0

Veja como evitar gafes comuns na hora de procurar um emprego

Você já se perguntou por que não foi chamado para aquele emprego? Provavelmente você pode ter cometido uma gafe. Veja como evitá-la

Luiza Belloni Veronesi

SÃO PAULO – Na hora de procurar um emprego toda dica de seleção e recrutamento é bem-vinda. Muitos profissionais se perguntam por que não foram chamados para uma vaga ou para outras etapas de um processo seletivo. Parece óbvio supor que algo deu errado, mas o que a maioria não sabe dizer qual gafe cometeu e o que poderia ter feito para evitá-la.

“Na hora de buscar uma oportunidade no mercado é importante fazer um exercício de autoconhecimento para que você consiga destacar suas características mais expressivas”, afirma a coordenadora de qualidade da Adecco Brasil, Fabiane Cardoso.

Pensando nisso, a Adecco, especialista em Recursos Humanos, levantou alguns dicas relevantes nessa etapa e como não cair nas temidas gafes corporativas.

O que fazer e não fazer na hora de procurar emprego
O primeiro passo do profissional é conhecer bem as características de sua área de atuação, com isso ele poderá desenvolver as melhores ferramentas de comunicação com o seu meio.

Para cada profissional existe uma postura diferente a ser tomada, por exemplo, as áreas de Marketing e Comunicação apresentam profissionais mais persuasivos e criativos, o que permite maior liberdade de criar currículo adequado ou mesmo uma forma de envios diferenciados, que fujam do e-mail convencional. Já profissionais de áreas administrativas ou financeiras são mais analíticos e organizados, devem focar mais nos resultados.

O currículo
Com as inúmeras oportunidades que a internet oferece, muitas pessoas utilizam suas ferramentas de forma errada. É fundamental ser seletivo quando for enviar um currículo, lembre-se que ele é seu principal cartão de visita e não deve ser tratado como spam, sugere Fabiane. Para não cometer esse erro, busque os canais corretos de envio de currículo, como e-mail do departamento de seleção, cadastros no site da empresa e Redes Sociais.

Outro erro comum é bombardear amigos e conhecidos com seu currículo. Ao invés disso, converse em particular com eles e verifique se eles podem te ajudar com uma indicação.

Enviar cópias de certificados, comprovantes de endereços e documentos pessoais também é errado. Só mande caso a empresas necessite tais documentos. Seja sucinto em seu currículo e informe claramente suas habilidades, conhecimentos e experiências em até duas folhas.

A entrevista
A primeira impressão é, muitas vezes, determinante para a contratação ou não. Desconhecer informações básicas da empresa é a primeira gafe. É preciso pesquisar sobre a empresa e pensar em perguntas inteligentes que possam ser feitas no término da entrevista.

A informalidade também pode atrapalhar seu desempenho nessa etapa. Adicionar o entrevistador ou pessoas que você conheceu na empresa durante o processo seletivo no Facebook ou em outras redes sociais passa imagem de falta de profissionalismo. Também inclui usar gírias, erros de português e falar frases sem sentido. Caso queira manter contato posterior, adicionar no LinkedIn pode ser a solução.

Já outra gafe comum é mentir sobre as qualificações ou falar mal do antigo emprego. Seja o mais delicado possível nesses dois ítens e leia atentamente o seu currículo previamente para se preparar com possíveis perguntas sobre as verdadeiras qualificações. Também não “pega bem” buscar retorno logo após a entrevista. A ansiedade é normal mas poderá ser interpretada como desespero.

Vídeo entrevista
É cada vez mais comum os entrevistadores utilizarem os vídeos para realizarem o recrutamento. Para isso, o profissional deverá estar ainda mais preparado e cuidadoso com detalhes do ambiente e de sua própria roupa que não passarão despercebidos pelos recrutadores.

Por isso, pijamas, cabelos despenteados e pessoas passando atrás ou falando com você, esqueça! Prepara-se como uma entrevista normal. Vista-se formalmente e, de preferência, utilize um espaço reservado e silencioso.

(Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreiras, 12/09/2012)

  • Categorias: Carreira, Comportamento, Contratação, Curriculo, Entrevista de Emprego, Mercado de Trabalho, Profissional, Recursos Humanos, Trabalho
  • 0

    Discutir política no trabalho não é proibido mas tem de ser feito com cautela

    Karla Santana Mamona

    Discutir o assunto é saudável, porque demonstra que o profissional não é alienado e sabe expor a sua opinião. O segredo é fazer isso de maneira comedida

    SÃO PAULO – Foi dada a largada da disputa eleitoral para prefeito e vereadores em todo o País. Desde 21 de agosto, os canais de televisão e rádio exibem as propagandas eleitorais. O assunto está em voga e não tem como escapar. Entretanto, ao surgir o assunto no ambiente de trabalho é necessário ter cautela.

    Para o diretor de Divisão de Projetos de Outplacement da De Bernt Entschev Human Capital, Vladimir Araujo, discutir o assunto é saudável, porque demonstra que o profissional não é alienado e sabe expor a sua opinião. O segredo é fazer isso de maneira comedida. “A palavra-chave é parcimônia.”

    Ele explica que o profissional só deve perguntar a intenção de voto do colega, se a pessoa se mostrar aberta a falar, pois como o voto é secreto pode soar como falta de educação e indelicadeza.

    A mesma opinião é compartilhada pela diretora-executiva da Quality Training RH, Marisa Ayub. De acordo com a especialista, o assunto pode debatido, mas com muita discrição. “O profissional não é obrigado a concordar com a opinião do outro, mas tem de entender.”

    O que não pode

    Discutir política não é problema, mas tentar convencer os outros a votar no seu candidato ou chamar o próximo de “ignorante” ou “burro” é proibido e pega mal dentro da empresa. “Não se deve tentar catequizar ninguém”, acrescenta a especialista.

    O profissional também não deve usar camiseta do candidato, distribuir “santinho”, bandeira, canetas, entre outros objetos dentro da empresa, mesmo que ela tenha um ambiente mais informal.

    Em alguns casos, as empresas financiam a campanha política dos profissionais. Nesta situação, o profissional pode, novamente, expor a sua opinião, mas deve respeitar o posicionamento da empresa. “Ele pode dizer, eu não concordo, mas respeito. Mas deve se evitar este embate direto”, finaliza Araujo.

    (Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreira, 27/08/2012)

  • Categorias: Comportamento, Comunicação, Empresas, Política, Profissional, Trabalho
  • 0

    Conheça as sete etapas para dar um feedback ideal

    Por Karla Santana Mamona

    Muitas vezes, por despreparo do gestor, a conversa que tem a intenção de melhorar a situação tem o efeito contrário, ou seja “bota mais lenha na fogueira”

    SÃO PAULO – Dar feedback é uma das várias atividades que devem ser desenvolvidas pelo líder. Ao apontar quais pontos o profissional está acertando e quais devem ser melhorados, o gestor, além de acompanhar o andamento das tarefas, ajuda o profissional a crescer em sua carreira. Na teoria tudo parece fácil, mas na prática a situação é outra. Tem chefe que tem pavor só de pensar que terá de conversar com a sua equipe.

    O especialista em gestão comportamental aplicada ao mundo dos negócios, Luiz Fernando Garcia, explica que muitas vezes, a conversa que tem a intenção de melhorar os fatos tem o efeito contrário, ou seja “bota mais lenha na fogueira”.

    Para que isso não aconteça, ele aconselha que o feedback siga dois princípios: ser descritivo, em vez de avaliativo; e ser específico, em vez de generalista. “Ser descritivo nada mais é que ir direto aos fatos, sem julgamentos à atitude dos outros envolvidos. Dizer aquele equipamento que custou 20 mil reais é melhor que dizer aquele equipamento que custou uma fortuna. Quanto a ser específico, o ideal é que situações em que a outra pessoa tenha agido de maneira inadequada apenas sejam descritas, sem a utilização de termos gerais”.

    Sete passos
    Além dessas destas orientações, Garcia indica que para que o “feedback seja bem dado” é necessário a montagem de um pequeno roteiro. Com os seguintes passos:

    • Preparação: reflita cuidadosamente sobre o que irá falar ao outro, considerando os aspectos positivos e negativos. Preparar-se com antecedência faz com que os fatos mais importantes sejam privilegiados durante o feedback e, com a lembrança dos pontos positivos do outro envolvido, a resistência pode ser quebrada.
    • Escolha o ambiente adequado: a conversa deve ocorrer em um ambiente neutro, de preferência na sala de quem vai receber o feedback, sem que haja interrupções de outras pessoas. O local deve contribuir para que o assunto transcorra com a menor tensão. É fundamental que telefonemas ou secretárias, por exemplo, não interrompam.
    • Definição das regras: o combinado deve ser que enquanto um fala o outro anota as observações e comente depois que o primeiro já tiver terminado. Em seguida, os papeis invertem. Isso é importante porque evita tensão, já que a impulsividade é controlada e há tempo para se assimilar o que foi dito. Quem propôs o feedback deve deixar o outro à vontade para começar, caso prefira.
    • Comece com os pontos positivos: destaque as qualidade de quem ouve, antes de cobrar algo. Isso faz que a resistência de quem escuta seja quebrada.
    • Cuidado com o tom: use exemplos específicos de comportamentos inadequados, e não adjetivos genéricos como “egoísta” e “preguiçoso”. Também é melhor dizer “eu me sinto desconfortável com essa situação” que “você é isso ou aquilo”. Dessa forma, você desarmará as defesas do outro, sem causar irritação.
    • Saiba ouvir: não interfira enquanto o outro se posiciona. É um momento apenas de ouvir, anotar observações e esperar a vez de falar. Aguardar o momento certo para se pronunciar indica maturidade e interesse verdadeiro de melhorar.
    • Finalização: depois de tudo dito, é fundamental que haja um reforço dos pontos principais do feedback, tanto dos negativos quanto dos positivos. Isso ajuda o outro a organizar os pensamentos e selecionar o mais importante de uma conversa, que deve dura cerca de 40 minutos.

    (Publicado originalmente no Portal Infomoney Carreiras, 20/06/2012).

  • Categorias: Comportamento, Comunicação, Profissional
  • 0

    Como manter o foco mesmo trabalhando em casa

    Camila Pati

    Disciplina e organização são palavras de ordem para quem adota o home office. Especialistas dão dicas de como não perder eficiência

    São Paulo – Cada vez mais as empresas liberam seus funcionários para adotar o sistema home office. Uma pesquisa elaborada pela consultoria Hays, por exemplo, indica que essa já uma realidade para 30% das empresas.

    sses aspectos. “É preciso ter hora para começar e hora para terminar o trabalho”, diz Kaghofer.

    Qualidade de vida e a preocupação em manter talentos no quadro de funcionários, são os motivos apontados para a adoção do trabalho em casa.

    Mas, mesmo longe da empresa, a cobrança por resultados ainda é a mesma. Portanto, confira dicas de especialistas consultados por EXAME.com para tornar o trabalho mais eficiente mesmo sem pôr os pés na empresa:

    1. Tenha um local dedicado para o trabalho

    O primeiro passo é destinar um ambiente da casa apenas para trabalhar. “As pessoas confundem local de trabalho com o laptop”, diz Cesar Kaghofer, representante da Dale Carnegie Training no Brasil.

    Ficar com o computador no colo, na sala, com a televisão ligada, conversando com alguém da família vai, na certa, prejudicar o rendimento. “Nessa situação ninguém consegue fazer nada direito”, diz o especialista.

    “Além de caracterizar qual é o espaço físico de trabalho, é possível separar melhor o aspecto pessoal do profissional”, afirma Rodrigo Soares, líder da Hays em Campinas.

    2. Tenha expediente

    Pessoas ativas tendem a alongar excessivamente o período de trabalho, quando adotam o sistema home office. “Por estar em casa, o profissional acaba trabalhando mais”, diz Rodrigo Soares, líder da Hays em Campinas.

    Já os menos disciplinados se perdem no meio do caminho “É mais fácil fazer outra coisa não relacionada ao trabalho, tomar um café ou assistir televisão, quando se está em casa”, diz Kaghofer.

    Estabelecer um horário fixo é importante para regular e

    3. Gerencie o tempo

    Evitar as pausas desnecessárias aumenta a produtividade. Para isso, de acordo com o especialista da Dale Carnegie, é essencial adotar a estratégia de “time block”, numa tradução literal “bloquear o tempo”. Na prática, a estratégia pressupõe atenção total no trabalho – sem olhos para interrupções. Manter o foco no trabalho, com atenção total é o que o especialista da Dale Carnegie chama de bloquear o tempo.

    “Sessenta minutos de tempo bloqueado valem mais do que 20 espaços de 10 minutos”, explica Kaghofer. Em outros termos, a produtividade durante uma hora com foco total no trabalho é maior do que em mais de três horas de atividades recheadas de interrupções.

    Por isso, no home office, fuja de telefonemas não relacionados ao trabalho, não atenda a campainha e evite ser interrompido por membros da família durante o expediente.

    4. Negocie

    Para conseguir colocar em prática as três primeiras dicas, é preciso estabelecer um acordo com quem mora com você. “Teoricamente, a casa não é um local de trabalho”, diz Kaghofer.

    Por isso, “é preciso explicar para a família”, diz Soares. Se você não mora sozinho, negociar com a família é a regra básica do home office.

    5. Vá à empresa de tempos em tempos

    “Se o profissional apresenta resultados ele se torna visível mesmo trabalhando em casa”, diz Kaghofer. Mesmo assim, ele diz que é importante aparecer na empresa, eventualmente, e conversar com os colegas e superiores.

    (Publicado originalmente no Exame Carreiras, 06/08/2012)

  • Categorias: Carreira, Home Office, Mercado de Trabalho, Profissional, Qualidade de Vida, Trabalho
  • 0

    20 perguntas para você também entrevistar o recrutador

    Especialistas indicam as perguntas que você deve fazer ao recrutador antes de aceitar um convite de emprego

    Luís Pereira

    São Paulo – A entrevista de emprego virou um processo rigoroso, em que as empresas deslocam uma série de profissionais para avaliar e falar com o candidato — um diretor, uma pessoa de RH e o chefe imediato. Isso ocorre porque elas querem ter certeza de estar contratando a pessoa certa.

    O candidato também tem o direito — e a responsabilidade — de saber se ele vai dar certo na vaga. Para isso, deve aproveitar a entrevista de emprego para se informar. Isso se faz perguntando. Ouvimos o coach Cláudio Yusta e os headhunters Luiz Carlos Cabrera, da Amrop Panelli Motta Cabrera, e Sheila Nowicki para selecionar 20 perguntas que você deve fazer antes de aceitar um convite de emprego.

    Perguntas pessoais

    O enfoque é você e o objetivo é entender por que foi o escolhido entre outros candidatos as questões servem para descobrir a imagem que a empresa faz de seu perfil profissional.

    1. Por que você me escolheu?

    2. Por que o cargo ficou vago? o que ocorreu com o profissional que o ocupava?

    3. Qual é o principal conselho que você pode me dar para ter bom desempenho?

    4. Que dicas você me daria para uma melhor adaptação?

    5. Quais são as possibilidades de crescimento profissional que eu tenho dentro dessa organização?

    Sobre a expectativa do chefe

    Há expectativas que estão na cabeça de seu chefe que ele não conseguirá dizer com facilidade entender essas coisas são o segredo de um início mais tranquilo no emprego. e, se você acha que não é bom em algo, conte para ele também.

    11. Quais tipos de comportamento você considera fundamentais para eu ser visto com um profissional de sucesso, além do resultado?

    Sobre o cargo

    Aqui, a meta é detectar a visão que a empresa e seu chefe imediato têm sobre o cargo que lhe foi oferecido. É importante ter uma clareza razoável do desafio que o espera e verificar se o trabalho condiz com suas competências e aspirações de carreira.

    12. Quais são os principais desafios da posição?
    13. Quais são as ações imediatas que você espera que eu tome e qual é o cronograma?
    14. Fale da equipe que eu vou liderar.
    15. Quanto tempo eu tenho para apresentar um plano de ação?
    16. Quais as dificuldades que você enfrenta e eu vou ter de enfrentar na empresa e na área?

    Sobre a cultura da empresa

    Nas entrevistas que você fizer, tente entender como a companhia é percebida pelas pessoas que lá trabalham. Veja qual é a cultura e quais são os valores considerados importantes. Compare as respostas que cada profissional dá a você e se elas têm consistência entre si.

    17. Quais os valores que você detectou em mim que combinam com os da empresa?
    18. Na sua trajetória nessa companhia, quais valores que você aprendeu são importantes para mim?
    19. Como você vê a empresa daqui a cinco anos?
    20. Quais tipos de comportamento são inadmissíveis na cultura dessa empresa?

    (Publicado originalmente em Exame Carreiras, 20/07/2012).

  • Categorias: Carreira, Contratação, Empresas, Entrevista de Emprego, Negociação, Trabalho
  • 0

    “Síndrome da Gabriela”: profissionais devem ter cuidado com inflexibilidade

    Gladys Ferraz Magalhães

    SÃO PAULO – “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim… Gabriela… sempre Gabriela”. O trecho da música cantada por Gal Costa exemplifica um problema comum no ambiente de trabalho: a inflexibilidade. Ao menos, esta é a análise do presidente do CFA (Conselho Federal de Administração), Sebastião Luiz de Mello.

    “O mercado de trabalho está cheio de profissionais com a síndrome da Gabriela. São aquelas pessoas que, mesmo qualificadas tecnicamente, se recusam a mudar por acreditarem que as coisas devem ser feitas do seu jeito”, diz Mello.

    As consequências de tal comportamento, explica o especialista, é o não crescimento na carreira e, no caso de líderes, uma performance menor da equipe.

    “Quem tem esse comportamento prejudica não só a si mesmo, mas toda a empresa. Afinal de contas, não é possível crescer e alcançar metas realizando procedimentos que já não são satisfatórios (…) Com esse discurso, muitos profissionais com potencial ficam estacionados no tempo”, ressalta o presidente do CFA.

    Como reconhecer?
    Algumas frases são típicas de profissionais inflexíveis. As mais famosas, segundo Mello, são as seguintes:

    • “vamos fazer assim, pois sempre fizemos desta maneira”;
    • “Sei que isto é bom, mas prefiro fazer do meu jeito”;
    •  “Eu sinto muito, mas sou assim”.

    Dentre os motivos que fazem com que estes profissionais se comportem de tal maneira, o especialista acredita que o medo de não dar certo, de errar ou de receber críticas, se destacam. Para quem sofre da apelidada “síndrome da Gabriela” o caminho, sugere Mello, é repensar as atitudes e começar  a mudar de postura.

    “O processo de mudança nem sempre é fácil: exige trabalho, planejamento e força de vontade. Por isso, muitos preferem continuar fazendo as mesmas coisas no trabalho e na vida pessoal, perdendo a oportunidade de conhecer novos caminhos, amadurecer e descobrir novas possibilidades”.

    (Publicado originalmente no Infomoney Carreiras, 06/07/2012).

  • Categorias: Comportamento, Mercado de Trabalho, Profissional, Trabalho
  • 0

    Busca por novos desafios pode esconder frustrações profissionais

    Sidnei Oliveira

    É impressionante a quantidade de profissionais que atualmente deixam seus empregos em busca de “novos desafios”. Muitos abandonam carreiras estruturadas e sedimentadas em troca da emoção do novo, algo que possa trazer de volta um sentimento de expectativa e até de insegurança, como o que esteve presente no início da carreira profissional, quando tudo era novo e muitas vezes representavam uma ameaça à manutenção do emprego.

    O que parece estimular essa busca constante por uma trajetória empolgante e com possibilidades de grande reconhecimento são as transformações que a carreira sofreu nos últimos anos. A vida profissional expandiu-se. Já não podemos mais falar de meros 35 anos de carreira, pois, com o aumento da expectativa de vida, percebemos que não só precisaremos, mas, também desejaremos trabalhar e desenvolver trajetórias mais diversificadas.

    Muitas vezes a busca por “novos desafios” surge de fatores subjetivos, como ambiente de trabalho ou atuação das lideranças. Entretanto, alguns profissionais transformaram o tema em estilo de vida, saltando de emprego em emprego, atrás do melhor local para  trabalhar. Muitas vezes, a ruptura esconde interesses e expectativas frustradas, tais como um aumento salarial ou uma promoção que não aconteceu, o que acaba trazendo consequências.

    Esse fenômeno é muito positivo quando observado em profissionais mais veteranos, pois pode significar a descoberta de uma segunda carreira, trazendo benefícios pessoais e também corporativos, afinal, o conhecimento tácito, adquirido em anos de trabalho, certamente se transforma em um potencial extremamente produtivo nas novas atividades. Há, entretanto, um lado perverso nesse fenômeno, que é quando essa busca acontece com profissionais novatos. Para eles, os efeitos são bem diferentes e interferem profundamente na sua formação.

    Um jovem profissional, novato em um emprego, não recebe, inicialmente, os desafios de maior valor. O mais comum é que o valor dos desafios sejam apresentados de forma crescente, à medida em que são superados. Contudo, quando há diferenças nas expectativas e o jovem aventura-se em um novo emprego em busca de “novos desafios”, o que ele alcança, de fato, é uma redução no valor dos desafios, pois torna-se novato outra vez e sua trajetória recua algumas etapas.

    Seja qual for o motivo para a decisão de ruptura, é fato que ela deixa marcas na trajetória do profissional, por isso, é muito importante considerar se realmente está em busca de novos desafios ou apenas se desviando dos desafios que encontra pelo caminho.

    Isso irá determinar se sua estratégia de carreira é vitoriosa ou apenas um fuga, afinal, algumas vezes os desafios estão exatamente onde você deixou.

    (Publicado originalmente no ClickCarreira, 22/06/2012).

  • Categorias: Carreira, Desafios, Empresas, Profissional, Trabalho
  • 0

    É possível começar uma carreira de sucesso depois dos 30 anos

    Rachel Sciré

    O dia de Rodolfo Gutilla, 50, parece ter mais do que 24 horas. Diretor de assuntos corporativos da Natura, ele também é presidente do conselho da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), vice-presidente da Associação da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Beleza e da Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas, além de atuar como conselheiro em várias organizações. Nas horas vagas (ou seriam “horas extras”?), Gutilla dedica-se à Literatura – é autor de livros de poemas, literatura infantil e ensaios.

    Gutilla trabalha entre 10 e 12 horas, dividindo as tarefas entre a sede da Natura, em Cajamar (SP), os escritórios de fornecedores e parceiros, e sua casa.  O dia a dia envolve atividades de representação, viagens, relacionamento com a imprensa e o governo e criação de materiais institucionais, entre outras coisas.

    Mas ele nunca pensou que seria um executivo. Gutilla é formado em Jornalismo e mestre em Antropologia. Conciliou a carreira na imprensa com a vida acadêmica e até fez militância sindical como professor. Na entrevista a seguir, ele conta sua trajetória até o topo do mundo corporativo.

    Vida de estudante

    Eu nunca fui bom aluno, era dispersivo, mas gostava muito de ler, era um pouco introspectivo. Repeti de ano duas vezes. Depois eu fiz faculdade de Comunicação e, logo em seguida, ao perceber que eu tinha um inclinação para Ciências Sociais, fui fazer o curso na PUC-SP. Fiz pós-graduação e mestrado em Antropologia.

    Começo de carreira

    Eu me formei em 1985, em Jornalismo, e fui da primeira turma do treinamento da Folha de S.Paulo, que nem se chamava assim na época.  Tive a oportunidade de aprender com grandes mestres do jornalismo e um grupo muito talentoso que trabalhava lá. Mas percebi que o jornalismo diário não me emocionava, não me fisgava. Era tudo muito rápido e relativamente superficial. Eu queria mergulhos mais profundos, então fui fazer um outro tipo de jornalismo mais segmentado. Trabalhei em revistas e publicações, como a Casa Vogue. Depois passei a me interessar muito pela Academia, por lecionar, dividindo então o meu tempo entre o jornalismo e a atividade de professor. Eu dei aula por seis anos de Antropologia e Edição no curso de Jornalismo, foi muito gostoso.

    Atuação sindical e mudança para o universo corporativo

    Eu comecei a lecionar porque tenho uma vocação muito grande para essa área, mas a remuneração do professor no Brasil é baixa, na época era ainda pior. Então eu acumulava atividades de jornalismo e de relações públicas, fazendo projetos, planos de comunicação, matérias, reportagens – freelancer, de modo geral. Eu era delegado sindical dos professores e nós promovemos a primeira greve no sistema educacional em que trabalhava. Todos entenderam o nosso pleito e obtivemos ganho de causa no Tribunal do Trabalho, mas depois a discussão com os donos da faculdade foi muito tensa, então surgiu uma oportunidade em uma agência de relações com a imprensa. Lá eu aprendi a fazer projetos e depois fui convidado para ser o supervisor de relações com a imprensa de um dos clientes. Foi assim que comecei a atuar no mundo empresarial.

    Sobre entrar mais tarde no mercado de trabalho

    Eu iniciei minha carreira no mundo corporativo depois dos 30 anos ou um pouco antes. Eu vejo essa idade como um momento especial, porque aos 30 anos você está muito preparado, está numa fase da vida em que já está mais pronto e maduro para uma nova etapa mais desafiadora, que pode ser uma mudança radical, como eu fiz, vindo do mundo acadêmico para o mundo corporativo, ou uma promoção que te leve a um nível de maior responsabilidade dentro da organização. O importante é que você tenha claro quais são as competências que você tem para enfrentar esse desafio. Às vezes é preciso arriscar e dar um passo maior que o outro, sem ousadia você corre o risco de ficar fazendo a mesma coisa para o resto da vida.

    Dia a dia na empresa

    Tenho uma jornada de trabalho que demanda muito, trabalho em torno de 11, 12 horas por dia, viajo bastante. Trabalho aqui, em algum escritório onde vou estar (seja de um fornecedor ou de um parceiro de negócios) e outra parte do dia eu trabalho em casa, à noite. Eu cuido da área de assuntos corporativos, que, em resumo, envolve as relações com a imprensa, com formadores de opinião, a produção de materiais institucionais, mas também tomam bastante parte do meu tempo as relações com o governo.

    Lazer

    Eu escrevo, sou poeta e faço ensaios sobre Literatura. Tenho perseguido esse desejo de escrever e já publiquei alguns livros. Quero acreditar que daqui a alguns anos vou poder dedicar mais tempo a essa minha vocação. Gostaria de construir uma segunda trajetória nesse campo.

    Literatura e Antropologia em relação ao mundo empresarial

    A Antropolgia ensina a compreender os sistemas simbólicos, as narrativas mitológicas, as organizações de uma determinada cultura. A empresa é um agrupamento social, ela tem seus próprios rituais, seu mito de origem, suas próprias narrativas. A Antropologia ajuda a navegar no ambiente corporativo e a criar as narrativas para que os outros compreendam qual é o propósito e a vocação social desse empreendimento. A Literatura, onde o resultado também é uma narrativa, ajuda a construir e compreender outras narrativas sobre o indivíduo, no ambiente empresarial e em relação com os seus pares, e a empresa, em relação aos seus múltiplos públicos. O que me levou à Antropologia e o que me faz escrever é essa paixão que eu tenho pelas narrativas, pelos símbolos.

    Diferencial na carreira

    O que eu acho que fez diferença foi ter feito uma boa faculdade de Ciências Sociais, um bom curso de pós-graduação e um mestrado com muita aplicação. Parte do que sou hoje, devo à segunda formação.

    Futuro profissional

    Eu nunca me preparei para ser um executivo, sempre para ser professor. Eu fiz muito trabalho de campo, pesquisa etnográfica e acabei me tornando um executivo. Daqui pra frente, eu planejo atuar na área de assuntos corporativos pelos próximos 10, 12 anos, porque isso demanda muita energia, esforço físico inclusive. Depois eu gostaria de voltar a estudar, quero fazer doutorado e voltar para a vida acadêmica, além de continuar escrevendo. E se julgarem que eu tenho alguma competência para isso, eu posso ser conselheiro no futuro, seja na área da comunicação ou na de relações institucionais.

    Conselhos a um jovem profissional

    Instrua-se, eduque-se, faça mais de uma faculdade, se puder, faça pós-graduação, mestrado, MBA. Permaneça atualizado. Faça cursos de extensão universitária, de atualização. Faça cursos mais estruturantes, porque a técnica você acaba aprendendo no dia a dia. Além disso, relacione-se. Esteja sempre buscando novos contatos, saiba quem são as lideranças das empresas, procure identificar os valores que te inspiram em um determinado executivo – procure conhecer pessoas e estilos diferentes de gestão. Tenha uma disposição permanente para o aprendizado cotidiano, não se aliene. Por fim, trabalhe muito, porque tem sempre alguém que vai trabalhar mais do que você, mas não perca de vista que você tem família, amigos e uma outra vida para construir.

    Para saber um pouco mais, assista o vídeo da entrevista clicando aqui.

    (Publicado originalmente no ClickCarreira, 15/06/2012).

  • Categorias: Carreira, Empresas, Executivos, Mercado de Trabalho, Planejamento, Profissional
  • 0

    Os riscos de falar demais no trabalho (e como evitá-los)

    Falar demais não é pecado, mas se feito sem bom senso pode trazer sérios riscos para a sua carreira, segundo especialistas

    Talita Abrantes

    São Paulo – Regra básica para ter uma carreira promissora? Comunique-se bem. Sim, isso mesmo. Independente do cargo ou setor de atuação, saber se expressar de uma maneira objetiva e clara é essencial para emplacar ideias, convencer clientes e, principalmente, liderar.

    Mas, atenção, comunicar-se bem não é sinônimo de falar demais. E é exatamente nesta confusão de conceitos que estão alguns dos mais sérios pecados corporativos de muita gente por aí. Seja por um traço de personalidade ou por pura falta de senso, muitos profissionais dão corda demais para a mania de ser prolixo e, acabam, colocando a própria carreira em risco.

    Confira abaixo quais os riscos de ser prolixo e como evitá-los – mesmo quando falar demais faz parte da sua personalidade:

    Riscos

    • Ganhar o título de arrogante…

    Quem fala demais, geralmente, peca por não ouvir os outros. “Você só entra na conversa quando a pessoa para para respirar. E, mesmo assim, nem sempre dá tempo”, descreve Reinaldo Passadori, do Instituto Passadori.

    Por isso, não raro pessoas prolixas tendem a ser consideradas arrogantes e, no pior dos cenários, muito (mas muito mesmo) chatas. Por não ter papas na língua, quem fala para além da conta corre o risco de “declarar coisas que não deveria e soltar trunfos sobre si mesmo”, diz Silvio Luzardo, especialista em oratória.

    “Quem é prolixo não tem a percepção de aceitar o outro como ele é. Fala demais porque acredita que o que fala é correto e o que o outro sente não tem importância”, diz Passadori.

    • …ou de inconveniente

    Por não estarem atentos às outras pessoas, alguns prolixos tendem à uma síndrome de falta de tato crônica. Este problema é materializado em tratar de assuntos indevidos em ocasiões impróprias e, principalmente, ocupar demasiadamente o tempo de terceiros.

    De alimentar a rádio peão até fazer piadas de mau gosto, passando por despejar críticas vazias e pecar na falta de discrição, as gafes de quem fala além da conta são inúmeras. E, infelizmente, pouco raras. “Aí não há quem aguente, né?”, diz Romaly de Carvalho, especialista em etiqueta corporativa.

    • Perder espaço

    A consequência para esse tipo de comportamento é até óbvia: em alguns cenários mais assustadores, ser prolixo pode sim custar seu sucesso profissional. E, neste caso, sua qualificação nem sempre falará mais alto.

    “O bom profissional tem foco. Sabe o que dizer e quando dizer”, diz Romaly. “No mundo corporativo, as pessoas querem soluções eficientes em menor tempo”.

    Fato que garante alguns pontos negativos para quem não consegue vislumbrar o mundo de uma maneira mais objetiva. “O profissional perde o crédito. O cliente pode sentir que está sendo enrolado”, diz Silvio Luzardo.

    Como evitar

    • Ouça

    O conselho de avó pode até ser clichê, mas é valioso para essas horas: todos têm dois ouvidos e uma boca, logo…

    A conclusão para o ditado popular é até óbvia, mas quem tem o hábito de falar sabe que a experiência prática não é tão simples assim. Por isso, se você integra o grupo dos que sempre protagonizam um diálogo, uma dica: fique atento às perguntas do seu interlocutor. Se ele parar de questionar (ou pior, falar), cuidado.

    “A pessoa fala e fala, mas não leva em consideração se o outro está gostando da conversa”, diz Romaly. Por isso, a primeira lição para toda pessoa que perde o limite na hora de se comunicar é simples: ouça, ouça e ouça.

    • Diferencie

    É essencial também diferenciar os tipos de relacionamento que você nutre no trabalho. Lembre-se: uma coisa é amigo (e o tipo de assuntos que podem ser tratados com ele), colega de trabalho é outra história. E traçar esse limite é fundamental para ter foco na hora de se comunicar no trabalho.

    “Você até pode ter amigos no trabalho. E é bom que tenha. Mas nem todos serão seus amigos. Com o colega de trabalho, você deve compartilhar apenas assuntos relativos ao planejamento da empresa”, diz Romaly.

    • Não tenha medo do silêncio

    O silêncio, principalmente entre desconhecidos, pode incomodar . E muitas vezes, apavorar. Mas isso não pode ser justificativa para dar cordas para a própria língua e falar coisas que não deve. Quando o silêncio apavorar e desconectar, o melhor antídoto é permanecer quieto. E esperar o outro.

    • Foque no que é urgente e importante

    Planejamento deve ser palavra de ordem para qualquer profissional. E isso se aplica também a todos os diálogos que você precisa liderar. “Transforme tudo o que tem que ser dito em frases objetivas. Foque apenas no que é urgente e importante”, ensina Passadori.

    (Publicado originalmente no Portal Exame Carreira, 05/06/2012).

  • Categorias: Carreira, Comunicação, Empresas, Profissional, Trabalho
  • 0

    A concorrente quer me contratar!

    Rachel Sciré

    Diante da escassez de profissionais no mercado de trabalho, não é raro empresas buscarem talentos entre os concorrentes. Hoje, os mais assediados são os empregados nas áreas de TI, Petróleo e Gás, Geologia e Engenharias, em geral, em nível executivo. Mas e você, como reagiria se recebesse uma proposta da empresa rival?

    “O mercado está tão dinâmico que não há problema em ser procurado pela concorrente”, afirma Irene Azevedo, diretora de negócios da LHH/DBM, empresa de soluções para desenvolvimento de talentos. No entanto, a consultora destaca que é preciso tomar alguns cuidados logo que for acionado pelo headhunter.

    O primeiro é avaliar se aquela movimentação faz sentido – se há profissionais deixando a concorrente ou a se a contratação está relacionada a alguma nova estratégia da empresa, por exemplo. Caso contrário, pode ser apenas uma sondagem de mercado, algumas vezes, com más intenções.

    Além disso, como se tratam de concorrentes, deve-se evitar a troca de informações sobre rotinas e processos. “O profissional tem que falar o mínimo possível da empresa atual e, em vez disso, destacar suas qualidades e realizações”, ensina Irene.

    Como em qualquer outra oportunidade, antes de aceitar a proposta é necessário considerar se não há nada mais para aprender na organização em que está empregado e se não existem chances de crescer ali. “Deve-se pensar se a proposta do concorrente vai dar oportunidade de fazer um salto na carreira e assumir uma posição mais desafiadora”, diz.

    Saída sem tropeços – Pedir demissão é sempre delicado, imagine então quando você está deixando seu trabalho para assumir um posto na concorrência? Na hora do desligamento, a recomendação é ser bastante profissional: dizer que teve uma oportunidade melhor, deixar todas as suas coisas organizadas e as tarefas cumpridas.

    Como você não é obrigado a contar para onde está indo, pode avisar o chefe e os colegas só depois de ter começado no emprego novo – o que não vale, caso o funcionário tenha assinado uma cláusula de não concorrência. Fora do Brasil, esse documento é bastante comum fora, principalmente em cargos executivos. Ao assiná-lo, o profissional assume o compromisso de não trabalhar no concorrente por um período determinado, depois de sair da empresa. Em contrapartida, o antigo empregador se compromete a pagar uma indenização durante o tempo de inatividade profissional. “Algumas concorrentes chegam a esperar os profissionais durante esse período”, conta Irene. Empresas de tecnologia, de agronegócios, de automóveis e instituições financeiras estão entre as que mais se utilizam do contrato.

    Nada a recear – Se o profissional não tem nenhum impedimento deste tipo, não deve se preocupar se a troca de emprego vai pegar mal. De acordo com Irene, o ambiente mudou e as organizações se reestruturam com maior facilidade. “Se a oportunidade for melhor, nenhum chefe ou colega vai achar que você agiu mal, só porque se trata de concorrente”, diz ela, que também já passou por essa situação.

    A consultora ainda explica que não esbarrar em questões éticas durante a transição depende da postura assumida pelo profissional. “Jamais leve informações de onde você trabalhou, nem se valha delas para fazer seu trabalho”, recomenda.

    Para quem ainda não recebeu um convite para mudar de empresa, também fica a dica: não fale mal do concorrente em hipótese alguma. A ideia é sempre valorizar seus diferenciais e nunca subestimar o rival. Afinal, se um dia você for convidado para trabalhar lá, poderá aceitar o convite sem passar por uma saia justa.

    (Publicado originalmente no Click Carreira Quero Crescer, 29/05/2012).

  • Categorias: Carreira, Contratação, Empresas, Executivos, Hunting, Profissional
  • Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17