0

Acreditar em si – O primeiro passo para alcançar metas e superar sonhos

Acreditar em si - 15 de NovembroViver do passado não leva a lugar algum e dar o primeiro passo rumo à mudança faz todo o diferencial seja no âmbito pessoal e/ou profissional.

 

 

 Por Patrícia Bispo | rh.com.br

Mais uma vez, estamos próximos à chegada de um Ano Novo. Diante disso, muitas pessoas começam traçar metas, a fazer uma listagem de sonhos que desejam realizar, mas que nunca conseguiram concretizar por inúmeras razões. O fato é que viver do passado não leva a lugar algum e dar o primeiro passo rumo à mudança faz todo o diferencial sejam no âmbito pessoal e profissional. Para falar sobre superação realização de conquistas e quais são as principais ferramentas que estão disponíveis para o desenvolvimento individual, o RH.com.br entrevistou José Roberto Marques – fundador e presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching).
Na visão de José Roberto Marques, a proximidade da chegada do Ano Novo pode servir de estímulo para as pessoas darem uma guinada, principalmente no campo profissional. Esse comportamento, segundo ele, está relacionado à cultura do brasileiro, porém podem utilizá-la ao nosso favor. O segredo é ter foco e determinação, e o principal – ação. Esse é o outro problema, as pessoas sonham, planejam, mas não executam.

 RH.com.br – Quando o Ano Novo aproxima-se as pessoas costumam traçar metas, inclusive no campo profissional. A “vira do calendário” é um estímulo para os talentos brasileiros?

José Roberto Marques – Podemos dizer que sim. Na verdade é uma coisa cultural do brasileiro, porém podemos utilizá-la sim a nosso favor. O maior problema é que muitas vezes esses sonhos e desejos morrem no carnaval. O segredo é ter foco e determinação, e o principal – ação. Esse é o outro problema, as pessoas sonham, planejam, mas não executam. No próximo ano vou malhar, parar de comer gordura, tomar refrigerante, vou começar um curso de inglês, vou terminar de ler aquele livro. Para iniciar bem o ano, comece agindo. A decisão é o primeiro passo para gerar ação. Não basta apenas querer, é preciso decidir e agir em prol dos objetivos pretendidos. Se a meta é malhar, por exemplo, faça sua matrícula em uma academia. Se a intenção é parar de comer gordura e tomar refrigerantes, procure uma nutricionista que indicará outras opções mais saudáveis, evitando que você caia em tentação. Se você pretende começar um curso de inglês, que tal se preparar antes? Se o desejo é terminar o livro, que tal estipular um prazo para concluí-lo? O importante é criar estratégias para que cada desejo e sonho sejam, efetivamente, cumpridos.
“O ser humano só conquista o que deseja quando se permite conhecer-se e transformar atitudes e comportamentos que o impedem de alcançar algo em uma poderosa força motivadora para conquistar tudo o que deseja. E é exatamente esta a proposta do Coaching, acelerar resultados rápidos, permanentes e duradouros em qualquer contexto, seja ele pessoal ou profissional”, acredita o presidente do IBC. Durante a entrevista ao RH.com.br, José Roberto Marques apresenta muitos outros pontos relevantes para quem deseja começar 2014 com o pé direito e ter boas conquistas! Tenha uma agradável leitura!

 RH – Muitos profissionais também se deparam com uma incógnita: como e onde investir no desenvolvimento de carreira? Qual o passo inicial para os que buscam dar uma guinada profissional?

José Roberto Marques – Primeiramente qualquer profissional deve ter um plano de carreira bem definido. O planejamento feito através do Coaching fará com que ele obtenha uma visão sistêmica de sua carreira de maneira a enxergar o mercado, sua vida financeira, pessoal, além da definição clara de seus objetivos e metas, bem como suas maiores competências, pontos positivos e de melhoria que farão com que haja um desenvolvimento contínuo, aprimoramento de competências e potencialização pessoal e profissional. Além disso, com o auxílio do Coaching ele conquistará diversas aptidões fundamentais para melhorar seu desempenho enquanto profissional como uma liderança eficaz, organização, criatividade, comunicação, gestão de tempo, foco, entre muitos outros.

 RH – Nos últimos anos, o mercado brasileiro observou o surgimento de muitos recursos direcionados ao desenvolvimento de carreira. Entre eles, encontra-se o coaching. O que esse instrumento oferece de tão diferenciado em relação a outras metodologias?

José Roberto Marques – Autoconhecimento. O ser humano só conquista o que deseja quando se permite conhecer-se e transformar atitudes e comportamentos que o impedem de alcançar algo em uma poderosa força motivadora para conquistar tudo o que deseja. E é exatamente esta a proposta do coaching, acelerar resultados rápidos, permanentes e duradouros em qualquer contexto, seja ele pessoal ou profissional. O coaching é uma metodologia de desenvolvimento humano que visa a conquista de metas e objetivos em um curto espaço de tempo. O Coaching é um processo diferente de outras metodologias, pois a partir do comprometimento total do cliente com seu processo, os resultados são extraordinários e percebidos rapidamente.

 RH – O que deve esperar um talento que opta pelo Coaching como instrumento de desenvolvimento de carreira?

José Roberto Marques – Resultados rápidos e ser surpreendido pela sua própria experiência de vida, pelos seus valores e anseios. A conquista do autoconhecimento, do autodesenvolvimento e da autoestima para ser o condutor de sua própria vida e carreira. Além de uma infinidade de competências que farão com que ele desenvolva rapidamente o seu potencial infinito.

 RH – Os benefícios do Coaching são rapidamente perceptíveis pelos profissionais que recorrem a esse processo de desenvolvimento?

José Roberto Marques – Sim, pois ele tomará uma nova postura e terá em mãos, a cada sessão, tarefas a cumprir, sendo que se ele não às executar não chegará ao resultado esperado. Tendo consciência disso, são altíssimas as chances de sucesso. O Coaching só é Coaching se houver resultados e, para isso, é necessário total comprometimento do indivíduo com as sessões, seu Coachee e suas tarefas a cumprir.

 RH – O Coaching veio para todo profissional, independentemente do segmento de atuação?

José Roberto Marques – Sim, qualquer profissional que deseja alcançar seus objetivos através de desenvolvimento pode utilizar oCoaching. Uma pesquisa da Harvard apontou que para se obter sucesso profissional 15% se dá a conhecimentos específicos, e os outros 85% a habilidades. O Coaching possui diversos nichos, uma modalidade para qualquer área que um indivíduo desejar desenvolver, seja ela pessoal, profissional, organizacional, familiar, esportiva, social, espiritual, entre outras.

 RH – Quais as principais dúvidas que ainda “rondam” os profissionais em relação ao coaching?

José Roberto Marques – O Coaching é uma metodologia nova no Brasil, o nome em inglês, e os resultados efetivos ainda são desconhecidos por muitas pessoas. Mas, aos poucos estamos caminhando para propagar a filosofia do coaching em todo o Brasil. Nosso desejo é que mais e mais pessoas, profissionais, equipes e organizações conheçam esta poderosa metodologia e saibam como suas vidas podem ser transformadas a partir de uma única decisão: fazer Coaching!

 RH – O processo de Coaching torna o profissional mais competitivo?

José Roberto Marques – Sim. O profissional estará mais certo de suas aptidões e competências. Estará seguro em suas convicções e valores, saberá exatamente o caminho que trilhará para alcançar seu objetivo.

 RH – Para os que buscam se aprimorar como líderes, o Coaching tornou-se um processo indispensável?

José Roberto Marques – Sim, por ser um processo rápido ele passou a ser bastante utilizado por profissionais que desejam ou já ocupam cargos de liderança, como gestores, diretores e executivos. Isso se dá pelo fato de que o Coaching não só dá ao profissional as ferramentas e o conhecimento, para que ele se aprimore e tenha uma liderança mais efetiva, mas também para que desenvolvam outras pessoas, no caso seus subordinados.

 RH – E para aqueles profissionais que ainda têm em dúvidas em escolher um instrumento com foco no desenvolvimento de carreira, que conselhos o senhor pode deixar registrados?

José Roberto Marques – Todas as respostas estão dentro de você. Você precisa se conhecer para assim poder traçar um plano de carreira assertivo, que alinhe sua vida profissional e pessoal.

 Publicado originalmente no site (www.rh.com.br).

  • Categorias: Aprendizado, Assessoria RH, Carreira, Comportamento, Mercado de Trabalho, Planejamento, Profissional, Qualidade de Vida, Recursos Humanos
  • 0

    As dificuldades em lidar com imprevistos

     

    Imprevistos - 08 de NovembroMuitas vezes, é no Departamento de RH que muitas situações de conflito explodem.

     

     

     Por Daniela Maciel | Diário do Comércio

    Situações estressantes, conflituosas e de difícil solução são comuns a qualquer profissional e a qualquer empresa. E é no Departamento de Recursos Humanos que muitas delas explodem. Impactados por uma série de mudanças que nos últimos anos deram aos profissionais de RH uma série de novas atribuições e ampliaram o caráter burocrático do setor para um perfil estratégico, muitos se sentem perdidos e os conflitos começam a aparecer entre o departamento e os demais setores da empresa.

    A Avaliação de Potencial e Perfil (APP) sobre o perfil do profissional de RH brasileiro, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em março passado revelou que boa parte dos profissionais sente dificuldades ao lidar com situações imprevistas e com as próprias emoções. De acordo com os dados sobre a “Capacidade de Priorizar e Trabalhar com Imprevistos”, que avalia o grau de atenção concentrada e indica se o comportamento é dispersivo e se a pessoa consegue estabelecer suas prioridades de trabalhar com imprevistos e emergências, 17,6% revelaram dificuldades de concentração (geralmente geração Y), 29,6% disseram lidar bem com imprevistos e emergências e 52,8% revelaram-se estressados com imprevistos e emergências.

    Já no item “Gestão de Conflitos” que avalia como o profissional reage diante de situações tensas, 25,9% são explosivos em situações de conflito, 36,2% preferem evitar o conflito e 37,9% administram bem as situações de conflito. Quanto ao “Controle das Emoções”, que avalia a habilidade do indivíduo em lidar com suas emoções, 15,3% reprimem suas emoções, 22% revelam ser do tipo “pavio curto” e 62,7% alegam bom controle emocional. E, por fim, em relação ao “Estilo de Comunicação”, que avalia a capacidade que o indivíduo tem para informar com clareza e objetividade, conseguindo manter o grupo inteirado sobre as informações necessárias para o desenvolvimento de seu trabalho, 38,6% revelam boa capacidade de comunicação, 61,4% tendem a se comunicar mal, 13,8% são prolixos e 47,6% são sintéticos.

    Para a Consultora Especialista em RH da AB Consultoria Associados, Sofia Couto, a grande explicação para o número de conflitos está justamente no último item: a comunicação. “Precisamos entender que os conflitos fazem parte do dia a dia das pessoas, seja fora ou dentro das empresas e não são necessariamente ruins. Eles podem trazer reflexões e mudanças importantes. Aí o papel do RH é traduzir as demandas de cada um e ajudar a empresa a direcionar seus esforços em prol de um resultado”, explica Sofia Couto.

    Confira a reportagem na íntegra. Boa leitura!

     Publicado originalmente no Diário do Comércio.

  • Categorias: Assessoria RH, Carreira, Competitividade, Comportamento, Comunicação, Desafios, Profissional, Recursos Humanos, Sem categoria
  • 0

    A ideia de felicidade ocidental, baseada no individualismo, falhou!!!

    Felicidade - 25 de Outubro

    Para o filósofo australiano Roman Krznaric,  fundador da The School of Life, colocar-se no lugar do outro é a verdadeira revolução.

     

     


    Há 20 anos, Roman Krznaric se inscreveu para um curso de culinária na Bahia; mas, como não conseguiu uma bolsa de estudos, declinou a viagem. Hoje, o filósofo australiano, um dos fundadores da The School of Life, na Inglaterra, finalmente conhecerá o Brasil. Abriu uma exceção para viajar de avião – ele se preocupa com as emissões de carbono – e virá ao País para uma palestra sobre trabalho, dia 22, no Teatro Augusta.

    Escritor do best seller Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida, o filósofo continua interessado em culinária, mas se dedica a incentivar o que chama de “questionamentos sobre a vida”. E a vida laboral, segundo o escritor, é uma das questões que causam mais insatisfação e inquietação no mundo contemporâneo. “Hoje, pessoas de todas as classes sociais começam a enxergar o trabalho como algo para além da sobrevivência. É uma ocupação que pode fazer você se sentir preenchido”, conta. A saída para a insatisfação, explica, tem algumas alternativas: aplicar seus valores pessoais no trabalho; procurar um emprego que faça diferença no mundo; e usar seus talentos e habilidades; entre outras. “Uma das maiores razões de satisfação no trabalho não é dinheiro, mas autonomia”, diz.

    Além de aulas e conferências pelo mundo, o australiano toca, paralelamente, um projeto definido por ele como “a grande ambição de sua vida”: a criação de um Museu da Empatia. “Trata-se de um lugar onde você poderá entrar e conversar com pessoas que não conhece. Assim como emprestamos livros de uma biblioteca, será possível emprestar pessoas para uma conversa”, explica. O projeto não é de todo utópico. Segundo o filósofo, depois de um vídeo explicando seu conceito de empatia, com 500 mil visualizações, sua caixa de e-mail recebe, pelo menos, uma mensagem por dia de pessoas do mundo inteiro se propondo a ajudar na criação do museu.

    É por meio dessa troca e da disseminação desse conceito de empatia que o filósofo acredita ser possível fazer uma revolução: “As pessoas acham que a paz e as revoluções são construções de acordos políticos. Mas acredito que é possível que isso seja feito nas raízes das relações humanas. Desmontando ignorâncias e preconceitos”, diz.

    Confira os melhores momentos da entrevista.

     

    Publicado originalmente no Blog do Estadão.

  • Categorias: Comportamento, Mercado de Trabalho, Qualidade de Vida, Recursos Humanos, Trabalho
  • 0

    Liderança pelo Exemplo

    Liderança pelo Exemplo - 18 de OutubroInspiração, desafio e motivação são ingredientes essenciais para estimular a equipe a apresentar resultados. Pragmático ou afetivo, o líder deve saber retirar o melhor das pessoas.

     

    Humberto Siqueira, Jornal Estado de Minas

     

    Quando se fala em líder corporativo, logo se pensa em chefe. Mas há diferença entre liderar e chefiar. Embora os dois termos possam estar associados com comendo, direcionamento, a forma como se executa essa função diferencia um do outro. Nem todo chefe é líder e nem todo líder é chefe.

    Liderança é a arte de liberar as energias e potencial das pessoas, visando atrair talentos, inteligência e conhecimentos para enfrentar a complexidade das mudanças, influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos. O líder precisa inspirar, desafiar e motivar a equipe a realizar seu potencial máximo, entregando resultados. Para isso, tem de ser capaz de fazer com que cada um e todos aceitem desafios e se sintam relevantes o tempo todo. Engajar pessoas e despertar nelas confiança é fundamental, assim como investir na própria competência técnica, que será sempre a sustentação dessa posição.

    Nem todo líder nasce com esse perfil. Alguns têm trajetória de vida que o encaminham a agir dessa forma, enquanto outros buscam, conscientemente, aprimorar esse perfil. Segundo Karla Candal, diretora da LHH/DBM, empresa em soluções de mobilidade de talentos e transição de carreira, “o sucesso em processos de desenvolvimento está intimamente relacionado ao quanto indivíduos e organizações estão alinhados às suas identidades e propósitos”.

    Para ela, o líder tem que estar alinhado com o que a organização tem definido na sua identidade – missão, valores, visão, competências e o resultado que deve ser atingido. “Para cada negócio temos estilos de interação diferenciados. Em ambientes mais competitivos, um líder mais pragmático pode ter mais aderência à organização do que um mais afetivo, por exemplo”, pondera.

    Na visão de Lee Ellis, palestrante e autor do livro Leading with honor: leadership lessons from the Hanoi Hilton, em que apresenta sua experiência como prisioneiro de guerra durante cinco anos no Vietnã e destaca lições de liderança aprendidas no cativeiro, “a boa liderança é fundada em bom caráter. Inclui a obtenção de resultados e cuidado com as pessoas para alcançá-los. Normalmente, há uma tensão entre a missão (resultados) e as pessoas (relações), porque a missão deve ser sempre realizada, mas você não pode abusar das pessoas na obtenção de resultados sob pena de a performance diminuir a produtividade. No entanto, poucas são naturalmente talentosas em resultados e relacionamentos. Para ser um bom líder, a maioria das pessoas tem que aprender uma das duas habilidades, aquela que não é seu forte”, avalia.

    Nesse cenário, o líder seria aquele que sabe tirar o melhor das pessoas, tem visão para alocar o profissional certo no lugar certo, uma escuta mais apurada, estabelece a confiança, engaja as pessoas e tem a compreensão de que o resultado é mérito de todos. O chefe seria aquele que trabalha pensando no seu próprio sucesso, não consegue segurar a pressão que ele mesmo sofre, não comunica bem para a equipe e mantém o nível de estresse alto para conseguir o resultado. Em geral, fica longe de conflitos e problemas, visando manter sua posição, sua equipe tem problemas de performance e turn over elevado.

    Para Lee, um superior não terá capacidade de liderança se ele não consegue obter a confiança de sua equipe. “A confiança é a marca registrada de equipes coesas. Sem ela, as pessoas têm dúvidas, medos e incertezas que não levam a um alinhamento e unidade. E confiança, nesse contexto, significa que entendo e aceito você, porque você está disposto a ser vulnerável e genuíno. Esse tipo de confiança leva tempo e os líderes devem tê-la como prioridade”, afirma o ex-piloto da Força Aérea Americana.

     

    Publicado originalmente no Jornal Estado de Minas, Caderno Megaclassificados, dia 13 de Outubro de 2013

  • Categorias: Aprendizado, Assessoria RH, Carreira, Competitividade, Comportamento, Desafios, Empresas, Executivos, Liderança Executiva, Mercado de Trabalho
  • 0

    Pare de se enganar: SUCESSO pede autoconhecimento


    Autoconhecimento - 14 de OutubroO Professor de Harvard Robert Steven Kaplan diz que o sucesso depende de um processo corajoso de conhecimento pessoal.

     

    Por Beatriz Rey | Você S/A

     

     

    Chapel Hill – Robert Steven Kaplan tornou-se professor da escola de negócios de Harvard em 2005, depois de uma carreira de mais de 20 anos em Wall Street — a maior parte do tempo como alto executivo do banco Goldman Sachs, de onde saiu como vice-presidente do conselho (não confundir com o professor homônimo, criador da metodologia Balanced Scorecard).

    Mesmo com um grande repertório em gestão de investimentos, na academia ele enveredou pela linha de estudos do comportamento profissional. Em seus livros, Kaplan trata da investigação profunda que os profissionais devem fazer em suas fontes de motivação — que, segundo ele, não são investigadas e por isso as pessoas não crescem. É nesse ponto que entra a experiência do mercado financeiro.

    Como orientador de carreira, Kaplan não amacia. “Executivos bem-sucedidos devem ser capazes de listar seus pontos fortes e fracos”, diz. Em entrevista à VOCÊ S/A, o professor fala sobre seu novo livro, What You’re Really Meant to Do (“O que você realmente deve fazer”, em tradução livre), que será lançado em maio nos Estados Unidos. E ele promete ir fundo na busca dos interesses profissionais.

    VOCÊ S/A – As pessoas realmente buscam conhecer a si mesmas? 

    Robert Steven Kaplan – Todos nós, e aqui me incluo, temos “pontos cegos”, ou seja, características pessoais das quais não temos conhecimento, mas que são evidentes para quem nos observa. Os profissionais estão em diferentes estágios do processo de conhecimento íntimo. Nunca conheci alguém que não precisasse de ajuda ou conselho para se desenvolver. Uma pessoa pode prescindir de ajuda durante algum tempo, mas em algum momento certamente precisará conversar. A situação é a seguinte: se você não precisa de conselho, não está produzindo nada. Está parado, não está crescendo.

    VOCÊ S/A – Essa busca é um processo constante, certo? 

    Robert Steven Kaplan – É importante dizer que não são somente as pessoas que mudam. O mundo também está em transformação. A natureza das empresas e das indústrias muda. E você também muda: pode assumir novas responsabilidades, por exemplo. A busca do potencial único é certamente um processo constante. Uma situação muito comum é encontrar uma pessoa que trabalha há dez anos no mesmo lugar e simplesmente deixa de gostar da empresa, do trabalho. A pergunta é: por quê? Ouço bastante esse tipo de queixa: “Eu costumava amar meu emprego, hoje detesto”. O que aconteceu? O emprego mudou ou é o profissional que está diferente?

     VOCÊ S/A – Com qual frequência devemos revisitar o que sabemos sobre nós? 

    Robert Steven Kaplan – Não há um tempo certo, mas claro que não pode ser algo feito a cada segundo. Meu livro fala em atualizações regulares de seus pontos fortes e fracos, de suas paixões, de quem você é, o que você ama, qual o seu caráter, seu tipo de liderança. Essas são perguntas que as pessoas devem se fazer de tempos em tempos. O livro é como um roteiro — você não precisa consultá-lo sempre, mas deve pegá-lo de vez em quando para ter certeza de que sabe para onde está indo.

    VOCÊ S/A – O senhor acha que as pessoas dedicam a energia necessária a essa investigação?

    Robert Steven Kaplan – Se você é cínico, tem complexo de vítima ou acha que o mundo é muito injusto, terá muita dificuldade em tentar qualquer caminho diferente daquele que está trilhando. Esse tipo de mentalidade negativa coloca o profissional em um ciclo de insatisfação. Lido com pessoas que são cínicas ou que acreditam que a Justiça não funciona o tempo todo. Percebo o quanto isso é improdutivo. Nos Estados Unidos, quando se fala em imposto, por exemplo, há quem acredite que nada funcionará, que o governo está sempre prejudicando a população. É difícil encontrar uma solução quando se adota um padrão de comportamento destrutivo. Entendo que as pessoas recorrem a ele para se proteger. Elas já foram prejudicadas e não querem passar por isso novamente. Só que, no fim das contas, acabam prejudicando a elas mesmas.

    VOCÊ S/A – De acordo com o livro, esse tipo de mentalidade está relacionadoa experiências negativas que persistem na memória e prejudicam o desempenho. Isso é comum no trabalho?

    Robert Steven Kaplan – Se você me der mil pessoas, lhe darei mil narrativas diferentes. A mais comum é “não sou bom o suficiente” e suas variações. Mesmo se as pessoas que convivem com o profissional o consideram incrível, a narrativa persiste. Isso leva profissionais a cometer erros graves. As situações de pessoas que perdem a cabeça, que não cooperam e que são imprevisíveis, em muitos casos, não acontecem porque são babacas. Elas ocorrem por causa de insegurança, porque querem se proteger. Cada pessoa tem sua própria narrativa negativa. Não há quem não a tenha. O segredo é ter consciência de que ela existe e entender como afeta seu comportamento. Livrar-se dela não é possível. Mas saber que ela existe e não ser prisioneiro dela, sim.

    VOCÊ S/A – O senhor diz que devemos buscar uma definição própria para o sucesso. Como fazer isso diante dos modelos que a sociedade impõe? 

    Robert Steven Kaplan – O livro é justamente sobre isso. É preciso entender pontos fortes e fracos e quais são suas paixões para definir o conceito próprio de sucesso. É um processo que demanda muito trabalho. A pressão dos colegas é muito forte. O roteiro que proponho não vai fazer com que o profissional fique blindado a essa pressão. Além de conhecer suas qualidades e defeitos, ele deve entender por que se sente vulnerável à pressão social. Talvez falte autoconfiança. Ou então haja questões não resolvidas com os pais, o que leva o sujeito a tentar agradar os outros. Esse entendimento aumenta a determinação.

    VOCÊ S/A – Em termos práticos, quais estratégias um profissional pode adotar para se conhecer? 

    Robert Steven Kaplan – Um bom exemplo é pensar em um momento durante a vida em que se sentiu melhor. O que você estava fazendo? Por que gosta tanto desse momento? Talvez você estivesse trabalhando com esportes, com crianças ou simplesmente escrevendo. Quais tarefas estava desempenhando? Por que você era tão bom nessas tarefas? É apenas um exemplo de exercício simples, que força a pensar sobre o passado. Quando as pessoas fazem isso, percebem que gostam de trabalhar com gente ou com vendas, por exemplo. Mais: percebem que não pensavam a respeito disso havia anos. Na sequência, minha pergunta é: por que não trabalhar em uma empresa que ofereça esse tipo de trabalho? O importante é fazer algo além de pensar. Há o cérebro e o coração. Em outras palavras, pensar no que sentimos é fundamental.

    Boa leitura!

    (Originalmente publicado no site  www.exame.abril.com.br)

  • Categorias: Assessoria RH, Carreira, Competitividade, Comportamento, Desafios, Especialização, Executivos, Mercado de Trabalho, Sem categoria
  • 0

    Por que o mau humor prejudica a carreira?

    Mau humor - 04 de Outubro

    Dizem que os conflitos fazem parte do dia a dia das corporações e que através deles as pessoas são capazes  de extrair aprendizados que lhes agregarão diferenciais comportamentais futuros.

     

    Por Patrícia Bispo | rh.com.br

     

     

    Para quem já precisou lidar com um fato conflitante, depois de passado o “calor da emoção”, sabe muito bem que essa premissa é verdadeira. Isso porque quando vivenciamos algo, saímos mais amadurecidos para administrar questões similares e colocamos, em prática, aquilo o que os estudiosos chamam de Inteligência Emocional. Dentro do mar de emoções em que mergulha a mente humana, deparamo-nos com o humor que sinaliza se a pessoa está em comunhão ou em desarmonia com algum fator interno ou externo. O fato é que o mau humor em “larga escala” pode prejudicar tanto a vida pessoal como a carreira de um talento. Vejamos abaixo os porquês do péssimo humor à trajetória profissional!

    1 – Quem tem sempre o mau humor e o leva para o ambiente de trabalho, costuma afastar os demais pares do seu convívio. Isso porque todas as pessoas têm problemas pessoais e por mais que o seu colega de trabalho tenha boa vontade para ajudá-lo nas situações mais complicadas, é possível que em determinado momento ele perda o senso de companheirismo e tenha uma reação contrária ao que você esperava. Afinal, todos têm problemas pessoais e muitos fazem de tudo para controlar as emoções e não prejudicar os colegas e espero que, no mínimo, a recíproca seja verdadeira.

    2 – Qual o mau humor contamina a pessoa, em alguns casos, o próprio profissional nem se dá conta do que realmente está acontecendo com o suporto distanciamento dos colegas em relação a ele. Isso pode acarretar numa situação de baixa autoestima, pois o indivíduo passa a acreditar que está sendo excluído injustamente e que ele é a única vítima dessa desagradável situação.

    3 – Uma vez excluído do convívio dos seus pares, o profissional deixa começa a perceber que já não faz mais parte da equipe e que deixa de receber o compartilhamento de conhecimento que antes estava acostumado a ter em seu dia a dia.

    4 – Uma vez isolado na equipe, ele pode passar a aumentar o mau humor que já havia contaminado o seu comportamento e passa a entrar, cada vez mais, numa reação de reclusão. Afinal, todos estão contra eles: seus melhores colegas de trabalhos, seus pares e até mesmo o seu líder, em quem depositava tanta confiança.

    5 – Quebrado esse relacionamento de confiança com todos os que o cercam, o profissional mau humorado já passa a ver seu trabalho que antes lhe dava prazer, a ser um fardo. Se antes ele acordava satisfeito para trabalhar e dar o melhor de si, pensa a pensar apenas em acordar, cumprir o mínimo de suas atividades laborais para receber seu salário, ao final do mês.

    6 – Se cumprir o mínimo das suas atividades passa a ser seu foco, o profissional mal humorado coloca um véu sobre seus olhos e esquece de que as oportunidades de aprendizado, de crescimento profissional passarão por ele sem que o mesmo percebe. Ele estará tão centrado em se proteger de todos os que o cercam que não mais se preocupará em olhar para “fora da caixa”.

    7 – Com o tempo, o mau humor acabará indo mais longe e não apenas prejudicando a performance e o futuro de uma carreira promissora. Logo, a pessoa passará a sentir os reflexos na própria saúde e sinais de alerta do organismo como dores de cabeça, problemas no estômago mostrarão que começará a se formar um equilíbrio orgânico, pois o corpo sente os reflexos da mente e das emoções que, por ventura, somos levados a vivenciar.

    8 – Como uma bola de neve, o mal humorado não vê perspectivas de melhoras. Isso porque sua mente passa a ficar tão conturbada com os “fantasmas que são criados em sua mente”, que um simples problema pode significar uma dificuldade sem precedentes e sem solução. Nesse caso, é comum que os conflitos com os demais membros da equipe surjam e o clima do time venha a ser prejudicado.

    9 – Quando o profissional chega a este estágio, é comum que sua vida pessoal também entre em desequilíbrio. Isso porque ele, provavelmente, levará os problemas que acumulou no trabalho para o convívio com seus familiares, que nada tem a ver com a questão que ele formou junto ao ambiente de trabalho. Clima tenso na empresa, clima tenso em casa é sempre uma péssima combinação e só tende a aumentar os problemas.

    10 – Se você está passando por algum desses problemas e reconhece que seu humor não é dos melhores, converse com alguém que você confie e tente identificar a “raiz” do problema. Tudo tem solução a parti do momento em que reconhecemos que precisamos mudar, desenvolver novas competências, inclusive as comportamentais. Afinal, somos todos humanos e, dessa forma, passíveis de erros. O que, às vezes, precisamos rever são os nossos conceitos, quebrar paradigmas que nos foram impostos ao longo da nossa vida e passarmos a olhar a vida com outros prismas. Se você reconhece que precisa de ajuda, que precisa mudar em algum ponto, acredite, você já deu um grande passo para dar uma guinada tanto no campo pessoal como no lado profissional.

    Confira a reportagem na íntegra. Boa leitura!

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

  • Categorias: Aprendizado, Carreira, Competitividade, Comportamento, Desafios, Mercado, Mercado de Trabalho, Qualidade de Vida, Recursos Humanos
  • 0

    Como encontrar satisfação no trabalho

     Como encontrar satisfação no trabalho - 27 de SetembroCada vez mais pessoas buscam significado no que fazem. Entenda por que isso virou uma inquietação crescente e saiba como descobrir seu propósito de carreira.

    Inspire-se na história de 15 profissionais que já encontraram a resposta

     Por Nina Neves | Você S/A

     

    Segundo o filósofo Roman Krznaric, além de realização financeira o trabalhador procura significado em sua carreira. Quando a edição do livro How to Find Fulfilling Work terminou, o editor responsável pelo projeto ficou satisfeito com o resultado. Então, desligou o computador, levantou de sua mesa e pediu demissão. É esse poder de transformar a realidade sem sentido que o filósofo australiano Roman Krznaric, autor do livro, deseja despertar nas pessoas que buscam dar um novo significado ao que fazem.

    Roman é um dos fundadores da The School of Life, uma espécie de escola alternativa, fundada em Londres em 2008 por escritores e filósofos (entre eles, Alain de Botton), para promover cursos de curta duração e encontros para discutir questões práticas da vida. No Brasil, o livro recebeu o título Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida (Objetiva, 177 páginas).

    O mérito de Roman é explicar a inquietação de um grupo cada vez maior de profissionais e sugerir um método de reflexão para reposicionar a carreira. “Nunca um número tão grande de pessoas sentiu tanta insatisfação com a vida profissional e tanta incerteza sobre como resolver o problema”, disse Roman em entrevista a VOCÊ S/A.

    Pesquisas recentes apontam que na Europa, 60% dos profissionais escolheriam uma carreira diferente se isso fosse possível e, nos Estados Unidos, o nível de satisfação com a ocupação é dos mais baixos que se tem registro. No Brasil, a pesquisa feita para o Guia VOCÊ S/A – As Melhores Empresas para Você Trabalhar aponta que os funcionários estão menos satisfeitos a cada ano, embora as companhias tenham melhorado suas práticas de RH. Mas você nem precisaria desses dados para se dar conta de que tem muita gente infeliz com o que faz.

    Basta puxar o assunto numa mesa de bar, que alguém vai reclamar de não ver propósito no trabalho. Para alguns, um salário generoso é o bastante. Segundo Roman, a partir do momento que a renda é suficiente para cobrir as necessidades básicas, aumentos acrescentam pouco ao nível de satisfação do funcionário.

    “Quando se trabalha apenas por um salário é porque o emprego é só um meio para encontrar sentido fora dali”, diz Taynã Malaspina, mestre em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

    Nem todo mundo pensa assim. O banqueiro carioca André Esteves, presidente do banco de investimento BTG Pactual, afirma que só contrata Ph.Ds, que no BTG é um acrônimo para “poor, hungry and desperate to get rich” (em bom português, “pobre, esfomeado e desesperado para ficar rico”).

    “Nós queremos profissionais ousados, com sangue na boca, que gostem de empreender e ganhar dinheiro”, diz Renata Santiago, advogada que fez carreira no banco na área de gestão de grandes fortunas e, há sete anos, migrou para o RH do BTG. Detalhe: o programa de trainee do BTG, que está no terceiro ano, recebe 5 mil currículos de jovens interessados em ficar milionários depois de alguns poucos anos de muita, muita, ralação.

    Roman não se convence por exemplos como o do BTG. Para ele, trata-se de um perfil específico de trabalhador, cujas ambições não necessariamente correspondem às da maioria das pessoas. De acordo com Roman, há outros quatro fatores, além da grana, que fazem com que o profissional se sinta motivado. São eles: ter status, fazer a diferença no mundo, usar seus talentos e colocar em prática suas paixões.

    Trabalho com significado

    Com mais gente buscando sentido no que faz, surgem grupos de pessoas que questionam a relação que têm com o emprego. É o exemplo da comunidade Escape the City, que começou como um movimento de três ingleses insatisfeitos com as corporações nas quais trabalhavam e reúne hoje mais de 100.000 pessoas em seu site.

    O objetivo do Escape the City é fazer a ponte entre quem busca oportunidades de trabalho fora de grandes organizações e possíveis empregadores. Aqui no Brasil, o site 99jobs, montado por jovens profissionais que saíram de empresas como Odebrecht e Santander, se propõe a conectar, com 99% de assertividade (daí o 99 do nome), jovens e empresas que comungam dos mesmos valores.

    Enquanto isso, o site Continue Curioso, conta, por meio de curtos vídeos, as histórias de pessoas que buscam ser felizes com suas ocupações. “Nossa ideia não é filmar exclusivamente quem foi atrás dessa satisfação fora das empresas”, afirma Julia na Mendonça, uma das idealizadoras do site, “mas também quem encontra soluções não convencionais para realizar o trabalho em que acredita”, diz Cristiane Schmidt, uma das sócias do CC.

    Infeliz, por quê?

    Mas por que tantos questionamentos de carreira surgem neste momento? Para Roman Krznaric, os fatores que agregam o “sentido da vida” migraram de outras esferas sociais para o trabalho. Quando não era possível escolher a profissão (não faz tanto tempo assim, pergunte a seus avós se eles tiveram chance de escolher onde trabalhar), as pessoas conseguiam encontrar significado na religião e na vida em comunidade.

    “Por um lado, houve um declínio da importância da religião nas nossas vidas”, diz Roman, “e, por outro, passamos a viver em grandes cidades, o que fez com que pequenas comunidades deixassem de existir como antes”. Então, o trabalho foi ganhando cada vez mais importância social, passou a ser uma fonte de significado.

    Mas, se há mais oportunidades de trabalho, por que vivemos tão angustiados com a opção profissional que fizemos? Ter mais possibilidades de carreira parece ótimo, mas pode ser também extremamente frustrante. O psicólogo americano Barry Schwartz chama isso de paradoxo da escolha.

    Schwartz usa uma analogia para explicar a situação. Quando as pessoas tinham apenas uma opção de modelo de calça jeans para comprar, era aquela que adquiriam, por mais que ela só se tornasse confortável depois de lavada algumas vezes. Hoje, ao entrar numa loja de roupas, o consumidor se sente perdido entre as possibilidades de modelos, tecidos, lavagens.

    Quando finalmente leva um jeans para casa, não parece que aquele era, de fato, o melhor de todos. Para Schwartz, assim como temos uma grande quantidade de opções de produtos, passamos a ter uma grande quantidade de escolhas na vida. O que Schwartz quer dizer é que há mais possibilidades de escolha e, portanto, mais possibilidades de ser feliz.

    Se você vai conseguir optar por algo que o realize já é outra questão. “Aumentar opções de realização no trabalho aumenta também as expectativas de que a escolha feita deve ser boa”, diz o psicólogo americano. A saída, segundo ele, é lidar com o desconforto em relação ao que é deixado de lado.

    Respeito e bons amigos

    “Buscar a plena e ‘eterna’ identificação com o trabalho é um mito”, diz Pedro Bendassoli, professor de psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Isso porque não há uma identidade imutável, e é justamente à medida que as pessoas trabalham e se frustram que entendem o que as move.

    Para Roman, a melhor maneira de lidar com isso é pensar que não se tem apenas uma identidade. Então, por mais que sim, o trabalho seja uma parte da identidade, muitas atividades podem assumir esse espaço, não apenas o emprego do momento.

    Confira a reportagem na íntegra e conheça 15 histórias de profissionais que não abrem mão de se sentir felizes com o que fazem. Boa leitura!

    (Originalmente publicado no site www.exame.abril.com.br)

  • Categorias: Assessoria RH, Carreira, Comportamento, Mercado de Trabalho, Qualidade de Vida, Recursos Humanos, Trabalho
  • 0

    Aprenda a usar a ansiedade a seu favor


    Ansiedade - 20 de Setembro Como conseguir qualidade de vida diante da agitação que vivemos? 

     

    Por Cersi Machado | rh.com.br

     

    Hoje em dia, saber lidar com as preocupações de forma consciente tornou-se uma das principais capacidades para se obter êxito. Como conseguir qualidade de vida diante da agitação que vivemos? Como lidar com a ansiedade que toma conta do cotidiano de todos nós? Precisamos compreender que ansiedade não é doença. É normal sentirmos um pouco de ansiedade, isso pode até nos ajudar a ter atitude, a colocar em movimento algo que consideramos importante, a nos ajudar na adaptação de alguma mudança. Há uma grande diferença entre ansiedade e a superansiedade. A ansiedade torna-se ruim quando prolongada, quando foge de seu controle e se torna irracional, interferindo em seus relacionamentos e na sua saúde.

    De acordo com os estudiosos nos assuntos sobre ansiedade e estresse, não há mal em ter um pouco de ansiedade, por exemplo: antes de uma entrevista de emprego, antes de uma apresentação em público etc. A respiração acelera, o coração bate mais forte, as mãos começam a suar – esses são sinais fisiológicos da ansiedade. Mas quando isso começa a fugir do controle, é preciso avaliar a maneira como está interpretando os desafios de seu dia a dia para que a ansiedade não se transforme em algo patológico. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, o excesso de ansiedade está entre as principais causas de afastamento do trabalho. Quando ficamos ansiosos o organismo libera cortisol, que em doses moderadas é uma coisa boa, porém quando a ansiedade se repete demasiadamente, o cortisol aumenta e isso pode prejudicar o sistema imunológico, acelerando a morte de células.

    Quando você está prestes a alcançar um objetivo importante, uma grande conquista, a ansiedade vai começar a tomar conta de seu corpo e isso é um bom sinal, pois é consequência de sua motivação. Já pensou se você estiver indo em busca da realização de um objetivo, mas sem um impulso maior, sem uma energia e vontade latente para alcançar o que tanto sonhou? Que graça teria essa conquista? O problema, repito, está na ansiedade demasiada e mal administrada.

    A ansiedade é um sentimento de futuro, ninguém sente ansiedade por algo que já aconteceu. Viver demasiadamente a ansiedade é estar preso ao medo do futuro.
    O que cada um precisa avaliar é se a ansiedade não está sendo ausência de fé em si mesmo ou falta de confiança no presente, pois isso acaba gerando insegurança.

    Lembre-se que a vida acontece aqui e agora, e o presente é o recurso mais importante que possuímos para concentrarmos nossa energia. Então, não devemos ficar presos ao futuro. É claro que devemos ter metas e projetar o futuro, porém você deve ficar consciente para que no agora você aja com inteligência.

    Veja algumas dicas para lidar com a ansiedade:

    – Quando a ansiedade começar a tomar conta de você, pare e analise as razões desse sentimento. Talvez você precise se organizar melhor ou talvez necessite avaliar algumas decisões no presente. Então, reflita e depois tenha uma atitude inteligente sem se martirizar.

    – Não bagunce tudo e todos ao seu redor. Não deixe a ansiedade tornar-se irracional.

    – Reconheça seus limites e aprenda a relaxar. Quando estiver no trabalho pare de vez em quando, respire melhor, movimente o corpo, tome água, fique em silêncio. Ao retornar para o trabalho você se sentirá melhor.

    – Lembre-se de que você não pode abraçar o mundo. Seja lógico ao definir suas prioridades do dia. Determine um tempo adequado para cada atividade.

    – Cuide de si mesmo. Determine duas prioridades essenciais: dormir bem e se alimentar corretamente.

    – Procure atividades prazerosas para descontrair e relaxar. Sua vida não deve ser focada somente em trabalho e pagar contas. Então, não abra mão do lazer e da diversão.

    – Tenha resiliência e não olhe somente para o lado negativo das situações, enfrente as adversidades de cabeça erguida, sem fazer “tempestades em copo d’água”.

    Esteja consciente para saber lidar com a ansiedade, pois é através dessa consciência que você poderá desenvolver algumas virtudes tão importantes como, por exemplo, a paciência, a confiança em si mesmo e o autocontrole. A ansiedade faz parte de nossa vida, portanto utilize-a a seu favor porque, às vezes, ela vem para nos fazer sair do lugar, para que a vida não seja uma jornada monótona e sem energia.

    (Originalmente publicado no site www.rh.com.br)

  • Categorias: Aprendizado, Carreira, Competitividade, Comportamento, Desafios, Mercado de Trabalho, Profissional, Qualidade de Vida
  • 0

    Entrevista dada pela Diretora da Quality Training à Folha de São Paulo

    Pé no Freio - 09 de Setembro

    Pé no Freio

    Empresas reduzem contratações, alongam processos seletivos e ficam menos agressivas com os salários

     

        Por Reinaldo Chaves | folha.uol.com.br

     

    Após anos com recordes de geração de vagas, grandes agências de recrutamento, empresas e especialistas dizem que a febre do emprego acabou no Brasil.

    Eles projetam meses de freio nas contratações e até demissões devido aos baixos índices de crescimento no país.

    Nas estatísticas oficiais o saldo menor de geração de empregos (diferença entre contratações e desligamentos) já aparece. Segundo o Ministério do Trabalho, no acumulado de janeiro a julho foram criados 907.214 postos formais, pior resultado para o período desde 2009.

    A boa notícia é que a desaceleração do mercado deve ser lenta, com piores resultados apenas em 2015, o que dá espaço para que os profissionais se adaptem a esse novo momento.

    Marcelo Cuellar, gerente da empresa de recrutamento Michael Page, uma das maiores do país, diz que há redução na demanda inclusive por funcionários que as empresas dizem ter dificuldades para encontrar no país, como engenheiros.

    “Havia muitos projetos e uma demanda absurda por engenheiros até meados do ano passado. Hoje, já tenho casos de consultores e outros pessoas que ficam em casa esperando tarefas”, afirma.

    Marcelo Ferrari, gerente de novos negócios da consultoria Mercer, aponta que o tempo de reposição de funcionários está mais longo, com processos de seleção mais criteriosos e demorados.

    As companhias também estão menos agressivas na hora de contratar, diz. “Em 2010, ainda víamos companhias fazendo loucuras, oferecendo salários 50%, 100% maiores para tirar um funcionário de uma empresa, e ainda oferecendo gordos bônus e luvas. Isso diminuiu muito.”

    Segundo pesquisa do Hay Group em 450 empresas, os diretores das companhias tiveram seus ICP (incentivos de curto prazo), como bônus e participação nos lucros e resultados, caindo de uma média de 7,9 para 5,2 salários extras entre 2011 e 2012. Para a gerência, o ICP passou de 3,2 para 2,7 salários.

    A Cia. Hering, que tem 8.500 funcionários, é um exemplo disso. A empresa cresceu 9% no ano passado, índice abaixo do esperado, e não pagou PLR.

    Isso levou a companhia a mudar a forma como avalia seus funcionários para aumentar a produtividade.

    “Não perdemos funcionários, mas passamos a ter um processo de avaliação do desempenho mais detalhado. Usamos um modelo que cruza informações do que o funcionário entrega e sobre a forma como ele produz. Isso mostra mais sobre a qualidade da produção, diz Alessandra Morrison, diretora de gestão de pessoas da Cia. Hering.

    FAÇA MAIS

    Quando o crédito no país estava mais barato e o endividamento do consumidor estava menor, até trabalhadores pouco qualificados estavam sendo contratados. O problema é que esses profissionais são pouco produtivos, o que exige a contratação de vários para realizar uma mesma função. Com a economia em baixa, isso mudou.

    “A tendência no país hoje é se fazer contratações de pessoas cujo o desempenho seja relevante. O objetivo é não continuar com quadros de empregados inchados”, comenta a diretora-executiva da Quality Training Recursos Humanos, Marisa Ayub.

    O caminho inevitável para isso é a capacitação, conduta que a relações públicas Camila Leite Bastos, 29, afirma estar seguindo. Ela já trabalhou com marketing e “branding” (gestão de marcas), áreas ainda aquecidas no Brasil, mas que, segundo ela, já estão perto da saturação de profissionais.

    Neste ano, Bastos fez um curso de “design thinking”, técnica para a geração de ideias por meio da colaboração e da experimentação.

    “Fui em busca de maneiras de melhorar a execução de meus projetos, ter mais rapidez e eficácia”, diz.

    Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da área de economia aplicada da FGV/Ibre, diz que setores que estavam segurando o desemprego ano passado, como o comércio e serviços, perderam força –devem começar a sofrer primeiro os trabalhadores menos qualificados.

    Vistos como uma forma de reduzir o problema, programas como o PEQ (Programa Estadual de Qualificação Profissional), do governo de São Paulo, esperam uma maior demanda em 2013. No ano passado, foram 6.144 vagas e neste estão disponíveis 7.800.

    A auxiliar de departamento pessoal Jaqueline Baradel, 41, está desempregada desde o começo do ano e resolveu fazer dois cursos de uma vez: auxiliar de departamento pessoal e técnico em contabilidade.

    “Fiz esses cursos porque nem te chamam para uma entrevista se você não tiver o básico”, conta.

    DA TEORIA À PRÁTICA

    Para Juliano Ballarotti, diretor da consultoria Hays em São Paulo, o Brasil tem problemas também com profissionais que têm vários anos de estudo, mas não conseguem colocar esse conhecimento na prática.

    Por isso, profissionais técnicos, que em tese têm a formação exata para produzir, devem ganhar força.”Não adianta todo mundo ter graduação ou pós. O mercado procura primeiro aqueles com uma educação para exercer funções específicas”, diz.

    Para voltar ao mercado, Leandro Lopes, 30, pesquisou sobre as necessidades das empresas. Ele trabalhava com manutenção de impressoras de códigos de barras, mas perdeu o emprego.

    “Eu procurei um curso para ampliar minhas possibilidades e soube da opção de trabalhar com impressoras multifuncionais. É uma tendência as empresas alugarem esses equipamentos para reduzir gastos, então tem muito trabalho disponível.”

    O curso de três meses, de manutenção e montagem de copiadoras e multifuncionais, foi feito de graça na Etec (Escola Técnica Estadual) de Arthur Alvim, na zona leste de São Paulo.

    Ele foi contratado por uma empresa de “outsourcing” (terceirização) de impressoras e chega a atender sete clientes por dia.

     Texto originalmente publicado no site (www.folha.uol.com.br)

  • Categorias: Assessoria RH, Carreira, Comportamento, Contratação, Empresas, Mercado, Mercado de Trabalho, Profissional, Recursos Humanos, Sem categoria
  • 0

    09 de Setembro – Dia do Administrador

    Imagem Dia do Administrador

     

    Parabéns Administradores!!!

    A sua profissão impulsiona e estimula a inovação e a eficiência das empresas, além de transformar para melhor a vida dos profissionais.

    A Quality Training RH parabeniza à todos neste dia.

  • Categorias: Assessoria RH, Carreira, Executivos, Mercado de Trabalho, Quality Training RH, Recursos Humanos
  • Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15