Há preferência por profissionais que têm vínculo com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

    Analista, especialista ou gestor de recursos humanos

    Perfil: O mais comum é que tenha formação em recursos humanos, psicologia, administração de empresas, engenharia ou economia. Experiência prévia é essencial para gestores.

    Coach corporativo

    Perfil: “A preferência vai para os profissionais que venham da gestão, com experiência sólida no ambiente empresarial e certificação de entidades nacionais e internacionais renomadas”. Cada segmento acaba contratando executivos experientes que atuaram com sucesso em sua área e agora exercem a função de coach.

    Gerente de desenvolvimento de negócios

    Perfil: Formação em engenharia, administração de empresas e áreas afins. “É essencial que o profissional desenvolva uma rede de relacionamento com agentes de diferentes níveis em empresas ou instituições”.

    Arquiteto de soluções

    Perfil: Formação na área de tecnologia, com experiência técnica prévia. É fundamental ter visão ampla de negócios e conhecer bem o portfólio de serviços da empresa.

    Arquiteto corporativo

    Perfil: Formação em tecnologia, com pós-graduação ou MBA em negócios. É fundamental ter conhecimento das metodologias SOA, TOGAF, ITIL, COBIT e BPMN.

    Executivo ou gerente de projetos

    Perfil: ter certificação para gerentes de projetos (PMP) é característica de quem se destaca. Profissionais com profundo conhecimento do negócio e experiência na gestão de projetos complexos são os mais disputados.

    Executivo de vendas/ gerente/ diretor comercial

    Perfil: a experiência é o grande diferencial nesta carreira. As áreas de vendas estão cada vez mais especializadas. “São especialistas, não há vez para generalistas. Se o executivo for de telecomunicações, por exemplo, a tendência é que ele atue na área de vendas de telecomunicações”.

    Gerente de compras

    Perfil: Formação em economia, finanças ou administração de empresas. Experiência na área e habilidade na gestão de clientes internos e fornecedores precisam fazer parte do currículo.

    Gerente de logística

    Perfil: Formação pode ser em engenharia, administração, economia, com pós-graduação em logística. “É importante ter idiomas e ter trabalhado com pessoas do chão de fábrica. Resiliência é outro ponto fundamental, já que lida com muitas variáveis”.

    Executivo na área de supply chain

    Perfil: Formação em engenharia é a mais destacada, mas também há administradores na área. Pós-graduação e experiência em cadeia de suprimentos são desejáveis.

    Gerente de riscos

    Perfil: Formação em administração, economia, ciências contábeis ou tecnologia da informação. Conhecimento técnico de SOX é essencial, assim como experiência prévia em riscos, ou auditoria interna, controles internos, compliance e governança corporativa.

    Gerente ou diretor de produção (operação)

    Perfil: Formação em engenharia, com experiência em manufatura, se essa for a área foco. Diretores de operações geralmente têm MBA executivo no currículo.

    Gerente de obras industriais

    Perfil: Formação em engenharia civil. É preciso ter experiência na gestão de equipes e acompanhamento de obras industriais.

    Engenheiro de óleo e gás e construção naval

    Perfil: Formação em engenharia, com especializações pertinentes à área de atuação. Inglês fluente é necessário.

    Engenheiro de instalação

    Perfil: Formação em engenharia (mecânica, elétrica, eletrônica ou naval), com experiência prática em atividades que se relacionam com ROV, Survey, Movimentação de Cargas em regime offshore, etc.

    Gerente de embarcações/operações

    Perfil: Formação como oficial de náutica ou de máquinas, ou mesmo engenharia mecânica com bons conhecimentos de equipamentos de praça de máquinas.

    Engenheiro de recursos eólicos

    Perfil: normalmente, a formação é em engenharia ou física. “Profissionais com conhecimento no setor de energias renováveis são bem-vindos”.

    Diretor de engenharia e produção

    Perfil: formação em engenharia é mais comum. A habilitação específica depende da empresa em que atua. É preciso ter experiência na área de produção e vivência em “chão de fábrica”. “Um grande diferencial é ter idiomas para ajudar a trazer novidades tecnológicas internacionais para dentro da empresa”.

    Gerente de TI

    Perfil: Graduação universitária ou tecnóloga em cursos ligados a tecnologia da informação, como ciências da computação. Precisa ser um generalista. Inglês costuma ser uma exigência de multinacionais. Habilidades de comunicação, experiência consolidada e visão de negócio são fatores que fazem o gerente de TI se destacar.

    Desenvolvedor móbile

    Perfil: Formação em tecnologia, com profunda experiência em desenvolvimento em linguagens como C, Java, J2EE, C++ e frameworks. Domínio de inglês pode ser uma exigência.

    Cientista de dados/ engenheiro de big data

    Perfil: Formação em matemática, estatística ou engenharia da computação com mestrado em matemática aplicada ou computação distribuída. É comum ter doutorado e PhD na área de exatas. “Os mais procurados são os engenheiros de big data que têm experiência com bancos de dados e business intelligence (BI)”.

    Arquiteto de computação em nuvem

    Perfil: Formação em cursos da área de tecnologia da informação, sobretudo aqueles voltados para redes de computadores. É pré-requisito ter experiência em arquitetura de redes de computadores, bem como cursos de especialização e certificações na área.

    Especialista em governança de computação em nuvem

    Perfil: “É preciso ter experiência profissional em governança e dominar metodologias já consagradas, como ITIL, CobiT, entre outras”. Universidades vêm oferecendo formação para governança da tecnologia da informação, o que dá uma excelente base.

    Profissional de mídias sociais

    Perfil: Formação em marketing ou comunicação, somada a experiência em ambiente digital e visão estratégica.

    Profissional de marketing digital

    Perfil: Formação acadêmica específica não costuma ser exigida, mas cursos na área digital são desejáveis. Profissionais com bom conhecimento de mercado online e digital e experiência corporativa são mais buscados. Inglês avançado ou fluente é necessário em grande parte das posições.

    Gerente ou diretor de marketing, branding e inovação

    Perfil: Formação em economia, finanças ou administração de empresas, com experiência específica na área.

    Profissional de marketing na área de consumo & insights de mercado

    Perfil: a formação acadêmica importa menos do que o senso analítico e a facilidade para construir estratégias. É preciso saber como usar o entendimento do mercado e do consumidor para direcionar as ações da empresa.

    Especialista em PDPs (política de desenvolvimento produtivo)

    Perfil: Formação superior em áreas da saúde ou administrativa. Bastante experiência em gestão de negócios, manufatura e amplo conhecimento dos processos do Ministério da Saúde são requisitos da profissão.

    Médico para indústria farmacêutica

    Perfil: Médico com residência em áreas que estejam alinhadas aos produtos produzidos pelas indústrias farmacêuticas. “É necessário ter a disposição e a aptidão para fazer a transição de uma carreira de profissional liberal para um ambiente executivo e hierarquizado”.

    Profissional de acesso para indústria farmacêutica

    Perfil: Formação superior em áreas da saúde ou administrativa. Experiência prévia no mercado farmacêutico e conhecimento dos processos do Ministério da Saúde, secretarias de saúde e planos de saúde são requisitos para o cargo.

    Texto originalmente publicado na Revista Exame em 11/12/2014. Leia o artigo completo em exame.abril.com.br

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