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O seu trabalho te deixa deprimido?

Na manhã do dia 24 de março de 2015, um Airbus A320 da companhia aérea Germanwings, controlada pela Lufthansa, caiu na região dos Alpes. Os detalhes descobertos nos dias subsequentes chocaram o mundo. De acordo com o áudio da caixa-preta do avião, o copiloto, Andreas Lubitz, de 28 anos, havia deliberadamente derrubado o voo 4U9525.

Aproveitando-se da saída do comandante, Andreas trancou o colega para fora da cabine de controle e acionou o botão de descida da aeronave. Durante 10 minutos, tempo que o avião demorou para se chocar contra as montanhas, o copiloto permaneceu em silêncio, sem pedir ajuda nem declarar emergência.

Na gravação, é possível ouvir apenas sua respiração acelerada. O primeiro pensamento das autoridades alemãs foi que o acidente teria sido um ato terrorista. Três dias depois, promotores da cidade de Düsseldorf encontraram na casa de Andreas um atestado médico indicando que o copiloto deveria estar afastado do trabalho, em tratamento para depressão, no dia da queda da aeronave.

Tudo sugere que ele escondeu o fato da companhia, e a doença cobrou um preço alto: Andreas suicidou-se levando 150 pessoas consigo.

Claro que esse é um caso extremo. Mas dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, assim como o aviador, 322 milhões de pessoas sofriam de depressão ao redor do mundo em 2015 — número que aumentou 18,4% desde 2005.

No Brasil, cerca de 5,8% da população têm a doença, o que faz do país o campeão de casos na América Latina. Ainda de acordo com a OMS, até 2020 o transtorno mental será a enfermidade mais incapacitante mundialmente.

É consenso entre os especialistas que esses dados alarmantes são fruto tanto da evolução da medicina, o que possibilita detectar um número maior de casos, como também do crescimento da incidência do problema. “As pessoas começaram a falar sobre o assunto e a buscar ajuda, o que permite que se diagnostique mais. Mas há também um aumento real devido ao estresse crônico”, diz Mário Louzã, psicólogo de São Paulo.

Do ponto de vista clínico, a depressão se diferencia de uma simples tristeza por durar mais tempo e implicar uma queda no nível de neurotransmissores, substâncias químicas que estabelecem a comunicação entre os neurônios.

A doença surge de uma combinação entre questões genéticas e ambientais. “À hereditariedade, soma-se o fato de que algumas pessoas são mais vulneráveis aos estressores do cotidiano. Além disso, as mulheres são pelo menos duas vezes mais suscetíveis à depressão por causa da flutuação hormonal”, afirma Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), de São Paulo.

Depressão: até 2020, será a doença mais incapacitante do planeta (Imagem: Marcelo Calenda)

O trabalho como gatilho

O mundo instável e cheio de opções em que vivemos tem sua parcela de responsabilidade na criação de gerações mais angustiadas. “Perdemos as grandes referências: Estado, religião, justiça, uma empresa onde trabalharíamos a vida toda”, afirma Dorothee Rudiger, professora de direito na Universidade Católica de Santos, em São Paulo.

Ao mesmo tempo, há muita liberdade de escolha. “Essa incerteza e medo levam a uma angústia profunda.” E isso se agrava, é claro, quando o local de trabalho se mostra problemático. Ambientes competitivos, com maior pressão por resultados, elevam o risco de desenvolver a doença.

Operadores de telemarketing, bancários e profissionais da área de saúde são os mais propensos a ter quadros depressivos, mas a doença não se restringe a determinado setor, carreira ou nível hierárquico.

Só em 2016, por exemplo, a Previdência Social registrou o afastamento de 75 300 trabalhadores por causa de depressão, cerca de 37,8% do total de licenças por doenças mentais. “O desequilíbrio entre o que é cobrado dos funcionários e o apoio que a empresa oferece faz com que as pessoas sofram, e isso causa uma degeneração psíquica. Muitas vezes, o estresse a que o indivíduo é submetido é tão grande que ele não consegue se recuperar”, diz João Silvestre, diretor de relações internacionais da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), de São Paulo.

Foi a alta carga de tarefas, acompanhada de uma equipe reduzida e de uma forte cobrança por resultados, que fez com que o publicitário Edson Santos, de 34 anos, desenvolvesse um quadro depressivo. Em 2012, o paulista era supervisor de marketing em uma multinacional alemã e, durante dois anos, viveu uma rotina que chegava a 20 horas diárias no escritório, sem férias. “Não tinha mais tempo para a família ou para os amigos”, diz.

Aos poucos, Edson começou a se isolar dos colegas, e os projetos que antes o motivavam perderam o sentido. Em uma das crises mais agudas, sentiu um desespero inexplicável. “Tive vontade de fugir, de não voltar mais ao trabalho, de ir para o banheiro chorar”, afirma.

O quadro teve impacto em seu rendimento e, após alguns meses, o gestor de Edson o chamou para uma conversa. “Ele estava preo­cupado, apontou que até mesmo o jeito de me vestir havia mudado e eu nem tinha percebido. Sugeriu que eu procurasse ajuda.” Edson seguiu o conselho e, quando se consultou com o psiquiatra, recebeu o diagnóstico de depressão. Mas aceitar não foi fácil. “Eu tinha um bom salário, uma família estruturada e me perguntava por que estava deprimido”, diz.

Mesmo sem entender as causas, seguiu o tratamento. Além da terapia e dos remédios, Edson voltou a reservar um tempo para si mesmo, praticando esportes e adotando um cão. As mudanças o ajudaram a compreender o processo que o levou ao quadro depressivo — e como a rotina workaholic contribuiu para isso.

Hoje, no cargo de coordenador em outra multinacional, ele diz que o apoio da empresa foi crucial. “Eu tinha vergonha de contar e apenas alguns colegas sabiam, mas eles me ajudaram. Como profissional de marketing, fiquei limitado, sem criatividade. Eles me deram suporte”, afirma Edson.

Falta de apoio

Casos como o de Edson, em que a empresa, gestores e colegas são compreensivos e ajudam os profissionais que passam por crises de depressão infelizmente ainda são raros. “Uma liderança humana, que enxergue o funcionário além do número do crachá é exceção”, afirma Fátima Macedo, diretora da Mental Clean, consultoria psicológica para empresas, de São Paulo.

Na maioria das situações, quem está ao redor não se dá conta de que aquele profissional precisa de ajuda — ainda mais em organizações com chefias ultrapassadas, que continuam a carregar aquela visão de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Foi o que a fisioterapeuta Thaís Romanelli, de 36 anos, teve de enfrentar até o fim de 2016, quando trabalhava em um hospital público de São Paulo. Ela entrou na empresa assim que saiu da faculdade e, durante 13 anos, permaneceu na instituição. Embora percebesse que a relação já estava desgastada, as coisas se intensificaram no ano passado. “Fui transferida de unidade e de chefe, sem muitas explicações, e não me adaptei”, diz Thaís.

Como o atendimento nesse novo ambiente se limitava a um dia da semana, a fisioterapeuta continuou levando a situação, sem perceber quanto isso lhe fazia mal. Nesse meio-tempo Thaís venceu, ao lado de uma colega, um concurso para startups na área da saúde e criou a Soulvox, plataforma que cria vozes para pessoas que não conseguem falar, o que significou cuidar de duas carreiras. “Todos os dias eu ia dormir às 3 horas da manhã, acordava às 7, ia trabalhar, voltava e continuava me dedicando às pesquisas. Sem contar os fins de semana virados”, diz.

O problema chegou ao ápice quando a gestora de Thaís pediu a ela que trabalhasse mais um dia na unidade onde não havia se adaptado. “Eu já estava cansada da rotina entre empreendedora e empregada. Junto com o esgotamento que vinha acumulando, tive uma crise de choro.” Mesmo argumentando que não havia se integrado ao novo local, não houve jeito. “Eu me senti desrespeitada. Foi a primeira vez que me posicionei sobre algo que estava me incomodando e fui completamente ignorada”, afirma a fisioterapeuta. Percebendo que não estava bem, resolveu procurar ajuda.

Thaís foi diagnosticada com depressão leve, e a psiquiatra foi taxativa quanto ao motivo que a levou àquele estado: excesso de trabalho. “Comecei a me perguntar: vale a pena ficar tomando remédio e prejudicando minha saúde por causa daquele lugar?”, diz.

Após o afastamento médico de um mês, ela deixou o emprego. “No fim de 2016, percebi que ainda não estava 100% e aproveitei o tempo livre para me dedicar mais à Soulvox.” Hoje, mesmo não tendo ainda reequilibrado as finanças, ela não se arrepende da mudança. “Foi a melhor decisão que tomei. Sempre fui movida por propósito, mas, num cenário em que eu atendia quatro pacientes quase ao mesmo tempo, era impossível. Com minha empresa, recuperei a paixão pelo que faço”, afirma Thaís.

O custo da doença

Muita gente acha que a depressão é apenas um problema de saúde, mas é mais do que isso. O distúrbio representa perdas para a economia, para as empresas e para a sociedade. Segundo um estudo de 2016 da London School of Economics, os prejuízos relacionados à produtividade causados pela doença chegam a 246 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.

No Brasil, esse valor alcança 63,3 bilhões de dólares, menor apenas do que nos Estados Unidos, que têm uma perda anual de 84,7 bilhões de dólares. Por aqui, a doença é a terceira maior causa de afastamentos pelo INSS. “A depressão tem custos diretos e indiretos. O absenteísmo e o presenteísmo são alguns dos custos sociais. Mas ela também onera os cofres públicos nas áreas de saúde e previdência social”, diz Quirino Cordeiro, coordenador de saúde mental do Ministério da Saúde.

Algumas empresas já começaram a fazer essa conta e perceberam que prevenir é melhor do que remediar. A rede de laboratórios de medicina diagnóstica Fleury é uma delas.

Em 2013, a companhia mapeou o perfil de saúde de 65% de seus funcionários — 7 000 pessoas na época. O resultado foi assustador. Os índices de saúde mental dos empregados estavam piores do que, por exemplo, os dos policiais civis, dos professores ou até de pessoas que trabalham em UTI. “Esses números alertaram para o estresse na empresa. Com isso, a saúde mental, ao lado do sedentarismo e de doenças osteomusculares, tornou-se um de nossos principais alvos de atua­ção”, afirma Thiago Rodrigues, consultor de gestão em saúde do Fleury.

A empresa passou a oferecer sessões de atendimento psicológico nos diversos ambulatórios do grupo. Os casos mais graves são encaminhados a outros profissionais de saúde mental para tratamentos mais longos. “Os trabalhadores devem procurar o serviço ou o RH pode indicar uma terapia de grupo quando detecta algum problema coletivo”, diz Thiago.

Nos últimos três anos, o projeto realizou 1 397 atendimentos e diminuiu o tempo de afastamento por doenças mentais em 29,5 dias — uma economia anual de quase 97 000 reais. “Atuamos no setor de serviços, então o preço de uma baixa produtividade é altíssimo. Uma pessoa deprimida, ansiosa, não consegue atender bem, e aquele cliente pode nunca mais voltar. E somos uma companhia de saúde — esse cuidado precisa ser um valor aqui dentro.”

Sem estigmas

Além de ofercer suporte e trabalhar na prevenção da depressão, as empresas precisam criar ambientes em que os funcionários possam falar abertamente sobre a doença, sem que o problema seja rotulado como “frescura”. “As doenças mentais sofrem preconceito porque não são visíveis. Até pouco tempo atrás, essas pessoas eram deixadas longe dos olhos da sociedade”, diz Roberto Debski, psicólogo clínico de São Paulo.

Se um profissional com depressão encontrar esse mesmo tipo de pensamento em seu local de trabalho, provavelmente vai esconder o problema de gestores e colegas, agravando o quadro. Isso pode desencadear uma série de outras enfermidades, como doenças cardiovasculares, autoimunes e gástricas.

A Sprinklr, empresa de softwares de gestão de mídias sociais, de São Paulo, dá um bom exemplo de como lidar com o problema. Ali, o tema saúde mental é tão natural que um subsídio à terapia faz parte do pacote de benefícios dos 150 funcionários.

Há um ano, a organização fez uma parceria com a Zenklub, plataforma de tratamento psicológico via videoconferência, e passou a custear 40% das sessões. “No começo, os funcionários estranharam, mas hoje é tão normal que algumas pessoas tiram um horário durante o dia, avisam o chefe e fazem a sessão no escritório”, diz Bruno Pereira, diretor de recursos humanos da Sprinklr.

Encontrar um ambiente acolhedor e contar com a compreensão dos colegas e gestores pode fazer com que, em alguns casos, o trabalho tenha um potencial terapêutico e ajude na recuperação do quadro depressivo. “A carreira exerce um papel muito importante, está ligada à nossa identidade. A profissão significa tanto que se confunde com nossa vida. Quando fica doente e precisa deixar sua atividade, você perde seu papel social”, diz Quirino Cordeiro, do Ministério da Saúde. “A pessoa se sente incapaz e não sabe mais quem ela é. Por isso, devemos zelar pela reinserção profissional após uma crise depressiva.”

A compreensão da empresa em rea­dequar o trabalho e as metas foi fundamental para a recuperação do supervisor de comércio exterior Ri­cardo Esteves, de 41 anos. Funcionário há 18 anos de uma companhia de logística, em São Paulo, Ricardo diz que sempre apresentou traços da doença, mas nunca havia dado muita atenção a isso até que, em 2008, um quadro sério de depressão sobreveio repentinamente.

Durante vários dias, não conseguia se levantar da cama ou se alimentar e apresentou tendências suicidas. “Queria enfiar o carro da empresa na contramão”, diz. No trabalho, a doença se traduziu em presenteísmo. “Ficava o dia inteiro na mesa, sem conseguir fazer nada.” Depois que começou o tratamento de saúde, que aliava terapia com medicação, Ricardo conversou com o RH, conseguiu mudar de área e readequou as entregas. “Se a companhia compreende que precisa dar um tempo para o colaborador se cuidar, o trabalho ajuda bastante, porque te coloca em movimento. Ficar em casa sozinho só piora a sensação de vazio”, afirma Ricardo.

À base de remédios

“Durante dois anos da minha vida tomava meia garrafa de uísque e dois Lexotans por dia.” É assim que o empreendedor Paulo Mauricio Mello, de 59 anos, começa seu relato sobre a depressão.

Com uma carreira de cinco anos na área de marketing em empresas de telecomunicações e cansado do mundo corporativo, em 1987 ele abriu a própria empresa. Mas, até em seu projeto pessoal, a pressão e as contradições do ambiente corporativo persistiam. “Comecei a me dopar para aguentar a rotina de um trabalho no qual eu não acreditava. Mesmo com a empresa indo bem, rodeado de pessoas em eventos e reu­niões, eu me sentia sozinho”, diz Paulo. “Sucumbi, parei de acreditar em ter um propósito e passei a buscar formas de escapar daquela frustração.” Depois de anos com essa combinação fatal, em 1998 Paulo teve um colapso neurológico. “Além da depressão, o uso excessivo de remédios e álcool me levou a um es­tado em que eu tremia o tempo todo.”

Ele não con­seguia mais trabalhar —perdeu a empresa e passou quase 11 meses em casa, em um estado que descreve como vegetativo. “Os médicos disseram que eu não teria mais uma carreira”, afirma. Com ajuda de terapia, coaching, medicação e apoio da família, Paulo aos poucos voltou a ter uma rotina normal. “Comecei dando pequenos passos. Primeiro ia do sofá até a porta da sala. Depois, passei a descer até a frente do prédio. Uma vitória enorme foi quando consegui pegar o carro e levar meu filho ao colégio.”

Como as contas estavam no vermelho, quando se sentiu melhor, Paulo teve de retornar ao mundo corpo­rativo, como diretor de mar­keting de uma empresa de te­le­co­municações. Mas, após algum tempo, os sinais da depressão voltaram a aparecer. Temendo que outra crise se abatesse sobre ele, em 2005 Paulo largou o cargo e passou a se dedicar à carreira de coach, que já praticava informalmente.

Profissionalizou-se e, atualmente, coordena uma consultoria que combina o aconselhamento de carreira com técnicas como acupuntura e meditação. “Encontrei meu propósito, que é ajudar as pessoas, e não tive mais crises.”

Casos como o de Paulo, de pessoas que se automedicam ou recorrem ao álcool e outras drogas para enfrentar o dia a dia, são mais comuns do que se imagina e elevam o risco de doenças mentais.

De acordo com uma pesquisa da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), com 1 000 profissionais de São Paulo e Porto Alegre, no ano passado 57% dos trabalhadores tomavam remédios autoprescritos e 53% consumiam bebidas alcoólicas para se anestesiar do estresse do trabalho.

A medicação, embora fundamental para o tratamento, precisa ter orientação médica e ser combinada com outros métodos, como terapia, atividades físicas e grupos de apoio. “Alguns remédios têm alto risco de causar dependência. Muitos pacientes exigem respostas rápidas dos médicos e querem logo uma receita, mas é preciso entender que o tratamento é de longo prazo”, diz Daniel Elia, consultor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil.

E, para ajudar a superar a batalha que é o tratamento de uma doença mental, os especialistas são unânimes em dizer que é preciso ter acolhimento não só da família mas também de chefes, colegas e empresa.

Tratar o problema com seriedade (e humanidade) ajuda os profissionais que sofrem com o problema a não se sentirem estigmatizados e as companhias a diminuir os custos com saúde. É uma relação em que todos ganham. Por isso, já passou da hora de a depressão deixar de ser um tabu no local de trabalho.

(Texto originalmente publicado na Revista Você S/A em 17/09/2017).

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    Histórias de sucesso: pessoas que trocaram de profissão para realizarem um sonho

    Imagem Lúcia

    A Coach e Coordenadora da área de Recolocação Profissional da Quality Training Assessoria em RH, Lúcia Ribeiro Mendes, deu entrevista à Rede Super falando sobre o tema: como planejar sua transição de carreira, as melhores estratégias e como profissionais de sucesso chegaram lá.

    Entenda como o Programa de Coaching de Carreira pode, de forma eficaz, possibilitar essa mudança. Assista a matéria na íntegra: Clique aqui

    (Matéria originalmente gravada na Rede Super de Televisão, 01/07/2015)

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    Coaching, um processo para alavancar resultados.

    O que pode impulsionar uma carreira de sucesso?

     

    Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    Não dá para se conceber uma pessoa feliz, sem que esta traga consigo a satisfação de acordar todos os dias e realizar atividades proporcionem prazer tanto no campo pessoa quanto profissional. São incontáveis os talentos que vivem pela constante busca de uma carreira promissora, que lhes proporcionem aquele “brilho no olhar”. Mas entre o desejo e a realização deste sonho, existe um trajeto a ser percorrido e fatores que devem ser levados em consideração para que a pessoa não se torne um “poço de frustação”.

    Para entender como percorrer esse caminho frente a tantas adversidades que surgem dia a dia, o RH.com.br entrevistou Eduardo Shinyashiki. Palestrante, consultor organizacional e especialista em desenvolvimento das competências de liderança e preparação de equipes, Eduardo consegue falar sobre o assunto com propriedade, ao mesmo tempo em que apresenta argumentos singulares que fazem as pessoas a fazerem uma avaliação sobre suas próprias escolhas. “As pessoas que vão atrás de sua vocação e buscam prazer no que fazem são, geralmente, encantadas com a profissão e felizes com o que trabalham. São pessoas que têm consciência de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanto essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos”, sinaliza Shinyashiki que também é presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos.
    Eduardo Shinyashiki é um dos participantes da 2ª Turma da Jornada Virtual de Liderança 2013 – evento promovido pelo RH.com.br, que acontece no período de 07 a 22 de novembro próximo. Na ocasião, ele irá proferir a palestra em vídeo “Quando Ser Líder Faz a Diferença”. Confira a entrevista na íntegra, tenha uma agradável leitura e aproveite este momento para saber se o brilho do seu olhar está sendo ofuscado por algum fator!

    RH.com.br – O brilho no olhar de um profissional está apenas relacionado ao que a pessoa almeja?

    Eduardo Shinyashiki – Não apenas, mas conta bastante, pois os objetivos representam a direção e criam motivação. Esse brilho no olhar é relacionado ao que a pessoa é, à sua forma de ver o mundo, à confiança que o profissional tem em seu poder pessoal, ao fato de ter um foco mais definido e sentir que tem as forças para alcançá-lo.


    RH – 
    Quais são os fatores que despertam o encanto de uma pessoa por sua carreira?

    Eduardo Shinyashiki – As pessoas que vão atrás de sua vocação e buscam prazer no que fazem são, geralmente, encantadas com a profissão e felizes com o que trabalham. São pessoas que têm consciência de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanto essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos. Se enfrentamos a vida e nos preparamos para sermos sujeito e não objeto dentro desse contexto, mais assumimos o domínio de para onde estamos levando a nossa vida e o nosso talento, conscientes de que nos tornaremos frutos das nossas escolhas. Quem tem esses pontos bem alinhados, sem dúvida alcança mais realização pessoal e profissional.

    RH – O peso da empresa sobre o profissional pode ofuscar definitivamente o brilho no olhar do talento?

    Eduardo Shinyashiki – Nossas escolhas de hoje definem nosso futuro. Portanto, se um profissional escolhe estar numa empresa que ele não gosta e fazendo coisas que ele não gosta, certamente esse brilho ofuscará. Mas se ele souber fazer escolhas adequadas com seu objetivo de vida dentro do contexto profissional, fortalecer seu poder pessoal, confiar no seu trabalho e saber o seu valor, saberá se posicionar como um profissional valioso e, consequentemente, portas se abrirão alinhadas com seu objetivo de vida. Nesse contexto, a empresa vai ser o meio pelo qual o profissional busca seus propósitos e vai dar o seu melhor, gerando satisfação, mantendo a motivação e o seu brilho.

    RH – A atuação da liderança na trajetória de um talento faz realmente a diferença como muitos acreditam?

    Eduardo Shinyashiki – Sim, uma liderança eficaz oferece a oportunidade para todos brilharem e se realizarem dentro do ambiente corporativo. Ao assumir o cargo, o líder convida todos que estão ao seu redor para crescerem junto a ele e se torna uma referência. Isso permite que cada funcionário perceba a sua real importância dentro da empresa e atue de forma alinhada aos seus talentos. O papel do líder não é ser o único responsável pelos resultados, mas, sim, ter a capacidade de identificar os talentos de seus profissionais e permitir que eles os expandam ainda mais.

    RH – Quando a empresa começa a ofuscar o brilho de um profissional, a melhor alternativa é sempre buscar outras oportunidades?

    Eduardo Shinyashiki – Se a pessoa começa a perder o brilho dentro do contexto profissional, onde ela trabalha, alguma coisa não está alinhada com seus propósitos. A partir da insatisfação, começamos a rever alguns conceitos. E essa reflexão é importante para sabermos se os caminhos que escolhemos estão realmente nos levando ao nosso objetivo. Esses sinais são fundamentais para reavaliar questões importantes das nossas decisões. A partir dessa reflexão podemos perceber se é o caso de procurar outra oportunidade para desenvolver melhor nossas competências e estar mais perto do que desejamos.

    RH – Vivemos em um mundo em que vários fatores externos bombardeiam a mente das pessoas, inclusive no ambiente corporativo. Como se proteger desses agentes desmotivadores?

    Eduardo Shinyashiki – Costumo dizer que existe o estresse positivo e o negativo. O mais comum é o negativo, que sentimos não ter controle das coisas, de estarmos em perigo, a agitação mental prevalece e há a sensação de falta de energia vital. O foco da pessoa permanece na dificuldade, no problema, no impasse e na adversidade. A melhor solução para reconstituir o ânimo de viver é fazer pausas, praticar simples atos que gerem momentos de prazer, treinar o autoconhecimento, equilibrar os aspectos da nossa vida profissional, afetiva, social e espiritual. Vale lembrar que as formas positivas e negativas de estresse sempre estarão presentes no cotidiano e todos nós temos condições de conduzir as situações para o melhor caminho, podemos transformar atitudes, treinar novas formas de pensar, de sentir, inovar a nossa maneira de agir, fortalecer uma mentalidade vencedora mesmo nas dificuldades. Podemos reconhecer, utilizar e colocar em prática todo o nosso imensurável potencial, redirecionar o nosso foco e as nossas escolhas.

    RH – Na atualidade, que fatores o senhor destacaria como sendo os que mais prejudicam um profissional de projetar seu brilho e de conquistar uma carreira promissora?

    Eduardo Shinyashiki – A falta de foco e objetivo. Muitas pessoas ainda não descobriram o que realmente querem da vida, ainda não possuem um objetivo, portanto, como podem dar o melhor de si em algo que não definiram? É importante nossas escolhas estarem alinhadas com nossos propósitos, assim ganhamos em poder pessoal, estamos motivados, e focamos em dar o nosso melhor para conquistar uma carreira promissora.

    RH – Se por um lado existem fatores que influenciam negativamente a carreira de uma pessoa, há aqueles que são considerados salutares. Esses últimos são sempre perceptíveis ou é preciso ter feeling para identificá-los?

    Eduardo Shinyashiki – Acredito que é um misto entre fatores bem perceptíveis e práticos, como mencionei anteriormente, e feeling e atenção ao contexto interno, ao que queremos e sentimos, e ao contexto externo, ficando atento às variáveis e às mudanças de cenário.

    RH – O ser humano é o único responsável por fazer a diferença na própria vida?

    Eduardo Shinyashiki – Seja no contexto profissional ou pessoal, cada momento vivido é o resultado das nossas decisões. Isso significa que a vida é definida pela possibilidade que temos de escolher. Quanto mais acreditamos que não temos influência sobre os acontecimentos da vida – ou como reagir a eles -, que o destino nos sufoca e a sorte, os outros e as circunstâncias externas são culpadas pelo que está acontecendo conosco, damos menos valor às nossas capacidades, e a autoestima diminui. Por isso, precisamos estar mais atentos às nossas emoções e mais conscientes de que fazer opções implica em assumir a responsabilidade das mesmas, as consequências e também os riscos presentes nela. Quando reconhecemos a nossa responsabilidade sobre os resultados de nossa história, conquistamos, ao mesmo tempo, mais autoconfiança e um conceito mais elevado de autoeficácia, que permite nos posicionar e enfrentar as variáveis cotidianas com maior segurança e tomar decisões, mesmo que complicadas, com mais serenidade e coerência. Com nossas escolhas, determinamos que realidade iremos viver.

    RH – Reinventar e tentar sempre são indispensáveis para quem deseja manter o brilho nos olhos, quando se para e pensa sobre a própria carreira?

    Eduardo Shinyashiki – Sem dúvida. Reinventar-se está ligado à criatividade, muito importante para estarmos aberto ao novo, para superar as resistências à mudança, indo além dos esquemas mentais habituais. E o tentar sempre já se conecta à persistência, que é uma qualidade que traduz a diferença entre o sucesso e o fracasso. É a falta de perseverança o que mais limita as pessoas na realização de seus objetivos. A perseverança junto à clareza do que se quer, transformam-se em uma força altamente eficaz.

    RH – Para quem perdeu o brilho e acredita que não pode mais se sentir feliz como profissional, o senhor poderia deixar algum recado?

    Eduardo Shinyashiki – Costumo dizer que existem três raízes que nos “impedem de voar”. São elas – Filtros: muitas vezes, as pessoas passam pelas experiências da vida e não tiram delas uma lição valiosa. Repetem-nas de maneira constante, mas não aprendem o que o universo está querendo mostrar, mesmo sentindo na pele os fatos. Isso acontece porque usamos diferentes lentes para enxergar a vida, ou seja, é como se cada um olhasse o mundo e os acontecimentos com um filtro particular. Dependendo de qual tipo usamos, isso nubla nossa visão em relação ao objetivo que queremos alcançar. Foco: as pessoas não conseguem atingir seus sonhos e objetivos porque, no fundo, não estabeleceram ainda quais são eles. Por isso, vão para qualquer lado e não põem energia para fazer seu projeto acontecer. Concentrar-se sem se desviar de uma meta estabelecida é o que fará você se manter firme até chegar a ela. Posicionamento: o resultado é sempre fruto de onde você coloca sua atenção. Se você se concentrar nos problemas, se colocar atenção neles, terá se posicionado do lado deles. Agora, se você se posicionar do lado da solução, esse será o objeto da sua atenção e, consequentemente, o resultado alcançado.

     

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Gestão da Mudança


    Liderança pelo Exemplo - 18 de OutubroComo transformar adversidades em oportunidades.

     

     

     Por André Dametto | rh.com.br

    O uso da competência Gerenciamento de Projetos é cada vez mais comum nas organizações. Muitas empresas incorporaram esta disciplina gerencial como forma de inovar seus negócios, processos, produtos e modelos de Liderança. Apesar de ser notório o avanço das ferramentas técnicas, tais como cronogramas e orçamentos, grande parte dos projetos ainda termina com atraso e custando mais do que o orçamento inicial. De acordo com pesquisa do Stevens Institute, 85% dos projetos não cumprem o prazo, 70% superam o custo esperado, sendo que taxas de 200 a 300% não são incomuns.

    Resta, então, uma pergunta: como podem os projetos ainda apresentarem tantas falhas dada a existência de tantas ferramentas técnicas e gerencias? A pergunta já traz em si a resposta: todos sabemos que projetos são feitos por pessoas e para pessoas. Então, é de se esperar que os fatores humanos sejam a principal alavanca, ou ofensor, na gestão de um projeto. Segundo pesquisa de Benchmarking do Project Management Institute Brazil, a principal causa de problemas em projetos é a falta de comunicação, atingindo 76% dos projetos analisados. Dada à importância do fator humano (ou soft) é importante que ele seja tão bem gerenciado quanto o aspecto técnico (ou hard) nos projetos.

    A fim de equilibrar fatores hard e soft na Gestão de Projetos, a Gestão de Mudanças revela-se como sendo a competência (conhecimentos, atitudes, ferramentas e práticas) para alcançar e superar os objetivos dos projetos, transformando adversidades em oportunidades. Dentre estas práticas de “gestão com equilíbrio” destacam-se: o mapeamento das pessoas afetadas pela mudança (stakeholders), a identificação e a preparação do líder apoiador mais adequado para engajar estes stakeholders, além das ações de comunicação, treinamento e alinhamento constantes em todas as fases do projeto.

    Uma dica para começar a incorporar esta competência no dia a dia dos seus projetos é reconhecer a mudança como um processo, entendendo que a implementação da mesma é apenas a parte final da transição. Antes dela, existem duas fases fundamentais: o reconhecimento da necessidade da mudança e o diagnóstico da mesma. Esta análise se dá em relação a aspectos como pessoas envolvidas, grau de resistência das mesmas, velocidade necessária de evolução, dentre outros quesitos.

    Assim como um avião precisa de combustível (força positiva) e vento contra (força negativa) para decolar, é somente neste equilíbrio de forças que as mudanças organizacionais em um projeto serão sustentadas. Outra recomendação é avaliar se as forças positivas sobrepõem às forças negativas.

    Os resultados do investimento em ações de Gestão de Mudança são notórios. Segundo a consultoria britânicaChangefirst, para cada R$ 1 investido há um retorno médio de R$ 6,50. A pesquisa Best Practices in Change Management revelou que 95% dos projetos pesquisados afirmam ter atingido ou excedido os objetivos quando realizaram uma Gestão da Mudança bem estruturada, contra 16% de sucesso em projetos sem este cuidado. E você, gostaria de obter mais informações sobre o conceito ou ainda está resistindo ao mesmo? Entre em contato, vamos trocar ideias, pois minha missão é apoiar pessoas e organizações a transformar sonhos em realidade.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Estresse, trabalho e qualidade de vida na Gestão de Pessoas

    Estresse, trabalho e qualidade de vida na Gestão de Pessoas - 22 de NovembroO estresse vem tornando-se um problema com dimensões cada vez maiores nas organizações.

     

     

     Por Ligia Henz | rh.com.br

    O estresse vem tornando-se um problema com dimensões cada vez maiores nas organizações, tendo como algumas causas a falta de tempo para concluir os serviços e a necessidade de realizar muitas tarefas diferentes ao mesmo tempo. O estresse ocupacional refere-se aos estímulos do ambiente de trabalho que exigem respostas adaptativas por parte do trabalhador e que excedem sua habilidade de enfrentamento. Estes estímulos são chamados de estressores organizacionais.

    Foi Hans Selye que, em 1926, utilizou este termo pala primeira vez, definindo o estresse como “um conjunto de reações que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para adaptação”, pois já havia notado que muitas pessoas que sofriam de várias doenças reclamavam dos mesmos sintomas como, por exemplo, falta de apetite, pressão alta, desânimo e fadiga.

    Podemos dizer que estresse é uma alteração psicofisiológicas do organismo, observável através de sintomas físicos e psicológicos, para reagir a uma situação de tensão e opressão. O estresse é um processo e não uma reação única, pois a partir do momento em que uma pessoa é submetida a uma fonte de estresse, um longo processo bioquímico instala-se, cujo início manifesta-se de maneira bastante semelhante, por sintomas como taquicardia, sudorese excessiva, tensão muscular, boca seca e sensação de estar em alerta.

    Estresse no trabalho é o resultado de um conjunto de várias situações ou condições, que são potencialmente desestabilizadoras, em razão de incongruências ou falta de adaptação entre pessoas e ambiente, e pode manifestar-se como problemas de saúde física ou emocional e ainda como alterações de comportamento no trabalho e em casa. Sintomas físicos: dores de cabeça, tensão muscular, dores das costas e no pescoço, cansaço excessivo, problemas de sono e no sistema digestivo, taquicardia, suor excessivo, diminuição da libido, entre outras.

    As condições de trabalho são geradoras de fatores estressantes, quando há deterioração das relações entre funcionários, com ambiente hostil entre as pessoas, perda de tempo com discussões inúteis, trabalho isolado entre os membros, com pouca cooperação, presença de uma inadequada abordagem política, com competição não saudável entre as pessoas.

    O estresse ocupacional, assim como as outras formas de manifestação desse fenômeno, não é necessariamente uma doença ou algo que deva ser eliminado totalmente do cotidiano das pessoas, principalmente porque está associado ao mecanismo de sobrevivência dos indivíduos. O estresse, quando se manifesta dentro dos limites toleráveis que são específicos e únicos para cada indivíduo, faz parte de nossas vidas. Viver pressupõe estar em condições nas quais o estresse necessariamente se manifestará.

    É impossível determinar todos os impactos causados pelo estresse nos funcionários, sendo que pessoas diferentes reagem biológica e psicologicamente de forma igualmente distinta ao processo de estresse. Nas organizações, o estresse pode gerar absenteísmo, rotatividade, afastamento por doenças, conflitos interpessoais, acidentes de trabalho, dentre outros.

    Embora o estresse não seja doença, é papel do gestor de pessoas monitorar constantemente como ele se manifesta no ambiente laboral, avaliando suas consequências e seus impactos, seja na saúde dos indivíduos seja nos resultados organizacionais.

    Não existem soluções únicas e receitas milagrosas para se lidar com o estresse. Cada contexto requer uma análise, de preferência com a participação de profissionais de diversas competências tais como médicos do trabalho, gestores de Recursos Humanos, psicólogos, dentre outros. E para cada situação específica, uma solução que seja construída de forma participativa e interativa, envolvendo também os colaboradores.

    A mudança de atitudes permite uma melhor forma de lidar com os fatores estressantes presentes no ambiente de trabalho, principalmente quando há o investimento em relações humanas saudáveis, baseadas em situações de valorização e apreciação de pessoas.

    Intervenções que podem ser adotadas com o objetivo de gerenciar os níveis de estresse pessoal e organizacional: técnicas de relaxamento, alimentação balanceada, exercício físico regular, repouso, lazer e diversão, sono apropriado às necessidades humanas, psicoterapia e vivências que favoreçam o autoconhecimento, administração do tempo livre para atividades ativas e prazerosas, medicação, com supervisão médica.

    O uso de metas específicas, que sejam percebidas como tangíveis, reduzem as incertezas e, consequentemente, o estresse ocupacional. É necessário dar aos empregados responsabilidade, trabalhos significativos e maior autonomia, fatores que podem reduzir o nível de estresse. Clareza na comunicação permite maior transparência no relacionamento entre empresa e colaborador, contribuindo no controle do estresse.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    Acreditar em si – O primeiro passo para alcançar metas e superar sonhos

    Acreditar em si - 15 de NovembroViver do passado não leva a lugar algum e dar o primeiro passo rumo à mudança faz todo o diferencial seja no âmbito pessoal e/ou profissional.

     

     

     Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    Mais uma vez, estamos próximos à chegada de um Ano Novo. Diante disso, muitas pessoas começam traçar metas, a fazer uma listagem de sonhos que desejam realizar, mas que nunca conseguiram concretizar por inúmeras razões. O fato é que viver do passado não leva a lugar algum e dar o primeiro passo rumo à mudança faz todo o diferencial sejam no âmbito pessoal e profissional. Para falar sobre superação realização de conquistas e quais são as principais ferramentas que estão disponíveis para o desenvolvimento individual, o RH.com.br entrevistou José Roberto Marques – fundador e presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching).
    Na visão de José Roberto Marques, a proximidade da chegada do Ano Novo pode servir de estímulo para as pessoas darem uma guinada, principalmente no campo profissional. Esse comportamento, segundo ele, está relacionado à cultura do brasileiro, porém podem utilizá-la ao nosso favor. O segredo é ter foco e determinação, e o principal – ação. Esse é o outro problema, as pessoas sonham, planejam, mas não executam.

     RH.com.br – Quando o Ano Novo aproxima-se as pessoas costumam traçar metas, inclusive no campo profissional. A “vira do calendário” é um estímulo para os talentos brasileiros?

    José Roberto Marques – Podemos dizer que sim. Na verdade é uma coisa cultural do brasileiro, porém podemos utilizá-la sim a nosso favor. O maior problema é que muitas vezes esses sonhos e desejos morrem no carnaval. O segredo é ter foco e determinação, e o principal – ação. Esse é o outro problema, as pessoas sonham, planejam, mas não executam. No próximo ano vou malhar, parar de comer gordura, tomar refrigerante, vou começar um curso de inglês, vou terminar de ler aquele livro. Para iniciar bem o ano, comece agindo. A decisão é o primeiro passo para gerar ação. Não basta apenas querer, é preciso decidir e agir em prol dos objetivos pretendidos. Se a meta é malhar, por exemplo, faça sua matrícula em uma academia. Se a intenção é parar de comer gordura e tomar refrigerantes, procure uma nutricionista que indicará outras opções mais saudáveis, evitando que você caia em tentação. Se você pretende começar um curso de inglês, que tal se preparar antes? Se o desejo é terminar o livro, que tal estipular um prazo para concluí-lo? O importante é criar estratégias para que cada desejo e sonho sejam, efetivamente, cumpridos.
    “O ser humano só conquista o que deseja quando se permite conhecer-se e transformar atitudes e comportamentos que o impedem de alcançar algo em uma poderosa força motivadora para conquistar tudo o que deseja. E é exatamente esta a proposta do Coaching, acelerar resultados rápidos, permanentes e duradouros em qualquer contexto, seja ele pessoal ou profissional”, acredita o presidente do IBC. Durante a entrevista ao RH.com.br, José Roberto Marques apresenta muitos outros pontos relevantes para quem deseja começar 2014 com o pé direito e ter boas conquistas! Tenha uma agradável leitura!

     RH – Muitos profissionais também se deparam com uma incógnita: como e onde investir no desenvolvimento de carreira? Qual o passo inicial para os que buscam dar uma guinada profissional?

    José Roberto Marques – Primeiramente qualquer profissional deve ter um plano de carreira bem definido. O planejamento feito através do Coaching fará com que ele obtenha uma visão sistêmica de sua carreira de maneira a enxergar o mercado, sua vida financeira, pessoal, além da definição clara de seus objetivos e metas, bem como suas maiores competências, pontos positivos e de melhoria que farão com que haja um desenvolvimento contínuo, aprimoramento de competências e potencialização pessoal e profissional. Além disso, com o auxílio do Coaching ele conquistará diversas aptidões fundamentais para melhorar seu desempenho enquanto profissional como uma liderança eficaz, organização, criatividade, comunicação, gestão de tempo, foco, entre muitos outros.

     RH – Nos últimos anos, o mercado brasileiro observou o surgimento de muitos recursos direcionados ao desenvolvimento de carreira. Entre eles, encontra-se o coaching. O que esse instrumento oferece de tão diferenciado em relação a outras metodologias?

    José Roberto Marques – Autoconhecimento. O ser humano só conquista o que deseja quando se permite conhecer-se e transformar atitudes e comportamentos que o impedem de alcançar algo em uma poderosa força motivadora para conquistar tudo o que deseja. E é exatamente esta a proposta do coaching, acelerar resultados rápidos, permanentes e duradouros em qualquer contexto, seja ele pessoal ou profissional. O coaching é uma metodologia de desenvolvimento humano que visa a conquista de metas e objetivos em um curto espaço de tempo. O Coaching é um processo diferente de outras metodologias, pois a partir do comprometimento total do cliente com seu processo, os resultados são extraordinários e percebidos rapidamente.

     RH – O que deve esperar um talento que opta pelo Coaching como instrumento de desenvolvimento de carreira?

    José Roberto Marques – Resultados rápidos e ser surpreendido pela sua própria experiência de vida, pelos seus valores e anseios. A conquista do autoconhecimento, do autodesenvolvimento e da autoestima para ser o condutor de sua própria vida e carreira. Além de uma infinidade de competências que farão com que ele desenvolva rapidamente o seu potencial infinito.

     RH – Os benefícios do Coaching são rapidamente perceptíveis pelos profissionais que recorrem a esse processo de desenvolvimento?

    José Roberto Marques – Sim, pois ele tomará uma nova postura e terá em mãos, a cada sessão, tarefas a cumprir, sendo que se ele não às executar não chegará ao resultado esperado. Tendo consciência disso, são altíssimas as chances de sucesso. O Coaching só é Coaching se houver resultados e, para isso, é necessário total comprometimento do indivíduo com as sessões, seu Coachee e suas tarefas a cumprir.

     RH – O Coaching veio para todo profissional, independentemente do segmento de atuação?

    José Roberto Marques – Sim, qualquer profissional que deseja alcançar seus objetivos através de desenvolvimento pode utilizar oCoaching. Uma pesquisa da Harvard apontou que para se obter sucesso profissional 15% se dá a conhecimentos específicos, e os outros 85% a habilidades. O Coaching possui diversos nichos, uma modalidade para qualquer área que um indivíduo desejar desenvolver, seja ela pessoal, profissional, organizacional, familiar, esportiva, social, espiritual, entre outras.

     RH – Quais as principais dúvidas que ainda “rondam” os profissionais em relação ao coaching?

    José Roberto Marques – O Coaching é uma metodologia nova no Brasil, o nome em inglês, e os resultados efetivos ainda são desconhecidos por muitas pessoas. Mas, aos poucos estamos caminhando para propagar a filosofia do coaching em todo o Brasil. Nosso desejo é que mais e mais pessoas, profissionais, equipes e organizações conheçam esta poderosa metodologia e saibam como suas vidas podem ser transformadas a partir de uma única decisão: fazer Coaching!

     RH – O processo de Coaching torna o profissional mais competitivo?

    José Roberto Marques – Sim. O profissional estará mais certo de suas aptidões e competências. Estará seguro em suas convicções e valores, saberá exatamente o caminho que trilhará para alcançar seu objetivo.

     RH – Para os que buscam se aprimorar como líderes, o Coaching tornou-se um processo indispensável?

    José Roberto Marques – Sim, por ser um processo rápido ele passou a ser bastante utilizado por profissionais que desejam ou já ocupam cargos de liderança, como gestores, diretores e executivos. Isso se dá pelo fato de que o Coaching não só dá ao profissional as ferramentas e o conhecimento, para que ele se aprimore e tenha uma liderança mais efetiva, mas também para que desenvolvam outras pessoas, no caso seus subordinados.

     RH – E para aqueles profissionais que ainda têm em dúvidas em escolher um instrumento com foco no desenvolvimento de carreira, que conselhos o senhor pode deixar registrados?

    José Roberto Marques – Todas as respostas estão dentro de você. Você precisa se conhecer para assim poder traçar um plano de carreira assertivo, que alinhe sua vida profissional e pessoal.

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    A ideia de felicidade ocidental, baseada no individualismo, falhou!!!

    Felicidade - 25 de Outubro

    Para o filósofo australiano Roman Krznaric,  fundador da The School of Life, colocar-se no lugar do outro é a verdadeira revolução.

     

     


    Há 20 anos, Roman Krznaric se inscreveu para um curso de culinária na Bahia; mas, como não conseguiu uma bolsa de estudos, declinou a viagem. Hoje, o filósofo australiano, um dos fundadores da The School of Life, na Inglaterra, finalmente conhecerá o Brasil. Abriu uma exceção para viajar de avião – ele se preocupa com as emissões de carbono – e virá ao País para uma palestra sobre trabalho, dia 22, no Teatro Augusta.

    Escritor do best seller Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida, o filósofo continua interessado em culinária, mas se dedica a incentivar o que chama de “questionamentos sobre a vida”. E a vida laboral, segundo o escritor, é uma das questões que causam mais insatisfação e inquietação no mundo contemporâneo. “Hoje, pessoas de todas as classes sociais começam a enxergar o trabalho como algo para além da sobrevivência. É uma ocupação que pode fazer você se sentir preenchido”, conta. A saída para a insatisfação, explica, tem algumas alternativas: aplicar seus valores pessoais no trabalho; procurar um emprego que faça diferença no mundo; e usar seus talentos e habilidades; entre outras. “Uma das maiores razões de satisfação no trabalho não é dinheiro, mas autonomia”, diz.

    Além de aulas e conferências pelo mundo, o australiano toca, paralelamente, um projeto definido por ele como “a grande ambição de sua vida”: a criação de um Museu da Empatia. “Trata-se de um lugar onde você poderá entrar e conversar com pessoas que não conhece. Assim como emprestamos livros de uma biblioteca, será possível emprestar pessoas para uma conversa”, explica. O projeto não é de todo utópico. Segundo o filósofo, depois de um vídeo explicando seu conceito de empatia, com 500 mil visualizações, sua caixa de e-mail recebe, pelo menos, uma mensagem por dia de pessoas do mundo inteiro se propondo a ajudar na criação do museu.

    É por meio dessa troca e da disseminação desse conceito de empatia que o filósofo acredita ser possível fazer uma revolução: “As pessoas acham que a paz e as revoluções são construções de acordos políticos. Mas acredito que é possível que isso seja feito nas raízes das relações humanas. Desmontando ignorâncias e preconceitos”, diz.

    Confira os melhores momentos da entrevista.

     

    Publicado originalmente no Blog do Estadão.

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    Por que o mau humor prejudica a carreira?

    Mau humor - 04 de Outubro

    Dizem que os conflitos fazem parte do dia a dia das corporações e que através deles as pessoas são capazes  de extrair aprendizados que lhes agregarão diferenciais comportamentais futuros.

     

    Por Patrícia Bispo | rh.com.br

     

     

    Para quem já precisou lidar com um fato conflitante, depois de passado o “calor da emoção”, sabe muito bem que essa premissa é verdadeira. Isso porque quando vivenciamos algo, saímos mais amadurecidos para administrar questões similares e colocamos, em prática, aquilo o que os estudiosos chamam de Inteligência Emocional. Dentro do mar de emoções em que mergulha a mente humana, deparamo-nos com o humor que sinaliza se a pessoa está em comunhão ou em desarmonia com algum fator interno ou externo. O fato é que o mau humor em “larga escala” pode prejudicar tanto a vida pessoal como a carreira de um talento. Vejamos abaixo os porquês do péssimo humor à trajetória profissional!

    1 – Quem tem sempre o mau humor e o leva para o ambiente de trabalho, costuma afastar os demais pares do seu convívio. Isso porque todas as pessoas têm problemas pessoais e por mais que o seu colega de trabalho tenha boa vontade para ajudá-lo nas situações mais complicadas, é possível que em determinado momento ele perda o senso de companheirismo e tenha uma reação contrária ao que você esperava. Afinal, todos têm problemas pessoais e muitos fazem de tudo para controlar as emoções e não prejudicar os colegas e espero que, no mínimo, a recíproca seja verdadeira.

    2 – Qual o mau humor contamina a pessoa, em alguns casos, o próprio profissional nem se dá conta do que realmente está acontecendo com o suporto distanciamento dos colegas em relação a ele. Isso pode acarretar numa situação de baixa autoestima, pois o indivíduo passa a acreditar que está sendo excluído injustamente e que ele é a única vítima dessa desagradável situação.

    3 – Uma vez excluído do convívio dos seus pares, o profissional deixa começa a perceber que já não faz mais parte da equipe e que deixa de receber o compartilhamento de conhecimento que antes estava acostumado a ter em seu dia a dia.

    4 – Uma vez isolado na equipe, ele pode passar a aumentar o mau humor que já havia contaminado o seu comportamento e passa a entrar, cada vez mais, numa reação de reclusão. Afinal, todos estão contra eles: seus melhores colegas de trabalhos, seus pares e até mesmo o seu líder, em quem depositava tanta confiança.

    5 – Quebrado esse relacionamento de confiança com todos os que o cercam, o profissional mau humorado já passa a ver seu trabalho que antes lhe dava prazer, a ser um fardo. Se antes ele acordava satisfeito para trabalhar e dar o melhor de si, pensa a pensar apenas em acordar, cumprir o mínimo de suas atividades laborais para receber seu salário, ao final do mês.

    6 – Se cumprir o mínimo das suas atividades passa a ser seu foco, o profissional mal humorado coloca um véu sobre seus olhos e esquece de que as oportunidades de aprendizado, de crescimento profissional passarão por ele sem que o mesmo percebe. Ele estará tão centrado em se proteger de todos os que o cercam que não mais se preocupará em olhar para “fora da caixa”.

    7 – Com o tempo, o mau humor acabará indo mais longe e não apenas prejudicando a performance e o futuro de uma carreira promissora. Logo, a pessoa passará a sentir os reflexos na própria saúde e sinais de alerta do organismo como dores de cabeça, problemas no estômago mostrarão que começará a se formar um equilíbrio orgânico, pois o corpo sente os reflexos da mente e das emoções que, por ventura, somos levados a vivenciar.

    8 – Como uma bola de neve, o mal humorado não vê perspectivas de melhoras. Isso porque sua mente passa a ficar tão conturbada com os “fantasmas que são criados em sua mente”, que um simples problema pode significar uma dificuldade sem precedentes e sem solução. Nesse caso, é comum que os conflitos com os demais membros da equipe surjam e o clima do time venha a ser prejudicado.

    9 – Quando o profissional chega a este estágio, é comum que sua vida pessoal também entre em desequilíbrio. Isso porque ele, provavelmente, levará os problemas que acumulou no trabalho para o convívio com seus familiares, que nada tem a ver com a questão que ele formou junto ao ambiente de trabalho. Clima tenso na empresa, clima tenso em casa é sempre uma péssima combinação e só tende a aumentar os problemas.

    10 – Se você está passando por algum desses problemas e reconhece que seu humor não é dos melhores, converse com alguém que você confie e tente identificar a “raiz” do problema. Tudo tem solução a parti do momento em que reconhecemos que precisamos mudar, desenvolver novas competências, inclusive as comportamentais. Afinal, somos todos humanos e, dessa forma, passíveis de erros. O que, às vezes, precisamos rever são os nossos conceitos, quebrar paradigmas que nos foram impostos ao longo da nossa vida e passarmos a olhar a vida com outros prismas. Se você reconhece que precisa de ajuda, que precisa mudar em algum ponto, acredite, você já deu um grande passo para dar uma guinada tanto no campo pessoal como no lado profissional.

    Confira a reportagem na íntegra. Boa leitura!

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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    Como encontrar satisfação no trabalho

     Como encontrar satisfação no trabalho - 27 de SetembroCada vez mais pessoas buscam significado no que fazem. Entenda por que isso virou uma inquietação crescente e saiba como descobrir seu propósito de carreira.

    Inspire-se na história de 15 profissionais que já encontraram a resposta

     Por Nina Neves | Você S/A

     

    Segundo o filósofo Roman Krznaric, além de realização financeira o trabalhador procura significado em sua carreira. Quando a edição do livro How to Find Fulfilling Work terminou, o editor responsável pelo projeto ficou satisfeito com o resultado. Então, desligou o computador, levantou de sua mesa e pediu demissão. É esse poder de transformar a realidade sem sentido que o filósofo australiano Roman Krznaric, autor do livro, deseja despertar nas pessoas que buscam dar um novo significado ao que fazem.

    Roman é um dos fundadores da The School of Life, uma espécie de escola alternativa, fundada em Londres em 2008 por escritores e filósofos (entre eles, Alain de Botton), para promover cursos de curta duração e encontros para discutir questões práticas da vida. No Brasil, o livro recebeu o título Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida (Objetiva, 177 páginas).

    O mérito de Roman é explicar a inquietação de um grupo cada vez maior de profissionais e sugerir um método de reflexão para reposicionar a carreira. “Nunca um número tão grande de pessoas sentiu tanta insatisfação com a vida profissional e tanta incerteza sobre como resolver o problema”, disse Roman em entrevista a VOCÊ S/A.

    Pesquisas recentes apontam que na Europa, 60% dos profissionais escolheriam uma carreira diferente se isso fosse possível e, nos Estados Unidos, o nível de satisfação com a ocupação é dos mais baixos que se tem registro. No Brasil, a pesquisa feita para o Guia VOCÊ S/A – As Melhores Empresas para Você Trabalhar aponta que os funcionários estão menos satisfeitos a cada ano, embora as companhias tenham melhorado suas práticas de RH. Mas você nem precisaria desses dados para se dar conta de que tem muita gente infeliz com o que faz.

    Basta puxar o assunto numa mesa de bar, que alguém vai reclamar de não ver propósito no trabalho. Para alguns, um salário generoso é o bastante. Segundo Roman, a partir do momento que a renda é suficiente para cobrir as necessidades básicas, aumentos acrescentam pouco ao nível de satisfação do funcionário.

    “Quando se trabalha apenas por um salário é porque o emprego é só um meio para encontrar sentido fora dali”, diz Taynã Malaspina, mestre em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

    Nem todo mundo pensa assim. O banqueiro carioca André Esteves, presidente do banco de investimento BTG Pactual, afirma que só contrata Ph.Ds, que no BTG é um acrônimo para “poor, hungry and desperate to get rich” (em bom português, “pobre, esfomeado e desesperado para ficar rico”).

    “Nós queremos profissionais ousados, com sangue na boca, que gostem de empreender e ganhar dinheiro”, diz Renata Santiago, advogada que fez carreira no banco na área de gestão de grandes fortunas e, há sete anos, migrou para o RH do BTG. Detalhe: o programa de trainee do BTG, que está no terceiro ano, recebe 5 mil currículos de jovens interessados em ficar milionários depois de alguns poucos anos de muita, muita, ralação.

    Roman não se convence por exemplos como o do BTG. Para ele, trata-se de um perfil específico de trabalhador, cujas ambições não necessariamente correspondem às da maioria das pessoas. De acordo com Roman, há outros quatro fatores, além da grana, que fazem com que o profissional se sinta motivado. São eles: ter status, fazer a diferença no mundo, usar seus talentos e colocar em prática suas paixões.

    Trabalho com significado

    Com mais gente buscando sentido no que faz, surgem grupos de pessoas que questionam a relação que têm com o emprego. É o exemplo da comunidade Escape the City, que começou como um movimento de três ingleses insatisfeitos com as corporações nas quais trabalhavam e reúne hoje mais de 100.000 pessoas em seu site.

    O objetivo do Escape the City é fazer a ponte entre quem busca oportunidades de trabalho fora de grandes organizações e possíveis empregadores. Aqui no Brasil, o site 99jobs, montado por jovens profissionais que saíram de empresas como Odebrecht e Santander, se propõe a conectar, com 99% de assertividade (daí o 99 do nome), jovens e empresas que comungam dos mesmos valores.

    Enquanto isso, o site Continue Curioso, conta, por meio de curtos vídeos, as histórias de pessoas que buscam ser felizes com suas ocupações. “Nossa ideia não é filmar exclusivamente quem foi atrás dessa satisfação fora das empresas”, afirma Julia na Mendonça, uma das idealizadoras do site, “mas também quem encontra soluções não convencionais para realizar o trabalho em que acredita”, diz Cristiane Schmidt, uma das sócias do CC.

    Infeliz, por quê?

    Mas por que tantos questionamentos de carreira surgem neste momento? Para Roman Krznaric, os fatores que agregam o “sentido da vida” migraram de outras esferas sociais para o trabalho. Quando não era possível escolher a profissão (não faz tanto tempo assim, pergunte a seus avós se eles tiveram chance de escolher onde trabalhar), as pessoas conseguiam encontrar significado na religião e na vida em comunidade.

    “Por um lado, houve um declínio da importância da religião nas nossas vidas”, diz Roman, “e, por outro, passamos a viver em grandes cidades, o que fez com que pequenas comunidades deixassem de existir como antes”. Então, o trabalho foi ganhando cada vez mais importância social, passou a ser uma fonte de significado.

    Mas, se há mais oportunidades de trabalho, por que vivemos tão angustiados com a opção profissional que fizemos? Ter mais possibilidades de carreira parece ótimo, mas pode ser também extremamente frustrante. O psicólogo americano Barry Schwartz chama isso de paradoxo da escolha.

    Schwartz usa uma analogia para explicar a situação. Quando as pessoas tinham apenas uma opção de modelo de calça jeans para comprar, era aquela que adquiriam, por mais que ela só se tornasse confortável depois de lavada algumas vezes. Hoje, ao entrar numa loja de roupas, o consumidor se sente perdido entre as possibilidades de modelos, tecidos, lavagens.

    Quando finalmente leva um jeans para casa, não parece que aquele era, de fato, o melhor de todos. Para Schwartz, assim como temos uma grande quantidade de opções de produtos, passamos a ter uma grande quantidade de escolhas na vida. O que Schwartz quer dizer é que há mais possibilidades de escolha e, portanto, mais possibilidades de ser feliz.

    Se você vai conseguir optar por algo que o realize já é outra questão. “Aumentar opções de realização no trabalho aumenta também as expectativas de que a escolha feita deve ser boa”, diz o psicólogo americano. A saída, segundo ele, é lidar com o desconforto em relação ao que é deixado de lado.

    Respeito e bons amigos

    “Buscar a plena e ‘eterna’ identificação com o trabalho é um mito”, diz Pedro Bendassoli, professor de psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Isso porque não há uma identidade imutável, e é justamente à medida que as pessoas trabalham e se frustram que entendem o que as move.

    Para Roman, a melhor maneira de lidar com isso é pensar que não se tem apenas uma identidade. Então, por mais que sim, o trabalho seja uma parte da identidade, muitas atividades podem assumir esse espaço, não apenas o emprego do momento.

    Confira a reportagem na íntegra e conheça 15 histórias de profissionais que não abrem mão de se sentir felizes com o que fazem. Boa leitura!

    (Originalmente publicado no site www.exame.abril.com.br)

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    Aprenda a usar a ansiedade a seu favor


    Ansiedade - 20 de Setembro Como conseguir qualidade de vida diante da agitação que vivemos? 

     

    Por Cersi Machado | rh.com.br

     

    Hoje em dia, saber lidar com as preocupações de forma consciente tornou-se uma das principais capacidades para se obter êxito. Como conseguir qualidade de vida diante da agitação que vivemos? Como lidar com a ansiedade que toma conta do cotidiano de todos nós? Precisamos compreender que ansiedade não é doença. É normal sentirmos um pouco de ansiedade, isso pode até nos ajudar a ter atitude, a colocar em movimento algo que consideramos importante, a nos ajudar na adaptação de alguma mudança. Há uma grande diferença entre ansiedade e a superansiedade. A ansiedade torna-se ruim quando prolongada, quando foge de seu controle e se torna irracional, interferindo em seus relacionamentos e na sua saúde.

    De acordo com os estudiosos nos assuntos sobre ansiedade e estresse, não há mal em ter um pouco de ansiedade, por exemplo: antes de uma entrevista de emprego, antes de uma apresentação em público etc. A respiração acelera, o coração bate mais forte, as mãos começam a suar – esses são sinais fisiológicos da ansiedade. Mas quando isso começa a fugir do controle, é preciso avaliar a maneira como está interpretando os desafios de seu dia a dia para que a ansiedade não se transforme em algo patológico. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, o excesso de ansiedade está entre as principais causas de afastamento do trabalho. Quando ficamos ansiosos o organismo libera cortisol, que em doses moderadas é uma coisa boa, porém quando a ansiedade se repete demasiadamente, o cortisol aumenta e isso pode prejudicar o sistema imunológico, acelerando a morte de células.

    Quando você está prestes a alcançar um objetivo importante, uma grande conquista, a ansiedade vai começar a tomar conta de seu corpo e isso é um bom sinal, pois é consequência de sua motivação. Já pensou se você estiver indo em busca da realização de um objetivo, mas sem um impulso maior, sem uma energia e vontade latente para alcançar o que tanto sonhou? Que graça teria essa conquista? O problema, repito, está na ansiedade demasiada e mal administrada.

    A ansiedade é um sentimento de futuro, ninguém sente ansiedade por algo que já aconteceu. Viver demasiadamente a ansiedade é estar preso ao medo do futuro.
    O que cada um precisa avaliar é se a ansiedade não está sendo ausência de fé em si mesmo ou falta de confiança no presente, pois isso acaba gerando insegurança.

    Lembre-se que a vida acontece aqui e agora, e o presente é o recurso mais importante que possuímos para concentrarmos nossa energia. Então, não devemos ficar presos ao futuro. É claro que devemos ter metas e projetar o futuro, porém você deve ficar consciente para que no agora você aja com inteligência.

    Veja algumas dicas para lidar com a ansiedade:

    – Quando a ansiedade começar a tomar conta de você, pare e analise as razões desse sentimento. Talvez você precise se organizar melhor ou talvez necessite avaliar algumas decisões no presente. Então, reflita e depois tenha uma atitude inteligente sem se martirizar.

    – Não bagunce tudo e todos ao seu redor. Não deixe a ansiedade tornar-se irracional.

    – Reconheça seus limites e aprenda a relaxar. Quando estiver no trabalho pare de vez em quando, respire melhor, movimente o corpo, tome água, fique em silêncio. Ao retornar para o trabalho você se sentirá melhor.

    – Lembre-se de que você não pode abraçar o mundo. Seja lógico ao definir suas prioridades do dia. Determine um tempo adequado para cada atividade.

    – Cuide de si mesmo. Determine duas prioridades essenciais: dormir bem e se alimentar corretamente.

    – Procure atividades prazerosas para descontrair e relaxar. Sua vida não deve ser focada somente em trabalho e pagar contas. Então, não abra mão do lazer e da diversão.

    – Tenha resiliência e não olhe somente para o lado negativo das situações, enfrente as adversidades de cabeça erguida, sem fazer “tempestades em copo d’água”.

    Esteja consciente para saber lidar com a ansiedade, pois é através dessa consciência que você poderá desenvolver algumas virtudes tão importantes como, por exemplo, a paciência, a confiança em si mesmo e o autocontrole. A ansiedade faz parte de nossa vida, portanto utilize-a a seu favor porque, às vezes, ela vem para nos fazer sair do lugar, para que a vida não seja uma jornada monótona e sem energia.

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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