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Vagas de emprego: veja dicas para conseguir se recolocar no mercado

Internet tem sido uma importante aliada na hora de procurar emprego. Venda direta tem sido uma boa saída para a crise.

Matéria Quality

A Diretora Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, em entrevista à equipe do Jornal Hoje dá dicas sobre como conseguir se recolocar no mercado de trabalho.

Assista a matéria na íntegra CLICANDO AQUI.

A Sala de Emprego desta segunda-feira (30) fala sobre como procurar um emprego. O caminho para a recolocação no mercado de trabalho está mais longo, pela quantidade de gente desempregada no Brasil. Nesse cenário, a internet tem sido uma importante aliada na hora de procurar uma vaga.

A internet ajuda na busca por emprego. Até o Sistema Nacional de Empregos (Sine) já anuncia as vagas disponíveis no site. “É importante já vir direcionado praquela vaga, com a documentação necessária pra que ele possa chegar aqui no Sine dentro do perfil do cargo escolhido”, orienta Alvimar Paiva, secretário adjunto de Trabalho e Emprego.

Uma busca na internet antes pode ajudar a evitar as filas do Sine, que têm sido longas. “Porque tem gente que tem acesso à internet e tem gente que não tem acesso. Eu não tenho”, afirma Ernandes Aparecido Vieira, desempregado.

Quem não tem acesso a um computador e, principalmente, à internet, hoje em dia, sai em desvantagem na hora de procurar um emprego. Em alguns casos, não consegue nem se candidatar a uma vaga, já que algumas empresas só recebem currículos no próprio site.
“Diariamente eu faço buscas na internet por vagas que estejam de acordo com meu perfil e também para conhecer empresas de recolocação no mercado”, relata João Francisco de Souza, engenheiro de produção.

O cadastro online deve ser objetivo e conter contatos pessoais, qualificação profissional, função que pretende ocupar e experiência coerente com o perfil da vaga, informações que a pessoa também pode postar nas redes sociais. “Ela pode colocar ali todas as experiências dela, vivências internacionais, se ela tem idiomas fluentes. Ela pode colocar as empresas nas quais já atuou, os prazos que ela ficou em cada empresa. Assim, como se fosse um currículo, ela vai divulgar aquilo na internet”, explica a consultora de RH Marisa Ayub.

As redes sociais têm ajudado o vendedor Charles Batista Correia a distribuir currículos. Ele já avisou a um grupo de amigos que está procurando emprego de vendedor: “Às vezes, a empresa arquiva o CV e não dá muita atenção. Pelo grupo, aí é por indicação, eu acho que indicação é um bom caminho”.

Pra quem não acredita, o redator Gustavo César Vitor conseguiu emprego por uma rede social dedicada a contatos profissionais e continua recebendo convites: “Depois que eu consegui esse emprego, algumas empresas entraram em contato comigo. Eu agradeci, mas acabei recomendando outras pessoas também. Vagas que poderiam ser minhas, mas eu mandei pra amigos meus que estão desempregados e que estão buscando uma recolocação profissional”.

Venda direta
Muita gente viu na venda direta uma saída para a crise e está recorrendo às vendas de porta em porta.

Ir atrás do cliente é o segredo da venda direta. O revendedor Alexandre dos Santos passa o dia mimando seus clientes. Ele demonstra o produto que está vendendo, faz vídeo, coloca na rede social, manda e recebe mensagens o dia todo. Há um ano, ele largou um bom cargo de gerente em uma empresa que estava mal das pernas e foi vender: “Primeiro mês deu R$ 500 e aí começou a acontecer. Eu tinha oito anos como gerente comercial, atendia o mercado de óleo e gás, ganhava relativamente bem. Só que hoje eu sei o que é ganhar bem de verdade”.

Só em 2015, a venda direta ganhou 110 mil novos revendedores. Gente que encontrou no setor a única fonte de renda depois que foi demitida do emprego. Existem hoje no Brasil 4,6 milhões pessoas trabalhando com venda direta.

As empresas treinam de graça e o treinamento não é obrigatório. Para investir, é preciso pouco dinheiro, o suficiente para comprar os produtos. “Em média, cobra-se R$ 80, R$ 100, e dentro desse kit já tem produto que se você vender, já recupera o investimento desse negócio”, explica Roberta Kuruzu, diretora da Associação das Empresas de Venda Direta.

O modelo nasceu nos Estados Unidos e é de lá que vem boa parte das empresas. Em uma delas, por exemplo, todo revendedor é considerado dono do próprio negócio. “Eu encontrei uma oportunidade de empreender, de vender produtos e ter o lucro da revenda e aí comecei a divulgar os produtos”, conta Giovana Albano, revendedora.

A comerciante Jandilene Galvão acaba de aderir à marca. Ela é dona de três lojas de roupas e artigos importados em São Paulo e planeja no futuro fechar as lojas e só trabalhar com venda direta: “Eu penso na minha qualidade de vida, acordar a hora que eu quero, não ter funcionários, vender e me dedicar a venda e focar nisso”.

(Originalmente publicado no site da Globo.com na página do Jornal Hoje em 30/05/2016)

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    Recolocação no mercado de trabalho

    QualityEm tempos de escassez de vagas de emprego, faz-se necessário avaliar com critério o cenário, analisar as melhores estratégias e compreender as necessidades de adequação para conseguir a tão esperada Recolocação Profissional.

    Em matéria apresentada no Jornal Hoje a Diretoria Executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub, e a Coordenadora de RH, Lúcia Ribeiro Mendes, falam sobre suas percepções e dão dicas sobre como aumentar o potencial de absorção do profissional.

    Assista a matéria na íntegra no site da Globo.com

    (Publicado originalmente no site www.globo.com na Sala de Emprego, 08/06/2015).

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    Mercado de trabalho em crise afeta recrutadores

    Agências de RH reduzem estruturas

    Daniela Maciel

    Um dos principais sintomas de desaceleração da economia brasileira é a desaceleração do ritmo da contratação de trabalhadores pelas empresas de diferentes setores. O cenário é preocupante. O quadro adverso alcançou, inclusive, as empresas de contratação de pessoal, que trabalham com recrutamento e seleção para os diferentes estratos corporativos, das vagas mais operacionais até a alta gestão.

    De acordo com a Diretora Executiva da Quality Training Recursos Humanos, a economia brasileira passa, sim, por um momento crítico. O país gerou 396.993 vagas de empregos formais em 2014, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número de empregos criados em todo o ano passado representa uma queda de 64,4% em relação às vagas abertas em 2013 – que somaram 1,11 milhão. O recorde de geração, para um ano fechado, aconteceu em 2010, quando foram criadas 2,54 milhões de vagas.

    Para Marisa Ayub, isso não quer dizer que as empresas deixaram de demandar. Aquela fase em que as empresas contratavam grandes volumes e faltava mão de obra no mercado realmente passou. “Hoje, elas estão mais cautelosas e buscam contratações mais direcionadas. Oferecem menos vagas e, como há um contingente reserva, procuram por profissionais realmente qualificados, que se encaixem nas necessidades da companhia com menor investimento em treinamento”, explica Marisa Ayub.

    Para a gestora, era possível prever que o perfil das contratações mudaria e as empresas que souberam ler o novo cenário com antecedência conseguiram traçar estratégias eficientes. “Há tempos sabíamos que aquela onda das contratações feitas no volume acabaria. As empresas de recursos humanos que se anteciparam intensificaram o relacionamento com as empresas clientes e buscaram soluções criativas para atender seus clientes”, destaca a diretora executiva da Quality.

    Conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Minas Gerais (ABRH-MG), Carlos Alberto Caram avalia o momento como grave, porém reversível. “Vivemos um momento muito ruim, com mercado parado. Todos os setores estão ameaçando reduzir o quadro de funcionários. Há mais de dez anos não vivemos um momento tão fraco. As empresas estão recrutando o estritamente necessário e buscando perfis muito mais ajustados. A receita é trabalhar, buscar qualidade e soluções pensadas para o momento”, afirma Caram.

    Algumas áreas ganharam projeção justamente por causa da crise. Profissionais de finanças e de vendas são apontados como estratégicos para a saída da crise. “São eles que vendem e que detectam possíveis gargalos e pontos de desperdício. São capazes de aumentar a receita e estancar perdas imediatamente”, analisa o conselheiro da ABRH-MG.

    (Texto publicado originalmente no Diário do Comércio, 19/03/2015)

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    Programa QTRH Coaching Pro

    Já conhece o Programa QTRH Coaching Pro? Assista o vídeo e entenda como é possível evoluir na carreira explorando seu potencial profissional.

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    Acha difícil negociar salário? Veja 7 dicas de experts para esse momento crucial de sua carreira

     

    Trabalhamos por muitas razões – paixão pela nossa profissão, fazer a diferença em nossa comunidade e meio de nos sustentar. Sim, isso mesmo: Nós trabalhamos por dinheiro. É por isso que a discussão sobre o salário durante a procura de um emprego é um assunto delicado, mas importante. Queremos o trabalho, mas em última instância, queremos um bom salário.

    Falar sobre dinheiro não é algo que acontece naturalmente – na verdade, é um daqueles assuntos que somos frequentemente ensinados a não tocar na maioria de nossas conversas. Saber quando abordar o tema e como negociar são habilidades importantes que exigem prática e preparação.

    Aqui estão algumas estratégias de especialistas para ajudá-lo a obter o salário que você está procurando e que você merece.

    1.Não fale de dinheiro muito cedo

    A pergunta que todos nós queremos ver respondida: É ok falar sobre o salário durante a primeira entrevista?

    A resposta, diz Randy Hood, executivo nacional na empresa HireRight, um fornecedor líder de soluções de elegibilidade de emprego e transição de carreira, é NÃO: O candidato não deveria tocar no tema salário durante a primeira entrevista. Se o entrevistador falar sobre isso, Hood sugere evitar a conversa. “Redirecione a entrevista para as suas realizações em vez de dinheiro. Você não quer que a empresa foque em suas necessidades antes que ela esteja convencida de que precisa de você”, diz ele.

    2. A melhor maneira de responder a questão salarial

    Embora não seja uma boa idéia falar sobre salários durante a primeira entrevista, chegará um ponto em que o tema pagamentos entrará na conversa. Ambas as partes querem saber se estão no mesmo patamar.

    Hannah Morgan, estrategista de carreira na CareerSherpa.net, um blog de pesquisa e desenvolvimento de carreiras, diz que um candidato não deve falar de salário antes de compreender verdadeiramente a posição que poderá ocupar. “Se o trabalho exige horas extras, viagens ou competências muito específicas, estes fatores geralmente já pressupõe um salário mais elevado. Muitas vezes, esses detalhes não são revelados até o final do processo de entrevista.”

    Morgan sugere que os candidatos adiem a questão se eles estão se sentindo pressionados a fornecer um valor de salário. “Meu conselho é tentar reafirmar: “Estou interessado em aprender mais sobre os requisitos completos do trabalho e do pacote de benefícios antes de discutir minhas exigências salariais.” Se a empresa ainda insiste, o candidato deve perguntar: ‘O que você tem orçamentado para a posição? “Normalmente, a empresa sabe a resposta e isso proporciona algum quadro de referência.”

    3. Descobrindo o orçamento da empresa

    Muitas empresas têm uma faixa salarial desejada para os cargos, e a maioria está disposta a compartilhá-lo durante o processo de candidatura. Tom Sykes, diretor de gerenciamento de produtos da Peoplefluent, fornecedora de software de gestão de talentos, compartilha a importância de ser honesto quando se trata de responder a perguntas sobre o salário. “Você não quer para si um salário ou nível de responsabilidades que você não está pronto para assumir”, diz Sykes.

    Ele acrescenta: “Também é bom levar em conta o cargo do trabalho específico que você está sendo entrevistado. Palavras como ‘associado’, ‘sênior’ e ‘diretor’ podem ser indicadores úteis do nível de remuneração associada ao trabalho, e muitos recursos on-line estão disponíveis para pesquisar a remuneração de cargos específicos em regiões específicas.”

    4. Respondendo a uma oferta de salário baixo

    Os candidatos devem sempre estar preparados para lidar com uma oferta de salário inicial baixo. Não deve fazer a suposição de que uma baixa oferta significa que a empresa está tentando não pagar salários justos; é possível que eles só precisam ser lembrados do valor que você traz para a organização.

    Hood oferece alguns conselhos sobre como usar o seu salário anterior nas negociações: “Não coloque suas remunerações passadas como sua estratégia de negociação, se o seu histórico de salário não é o reflexo do novo salário que você está tentando obter”, diz ele. “Em vez disso, mire sua negociação com base no que você pode fazer para o empregador e no valor de suas habilidades. Discuta suas exigências salariais mostrando como elas se relacionam com a sua capacidade de superar e exceder as expectativas.”

    5. Ítens adicionais de remuneração para negociar

    Antes de tomar uma decisão final sobre o trabalho, os candidatos devem considerar que existem outros fatores de compensação que podem ser negociados. Morgan recomenda focar na compensação em dinheiro em primeiro lugar, e em seguida, negociar outros itens de valor, um por um.

    Morgan também mostra estratégias de negociação secretas: “Se você não precisa de plano de saúde, não divulgue isso até que as negociações aconteçam. Por não utilizar os benefícios de seguro da empresa, a empresa está economizando milhares de reais por ano. O candidato pode tentar recuperar uma parte desta quantia,” diz ela. “Outro segredo está em uma negociação baseada em avaliação de desempenho. Ao fazer isso, o candidato não precisará esperar uma virada de ano para ter um aumento tradicional no salário.”

    6. Benefícios além do salário

    Ter um bom salário é importante, mas como diz o velho clichê: “Dinheiro não é tudo”. Experiência deve influenciar na decisão. Sykes diz que há uma variedade de incentivos não monetários que as empresas podem oferecer. “Algo a se entender são os tipos de serviços de formação e de desenvolvimento de carreira que a empresa oferece. Apesar de não representar qualquer rendimento a curto prazo, o potencial de progressão na carreira pode vir a ser uma recompensa financeira ainda melhor, quando considerados em médio e longo prazo.”

    7. Recusando uma oferta de emprego

    Uma vez que você tem uma noção completa do trabalho, do salário e do futuro potencial, você pode tomar uma decisão informada – só porque você tem uma oferta de emprego não significa que você tem que aceitá-la. Morgan compartilha o que ele acredita que um candidato deve dizer quando educadamente recusar uma oferta: “Com base na função, oportunidades de carreira e salário, isso não é o mais adequado para mim neste momento, mas muito obrigado pela oferta e gostaria muito de manter a porta aberta caso uma vaga mais sênior abria em um futuro próximo. ”

    No final, tudo se resume a paciência quando se trata de falar sobre o salário. Esperar o momento certo e focar nos valores certos pode levar o candidato ao sucesso do processo de negociação, muitas vezes intimidante.

    Artigo originalmente publicado no site Mashable em 21 de Março de 2014. Tradução/adaptação livres.

     

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    4 Hábitos para se tornar mais produtivo no trabalho

     O sucesso não irá simplesmente cair em seu colo. Você deve merecê-lo e conquistá-lo através de trabalho duro, dedicação e uma atitude positiva.

    Para ter sucesso em sua carreira, você também vai precisar desenvolver o conjunto de hábitos corretos, diz James Caan, CEO do Grupo Hamilton Bradshaw e autor do livro “Conquiste o trabalho que você realmente quer” (tradução livre) em um post recente no LinkedIn.

    “As melhores pessoas, em qualquer roda da vida, são aqueles que estão constantemente desafiando a si mesmas e se propondo novas metas”, explica ele. “E se você quer ser um daqueles personagens que sempre está olhando para frente e quer melhorar a si mesmo, então você precisa ter os tipos de hábitos de trabalho corretos, que vão levá-lo ao sucesso.”

    Aqui estão quatro práticas de trabalho e hábitos diários que você vai querer desenvolver  imediatamente:

    Motivar-se.
    Se você está esperando por outras pessoas para incentivá-lo a ir atrás de seus objetivos, você não está mostrando que você deseja sucesso ou não está se colocando no caminho para encontrá-lo. Em vez disso, você deve empenhar-se todos os dias e ativamente procurar maneiras para melhorar, diz Caan. “Quanto mais você emprenhar-se em expandir seu conjunto de habilidades, mais valioso você se torna para seus empregadores atuais e potenciais.”

    Manter-se em constante evolução.
    “Não há nada melhor para um gerente ver seus funcionários ativamente cuidando de seus projetos”, explica Caan. Sempre assuma a responsabilidade por suas atribuições, não importa o quanto você não goste do projeto. Passar o trabalho desagradável para os colegas vai fazê-lo ganhar uma má reputação, ao passo que tomar conta de seus próprios deveres mostrará que você tem iniciativa e dedicação.

    Manter-se focado.
    As pessoas de sucesso sabem como priorizar e delegar tarefas para que eles gastem seu tempo focando no que é mais valioso para os negócios, diz Caan. “A outra vantagem de priorizar sua carga de trabalho é que a qualidade acaba sendo muito melhor”, acrescenta. “Se você tem 10 coisas que você precisa fazer, eu preferiria ver que você produziu excelentes resultados nas mais importantes ao invés de resultados medíocres em todas as 10 tarefas.”

    Ser crítico.
    Por mais que você deva se concentrar em seguir em frente, às vezes também é importante dar um passo para trás e rever o seu próprio trabalho. Tire um tempo todos os dias para analisar o que você fez, o quão bem você trabalhou e onde você pode melhorar, Caan sugere. “Por ter essa capacidade de refletir – e às vezes criticar a si mesmo – você está se certificando de que lições são aprendidas em cada passo do caminho”, diz ele.

    Artigo originalmente publicado no site Business Insider em 25/08/2014. Tradução/adaptação livre

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    Cuide bem do seu futuro profissional

    As pessoas têm se preocupado mais em gerenciar seus empregos, de forma a pagar as contas do mês, em vez de investir na carreira. O mercado sempre abraça aqueles mais preparados.

    Sempre se ouviu falar muito, tanto por parte de funcionários quanto de organizações, a expressão “plano de carreiras”. E a ideia que isso transmite (ainda se luta para eliminar essa concepção) é a de ser algo apenas de interesse de empregados, de sindicatos e que, para as empresas, pouco benefício traz, além de demandar elevação de custos com mão de obra. Trata-se de uma visão de carreira simplista, que vê as perspectivas de promoções e aumentos salariais ligadas basicamente ao tempo de casa, o que quase sempre provoca entraves à gestão de recursos humanos, aumento da folha de pagamento e envelhecimento do quadro de funcionários.

    Hoje, o mercado pede – e os profissionais precisam – uma visão mais profunda dessa expressão, que pode ser muito bem explicitada como gestão de carreira (ou gerenciamento de carreira), prática já encontrada em muitas organizações de grande porte – que se voltam para ações de planejamento de recursos humanos vinculadas aos grandes objetivos da empresa –, mas que depende, para ser implantada, muito mais do profissional. “É preciso que se entendam bem as diferenças entre gestão de emprego e gestão de carreira”, diz Fernanda Schröder Gonçalves, coordenadora do Ibmec Carreiras, unidade da instituição de ensino que orienta alunos e ex-alunos a planejar suas vidas profissionais. “Gestão de emprego é trabalhar para gerar recursos para pagar as contas no fim do mês. O empregado trata quase que somente de atividades presentes e seu emprego depende das decisões da empresa. Ele desenvolve apenas as competências que atendem à organização e não ao mercado. Já gerenciar uma carreira significa tomar uma série de decisões, visar ao futuro profissional e se preparar adequadamente para aquilo que realmente almeja”, informa.

    Exemplificando, ela cita que o emprego de uma pessoa pode não exigir que ela fale inglês, mas o mercado pede que hoje se domine o idioma. “Ao pensar na carreira e não só no emprego, esse profissional certamente vai se empenhar para aprender a língua. A pessoa que quer gerenciar sua carreira vai ter de assumir novos desafios, novas competências e até mesmo mudar de empresa. Gestão de carreira é algo que depende quase que exclusivamente do profissional, e não da organização. É ele quem tem de saber o que quer e aonde quer chegar”, ressalta.

    AUTOCONHECIMENTO 

    Karla Candal DuarteKarla Candal Duarte, diretora da LHH-DBM, empresa de consultoria de carreiras, destaca que estamos vivendo em um mercado “muito doido” e que, diante disso, as pessoas precisam pensar e questionar mais sobre o que estão fazendo. Ela concorda que gerenciar a carreira é responsabilidade quase única do profissional, pois é a ele que cabe definir quais são seus objetivos profissionais e lutar para alcançá-los. “Não adianta também a pessoa falar em planejamento de carreira se ela não se conhece direito. Quando o profissional se autoconhece bem, ele vai conseguir determinar o que quer, aonde pretende chegar, em quanto tempo o objetivo deve ser alcançado e quais competências precisará assimilar ou desenvolver para tal. Falar inglês pode ser muito mais importante para atingir uma meta do que fazer um mestrado ou vice-versa. Por isso, é necessário saber realmente o que o mercado pede para a função que se almeja”, afirma.
    Fernanda Schröder revela que, hoje, trabalha com orientação de carreiras justamente porque se preparou para isso. Sou psicóloga e sempre planejei minha vida profissional. Por saber o que queria, fiz pós-graduação em gestão de pessoas, para trabalhar com RH. Depois, para entender mais de negócios, fiz MBA em gestão estratégia de negócios. Entender de RH e de negócios me levou até onde estou. Antes, buscava profissionais no mercado. Hoje, entrego profissionais ao mercado. A formação que obtive me permite conversar com as empresas, entender o mercado e orientar meus alunos na busca do autoconhecimento e de seus objetivos”, revela.

    ATITUDES

    Além de buscar competências, Karla Candal lembra que outras atitudes têm de ser tomadas na busca de um objetivo definido, incluindo aí a coragem. “O fato de alguém querer ser presidente não significa que terá de ocupar esse cargo onde está trabalhando. Pode ser em uma outra empresa e, para isso, terá de romper com várias situações, raízes e se planejar. Posições executivas hoje em dia estão muito ligadas a atitudes e, ainda, a relacionamentos”, determina.

    Para ela, mudar, entretanto, não é tão fácil, se não houver muita clareza nos objetivos. Até porque, as necessidades e os planejamentos podem mudar a qualquer momento. “Um trainee, que, de repente, passa a ser um homem de família, com certeza verá suas necessidades e planos se alterarem. É aí que entra a pergunta mais importante que ele deve se fazer: ‘O que eu quero? É dinheiro, poder, equilíbrio profissional e pessoal ou é simplesmente conseguir pagar as contas no fim do mês?’. Mudar para crescer é sempre muito bom e, num mercado nada estático como o de hoje, isso já se tornou natural. O ciclo médio de um executivo em uma empresa, que antes chegava a 20 anos, hoje varia entre cinco e sete anos. E está caminhando para atingir, no máximo, três anos num futuro breve”, completa.

    Gerenciamento e planejamento de carreira foi o tema esta semana de um talk show realizado no anfiteatro do Ibmec-MG. Cerca de 200 pessoas participaram do encontro, grande parte delas formada por profissionais novos no mercado e de alunos de cursos de orientação profissional. O que demonstra que, atualmente, pensar na profissão como forma de fazer carreira vem se tornando uma preocupação bem mais acentuada do que muitos imaginam.

     

    Artigo originalmente publicado no jornal Estado de Minas em 03/08/2014

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    Coaching, um processo para alavancar resultados.

    O que pode impulsionar uma carreira de sucesso?

     

    Por Patrícia Bispo | rh.com.br

    Não dá para se conceber uma pessoa feliz, sem que esta traga consigo a satisfação de acordar todos os dias e realizar atividades proporcionem prazer tanto no campo pessoa quanto profissional. São incontáveis os talentos que vivem pela constante busca de uma carreira promissora, que lhes proporcionem aquele “brilho no olhar”. Mas entre o desejo e a realização deste sonho, existe um trajeto a ser percorrido e fatores que devem ser levados em consideração para que a pessoa não se torne um “poço de frustação”.

    Para entender como percorrer esse caminho frente a tantas adversidades que surgem dia a dia, o RH.com.br entrevistou Eduardo Shinyashiki. Palestrante, consultor organizacional e especialista em desenvolvimento das competências de liderança e preparação de equipes, Eduardo consegue falar sobre o assunto com propriedade, ao mesmo tempo em que apresenta argumentos singulares que fazem as pessoas a fazerem uma avaliação sobre suas próprias escolhas. “As pessoas que vão atrás de sua vocação e buscam prazer no que fazem são, geralmente, encantadas com a profissão e felizes com o que trabalham. São pessoas que têm consciência de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanto essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos”, sinaliza Shinyashiki que também é presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos.
    Eduardo Shinyashiki é um dos participantes da 2ª Turma da Jornada Virtual de Liderança 2013 – evento promovido pelo RH.com.br, que acontece no período de 07 a 22 de novembro próximo. Na ocasião, ele irá proferir a palestra em vídeo “Quando Ser Líder Faz a Diferença”. Confira a entrevista na íntegra, tenha uma agradável leitura e aproveite este momento para saber se o brilho do seu olhar está sendo ofuscado por algum fator!

    RH.com.br – O brilho no olhar de um profissional está apenas relacionado ao que a pessoa almeja?

    Eduardo Shinyashiki – Não apenas, mas conta bastante, pois os objetivos representam a direção e criam motivação. Esse brilho no olhar é relacionado ao que a pessoa é, à sua forma de ver o mundo, à confiança que o profissional tem em seu poder pessoal, ao fato de ter um foco mais definido e sentir que tem as forças para alcançá-lo.


    RH – 
    Quais são os fatores que despertam o encanto de uma pessoa por sua carreira?

    Eduardo Shinyashiki – As pessoas que vão atrás de sua vocação e buscam prazer no que fazem são, geralmente, encantadas com a profissão e felizes com o que trabalham. São pessoas que têm consciência de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanto essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos. Se enfrentamos a vida e nos preparamos para sermos sujeito e não objeto dentro desse contexto, mais assumimos o domínio de para onde estamos levando a nossa vida e o nosso talento, conscientes de que nos tornaremos frutos das nossas escolhas. Quem tem esses pontos bem alinhados, sem dúvida alcança mais realização pessoal e profissional.

    RH – O peso da empresa sobre o profissional pode ofuscar definitivamente o brilho no olhar do talento?

    Eduardo Shinyashiki – Nossas escolhas de hoje definem nosso futuro. Portanto, se um profissional escolhe estar numa empresa que ele não gosta e fazendo coisas que ele não gosta, certamente esse brilho ofuscará. Mas se ele souber fazer escolhas adequadas com seu objetivo de vida dentro do contexto profissional, fortalecer seu poder pessoal, confiar no seu trabalho e saber o seu valor, saberá se posicionar como um profissional valioso e, consequentemente, portas se abrirão alinhadas com seu objetivo de vida. Nesse contexto, a empresa vai ser o meio pelo qual o profissional busca seus propósitos e vai dar o seu melhor, gerando satisfação, mantendo a motivação e o seu brilho.

    RH – A atuação da liderança na trajetória de um talento faz realmente a diferença como muitos acreditam?

    Eduardo Shinyashiki – Sim, uma liderança eficaz oferece a oportunidade para todos brilharem e se realizarem dentro do ambiente corporativo. Ao assumir o cargo, o líder convida todos que estão ao seu redor para crescerem junto a ele e se torna uma referência. Isso permite que cada funcionário perceba a sua real importância dentro da empresa e atue de forma alinhada aos seus talentos. O papel do líder não é ser o único responsável pelos resultados, mas, sim, ter a capacidade de identificar os talentos de seus profissionais e permitir que eles os expandam ainda mais.

    RH – Quando a empresa começa a ofuscar o brilho de um profissional, a melhor alternativa é sempre buscar outras oportunidades?

    Eduardo Shinyashiki – Se a pessoa começa a perder o brilho dentro do contexto profissional, onde ela trabalha, alguma coisa não está alinhada com seus propósitos. A partir da insatisfação, começamos a rever alguns conceitos. E essa reflexão é importante para sabermos se os caminhos que escolhemos estão realmente nos levando ao nosso objetivo. Esses sinais são fundamentais para reavaliar questões importantes das nossas decisões. A partir dessa reflexão podemos perceber se é o caso de procurar outra oportunidade para desenvolver melhor nossas competências e estar mais perto do que desejamos.

    RH – Vivemos em um mundo em que vários fatores externos bombardeiam a mente das pessoas, inclusive no ambiente corporativo. Como se proteger desses agentes desmotivadores?

    Eduardo Shinyashiki – Costumo dizer que existe o estresse positivo e o negativo. O mais comum é o negativo, que sentimos não ter controle das coisas, de estarmos em perigo, a agitação mental prevalece e há a sensação de falta de energia vital. O foco da pessoa permanece na dificuldade, no problema, no impasse e na adversidade. A melhor solução para reconstituir o ânimo de viver é fazer pausas, praticar simples atos que gerem momentos de prazer, treinar o autoconhecimento, equilibrar os aspectos da nossa vida profissional, afetiva, social e espiritual. Vale lembrar que as formas positivas e negativas de estresse sempre estarão presentes no cotidiano e todos nós temos condições de conduzir as situações para o melhor caminho, podemos transformar atitudes, treinar novas formas de pensar, de sentir, inovar a nossa maneira de agir, fortalecer uma mentalidade vencedora mesmo nas dificuldades. Podemos reconhecer, utilizar e colocar em prática todo o nosso imensurável potencial, redirecionar o nosso foco e as nossas escolhas.

    RH – Na atualidade, que fatores o senhor destacaria como sendo os que mais prejudicam um profissional de projetar seu brilho e de conquistar uma carreira promissora?

    Eduardo Shinyashiki – A falta de foco e objetivo. Muitas pessoas ainda não descobriram o que realmente querem da vida, ainda não possuem um objetivo, portanto, como podem dar o melhor de si em algo que não definiram? É importante nossas escolhas estarem alinhadas com nossos propósitos, assim ganhamos em poder pessoal, estamos motivados, e focamos em dar o nosso melhor para conquistar uma carreira promissora.

    RH – Se por um lado existem fatores que influenciam negativamente a carreira de uma pessoa, há aqueles que são considerados salutares. Esses últimos são sempre perceptíveis ou é preciso ter feeling para identificá-los?

    Eduardo Shinyashiki – Acredito que é um misto entre fatores bem perceptíveis e práticos, como mencionei anteriormente, e feeling e atenção ao contexto interno, ao que queremos e sentimos, e ao contexto externo, ficando atento às variáveis e às mudanças de cenário.

    RH – O ser humano é o único responsável por fazer a diferença na própria vida?

    Eduardo Shinyashiki – Seja no contexto profissional ou pessoal, cada momento vivido é o resultado das nossas decisões. Isso significa que a vida é definida pela possibilidade que temos de escolher. Quanto mais acreditamos que não temos influência sobre os acontecimentos da vida – ou como reagir a eles -, que o destino nos sufoca e a sorte, os outros e as circunstâncias externas são culpadas pelo que está acontecendo conosco, damos menos valor às nossas capacidades, e a autoestima diminui. Por isso, precisamos estar mais atentos às nossas emoções e mais conscientes de que fazer opções implica em assumir a responsabilidade das mesmas, as consequências e também os riscos presentes nela. Quando reconhecemos a nossa responsabilidade sobre os resultados de nossa história, conquistamos, ao mesmo tempo, mais autoconfiança e um conceito mais elevado de autoeficácia, que permite nos posicionar e enfrentar as variáveis cotidianas com maior segurança e tomar decisões, mesmo que complicadas, com mais serenidade e coerência. Com nossas escolhas, determinamos que realidade iremos viver.

    RH – Reinventar e tentar sempre são indispensáveis para quem deseja manter o brilho nos olhos, quando se para e pensa sobre a própria carreira?

    Eduardo Shinyashiki – Sem dúvida. Reinventar-se está ligado à criatividade, muito importante para estarmos aberto ao novo, para superar as resistências à mudança, indo além dos esquemas mentais habituais. E o tentar sempre já se conecta à persistência, que é uma qualidade que traduz a diferença entre o sucesso e o fracasso. É a falta de perseverança o que mais limita as pessoas na realização de seus objetivos. A perseverança junto à clareza do que se quer, transformam-se em uma força altamente eficaz.

    RH – Para quem perdeu o brilho e acredita que não pode mais se sentir feliz como profissional, o senhor poderia deixar algum recado?

    Eduardo Shinyashiki – Costumo dizer que existem três raízes que nos “impedem de voar”. São elas – Filtros: muitas vezes, as pessoas passam pelas experiências da vida e não tiram delas uma lição valiosa. Repetem-nas de maneira constante, mas não aprendem o que o universo está querendo mostrar, mesmo sentindo na pele os fatos. Isso acontece porque usamos diferentes lentes para enxergar a vida, ou seja, é como se cada um olhasse o mundo e os acontecimentos com um filtro particular. Dependendo de qual tipo usamos, isso nubla nossa visão em relação ao objetivo que queremos alcançar. Foco: as pessoas não conseguem atingir seus sonhos e objetivos porque, no fundo, não estabeleceram ainda quais são eles. Por isso, vão para qualquer lado e não põem energia para fazer seu projeto acontecer. Concentrar-se sem se desviar de uma meta estabelecida é o que fará você se manter firme até chegar a ela. Posicionamento: o resultado é sempre fruto de onde você coloca sua atenção. Se você se concentrar nos problemas, se colocar atenção neles, terá se posicionado do lado deles. Agora, se você se posicionar do lado da solução, esse será o objeto da sua atenção e, consequentemente, o resultado alcançado.

     

     Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

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    As dificuldades em lidar com imprevistos

     

    Imprevistos - 08 de NovembroMuitas vezes, é no Departamento de RH que muitas situações de conflito explodem.

     

     

     Por Daniela Maciel | Diário do Comércio

    Situações estressantes, conflituosas e de difícil solução são comuns a qualquer profissional e a qualquer empresa. E é no Departamento de Recursos Humanos que muitas delas explodem. Impactados por uma série de mudanças que nos últimos anos deram aos profissionais de RH uma série de novas atribuições e ampliaram o caráter burocrático do setor para um perfil estratégico, muitos se sentem perdidos e os conflitos começam a aparecer entre o departamento e os demais setores da empresa.

    A Avaliação de Potencial e Perfil (APP) sobre o perfil do profissional de RH brasileiro, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em março passado revelou que boa parte dos profissionais sente dificuldades ao lidar com situações imprevistas e com as próprias emoções. De acordo com os dados sobre a “Capacidade de Priorizar e Trabalhar com Imprevistos”, que avalia o grau de atenção concentrada e indica se o comportamento é dispersivo e se a pessoa consegue estabelecer suas prioridades de trabalhar com imprevistos e emergências, 17,6% revelaram dificuldades de concentração (geralmente geração Y), 29,6% disseram lidar bem com imprevistos e emergências e 52,8% revelaram-se estressados com imprevistos e emergências.

    Já no item “Gestão de Conflitos” que avalia como o profissional reage diante de situações tensas, 25,9% são explosivos em situações de conflito, 36,2% preferem evitar o conflito e 37,9% administram bem as situações de conflito. Quanto ao “Controle das Emoções”, que avalia a habilidade do indivíduo em lidar com suas emoções, 15,3% reprimem suas emoções, 22% revelam ser do tipo “pavio curto” e 62,7% alegam bom controle emocional. E, por fim, em relação ao “Estilo de Comunicação”, que avalia a capacidade que o indivíduo tem para informar com clareza e objetividade, conseguindo manter o grupo inteirado sobre as informações necessárias para o desenvolvimento de seu trabalho, 38,6% revelam boa capacidade de comunicação, 61,4% tendem a se comunicar mal, 13,8% são prolixos e 47,6% são sintéticos.

    Para a Consultora Especialista em RH da AB Consultoria Associados, Sofia Couto, a grande explicação para o número de conflitos está justamente no último item: a comunicação. “Precisamos entender que os conflitos fazem parte do dia a dia das pessoas, seja fora ou dentro das empresas e não são necessariamente ruins. Eles podem trazer reflexões e mudanças importantes. Aí o papel do RH é traduzir as demandas de cada um e ajudar a empresa a direcionar seus esforços em prol de um resultado”, explica Sofia Couto.

    Confira a reportagem na íntegra. Boa leitura!

     Publicado originalmente no Diário do Comércio.

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    Pare de se enganar: SUCESSO pede autoconhecimento


    Autoconhecimento - 14 de OutubroO Professor de Harvard Robert Steven Kaplan diz que o sucesso depende de um processo corajoso de conhecimento pessoal.

     

    Por Beatriz Rey | Você S/A

     

     

    Chapel Hill – Robert Steven Kaplan tornou-se professor da escola de negócios de Harvard em 2005, depois de uma carreira de mais de 20 anos em Wall Street — a maior parte do tempo como alto executivo do banco Goldman Sachs, de onde saiu como vice-presidente do conselho (não confundir com o professor homônimo, criador da metodologia Balanced Scorecard).

    Mesmo com um grande repertório em gestão de investimentos, na academia ele enveredou pela linha de estudos do comportamento profissional. Em seus livros, Kaplan trata da investigação profunda que os profissionais devem fazer em suas fontes de motivação — que, segundo ele, não são investigadas e por isso as pessoas não crescem. É nesse ponto que entra a experiência do mercado financeiro.

    Como orientador de carreira, Kaplan não amacia. “Executivos bem-sucedidos devem ser capazes de listar seus pontos fortes e fracos”, diz. Em entrevista à VOCÊ S/A, o professor fala sobre seu novo livro, What You’re Really Meant to Do (“O que você realmente deve fazer”, em tradução livre), que será lançado em maio nos Estados Unidos. E ele promete ir fundo na busca dos interesses profissionais.

    VOCÊ S/A – As pessoas realmente buscam conhecer a si mesmas? 

    Robert Steven Kaplan – Todos nós, e aqui me incluo, temos “pontos cegos”, ou seja, características pessoais das quais não temos conhecimento, mas que são evidentes para quem nos observa. Os profissionais estão em diferentes estágios do processo de conhecimento íntimo. Nunca conheci alguém que não precisasse de ajuda ou conselho para se desenvolver. Uma pessoa pode prescindir de ajuda durante algum tempo, mas em algum momento certamente precisará conversar. A situação é a seguinte: se você não precisa de conselho, não está produzindo nada. Está parado, não está crescendo.

    VOCÊ S/A – Essa busca é um processo constante, certo? 

    Robert Steven Kaplan – É importante dizer que não são somente as pessoas que mudam. O mundo também está em transformação. A natureza das empresas e das indústrias muda. E você também muda: pode assumir novas responsabilidades, por exemplo. A busca do potencial único é certamente um processo constante. Uma situação muito comum é encontrar uma pessoa que trabalha há dez anos no mesmo lugar e simplesmente deixa de gostar da empresa, do trabalho. A pergunta é: por quê? Ouço bastante esse tipo de queixa: “Eu costumava amar meu emprego, hoje detesto”. O que aconteceu? O emprego mudou ou é o profissional que está diferente?

     VOCÊ S/A – Com qual frequência devemos revisitar o que sabemos sobre nós? 

    Robert Steven Kaplan – Não há um tempo certo, mas claro que não pode ser algo feito a cada segundo. Meu livro fala em atualizações regulares de seus pontos fortes e fracos, de suas paixões, de quem você é, o que você ama, qual o seu caráter, seu tipo de liderança. Essas são perguntas que as pessoas devem se fazer de tempos em tempos. O livro é como um roteiro — você não precisa consultá-lo sempre, mas deve pegá-lo de vez em quando para ter certeza de que sabe para onde está indo.

    VOCÊ S/A – O senhor acha que as pessoas dedicam a energia necessária a essa investigação?

    Robert Steven Kaplan – Se você é cínico, tem complexo de vítima ou acha que o mundo é muito injusto, terá muita dificuldade em tentar qualquer caminho diferente daquele que está trilhando. Esse tipo de mentalidade negativa coloca o profissional em um ciclo de insatisfação. Lido com pessoas que são cínicas ou que acreditam que a Justiça não funciona o tempo todo. Percebo o quanto isso é improdutivo. Nos Estados Unidos, quando se fala em imposto, por exemplo, há quem acredite que nada funcionará, que o governo está sempre prejudicando a população. É difícil encontrar uma solução quando se adota um padrão de comportamento destrutivo. Entendo que as pessoas recorrem a ele para se proteger. Elas já foram prejudicadas e não querem passar por isso novamente. Só que, no fim das contas, acabam prejudicando a elas mesmas.

    VOCÊ S/A – De acordo com o livro, esse tipo de mentalidade está relacionadoa experiências negativas que persistem na memória e prejudicam o desempenho. Isso é comum no trabalho?

    Robert Steven Kaplan – Se você me der mil pessoas, lhe darei mil narrativas diferentes. A mais comum é “não sou bom o suficiente” e suas variações. Mesmo se as pessoas que convivem com o profissional o consideram incrível, a narrativa persiste. Isso leva profissionais a cometer erros graves. As situações de pessoas que perdem a cabeça, que não cooperam e que são imprevisíveis, em muitos casos, não acontecem porque são babacas. Elas ocorrem por causa de insegurança, porque querem se proteger. Cada pessoa tem sua própria narrativa negativa. Não há quem não a tenha. O segredo é ter consciência de que ela existe e entender como afeta seu comportamento. Livrar-se dela não é possível. Mas saber que ela existe e não ser prisioneiro dela, sim.

    VOCÊ S/A – O senhor diz que devemos buscar uma definição própria para o sucesso. Como fazer isso diante dos modelos que a sociedade impõe? 

    Robert Steven Kaplan – O livro é justamente sobre isso. É preciso entender pontos fortes e fracos e quais são suas paixões para definir o conceito próprio de sucesso. É um processo que demanda muito trabalho. A pressão dos colegas é muito forte. O roteiro que proponho não vai fazer com que o profissional fique blindado a essa pressão. Além de conhecer suas qualidades e defeitos, ele deve entender por que se sente vulnerável à pressão social. Talvez falte autoconfiança. Ou então haja questões não resolvidas com os pais, o que leva o sujeito a tentar agradar os outros. Esse entendimento aumenta a determinação.

    VOCÊ S/A – Em termos práticos, quais estratégias um profissional pode adotar para se conhecer? 

    Robert Steven Kaplan – Um bom exemplo é pensar em um momento durante a vida em que se sentiu melhor. O que você estava fazendo? Por que gosta tanto desse momento? Talvez você estivesse trabalhando com esportes, com crianças ou simplesmente escrevendo. Quais tarefas estava desempenhando? Por que você era tão bom nessas tarefas? É apenas um exemplo de exercício simples, que força a pensar sobre o passado. Quando as pessoas fazem isso, percebem que gostam de trabalhar com gente ou com vendas, por exemplo. Mais: percebem que não pensavam a respeito disso havia anos. Na sequência, minha pergunta é: por que não trabalhar em uma empresa que ofereça esse tipo de trabalho? O importante é fazer algo além de pensar. Há o cérebro e o coração. Em outras palavras, pensar no que sentimos é fundamental.

    Boa leitura!

    (Originalmente publicado no site  www.exame.abril.com.br)

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