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A equipe precisa ser “desbravada” pelo Líder

 

Líder

 

 

 

Por Patrícia Bispo | rh.com.br

 

Estudos apontam que a grande maioria dos talentos pede demissão não das empresas, mas sim dos líderes que estão à frente das equipes. Este fato mostra o quanto a atuação da liderança é relevante para o sucesso ou o fracasso de uma organização. Isso faz com que, cada vez mais, as organizações invistam no desenvolvimento daqueles que conduzem seus times.

Mas, o que faz uma liderança ter uma gestão de sucesso? Para o norte-americano Michael Hall, criador da Neurossemântica e do Meta-Coaching, essa resposta depende diretamente da dimensão da liderança que pode ser classificada em níveis.

Michael Hal explica que alguns líderes estão em um nível básico, onde se lidera somente outra pessoa ou, então, supervisionando alguns talentos. E existe o líder visionário que conduz milhares de indivíduos. “O pipeline da liderança, que é um dos principais modelos dos negócios, indica que para alcançar o próximo nível, o líder tem que largar as habilidades que ele conseguiu no nível anterior. Caso contrário, ocorrerá apenas um microgerenciamento no próximo nível. Perceba que os elementos da liderança são situacionais e funcionais.

Nesse sentido, a liderança tem que estar customizada à equipe. E o líder que acha que pode ser o líder de qualquer um, em qualquer lugar, vai se chocar”, enfatiza. Para customizar a liderança, de acordo com a realidade dos liderados, o estudioso afirma que primeiro é preciso verificar “quem” é a equipe, o que esses talentos necessitam em termos de alguém que facilite o seu melhor potencial para ser liberado, quais são as metas desses profissionais e se a equipe tem uma visão para atingir essa meta. Esses indicadores tornam-se necessários, pois o líder tem o papel de facilitar a visão, trazer as pessoas para perto, bem como solucionar conflitos.

Ao ser questionado sobre a diferenciação entre um líder visionário e um gerencial, Michael Hall rapidamente responde. “O líder visionário estabelece a direção, observa as tendências, os mercados e pensa no que será criado com a equipe. Criam a direção e o engajamento da equipe. Tornam-se agentes de mudança à medida que facilitam uma organização para crescer e se desenvolver. Já os gerentes consolidam essa mudança, porque contratam pessoas e as treinam para seguir essa visão, assim como fazem revisão da performance de acordo com a visão. Também demitem os colaboradores por conta da visão. Ou seja, eles agem no sistema com o seu papel de estabilização. Enquanto isso, os líderes visionários estão no topo da onda, estão na frente vendo o que está vindo, para agir na vanguarda”, esclarece.

Sim e não às regras – Outro ponto relevante apontado por Michael Hall está relacionado à postura da liderança para o atingimento de resultados. Na forma ultrapassada de conduzir equipes, os dirigentes desejavam apenas que os profissionais seguissem regras e regulamentos. Hoje, por outro lado, poucas pessoas mostram-se dispostas a obedecer cegamente a ordens que lhes são delegadas. E por quê? Porque querem entender o motivo daquilo que estão realizando no ambiente de trabalho.

De acordo com Hall, se o líder não se dispuser em ter tempo para dar explicações e aproximar os talentos dele, sentirá grande dificuldade para conduzir a equipe e será alvo de resistência evidente ou mesmo passiva. O reflexo desse afastamento entre líder e liderados, pode ocasionar ao aumento do índice de absenteísmo, trabalhos mau realizados e constantes reclamações do público interno.

“Então, se quisermos um determinado comportamento da equipe, nós precisamos ganhar a mente e o coração das pessoas. O que costumava ser estritamente ordenar, agora precisa ser substituído por Coaching, por treinamento. E é isso que nós fazemos na Neurossemântica”, ao lembrar que essa metodologia desenvolveu técnicas que auxiliam as lideranças a dizer “não” para o time, sem deixar sentimento de culpa.

Por fim, Michael Hall lembra que em algum momento da vida, todas as pessoas dirão ou ouvirão a palavra “não” e a liderança precisa estar preparada para proferir essa expressão com respeito e de maneira séria. “Se eu disser um não para alguém, preciso ao menos ouvi-la e informá-la. Deixe seu time sempre saber que eles foi ouvido. Assim, o não nunca se dará de forma autocrática e cega. Até porque, quando o não é autocrático e cego, aí se torna um insulto. Esta é a diferença”, conclui.

 (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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    Inovação na gestão dos funcionários

    Empresa inova na gestão de seus funcionários

     

     

    Companhia banca viagens coletivas e intercâmbios para seus funcionários, visando seu bem estar.

     

    Por Vinicius Victorino, da Endeavor | Yahoo Finanças

    O que você faria se ganhasse um intercâmbio para os Estados Unidos, com tudo pago pelo seu chefe? Ou se, no fim do ano, todos seus colegas de trabalho ficassem ansiosos para uma viagem coletiva à Disney? Para as empresas mais tradicionais, esse tipo de coisa parece fora de cogitação. Mas, na Acesso Digital, especializada em digitalização e organização de documentos, esses programas fazem parte do DNA do negócio: fundada pelo Empreendedor Endeavor Diego Martins, a empresa é reconhecida por ser um dos melhores lugares para se trabalhar no setor de tecnologia.

    “A gente quer que as pessoas sejam felizes aqui”, conta Diego. Desde 2011, ele criou uma cultura que gira em torno de inúmeros programas de engajamento de funcionários. Hoje, a Acesso Digital é a segunda melhor empresa de tecnologia para se trabalhar no Brasil, atrás apenas do Google – uma grande inspiração para Diego – e à frente da Microsoft.

    O sucesso no ambiente de trabalho rendeu certa fama e inspirou outras organizações. “Nós nunca tivemos isso como objetivo. Quando a gente conseguiu ser reconhecido, até mais do que empresas americanas, sentimos o maior orgulho possível. Um orgulho inesperado até”, acrescenta. Neste caso, para ele, não existe concorrência: Diego quer mais é que seu modelo seja copiado por cada vez mais empresas.

    “Começamos a ser reconhecidos e várias passaram a se inspirar com a Acesso. Era engraçado que algumas pessoas tinham vergonha de dizer que estavam nos copiando. Ano passado, após uma palestra sobre gestão de pessoas, um pessoal veio falar comigo depois da apresentação, todo sem jeito, contando que copiaram um dos programas que levam os funcionários à Disney. Perguntaram se eu não ficava bravo por isso. Mas é claro que não!”, garante.

    O propósito de Diego não é apenas uma forma de deixar o trabalho mais leve, mas também uma maneira de motivar sua equipe, uma estratégia para conquistar seus objetivos. “A essência de tudo é transformar a vida desses indivíduos. E, com toda certeza, essas pessoas entregam muito mais, com muito mais vontade do que fariam se estivesse em outra situação, em outro ambiente.”

    A Acesso Digital é uma empresa Endeavor desde 2011 e, desde então, tem mirado cada vez mais alto no mercado de TI brasileiro, sem se esquecer de um de seus principais diferenciais. “O nosso sonho grande é conseguir ser muito grande no mercado de tecnologia a ponto de faturar um bilhão e estar entre as melhores de TI, é claro. Mas, acima de tudo, queremos provar que dá pra fazer de forma diferente. Apostamos muito na forma como lidar com pessoas e estamos chegando lá assim.”

    Conheça alguns dos programas de engajamento da Acesso Digital:

    1001 Ideias: Um banco de ideias que premia as melhores. Alguns temas como fidelização de clientes, melhorias nos processos e redução de custos em processos são lançados para provocar a criatividade dos funcionários. Para contribuir, eles preenchem um formulário descrevendo a ideia em detalhes – custos e resultados esperados. O autor da melhor sugestão, escolhido pelos diretores, ganha R$ 1.001.

    Ser Aventureiro: Programa voltado para quem gosta de esportes radicais. A cada dois meses, cinco funcionários são sorteados no Encontro de Equipe para participar de uma das três atividades propostas (salto de paraquedas, rafting, passeio de balão, entre outros). O evento ocorre no período de trabalho e todas as despesas são pagas pela Acesso Digital.

    Ser Global: A cada seis meses, três profissionais são escolhidos para estudar inglês, e têm chance de fazer um intercâmbio de um mês em Boston, nos Estados Unidos. O processo de seleção é a partir de redações avaliadas pelos líderes, que não têm ciência de seus autores durante a correção. Para conseguir o intercâmbio pago pela Acesso Digital, o funcionário precisa frequentar as aulas e atingir uma pontuação mínima no exame final do curso.

    Clube do Bolinha e da Luluzinha: O primeiro é o happy hour dos homens da empresa, geralmente um churrasco com futebol. No Clube da Luluzinha, a mesma proposta é voltada para as mulheres: aulas de dança, patinação no gelo ou jantares.

    (Originalmente publicado no site www.yahoo.com.br)

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    Intervalos sem e-mails podem aumentar o foco e diminuir o estresse

    Letícia Arcoverde

    SÃO PAULO – Deixar de checar o e-mail constantemente pode aumentar o foco no trabalho e diminuir a carga de estresse. É o que indica um estudo realizado por professores do departamento de informática da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

    Como parte da pesquisa, 13 profissionais de diversas áreas passaram por um período de cinco dias sem acessar e-mail enquanto trabalhavam. Durante o experimento, os participantes se comunicaram com os colegas de trabalho pelo telefone ou ao vivo.

    O estudo identificou que os profissionais acharam mais fácil manter o foco no período em que ficaram desconectados da comunicação eletrônica. Eles trocaram menos vezes de uma atividade para outra e passaram mais tempo em um determinado documento ou janela no computador. Segundo alguns dos participantes, não ter a obrigação de checar o e-mail constantemente diminuiu as fontes de distração e fez com que os profissionais pensassem melhor em cada tarefa separadamente, destinando mais tempo a cada uma delas. O nível de estresse também foi menor no período sem e-mail, de acordo com os batimentos cardíacos medidos pelos professores durante o experimento.

    Outro aspecto destacado foi o aumento na interação ao vivo entre colegas de trabalho, o que foi avaliado como positivo pelos participantes. Ao mesmo tempo, o estudo monitorou o impacto da falta de acesso ao e-mail em colegas de trabalho que não foram privados da comunicação eletrônica, e descobriu que eles não se sentiram prejudicados.

    Embora os professores não recomendem que as empresas cortem o uso de e-mail durante o expediente, eles sugerem que os profissionais considerem estratégias para melhor monitorar o uso do correio eletrônico ao longo do dia. Um dos exemplos aponta que as empresas poderiam tentar destinar determinados intervalos para a prática e encontrar alternativas a e-mails informacionais enviados para todos os funcionários.

    Segundo os autores, os participantes se disseram receosos em checar a caixa de entrada pela primeira vez após o experimento, mas acabaram achando mais fácil administrar a carga acumulada ao avaliar vários e-mails ao mesmo tempo, ao invés de abrir constantemente as mensagens ao longo do dia.

    (Publicado originalmente no Valor Econômico Carreira, 11/05/2012)

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    Competitividade traz ganhos a funcionários e empresas, segundo pesquisa

    Eliane Quinalia

    SÃO PAULO – A competitividade no ambiente de trabalho  pode ser saudável aos profissionais e às empresas. A conclusão faz parte de um recente estudo da Page Personnel, do Grupo Michael Page, que defende que tal disputa pode ser a principal responsável pelo aumento da produtividade no ambiente corporativo e, consequentemente, pelo lucro de uma organização.

    Segundo o levantamento, por exemplo, dos 90,3% profissionais entrevistados que acreditam nos benefícios da competitividade no trabalho, cerca de 40% citam a disputa como necessária para o desenvolvimentoprofissional e para o sucesso da empresa em que trabalham.

    “As pessoas percebem, na maioria dos casos, que a competitividade é produtiva e pode ajudar funcionários e empresas a trilharem para um mesmo objetivo, que é o sucesso da organização”, diz o diretor-executivo da Page Personnel, Roberto Picino.

    Para ele, quem não compartilha desta opinião deve rever seus conceitos e melhorar este aspecto, para que ele não prejudique seu desempenho e também o da companhia.

    Contrários
    Entre os que não concordam com esta opinião, justamente por acreditar que a rivalidade entre os profissionais possa gerar menos colaboração interna, estão 9,7% dos entrevistados. Destes, apenas 1,4% se mostrou preocupado com os prejuízos que tal disputa possa causar ao seu rendimento profissional.

    “As empresas devem se manter atentas aos exageros, pois metade dos profissionais que participaram da pesquisa acredita que a competitividade no trabalho é saudável, desde que não prejudique seu rendimento ou o sucesso da empresa”, ressalta Picino.

    (Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreiras, 20/04/2012).

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    Profissional que pensa no coletivo pode se destacar na empresa

    Karla Santana Mamona

    SÃO PAULO – Colocar papel na impressora, atender o telefone que toca na mesa ao lado, trocar o galão de água, arrumar a mesa de trabalho, quando se divide com outras pessoas, são gestos pequenos dentro de uma empresa, mas que podem revelar mais do que se imagina.

    Segundo a diretora educacional da Drhíade, consultoria especializada em Recursos Humanos, Angela Christofoletti, estas atitudes podem apontar que este profissional se preocupa com o todo, sabe trabalhar em conjunto, está preocupado com o colega/equipe e tem proatividade.

    “Isso vale tanto para o microambiente como para o macro. Quem age desta maneira em pequenas coisas agirá do mesmo jeito quando for algo maior. A pessoa sabe operar em conjunto, ou seja, cooperar”.

    Promoção
    Já a coordenadora de RH (Recursos Humanos) da Quality Training, Danielle Filizola, acrescenta que estas pequenas iniciativas revelam que a pessoa é flexível e adaptável, porque não tem aquele tipo de pensamento “isso não faz parte do meu trabalho” e consegue perceber qual a necessidade da empresa naquele instante.

    Todas estas características, somadas às competências técnicas, podem ajudar o profissional a conseguir uma promoção. “O gestor deste profissional percebe que ele está atento ao conjunto e sabe lidar com outras pessoas. Isso indica que a pessoa tem grandes chances de uma carreira promissora”.

    Dia a dia
    O profissional que consegue enxergar o coletivo é o desejo de muitas empresas, mas é somente no dia a dia que o empregador saberá como esta pessoa se importa com estas questões.

    Segundo as especialistas, durante o processo seletivo, é muito difícil perceber que a pessoa não tem estas características, mesmo com dinâmicas e avaliação do histórico da carreira do profissional. “Apesar das ferramentas existentes, é no cotidiano que se percebe isso”, finaliza Angela.

    (Publicado originalmente no Infomoney Carreiras, 17/04/2012).

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