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Pare de se enganar: SUCESSO pede autoconhecimento


Autoconhecimento - 14 de OutubroO Professor de Harvard Robert Steven Kaplan diz que o sucesso depende de um processo corajoso de conhecimento pessoal.

 

Por Beatriz Rey | Você S/A

 

 

Chapel Hill – Robert Steven Kaplan tornou-se professor da escola de negócios de Harvard em 2005, depois de uma carreira de mais de 20 anos em Wall Street — a maior parte do tempo como alto executivo do banco Goldman Sachs, de onde saiu como vice-presidente do conselho (não confundir com o professor homônimo, criador da metodologia Balanced Scorecard).

Mesmo com um grande repertório em gestão de investimentos, na academia ele enveredou pela linha de estudos do comportamento profissional. Em seus livros, Kaplan trata da investigação profunda que os profissionais devem fazer em suas fontes de motivação — que, segundo ele, não são investigadas e por isso as pessoas não crescem. É nesse ponto que entra a experiência do mercado financeiro.

Como orientador de carreira, Kaplan não amacia. “Executivos bem-sucedidos devem ser capazes de listar seus pontos fortes e fracos”, diz. Em entrevista à VOCÊ S/A, o professor fala sobre seu novo livro, What You’re Really Meant to Do (“O que você realmente deve fazer”, em tradução livre), que será lançado em maio nos Estados Unidos. E ele promete ir fundo na busca dos interesses profissionais.

VOCÊ S/A – As pessoas realmente buscam conhecer a si mesmas? 

Robert Steven Kaplan – Todos nós, e aqui me incluo, temos “pontos cegos”, ou seja, características pessoais das quais não temos conhecimento, mas que são evidentes para quem nos observa. Os profissionais estão em diferentes estágios do processo de conhecimento íntimo. Nunca conheci alguém que não precisasse de ajuda ou conselho para se desenvolver. Uma pessoa pode prescindir de ajuda durante algum tempo, mas em algum momento certamente precisará conversar. A situação é a seguinte: se você não precisa de conselho, não está produzindo nada. Está parado, não está crescendo.

VOCÊ S/A – Essa busca é um processo constante, certo? 

Robert Steven Kaplan – É importante dizer que não são somente as pessoas que mudam. O mundo também está em transformação. A natureza das empresas e das indústrias muda. E você também muda: pode assumir novas responsabilidades, por exemplo. A busca do potencial único é certamente um processo constante. Uma situação muito comum é encontrar uma pessoa que trabalha há dez anos no mesmo lugar e simplesmente deixa de gostar da empresa, do trabalho. A pergunta é: por quê? Ouço bastante esse tipo de queixa: “Eu costumava amar meu emprego, hoje detesto”. O que aconteceu? O emprego mudou ou é o profissional que está diferente?

 VOCÊ S/A – Com qual frequência devemos revisitar o que sabemos sobre nós? 

Robert Steven Kaplan – Não há um tempo certo, mas claro que não pode ser algo feito a cada segundo. Meu livro fala em atualizações regulares de seus pontos fortes e fracos, de suas paixões, de quem você é, o que você ama, qual o seu caráter, seu tipo de liderança. Essas são perguntas que as pessoas devem se fazer de tempos em tempos. O livro é como um roteiro — você não precisa consultá-lo sempre, mas deve pegá-lo de vez em quando para ter certeza de que sabe para onde está indo.

VOCÊ S/A – O senhor acha que as pessoas dedicam a energia necessária a essa investigação?

Robert Steven Kaplan – Se você é cínico, tem complexo de vítima ou acha que o mundo é muito injusto, terá muita dificuldade em tentar qualquer caminho diferente daquele que está trilhando. Esse tipo de mentalidade negativa coloca o profissional em um ciclo de insatisfação. Lido com pessoas que são cínicas ou que acreditam que a Justiça não funciona o tempo todo. Percebo o quanto isso é improdutivo. Nos Estados Unidos, quando se fala em imposto, por exemplo, há quem acredite que nada funcionará, que o governo está sempre prejudicando a população. É difícil encontrar uma solução quando se adota um padrão de comportamento destrutivo. Entendo que as pessoas recorrem a ele para se proteger. Elas já foram prejudicadas e não querem passar por isso novamente. Só que, no fim das contas, acabam prejudicando a elas mesmas.

VOCÊ S/A – De acordo com o livro, esse tipo de mentalidade está relacionadoa experiências negativas que persistem na memória e prejudicam o desempenho. Isso é comum no trabalho?

Robert Steven Kaplan – Se você me der mil pessoas, lhe darei mil narrativas diferentes. A mais comum é “não sou bom o suficiente” e suas variações. Mesmo se as pessoas que convivem com o profissional o consideram incrível, a narrativa persiste. Isso leva profissionais a cometer erros graves. As situações de pessoas que perdem a cabeça, que não cooperam e que são imprevisíveis, em muitos casos, não acontecem porque são babacas. Elas ocorrem por causa de insegurança, porque querem se proteger. Cada pessoa tem sua própria narrativa negativa. Não há quem não a tenha. O segredo é ter consciência de que ela existe e entender como afeta seu comportamento. Livrar-se dela não é possível. Mas saber que ela existe e não ser prisioneiro dela, sim.

VOCÊ S/A – O senhor diz que devemos buscar uma definição própria para o sucesso. Como fazer isso diante dos modelos que a sociedade impõe? 

Robert Steven Kaplan – O livro é justamente sobre isso. É preciso entender pontos fortes e fracos e quais são suas paixões para definir o conceito próprio de sucesso. É um processo que demanda muito trabalho. A pressão dos colegas é muito forte. O roteiro que proponho não vai fazer com que o profissional fique blindado a essa pressão. Além de conhecer suas qualidades e defeitos, ele deve entender por que se sente vulnerável à pressão social. Talvez falte autoconfiança. Ou então haja questões não resolvidas com os pais, o que leva o sujeito a tentar agradar os outros. Esse entendimento aumenta a determinação.

VOCÊ S/A – Em termos práticos, quais estratégias um profissional pode adotar para se conhecer? 

Robert Steven Kaplan – Um bom exemplo é pensar em um momento durante a vida em que se sentiu melhor. O que você estava fazendo? Por que gosta tanto desse momento? Talvez você estivesse trabalhando com esportes, com crianças ou simplesmente escrevendo. Quais tarefas estava desempenhando? Por que você era tão bom nessas tarefas? É apenas um exemplo de exercício simples, que força a pensar sobre o passado. Quando as pessoas fazem isso, percebem que gostam de trabalhar com gente ou com vendas, por exemplo. Mais: percebem que não pensavam a respeito disso havia anos. Na sequência, minha pergunta é: por que não trabalhar em uma empresa que ofereça esse tipo de trabalho? O importante é fazer algo além de pensar. Há o cérebro e o coração. Em outras palavras, pensar no que sentimos é fundamental.

Boa leitura!

(Originalmente publicado no site  www.exame.abril.com.br)

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    Língua na ponta

    Vamos começar o ano tratando de um assunto que nunca esfria: A necessidade de conhecer outros idiomas.

    Leia o texto publicado na revista Viver Brasil e conheça a opinião da nossa Diretora Executiva, Marisa Ayub, sobre o assunto.

    Um segundo idioma, especialmente o inglês, se era necessário, torna-se ainda mais essencial com a globalização e a proximidade de eventos esportivos

    Por: Terezinha Moreira

    Em um país onde a língua mãe é problema para muitos, dominar um segundo idioma, em especial o inglês, ainda continua sendo um grande diferencial no mercado de trabalho. Com a globalização da economia, profissionais bilíngues passaram a ser disputados principalmente pelas grandes empresas, que iniciaram contatos e começaram a fechar negócios com corporações de outros países. Como o inglês é a língua universal, é fundamental que em seu quadro de funcionários existam profissionais fluentes. E, em tempos de eventos esportivos internacionais, que ocorrerão no Brasil em 2013, 2014 e 2016, a disputa por quem domina o inglês dá ares de que será ferrenha, principalmente no setor de serviços, que demandará mão de obra especializada para atendimento direto a turistas estrangeiros.
    Vai faltar profissional para tanta demanda. Aliás, está faltando. Como tudo na vida, há o lado bom e o ruim. É ruim para as empresas que, além do trabalho para encontrar bilíngues, terão de contratar mão de obra especializada bem mais cara. Bom para os trabalhadores, que deverão ser muito bem remunerados. Mas as copas das Confederações e do Mundo e as Olimpíadas são apenas oportunidades pontuais de valorização dos profissionais bilíngues. O fato é que não faltam espaços no mercado de trabalho para quem domina a língua. Pelo contrário. Estes profissionais, além de serem mais bem pagos que os monoglotas, têm horizonte de crescimento mais amplo dentro das corporações, claro, dependendo de seu desempenho nas funções atribuídas. Mas nas disputas, quando há, os bilíngues sempre ficam à frente dos demais concorrentes.
    Foi com esta visão de mercado de trabalho que o engenheiro mecânico Marcus Vinicius Alves de Souza decidiu iniciar um curso de inglês assim que entrou na faculdade, em 2005. “Na minha profissão, falando uma segunda língua, as oportunidades são muito melhores. Como o inglês é falado no mundo inteiro, é primordial ser fluente”, diz o engenheiro. Ele conta que no atual emprego, por dominar o inglês, evoluiu bastante. “Embora a empresa seja 100% nacional, representa uma marca norte-americana. Entrei como trainee, continuei estudando inglês e percebi que algumas portas me foram abertas no departamento que trabalho por eu saber a língua.” Marcus diz que estava desenvolvendo projeto para parceria com uma empresa estrangeira e que foi o responsável pela apresentação em inglês.
    A fluência na língua não possibilitou somente crescimento interno de Marcus Vinicius na companhia, mas também abriu portas para o mundo. “Fui para Boston, Detroit e Pitssburgh, nos Estados Unidos, por conta de projetos na empresa e foi uma experiência muito bacana.” Como qualificação profissional não tem fronteiras, a meta dele para 2013 é começar a estudar também o espanhol.
    A língua, bem como os dialetos galego e catalão, é uma das cinco dominadas pela concierge Daniella Ferraz, que também tem fluência em inglês, francês, italiano e, claro, português. Formada em literatura espanhola pela Universidade de Salamanca, ela não está satisfeita com a fluência somente nessas línguas. “Meu próximo desafio é aprender mandarim porque a China está crescendo muito e ampliando suas relações com o Brasil.” Daniella afirma que em sua profissão é primordial falar pelo menos inglês para atendimento a estrangeiros. “Mas se pudermos conversar com eles em sua própria língua, melhor porque se sentirão mais acolhidos e seguros e entenderão melhor as informações”, conta a concierge que estudou inglês no Brasil e o aperfeiçoou em intercâmbio no Canadá.
    Para Daniella a principal vantagem de ser fluente em outras línguas não é profissional, mas pessoal. “Isto me dá uma visão ampla das coisas. Me coloca como cidadã do mundo. Não me sinto à frente dos meus concorrentes no mercado de trabalho, mas com o privilégio de ter aprendido todas estas culturas e poder colocá-las em prática no meu dia a dia.” O número de atendimentos a estrangeiros vem crescendo nos últimos dois anos no BH Shopping, onde trabalha, desde que o serviço de concierge foi implantado. A maioria é em espanhol. Dos clientes que procuram o serviço, entre 2% e 5% são estrangeiros.
    São de profissionais como Daniella Ferraz que o mercado belo-horizontino precisa. Mas não encontra. A prova disso é que o proprietário do Parrilla São Bento Pizza Bar, Carlos Guilherme Lage Ribeiro, está à procura de bilíngues e não consegue. “Estamos tentando profissionais fluentes em inglês para a área de coordenação, com salário diferenciado, para ajudar no atendimento aos clientes estrangeiros, visando à Copa das Confederações, mas está complicado”, diz o empresário. A falta de bilíngues, segundo ele, irá inflacionar o salário desses profissionais, principalmente no período dos eventos esportivos. Ele lembra que hoje a vaga está em busca do candidato e não o contrário. “Uma coisa é querer, a outra é conseguir um profissional bilíngue até 2013.”
    Mas o fato de BH ser uma das sedes da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e das Olimpíadas, está fazendo com que um número cada vez mais crescente de pessoas, interessadas em se preparar para atender turistas estrangeiros, aumente em algumas escolas de inglês da capital. “Os alunos procuram cursos de curta duração, específicos para suas áreas de atuação. A demanda é crescente por causa dos jogos, mas também em função do crescimento econômico do Brasil”, informa Rose Mendes, coordenadora da IBS Idiomas, programa de inglês para negócios, desenvolvido pela IBS Business School em parceria com a Ohio University. Ela diz que há dificuldade de se encontrar profissionais que falem inglês no mercado e, para capacitar algumas pessoas, a IBS Idiomas irá oferecer, a partir de fevereiro de 2013, cursos com duração de 3 a 6 meses, específicos para atendimento no dia a dia dos profissionais. “O inglês é uma educação continuada, mas num primeiro momento é possível se conseguir o básico.”
    Para que isso seja possível e para que os profissionais de atendimento direto ao público em hotéis, bares e restaurantes não façam feio durante os eventos esportivos, o sindicato das categorias está oferecendo cursos de inglês. “É para que as pessoas tenham condições de lidar com as demandas do dia a dia no contato direto com os turistas de outros países”, diz o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte (Sindhorb), Paulo Cesar Pedrosa. O curso será ministrado aos sábados. Ele afirma que ainda falta vontade por parte das corporações para qualificação de seus profissionais. “Os empresários precisam mexer na grade de horário dos funcionários para que se qualifiquem. Mas, por outro lado, falta vontade dos empregados também, pois há cursos gratuitos oferecidos pela Embratur e Belotur cujas vagas não são preenchidas.”
    Ele diz que há um grande buraco com relação à disponibilidade de profissionais bilíngue. “Há mercado para essas pessoas, com remuneração mínima de mil reais mensais para carga horária de 6 horas, em média.” Mas reconhece que a lei da oferta e da procura irá inflacionar os salários desses profissionais. Bom para quem está em busca de qualificação. “Hoje, quem fala inglês, na área de serviço, está sendo caçado a laço. As empresas não investem nos funcionários para estudarem inglês, pois acham que isso é questão pessoal e não profissional”, critica o presidente da rede Number One, Marcio Mascarenhas. Em sua avaliação, há uma década, dominar a língua inglesa tornou-se obrigatório para quem quisesse ascensão profissional.
    Finalmente, as pessoas começaram a perceber isto e as matrículas nos cursos não param de aumentar.
    Se há 10 anos o inglês fluente era primordial para o crescimento profissional, hoje é praticamente obrigação para ingresso no mercado de trabalho, principalmente nas grandes corporações. “É fundamental para o candidato ter fluência em inglês, principalmente. O idioma valoriza a remuneração em relação a outras pessoas na mesma função com variação de 25% a 30% no valor do salário”, afirma a diretora executiva da Quality Training Assessoria em RH, Marisa Ayub. “Como não temos mão de obra qualificada, importamos profissionais, principalmente engenheiros vindos da Espanha e da Índia. Com isso, as empresas terão de pagar um salário melhor.” Outra dica da especialista é a vivência internacional. Ela diz que, se a pessoa tiver de escolher entre fazer pós-graduação e um curso de idiomas, a segunda alternativa é mais atraente.
    Para atingir a fluência na língua, a estudante de marketing Juliana Lirdi, recepcionista do Bhar Savassi, pretende fazer um intercâmbio na Inglaterra ou no Canadá. Descendente de italiano, ela domina o idioma daquele país, mas reconhece a importância do inglês, principalmente com a possibilidade de lucrar bastante com trabalhos temporários nos eventos esportivos. “Espero me preparar adequadamente e ter excelente retorno financeiro na Copa do Mundo. Fora isto, estou otimista quanto a conhecer novas pessoas e culturas.” Juliana diz que é fundamental falar outra língua, mas torce para que as pessoas que virão para o mundial no Brasil pelo menos arranhem o português. Por via das dúvidas, o instrutor de mixologia (estudo mais aprofundado da formação das bebidas com temperos diferenciados) e working flair (movimentos e malabares com materiais usados nos bares), Gilmar Saldanha, ensina seus alunos o padrão de coquetelaria internacional, com cursos em inglês, para que Belo Horizonte fique bem na fita.
    Estudar em outro país foi a opção do advogado Frederico Campos, sócio do escritório que leva seu nome. A fluência em inglês abriu caminhos profissionais. Uma peculiaridade dos Estados Unidos é eleger seus promotores de Justiça e ele, na época, conseguiu estágio para atuar como assistente de promotoria. “No fim de 1998 voltei para o Brasil, quando a Usinor estava adquirindo as ações da Previ e era gestora da Acesita. A operação era feita em português, francês e inglês. O advogado chefe da Acesita me convidou para acompanhá-lo e, pela minha desenvoltura no projeto, tornei-me seu assistente.”
    Ele diz que a ideia do intercâmbio partiu de seus pais, que quiseram que os quatro filhos passassem pela experiência. Naquela época ainda era incomum intercâmbios para brasileiros. “As pessoas têm pouca noção do quanto o inglês é importante no mercado de trabalho. Com o seu domínio é possível passar credibilidade. O contrário gera dúvida para o estrangeiro.” Por conta da fluência em inglês jurídico, o escritório de Frederico tem atuação direta com empresas multinacionais. “Foi meu prêmio de loteria, a chave para abrir minha porta para o mundo corporativo.”
    (Originalmente publicado na Revista Viver Brasil)

     

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    Quer trabalhar com Meio Ambiente e Sustentabilidade?

    Crescer de forma sustentável é o termo de ordem em todo o planeta. Mais do que isso, a preocupação com a preservação ambiental abriu um nicho profissional bastante promissor para graduados em diferentes áreas e com interesse em lidar com o meio ambiente.

    O setor é bem abrangente e envolve desde estudos ambientais para grandes obras de infraestrutura, até o desenvolvimento de métodos de descarte de resíduos e afluentes com menor impacto possível na natureza. Nas empresas, de todos os portes e ramos, a sustentabilidade passou a ser requisito de sobrevivência e as demandas internas e externas dessa prática exigiram a criação de áreas e cargos específicos.

    Profissionais requisitados – Nesse contexto, as maiores oportunidades para quem quer trabalhar no ramo são para técnicos em Meio Ambiente e engenheiros ambientais. Biólogos, engenheiros agrônomos e geógrafos também são bem-vindos para a formação de equipes multidisciplinares, principalmente nas grandes obras de infraestrutura, como usinas, aeroportos e estádios. Áreas de pesquisa ainda absorvem profissionais, preferencialmente com mestrado e doutorado.

    Secretarias de Meio Ambiente estaduais e municipais também são pólos empregatícios, tanto por meio de concursos quanto para trabalhos eletivos ou temporários. Isso porque o tema engloba atividades relacionadas às questões urbanas como saneamento básico, controle de pragas, manutenção e preservação de praças e árvores, etc.

    “Cada vez mais as cidades contratam especialistas – principalmente tecnólogos – em meio ambiente”, destaca a diretora de planejamento ambiental do município de Barueri, Yara Maria Gabelotto. Entre outras funções, as prefeituras também dão consultoria às empresas para qualificação na obtenção de certificações como ISO 14.000 e de licenciamentos, por exemplo.

    Especialização bem-vinda – Apesar de existirem oportunidades para graduados em diferentes áreas, especializações complementares, como em reaproveitamento de resíduos, reciclagem ou culturas sustentáveis, são diferenciais para quem quer trabalhar no segmento. Em muitos casos, também é preciso ter disponibilidade para morar em locais remotos, por exemplo a Amazônia, onde se ergue a nova matriz energética brasileira.

    Nível executivo – Há também um cargo gerencial que vem ganhando espaço, o gestor de ecorrelacionamento. Segundo João Paulo Altenfelder, professor de pós-graduação da FIA e FGV e sócio da SEI, consultoria em sustentabilidade, esse profissional atua na integração dos stakeholders, ou seja, todos os interessados no negócio da empresa, e também é responsável por adequar as áreas corporativas na obtenção de certificações específicas, como a recém-criada ISO 26.000, de Responsabilidade Social.

    Altenfelder explica que, para fazer carreira nesse ramo, o profissional deve ter uma formação ligada à área de atividade da companhia, com especialização em sustentabilidade, preferencialmente em universidades de primeira linha. “O crescimento das áreas e comitês de sustentabilidade com foco nos stakeholders dentro das companhias também favorece a atuação das consultorias especializadas. Elas representam um celeiro de oportunidades nessa área”, diz.

    (Publicado originalmente no ClickCarreira, 09/04/2012)

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