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Mercado instável: E agora?

Os desafios e oportunidades que um profissional de RH vivenciará.Imprevistos - 08 de Novembro

Já parou para pensar que de tempos em tempos o Brasil vive períodos de instabilidade? O que nós, profissionais de RH, podemos fazer em prol da organização onde atuamos e até mesmo de nossas carreiras?

Nosso primeiro passo deve ser uma avaliação crítica do cenário econômico, situação da empresa frente a esse momento e nossas perspectivas em curto prazo. Após a análise, há duas possibilidades:

  • Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?
  • Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

Nas duas situações, antes de tudo, é preciso planejamento. Diante de um mercado em crise, temos pouco, ou nenhum direito de errar. Principalmente, quando lidamos com nossa carreira. Pois, na maioria  das vezes, fazemos isso sozinhos, não podendo contar com profissionais que tenham experimentado a mesma situação e possam nos dar direcionamento sobre as melhores decisões a tomar.

Pensemos então nas possibilidades:

Vou permanecer na empresa – Como posso me posicionar de forma estratégica junto ao negócio e prestar suporte aos gestores na tomada de decisão?

Busque informações sobre sua empresa e as alternativas que o RH poderá apresentar diante da situação.

Como posso apoiar?

Que tipo de análise tenho condições de apresentar ao gestor?

Quais são as possibilidades de redução de impacto sobre as pessoas?

Onde consigo enxergar redução de custo?

Vou buscar uma recolocação no mercado – Como devo me preparar para isso?

Avalie quais suas possibilidades junto ao cenário econômico.

Como está meu currículo?

Que empresas não foram tão impactadas pela crise e podem absorver de forma adequada meu perfil?

Qual a faixa salarial trabalhada pelo mercado nesse momento?

É melhor procurar oportunidades estando empregado, ou desempregado?

Se mesmo contra minha vontade eu ficar desempregado, por quanto tempo consigo manter minha saúde financeira caso minha recolocação demore?

Além da minha área de atuação principal, tenho como avaliar outras áreas?

Após avaliar todos os fatores, “mãos a obra”!
Elabore um plano de ação que seja pautado em fontes seguras de informação e ferramentas que possibilitem análises precisas. Seu primeiro desafio será identificá-las. Porém, com os dados em mãos, será possível desenhar os possíveis caminhos a seguir.

Mensure a evolução e os resultados de cada etapa. É preciso definir se as metas propostas estão sendo alcançadas.

Para toda proposta, construa um Plano A e um Plano B. Em alguns momentos você só saberá que não deu certo quando estiver no meio do caminho e será importante contar com a possibilidade de redirecionar sua estratégia.

Amplie seus contatos. Busque no mercado/empresa, pessoas que possam servir como mentores e assessorá-lo no processo.

Nos momentos de crise aprenda a identificar as oportunidades que são criadas, pois os profissionais se destacam não só por sua capacidade de entregar resultados, mas por sua capacidade de inovação, transformação e potencial para superar os desafios.

A todo o momento nos deparamos com situações que nos fazem refletir e avaliar novas possibilidades. É preciso saber se realmente estamos preparados para o desafio, encarar de frente e avançar para que tudo dê certo.

MOVIMENTE-SE!

 

 

 

 

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    Salário motivacional - 05 de Julho

    Sua empresa oferece um bom salário emocional aos seus colaboradores?

     

     

    Por Patrícia Bispo | RH.com.br

     

    Se já é complicado encontrar um profissional que atenda às expectativas do negócio, tampouco se torna uma tarefa fácil reter esse talento na organização e não perdê-lo para a concorrência. Mas, o que de fato encanta um profissional ao ponto de fazê-lo permanecer na organização e se comprometer com o negócio? Algumas empresas apostam em remunerações atraentes, somadas a benefícios diferenciados. Será que isso realmente faz o diferencial? Lógico que contar com um salário acima do oferecido pelo mercado é sempre um fator bem-vindo, mas algo desperta o interesse dos dirigentes para outras vertentes, dentre essas o salário emocional – um conjunto de fatores emocionais que fazem com que as pessoas queiram permanecer em uma empresa.

    Para explanarmos um pouco mais esse assunto, o RH.com.br entrevistou Fausto Alvarez, sócio da Consultoria Kienbaum, que possui mais de 20 anos na área de Recursos Humanos com ênfase em HR Management. Segundo ele, uma pesquisa realizada pela própria Kienbaum junto a 18 mil líderes, o principal fator que encanta o público entrevistado está diretamente relacionado ao progresso na carreira, ao aprendizado e ao desenvolvimento. “A remuneração, tanto de curto como de longo prazo são muito importantes. Contudo outros fatores são tão ou mais importantes para a permanência dos talentos nas empresas”, resume Fausto Alvarez.

    Confira a entrevista na íntegra e avalie se o salário emocional está sendo utilizado na sua organização, para a permanência dos profissionais que fazem o diferencial. Boa leitura!

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

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    Como você reage diante de uma contraproposta salarial?

    Esta semana voltamos a falar sobre um assunto fortemente discutido em processos de recrutamento e seleção: O profissional é selecionado para uma vaga e ao comunicar para a empresa onde trabalha, recebe uma contraproposta.

    Duas consultorias emitiram suas opiniões sobre o posicionamento do brasileiro frente à essa situação. E você, como acha que a maioria dos profissionais reage?

    Brasileiros são os que mais aceitam contrapropostas salariais

    (Jornal da Globo, edição do dia 15/05/2012)

    Pesquisa foi feita com mais de 1.800 profissionais da área de recursos humanos, de 16 países como Austrália, Chile e Alemanha.

    Contraproposta é uma palavra que se tornou comum no aquecido mercado de trabalho brasileiro e cada vez mais aceita nas negociações salariais.

    Quem não quer um salário maior? Há três meses, o diretor de arte, Leandro Barbosa, recebeu uma oferta tentadora para sair da agência de publicidade onde trabalha. Mas o chefe fez uma contraproposta e Leandro aceitou. “Mais que a questão do salário, de um aumento no salário, tem a minha satisfação de trabalhar aqui”.

    Uma pesquisa feita com mais de 1.800 profissionais da área de recursos humanos, de 16 países como Austrália, Chile e Alemanha, revelou uma tendência no Brasil. No país, o mercado aquecido e a dificuldade de encontrar profissionais qualificados, têm provocado uma mudança de comportamento.

    Segundo o levantamento da Robert Half, uma empresa internacional de recrutamento especializado, 24% das empresas ouvidas no país informaram que é muito comum os funcionários aceitarem as ofertas. A média mundial é de 8%.

    A pesquisa mostra que os profissionais brasileiros são os que mais aceitam as contrapropostas hoje em dia. Só que esse negócio nem sempre é lucrativo para as duas partes.

    “Por parte da empresa ela está com uma visão de curto prazo, porque ela não preparou um substituto, ela não tem um plano B e por parte do profissional, ele esquece no momento da contraproposta a insatisfação que ele teve que fez ele procurar outras oportunidades”, explica o diretor da Robert Half, William Montehath.

    Você quer sair, a empresa faz contraproposta. O que fazer?

    (Estadão Economia&Negócios, publicado em 01/11/2011)

    Fernando Scheller

    Em tempos de mercado aquecido, é cada vez mais comum as empresas entrarem em uma disputa monetária pelos funcionários. Mas, na hora da decisão, as pessoas costumam mudar de emprego atual mesmo quando recebem uma proposta salarial interessante da companhia atual?

    Segundo um levantamento da consultoria DMRH mostra que a maioria dos profissionais, quando confrontada com uma proposta interessante, prefere ir para o novo desafio. Entre o total de desistentes de vagas contratadas pela DM Especialistas ao longo de 2011, somente 29,5% rejeitaram uma oferta por conta de contraproposta do empregador atual.

    Com o mercado aquecido, o principal problema, conta a consultoria, foram as propostas concomitantes. Do total de desistentes em processos seletivos, 70,5% disseram “não” a uma determinada proposta porque ela chegou “atrasada”, já que o candidato tinha aceitado uma proposta de um processo seletivo encerrado anteriormente.

    Isso pode ser um indicativo de que salário, no fim das contas, não é tudo. Em tempos de mercado aquecido, talvez os candidatos estejam acreditando que vale mais a pena tentar uma experiência nova do que ficar no mesmo lugar, mesmo que ganhando mais.

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