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Recrutador sabe diferenciar profissional mentiroso do ansioso durante entrevista

Karla Santana Mamona

SÃO PAULO – Mãos suadas, gagueira, boca cega, pernas bambas, podem ser sinais de ansiedade, como de mentira. Aos olhos de um leigo, o profissional mentiroso e o ansioso podem ser confundidos. Mas será que isso pode ocorrer em um processo seletivo e quem está nervoso sairá prejudicado?

A resposta é não. Isso porque o recrutador que está frente a frente com o candidato ao emprego é umespecialista e a análise feita vai muito além da superficial. Segundo a especialista em soluções de Recursos Humanos da De Bernt Entschev Human Capital, Sônia Garcia, quem está mentindo deixa transparecer e acaba se entregando em algum momento.

“Nós utilizamos várias ferramentas, como perguntar a mesma coisa de quatro maneiras diferentes. Quem estiver mentindo e inventando é descoberto”.

Outra ferramenta utilizada pelos especialistas é análise do gestos e postura do profissional, segundo explica adiretora-executiva da Quality Training, Marisa Ayub. “Até o olhar é analisado. Quando a pessoa olha para cima e para o lado direito, ela está tentando resgatar acontecimentos, que é comum com quem está nervoso. Já quando é para cima e para esquerda, ela está tentando criar”.

Investigação profissional
Além disso, o recrutador costuma fazer uma análise do profissional pela internet, por meio das redes socias e até mesmo ligando nas antigas empresas em que a pessoa passou para buscar referências. Lembrando que isso acontece antes da entrevista.

“Quem mente se queima, porque mesmo que ele não tenha sido aprovado para aquela vaga por não ter perfil, ele poderia participar de outro processo que realizado pela própria consultoria”, explica Sônia.

Ansiedade à flor da pele
Quando o caso do profissional é de ansiedade, os recrutadores relevam o nervosismo e tentam agir de uma maneira para que a pessoa possa se acalmar para prosseguir a entrevista da melhor maneira.

“O currículo do profissional já foi avaliado e se ele foi chamado para entrevista é porque interessou. Quando a pessoa está muito nervosa, o recrutador pede para ele se acalmar e começa fazendo perguntas mais tranquilas, assim a pessoa vai relaxando”, diz Marisa.

Segundo as especialistas, a dica para que a profissional controle a ansiedade é se preparar para a entrevista. Um conselho é simular uma entrevista com algum parente para que a pessoa saiba responder sobre a sua trajetória profissional de maneira clara, também é indicado fazer um resumo da carreira por escrito.

Outra dica é conhecer a empresa que está ofertando a vaga, desde local de trabalho, passando pelas roupas que os empregados da organização vestem, até clientes e parceiros. Este tipo de conhecimento é fundamental para aumentar a segurança e diminuir a ansiedade.

(Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreiras, 07/05/2012)

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    Plano de carreira é mais relevante que salário ao aceitar nova vaga

    SÃO PAULO – O plano de carreira é o fator mais importante na hora de escolher entre uma ou outra vaga de emprego, segundo uma pesquisa da empresa de recrutamento Adecco. Para 44,9% dos entrevistados, esse é o critério de desempate mais relevante. O salário aparece em seguida, como escolha de apenas 11,6%. Outros 11% buscam mais desafios.

    A pesquisa, que consultou mais de 2.200 candidatos a vagas de emprego, apontou também as principais razões que levam os profissionais a participar de processos seletivos. Quase metade (46,4%) está tentando voltar ao mercado de trabalho, sendo que o tempo de espera para fazê-lo é de um a três meses para a maioria (55,9%). Melhorar o salário é a motivação de 43% e atuar na área de formação é a resposta de 39,3%. Os respondentes tiveram a opção de escolher mais de uma alternativa nesse caso.

    Ao mesmo tempo, a maioria dos profissionais (84,7%) se diz disposta a mudar de cidade para aceitar uma vaga interessante.

    Para a coordenadora de qualidade da Adecco Brasil, Fabiane Cardoso, o estudo mostra uma tendência a buscar estabilidade, mas também uma confiança maior do profissional no mercado de trabalho. “O aquecimento da economia anima os candidatos a voltarem ao mercado e leva à busca de uma boa remuneração e desafios que os mantenham motivados”, diz.

    (Publicado originalmente no Valor Econômico, 30/04/2012)

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    Empresas globais formam melhores líderes

    Brasileiras ou estrangeiras, as empresas globais são as mais bem-sucedidas na formação e no desenvolvimento de líderes. Uma pesquisa realizada pelo Hay Group com aproximadamente 7 mil executivos do alto escalão em 103 países mostrou que as companhias internacionalizadas são as que apresentaram as melhores práticas voltadas para a liderança.

    Foram incluídas na pesquisa organizações de todos os portes e setores. Na América Latina e também no Brasil, o topo do ranking ficou com a Unilever, uma tradicional presença na lista de bons formadores de líderes, assim como a GE, a Petrobras e a Ambev.

    De acordo com Glaucy Bocci, líder da prática de liderança e talentos para a América Latina do Hay Group, essas empresas se diferenciam por qualificarem candidatos internos para assumir posições de comando em todos os níveis e por fazerem gestão ativa de sucessores. “Pelo menos 70% delas reservam parte do tempo dos líderes seniores para desenvolver pessoas, o dobro da média geral”, afirma.

    Companhias que oferecem autonomia a seus profissionais, mesmo os que atuam em subsidiárias, também se destacaram. “Elas estimulam a inovação e abrem canais de comunicação mais fáceis com as matrizes, o que traz bons resultados práticos para a liderança”, explica Glaucy.

    As brasileiras vêm conquistando posições no ranking ano a ano – em 2012, a novidade foi a inclusão do Itaú Unibanco. De acordo com Glaucy, o fato de duas instituições financeiras constarem entre as dez melhores é um sinal de que esse segmento está derrubando preconceitos no mercado. “Sempre se acreditou que os bancos não tinham muito foco em gestão de pessoas. O estudo contraria essa visão ao trazer como destaque em desenvolvimento de lideranças duas empresas do segmento que passaram por processos recentes de fusão ou aquisição”.

    Glaucy explica que as melhores se distanciam da maioria em cinco pontos principais: agilidade de atuação e de tomada de decisões, engajamento, estímulo à inovação e à diversidade, incentivo à colaboração e estímulo ao aprendizado com erros. “Por outro lado, percebemos que questões como trabalho remoto e equilíbrio entre vida pessoal e profissional ainda são desafios para a região”, diz.

    A pesquisa “Best Companies for Leadership” incluiu empresas com faturamento acima de US$ 500 milhões em todos os continentes. A América Latina foi responsável por 31% da amostra, com 2.115 executivos de alto escalão participando do levantamento. No Brasil, foram 232 entrevistados.

    (Publicado originalmente no Valor Econômico, 01/05/2012)

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    A mulher e o mercado de trabalho

    São diversas as desigualdades existentes na sociedade brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero, menos relacionada à questão econômica e mais ao ponto de vista cultural e social, constituindo, a partir daí, as representações sociais sobre a participação da mulher dentro de espaços variados, seja na família, na escola, igreja, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade.

    Nas últimas décadas do século XX, presenciamos um dos fatos mais marcantes na sociedade brasileira, que foi a inserção, cada vez mais crescente, da mulher no campo do trabalho, fato este explicado pela combinação de fatores econômicos, culturais e sociais.

    Em razão do avanço e crescimento da industrialização no Brasil, ocorreram a transformação da estrutura produtiva, o contínuo processo de urbanização e a redução das taxas de fecundidade nas famílias, proporcionando a inclusão das mulheres no mercado de trabalho.

    Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) realizada pelo IBGE em 2007, a população brasileira chega a quase 190 milhões de brasileiros, com a estimativa de 51% de mulheres. Segundo dados do IBGE de 2000, a PEA (População Economicamente Ativa) brasileira, em 2001, tinha uma média de escolaridade de 6,1 anos, sendo que a escolaridade média das mulheres era de 7,3 anos e a dos homens de 6,3 anos.

    Uma constatação recorrente é a de que, independente do gênero, a pessoa com maior nível de escolaridade tem mais chances e oportunidades de inclusão no mercado de trabalho. Conforme estudos recentes, verifica-se, mesmo que de forma tímida, que a mulher tem tido uma inserção maior no mercado de trabalho. Constata-se, também, uma significativa melhora entre as diferenças salariais quando comparadas ao sexo masculino. Contudo, ainda não foram superadas as recorrentes dificuldades encontradas pelas trabalhadoras no acesso a cargos de chefia e de equiparação salarial com homens que ocupam os mesmos cargos/ocupações.

    Ainda nos dias de hoje é recorrente a concentração de ocupações das mulheres no mercado de trabalho, sendo que 80% delas são professoras, cabeleireiras, manicures, funcionárias públicas ou trabalham em serviços de saúde. Mas o contingente das mulheres trabalhadoras mais importantes está concentrado no serviço doméstico remunerado; no geral, são mulheres negras, com baixo nível de escolaridade e com os menores rendimentos na sociedade brasileira.

    Segundo o Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, do governo do Estado de São Paulo – quanto ao “comportamento do desemprego feminino na Região Metropolitana de São Paulo, observa-se que, em 1985, essa taxa era de 15,5% para as mulheres e de 10,1% para os homens, aumentando, em 2000, para 20,9% e 15,0%, respectivamente. Isso significa que na RMSP [Região Metropolitana de São Paulo], em 2000, uma em cada cinco mulheres que integravam a População Economicamente Ativa, encontrava-se na condição de desempregada.”

    O total das mulheres no trabalho precário e informal é de 61%, sendo 13% superior à presença dos homens (54%). A mulher negra tem uma taxa 71% superior à dos homens brancos e 23% delas são empregadas domésticas. Necessariamente, a análise da situação da presença feminina no mundo do trabalho passa por uma revisão das funções sociais da mulher, pela crítica ao entendimento convencional do que seja o trabalho e as formas de mensuração deste, que são efetivadas no mercado.

    O trabalho não remunerado da mulher, especialmente o realizado no âmbito familiar, não é contabilizado por nosso sistema estatístico e não possui valorização social – nem pelas próprias mulheres – embora contribuam significativamente com a renda familiar e venha crescendo. O que se conclui com os estudos sobre a situação da mulher no mercado de trabalho é que ocorre uma dificuldade em separar a vida familiar da vida laboral ou vida pública da vida privada, mesmo em se tratando da participação no mercado de trabalho, na população economicamente ativa.

    Orson Camargo
    Colaborador Brasil Escola
    Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
    Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

    (Publicado originalmente no Brasil Escola Sociologia)

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    Competitividade traz ganhos a funcionários e empresas, segundo pesquisa

    Eliane Quinalia

    SÃO PAULO – A competitividade no ambiente de trabalho  pode ser saudável aos profissionais e às empresas. A conclusão faz parte de um recente estudo da Page Personnel, do Grupo Michael Page, que defende que tal disputa pode ser a principal responsável pelo aumento da produtividade no ambiente corporativo e, consequentemente, pelo lucro de uma organização.

    Segundo o levantamento, por exemplo, dos 90,3% profissionais entrevistados que acreditam nos benefícios da competitividade no trabalho, cerca de 40% citam a disputa como necessária para o desenvolvimentoprofissional e para o sucesso da empresa em que trabalham.

    “As pessoas percebem, na maioria dos casos, que a competitividade é produtiva e pode ajudar funcionários e empresas a trilharem para um mesmo objetivo, que é o sucesso da organização”, diz o diretor-executivo da Page Personnel, Roberto Picino.

    Para ele, quem não compartilha desta opinião deve rever seus conceitos e melhorar este aspecto, para que ele não prejudique seu desempenho e também o da companhia.

    Contrários
    Entre os que não concordam com esta opinião, justamente por acreditar que a rivalidade entre os profissionais possa gerar menos colaboração interna, estão 9,7% dos entrevistados. Destes, apenas 1,4% se mostrou preocupado com os prejuízos que tal disputa possa causar ao seu rendimento profissional.

    “As empresas devem se manter atentas aos exageros, pois metade dos profissionais que participaram da pesquisa acredita que a competitividade no trabalho é saudável, desde que não prejudique seu rendimento ou o sucesso da empresa”, ressalta Picino.

    (Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreiras, 20/04/2012).

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    Profissional que pensa no coletivo pode se destacar na empresa

    Karla Santana Mamona

    SÃO PAULO – Colocar papel na impressora, atender o telefone que toca na mesa ao lado, trocar o galão de água, arrumar a mesa de trabalho, quando se divide com outras pessoas, são gestos pequenos dentro de uma empresa, mas que podem revelar mais do que se imagina.

    Segundo a diretora educacional da Drhíade, consultoria especializada em Recursos Humanos, Angela Christofoletti, estas atitudes podem apontar que este profissional se preocupa com o todo, sabe trabalhar em conjunto, está preocupado com o colega/equipe e tem proatividade.

    “Isso vale tanto para o microambiente como para o macro. Quem age desta maneira em pequenas coisas agirá do mesmo jeito quando for algo maior. A pessoa sabe operar em conjunto, ou seja, cooperar”.

    Promoção
    Já a coordenadora de RH (Recursos Humanos) da Quality Training, Danielle Filizola, acrescenta que estas pequenas iniciativas revelam que a pessoa é flexível e adaptável, porque não tem aquele tipo de pensamento “isso não faz parte do meu trabalho” e consegue perceber qual a necessidade da empresa naquele instante.

    Todas estas características, somadas às competências técnicas, podem ajudar o profissional a conseguir uma promoção. “O gestor deste profissional percebe que ele está atento ao conjunto e sabe lidar com outras pessoas. Isso indica que a pessoa tem grandes chances de uma carreira promissora”.

    Dia a dia
    O profissional que consegue enxergar o coletivo é o desejo de muitas empresas, mas é somente no dia a dia que o empregador saberá como esta pessoa se importa com estas questões.

    Segundo as especialistas, durante o processo seletivo, é muito difícil perceber que a pessoa não tem estas características, mesmo com dinâmicas e avaliação do histórico da carreira do profissional. “Apesar das ferramentas existentes, é no cotidiano que se percebe isso”, finaliza Angela.

    (Publicado originalmente no Infomoney Carreiras, 17/04/2012).

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    O que impulsiona e o que empaca sua carreira

    Em pesquisa, aspectos comportamentais lideram lista de atributos essenciais para o crescimento na carreira

    São Paulo – Um currículo de tirar o fôlego até pode impressionar o recrutador, mas, no dia a dia corporativo, os traços comportamentais do profissional são determinantes para o crescimento na carreira. Pelo menos, é o que indica levantamento recente feito pela consultoria Lab SSJ.

    Pesquisa recente da Harvard Business Review comprova esse achado: dos 50 presidentes de empresas que tiveram o melhor desempenho na América Latina entre 1995 e 2009, apenas 12 fizeram um curso de MBA.

    Para saber quais são os aspectos mais decisivos para crescimento na carreira no Brasil, o Lab SSJ consultou executivos de 32 empresas e pediu para eles avaliarem 12 traços apontados como importantes para o desenvolvimento profissional em pesquisas internacionais.

    A principal conclusão? “O que conta mais para um líder tocar um negócio, uma equipe e outros projetos são as habilidades de comunicação dele”, afirma Carolina Correa, gerente de mercado da consultoria.

    O que impulsiona

    1.  Saber ouvir (75%) e se comunicar bem (67%)

    Comunicar-se bem é essencial para crescer na carreira, “saber ouvir” deve ser o alicerce desse traço comportamental. “Quando você tem esse tipo de habilidade, você entende o que o outro quer dizer, tira o melhor daquela informação e soma com o que você já sabe”, diz Carolina. “Você considera o que está sendo dito e consegue se posicionar melhor”.

    Os benefícios dessa postura vão desde o garimpo de novas (e boas) ideias coletivas, passando pelo estabelecimento de relações de confiança até fortalecimento do poder de influência sobre os demais funcionários.

    Ser um bom orador conta, mas não é tudo. As boas habilidades de comunicação se revelam em saber se posicionar na hora certa, ser claro e saber entregar a mensagem. Atributos essenciais para quem, um dia, mira liderar pessoas.

    2.  Assumir riscos

    Quanto maior o risco, maiores os ganhos. O conceito base do mercado financeiro também é requerido para boa parte dos cenários corporativos. E quanto mais elevada sua posição na hierarquia, maior a exigência por esse tipo de traço comportamental.

    “Se você prefere a zona de conforto, se contenta em passar o dia carimbando notas fiscais, por que irá questionar as estratégias da companhia?”, diz Carolina. “Quem está disposto a assumir riscos abre caminho para fazer um trabalho melhor e para a inovação”, diz a especialista.

    3.  Lidar com a diversidade (50%)

    Com um mercado cada vez mais complexo, saem na frente companhias (e equipes) que apostarem na convergência de diferentes visões. “Ou você pega os pontos positivos da diversidade e a equipe fica mais completa, ou você é condenado à mesmice”, diz Carolina.

    Segundo a pesquisa, profissionais que saibam lidar e conciliar essas diferentes visões são os que mais chances tem de crescer na carreira. “Pensar igual sempre limita a sua inserção num pensamento mais global e amplo”, diz a especialista.

    4.  Saber influenciar (47%)

    A exemplo de gente como Steve Jobs, da Apple, e o comandante Rolim, da TAM, ter o poder de inspirar (e influenciar) outras pessoas é quase uma senha secreta para o sucesso. “É essencial saber ativar as pessoas da forma certa para alcançar objetivos que serão bons para todos. Pessoas que sabem influenciar conseguem tocar projetos que fluem e geram um ambiente de colaboração”, diz Carolina.

    5.  Entender do negócio (43%)

    “As habilidades técnicas não estão no topo, mas cada vez que sobe na hierarquia, você faz menos trabalhos operacionais, pensa e age mais estrategicamente”, diz a especialista.

    A base para esse pensamento estratégico deve ser uma compreensão profunda e madura do negócio que você está inserido. Isso significa saber tudo sobre a concorrência, perspectivas de mercado e possibilidades para a própria companhia, entre outros fatores.

    O que trava a carreira

    Por outro lado, não se engajar, não saber trabalhar em equipe e gaguejar metaforicamente na hora de se comunicar são os fatores apontados para travar a carreira. Confira:

    1.  Falta de comprometimento (73%)

    2.  Ser arrogante (67%)

    3.  Ser individualista (53%)

    4.  Ter pouca habilidade para se comunicar (50%)

    5.  Ser centralizador (43%)

    (Publicado originalmente na Exame Carreira, 17/04/2012).

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    Carreira Internacional: Novos consulados dos EUA no Brasil

    Uma das notícias mais comentadas esta semana é sobre a abertura dos novos consulados dos EUA nas cidades de Belo Horizonte e Porto Alegre. O que abre grandes possibilidades para os profissionais destas regiões.

    Como discutimos na matéria Vale mais investir em curso de pós graduação ou no inglês?, publicada em setembro de 2011, o idioma é um dos principais diferenciais no currículo profissional.

    O ClickCarreira publicou recentemente uma matéria com dicas para quem quer estudar em uma universidade internacional, candidatar-se a uma vaga de emprego fora do Brasil ou tem planos de imigrar para outro país.

    O mercado de trabalho brasileiro tem se transformado para atender as necessidades das constantes inovações tecnológicas e, até mesmo, como uma forma de driblar a crise dos países desenvolvidos. Como você tem se comportado diante destas mudanças?

    Acompanhe a Quality Training RH e continue atualizado. Desenvolver-se é a melhor forma de manter-se empregável.

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    Quer trabalhar com Meio Ambiente e Sustentabilidade?

    Crescer de forma sustentável é o termo de ordem em todo o planeta. Mais do que isso, a preocupação com a preservação ambiental abriu um nicho profissional bastante promissor para graduados em diferentes áreas e com interesse em lidar com o meio ambiente.

    O setor é bem abrangente e envolve desde estudos ambientais para grandes obras de infraestrutura, até o desenvolvimento de métodos de descarte de resíduos e afluentes com menor impacto possível na natureza. Nas empresas, de todos os portes e ramos, a sustentabilidade passou a ser requisito de sobrevivência e as demandas internas e externas dessa prática exigiram a criação de áreas e cargos específicos.

    Profissionais requisitados – Nesse contexto, as maiores oportunidades para quem quer trabalhar no ramo são para técnicos em Meio Ambiente e engenheiros ambientais. Biólogos, engenheiros agrônomos e geógrafos também são bem-vindos para a formação de equipes multidisciplinares, principalmente nas grandes obras de infraestrutura, como usinas, aeroportos e estádios. Áreas de pesquisa ainda absorvem profissionais, preferencialmente com mestrado e doutorado.

    Secretarias de Meio Ambiente estaduais e municipais também são pólos empregatícios, tanto por meio de concursos quanto para trabalhos eletivos ou temporários. Isso porque o tema engloba atividades relacionadas às questões urbanas como saneamento básico, controle de pragas, manutenção e preservação de praças e árvores, etc.

    “Cada vez mais as cidades contratam especialistas – principalmente tecnólogos – em meio ambiente”, destaca a diretora de planejamento ambiental do município de Barueri, Yara Maria Gabelotto. Entre outras funções, as prefeituras também dão consultoria às empresas para qualificação na obtenção de certificações como ISO 14.000 e de licenciamentos, por exemplo.

    Especialização bem-vinda – Apesar de existirem oportunidades para graduados em diferentes áreas, especializações complementares, como em reaproveitamento de resíduos, reciclagem ou culturas sustentáveis, são diferenciais para quem quer trabalhar no segmento. Em muitos casos, também é preciso ter disponibilidade para morar em locais remotos, por exemplo a Amazônia, onde se ergue a nova matriz energética brasileira.

    Nível executivo – Há também um cargo gerencial que vem ganhando espaço, o gestor de ecorrelacionamento. Segundo João Paulo Altenfelder, professor de pós-graduação da FIA e FGV e sócio da SEI, consultoria em sustentabilidade, esse profissional atua na integração dos stakeholders, ou seja, todos os interessados no negócio da empresa, e também é responsável por adequar as áreas corporativas na obtenção de certificações específicas, como a recém-criada ISO 26.000, de Responsabilidade Social.

    Altenfelder explica que, para fazer carreira nesse ramo, o profissional deve ter uma formação ligada à área de atividade da companhia, com especialização em sustentabilidade, preferencialmente em universidades de primeira linha. “O crescimento das áreas e comitês de sustentabilidade com foco nos stakeholders dentro das companhias também favorece a atuação das consultorias especializadas. Elas representam um celeiro de oportunidades nessa área”, diz.

    (Publicado originalmente no ClickCarreira, 09/04/2012)

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    Como anda seu Coeficiente Emocional?

     

    Coeficiente emocional, ou QE, são as competências que utilizamos para fazer a gestão dos nossos relacionamentos. Acesse o site da Quality Training RH e faça o teste, ou clique aqui.

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